Aline Alencar

As faces da mudança

Vim aqui falar sobre mudanças.

É breve, é curto e não vai doer, ao contrário de todo processo de mudança.

Mudanças. Internas e externas. De como a alma reflete no espelho as cicatrizes visíveis e invisíveis.

A primeira definição de mudança é sair da sua zona de conforto. E esta saída dói e é uma dor que nos acompanha eternamente. É possível perceber apenas na mudança do olhar.

Todos têm diferentes fases de vida. Mas todas passam pela lagarta, casulo até ganhar asas e contemplar o que o mundo te oferece. Alguns, simplesmente, renascem das cinzas, todos os dias.

Enquanto vivem em zona de conforto até se encontrar descalço em um mundo de muitos asfaltos, outros, na mesma fase, sempre foram desacreditados e se achavam inferiores durante boa parte da vida.

Todos, em suma, chegaram a um ponto que encontraram forças e poder de onde eles jamais imaginariam. É o que seria a tradução da maturidade alcançada por meio das pedras.

Estes que chegam à última fase, por consequência, perdem muito pelo caminho. Sobrevivem ao que muitos não conseguiram. Mas tudo aquilo foi necessário para cada um seguir seu propósito.

E a expressão no rosto de cada um carrega ao mesmo tempo sabedoria e sofrimento. Acabamos por ter duas faces, dois modos de agir. Ambos guiados pela resiliência e pela memória.

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