4,8 milhões serão investidos na saúde do Maranhão

Recursos do Governo Federal serão investidos na construção de Centros Especializados de Realibilitação

O Maranhão  terá dois Centros Especializados em Reabilitação (CER). O Ministério da Saúde já garantiu que R$ 4,8 milhões para o custeio dos CER. O anúncio dos recursos foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a abertura do 3º Encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika).

Esses serviços ofertam assistência integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), às crianças com a síndrome congênita da zika, e realizam, por exemplo, a estimulação precoce. Na ocasião, também foram divulgados R$ 10,9 milhões para a implantação de 51 novas equipes de apoio à Saúde da Família, que contam com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, e R$ 10 milhões para novas pesquisas e criação de biobanco nacional para amostras sobre doenças causadas pelo Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e Zika.

Dados

Entre as medidas que permitiram a assistência adequada às crianças com a síndrome foi a estratégia de ação rápida. Dos 2.347 casos de microcefalia confirmados no país entre março e outubro de 2016, 80% (1.898) receberam atendimento na atenção especializada. “Todos nós, governo federal, estados e municípios, temos que identificar a síndrome o mais rápido possível e, desta forma, encaminhar essas crianças para o atendimento adequado”, afirmou Ricardo Barros.

Pesquisas 

Além da assistência, o Ministério da Saúde tem investido recursos para o Plano de Enfrentamento ao Aedes e suas Consequências. Foram anunciados R$ 10 milhões, financiado por emendas que contemplam ações de combate ao mosquito. Esse recurso também financiará um Biobanco, que servirá de suporte aos especialistas e pesquisadores, permitindo que análises futuras possam ser realizadas com a ajuda destes materiais. O Ministério da Saúde auxiliará a rede na coordenação do banco, juntamente a centros de pesquisas que ainda serão definidos. A ideia é que a estruturação do Biobanco se inicie ainda em 2017.

Ainda serão definidas prioridades de pesquisas relacionadas à Chikungunya, com previsão de  um estudo de abrangência nacional. Além disso, o Ministério da Saúde pretende auxiliar pesquisadores a publicarem artigos de grande impacto relacionados às arboviroses. Ao todo, já foram investidos, pelo Governo Federal, mais de R$ 250 milhões no financiamento de pesquisas relacionadas às três doenças causadas pelo Aedes.

 

Em 2017 (até 25 de março) foram notificados 90.281 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2016 (947.130). Também houve queda expressiva no número de óbitos. A redução foi de 97%, passando de 411 (em 2016) para 11, em 2017. Em relação à chikungunya, a redução do número de casos foi de 74%. Até 25 de março, foram registrados 26.854 casos. No ano passado, foram registrados 101.633 casos, neste mesmo período. Também até 25 de março, o Ministério da Saúde registrou 4.894 casos de Zika em todo o país. Uma redução de 97% em relação a 2016 (142.664 casos). Em relação às gestantes, foram registrados 727 casos prováveis. Não houve registro de óbitos por Zika em 2017.

Controle Nacional

  Em 2015, foi criada a Sala Nacional de Coordenação e Controle, além de 27 Salas Estaduais e 2.029 Salas Municipais, com o objetivo de gerenciar e monitorar as iniciativas de mobilização e combate ao vetor, bem como a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. A Sala Nacional é coordenada pelo Ministério da Saúde e conta com a presença dos integrantes de outras oito pastas federais.

No primeiro ciclo de visitas domiciliares de 2017 (janeiro e fevereiro), foram visitados 41,8 milhões de imóveis em todo o país. No total, 34,9 milhões foram vistoriados (83,5%) e em 6,8 milhões, houve recusa ou estavam fechados.

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (29), o livro “Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS”, que reúne, em um único volume, a experiência do período de um ano de trabalho intensivo para identificar a causa do surto de microcefalia, que atingiu o país a partir do final do ano de 2015. O material detalha todo o processo da descoberta da origem do agravo e suas consequências.

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