Adolescentes da Funac participam da I Conferência Livre de Saúde das Meninas

Finalidade foi dar voz as demandas e questionamento

As Adolescentes do Centro de Juventude Florescer, da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), participaram da I Conferência Livre de Saúde das Meninas, ação realizada pela Plan International Brasil, em parceria com o Centro de Formação para Cidadania (Akoni) e as Secretarias de Estado da Mulher e da Saúde, no mês de junho.

Com a participação de especialistas, autoridades, além das próprias meninas, o encontro promoveu o debate de questões importantes sobre garantia de direitos, cuidados e serviços de saúde, gravidez na adolescência, questões LGBT, entre outros temas que elas vivenciam no cotidiano.

Essa foi a primeira vez que as adolescentes da Fundação participaram de uma ação com a finalidade de dar voz as demandas e questionamento das meninas do Estado. “Ver que tem meninas fazendo algo para mudar o mundo me motivou bastante”, afirmou uma das socioeducandas participantes. “Eu aprendi muito, desde as coisas que eu posso fazer e onde buscar os meus direitos, algo que não sabia mesmo. Participar da Conferência foi muito importante para mim”, ressaltou.

“Eu gostei da interação com outras adolescentes, de ter conhecimento sobre os meus direitos e,  principalmente, da falar sobre respeito e apoio da família. Muitas meninas engravidam cedo demais e a família quer expulsar de casa, ao contrário, esse é o momento de dar ajuda”, disse outra adolescente. “Foi bom debater também sobre  as pessoas privadas de liberdade, que merecem uma segunda chance e tem capacidade para mudar sim. Me senti incluída nesse momento”, completou a jovem, que pretende participar das próximas conferências.

Para a diretora técnica da Funac, Lúcia Diniz, a participação das meninas na Conferência materializa o princípio do protagonismo juvenil na socioeducação. “Vivenciar de forma plena a cidadania, se expressar e tomar conhecimento sobre seus direitos fundamentais foi uma experiência ímpar para essas adolescentes, que também tiveram a oportunidade de participar, pela primeira vez, dos processos coletivos de deliberações sobre a política pública de saúde para meninas”, avaliou a diretora.

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