Apenas 50% dos ônibus de São Luís vão circular nesta sexta (25), diz SET

A situação é um reflexo direto da paralisação no transporte de cargas pelos caminhoneiros em greve em todo o país.

Em nota, enviada à imprensa na tarde desta quinta-feira (24), o Sindicato das Empresas de Transporte afirma que apenas 50% da frota de ônibus coletivos de São Luís circulará nesta sexta-feira (25), por conta da falta de combustível para abastecer os veículos.

A falta de combustível para os ônibus é reflexo direto da paralisação no transporte de cargas pelos caminhoneiros em greve em todo o país.

Confira a nota:

Só no Maranhão, a Polícia Rodoviária Federal registrou 14 pontos de bloqueio neste quarto dia de greve da categoria, sendo quatro deles apenas em São Luís.

Imperatriz – BR 010, km 246 Cidelândia – BR 010, km 299,5 Trecho Seco
Estreito – BR 010, km 131
Balsas – BR 230, km 396
Balsas – BR 230, km 406
Caxias – BR 316, km 544
São Domingos do Azeitão – BR 230, km 216
São Luís – BR 135, km 5, OLEAMA
São Luís – Km 2 do Acesso da BR 135 (posto Paizão)
São Luís – Km 6 do acesso da BR 135, Vila Maranhão
Grajaú – BR 226, km 413
Açailândia – BR 222, Pequiá
Bacabeira – BR 135, km 46
São Luís – BR 135, Km 16,2 do acesso (Avenida dos Portugueses), em frente a Liquegás.

Já o Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindcombustíveis) alerta que poderá faltar gasolina, álcool, diesel e gás de cozinha no estado nos próximos dias.

Há ainda a expectativa quanto ao abastecimento de alimentos na CEASA.

A Greve

Em reportagem, a BBC Brasil explica que não existe uma organização que possa ser apontada como líder da paralisação – na verdade, a proposta de greve começou a circular de forma espontânea em redes sociais e grupos de WhatsApp de caminhoneiros.

Mas uma das principais entidades envolvidas é a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que congrega a maioria dos sindicatos de motoristas autônomos.

Outros sindicatos de caminhoneiros se juntaram aos protestos ao longo dos dias, como a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) e a União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil (Unicam). O movimento acabou engrossado pelos caminhoneiros de frota também – isto é, por aqueles que são contratados, com carteira assinada, por transportadoras.

A principal exigência é a queda no preço do óleo diesel: segundo os representantes dos transportadores, o custo atual do óleo torna inviável o transporte de mercadorias no país.

“Hoje, um caminhão grande usa até R$ 2 mil de óleo diesel por dia. Isso aí no fim do mês é um rio de dinheiro”, afirma Ivar Schmidt. A margem de lucro da atividade é tão baixa, diz Schmidt, que hoje os caminhoneiros trabalham “só para cumprir tabela (sem ganhar nada)”, diz ele.

Para reduzir o preço do diesel, as entidades querem que o governo estabeleça uma regra para os reajustes do produto – hoje, os preços flutuam de acordo com o valor do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar.

Além disso, há outras reivindicações na pauta dos caminhoneiros, diz Ariovaldo de Almeida Silva Júnior, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros (Sindicam) de Ourinhos (SP). “Queremos também a isenção do pagamento de pedágio dos eixos que estiverem suspensos (quando o caminhão está vazio e passa a rodar com um dos eixos fora do chão). Defendemos a aprovação do projeto de lei 528 de 2015, que cria a política de preços mínimos para o frete, e a criação de um marco regulatório para os caminhoneiros”, lista ele.

“O caminhoneiro faz um cálculo do custo do frete (antes de partir). Agora, o caminhoneiro às vezes viaja durante cinco dias. Teve semana que o diesel subiu todos os dias (invalidando a estimativa de custo)”, diz ele.

Como começou a paralisação? O governo foi alertado?

Sim, o governo recebeu avisos de entidades sindicais dos caminhoneiros sobre a possibilidade de uma paralisação.

No dia 16 de maio, a CNTA apresentou um ofício ao governo federal pedindo o congelamento do preço do óleo diesel e a abertura de negociações, mas foi ignorada. No dia 18 (última sexta-feira), a organização lançou um comunicado em que mencionava a possibilidade de paralisação a partir de segunda-feira, o que de fato ocorreu.

Segundo a CNTA, a paralisação estava sendo discutida “pelos caminhoneiros e sindicatos da categoria, nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas”.

4 thoughts on “Apenas 50% dos ônibus de São Luís vão circular nesta sexta (25), diz SET

Deixe uma resposta