Aline Alencar

A porta de percepção do próximo

Muita, mas muita gente vai achar estranho eu estar escrevendo sobre ser mais tolerante e menos briguento quando o assunto é polêmico, seja em qualquer esfera social. Este, amigas e amigos, é um dos textos mais breves que farei para vocês, porém, certeiro. Assim espero.

Acontece que, em determinados momentos, certas brigas são compradas com a mesma vantagem em dar murro em ponta de faca. Ou seja, zero vantagens e 100% de estafa garantida. Sem troféus, sem prêmios, sem glórias. Só dor de cabeça e a sensação de tempo perdido.

Aprendi isso aos tapas e mais tapas da vida. E, claro, ainda estou aprendendo. Nas redes sociais o mais comum é ver este tipo de briga que só quem tem muita saúde emocional aguenta muito tempo.

Eu mesma joguei a toalha. Mas, e vocês? Até que ponto vale perder uma antiga ou nova amizade por questões que, por mais que você não concorde e nunca vá mudar suas convicções, vale à pena?

Veja bem, não é se submeter ao pensamento alheio. Jamais. Tenhas suas convicções, desde que estas não façam mal física e psicologicamente ao próximo. É o que já basta. Mas se trata também de saber que nem todos irão aceitar seus argumentos de imediato ou te compreender instantaneamente.

Amizade muitas vezes requer mais ouvidos e olhos do que boca, sobretudo, o bate boca. Na internet, em mesa de bar e afins. Claro, dependendo do que seja, você acaba se afastando. Mas, creio que a cordialidade é essencial em qualquer momento. Passou disto, vira selvageria.

Ouvir mais antes de falar já é um bom começo. Este, acredito, já seria um fragmento das várias portas de percepção a ser aberta e muito do seu mundo e o do outro será melhor compreendido ou, no mínimo, suportável.

Ter conhecimento é bom. Nos desperta os olhos e uma sensação boa de liberdade. Mas também nos aprisiona quando este mesmo conhecimento nos envaidece e acaba nos cegando. De nada adianta ser inteligente quando se é arrogante. Sabedoria sim, do sem estudo ao universitário, é o que vale, pois nunca vamos parar de aprender muito menos de apanhar da vida.

Até a próxima coluna!

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