Coluna
Ponto de Pauta

Brookfield assume 70% da Odebrecht

A Brookfield Business Partners LP, uma empresa líder global em gestão de ativos, em conjunto com outros investidores institucionais, assumiu hoje o controle dos 70% da Odebrecht Ambiental que pertenciam a Odebrecht S.A. O investimento foi de US$ 908 milhões. Esse valor inclui um pagamento de US$ 768 milhões e aproximadamente US$ 140 milhões em injeção de capital para suportar o crescimento futuro da Companhia. O FI-FGTS manteve a sua participação de 30% na empresa. A companhia passará a se chamar BRK Ambiental.

A BRK Ambiental está presente em mais de 180 municípios brasileiros, beneficiando a vida de 15 milhões de pessoas.  Opera também plantas de tratamento de resíduos e água para operações industriais. A Brookfield investe e administra ativos em mais de 30 países, nos cinco continentes. Hoje, são US$ 250 bilhões investidos nos segmentos de Energia Renovável, Imobiliário, Infraestrutura e Private Equity.

 

Desde 2015, a BRK Ambiental é responsável pelos serviços de água e esgoto, ao longo de 35 anos, em São José do Ribamar e Paço do Lumiar que juntas abrigam mais de 320 mil pessoas. A concessionária tem como principal meta ampliar o fornecimento de água tratada para 100% dos domicílios da região até 2020, bem como a implantar sistemas de esgotamento sanitário para atender 90% dos habitantes da área urbana em até dez anos. Para isso estão sendo investidos mais de R$ 450 milhões em obras de recuperação, ampliação e modernização dos sistemas.

Felipe Camarão sinaliza concurso para educação indígena

Durante entrevista na Rádio Timbira, o secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão, anunciou que está estudando a realização do primeiro concurso público do estado para professor efetivo em educação indígena.

Segundo informações da Secretaria, o edital “será construído em ação conjunta da Seduc e a Sedihpop (Direitos Humanos) e lideranças indígenas dos vários povos do Maranhão”.

Recentemente foi lançado edital para processo seletivo simplificado para contratação temporária de professores para as escolhas indígenas nos municípios das Unidades Regionais de Educação (UREs) de Barra do Corda, Imperatriz, Santa Inês e Zé Doca.

Incitação ao caos?

Na busca por apoios quase perdidos a favor da reforma trabalhista e da previdência, o prefeito de São Paulo, João Doria, fez coro a demais políticos em recente evento que convocou o empresariado para se juntar à “causa”. Só que Dória, talvez na empolgação, foi mais além ao dizer que a força do empresariado não é menor que a da “república sindicalista”, referindo-se aos sindicatos, estes notoriamente contra as reformas. A pergunta é: a tentativa seria colocar a classe empresarial contra a classe sindicalista? Provavelmente, uma promoção sutil do caos. Resta saber se os empresários irão entrar na trincheira de frente com o pelotão de Michel Temer e acabar com as vidraças de seus empreendimentos da mesma forma que as do Palácio do Planalto na semana passada. Uma resposta mais certa a tudo isto virá com a greve geral para o dia 28, promovida pelos sindicatos, para barrar aquilo que Dória, Rodrigo Maia e outros defendem.

Prefeituras e Câmaras Municipais: discrepância

Em encontrados no sítio eletrônico do Tribunal de Contas do Estado (TCE), é verificada a triste e estranha constatação de que 88 prefeituras e 216 Câmaras Municipais do Maranhão não cumprem com a Lei da Transparência. O que soa discrepante é que de 217 municípios existentes no estado, 216 Câmaras estão irregulares, contra 88 prefeituras, uma diferença gritante, quando executivo e legislativo municipais deveriam estar alinhados não só politicamente, mas de acordo com a Lei. Por que será?

Fórum das reformas

Fulan afirmou que a economia já mostra sinais de melhora

Mesmo admitindo que a votação da reforma da previdência deve ser adiada por conta da pressão popular, a base aliada do presidente Michel Temer continua insistindo na mesma tecla por onde passa. Em Fórum com a classe empresarial, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e demais políticos que defendem a reforma convocaram a classe empresarial para a causa alegando que esta e a reforma trabalhista irão melhorar a economia do país. Contudo, o empresariado afirma, na voz de Luiz Fernando Furlan, por exemplo, que há motivos para otimismo, pois o Brasil está retomando seu crescimento econômico.

Roseana e aliados: insistentes em 2018

Roseana Sarney (PMDB) vive sendo empurrada para a disputa eleitoral em 2018. Primeiro, jogada pelos aliados para o pleito ao Senado, agora eles retomam o assunto eleições ao Governo do Estado. Tema que ela vem evitando desde que perdeu as eleições em 2014 para Flávio Dino (PCdoB). Desde então, ela estancou no ostracismo da política maranhense e nacional, a não ser quando é citada em algum escândalo administrativo devido a suas últimas gestões à frente do Palácio dos Leões. A empolgação dos aliados não é segura, mas ela está pegando carona.

Aos problemas, vista grossa

Mesmo com a imagem desmoronando perante os brasileiros, o Governo Michel Temer (PMDB) vem se esforçando para mostrar calma e acelerar projetos de seu interesse. Contudo, com propaganda fraca, o prestígio acaba de forma não somente nacional, mas também internacional. A prova disto é a recusa do Papa Francisco, por meio de carta, do convite de Temer para celebrar missa em homenagem dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida no Brasil. Não há publicidade que resolva.

 

Você escreve Campo de Perizes ou de Peris?

O pesquisador, turismólogo e escritor António Noberto, como membro fundador da Academia Ludovicence de Letras (ALL) e sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) nos traz à seguinte questão em artigo publicado em 2015: Você escreve Campo de Perizes ou de Peris?

A questão ainda é relevante, pois, até hoje, a cada feriado prolongado que se aproxima ao digitar “no Google imagem as palavras ‘Campo de Perizes’ o que se vê são inúmeras fotos de engarrafamentos e acidentes de trânsito”, como ele explica em texto. Mas, segundo o escritor, o nome correto do lugar não é Campo de Perizes e sim Campo de Peris.

A resposta é simples: o termo é de origem tupi e deve ser grafado com dois “i”, resultando em piri, que deu nome a lugares como Piripiri, no Piauí, Peri Mirim (que quer dizer capim ou junco pequeno) e Peritoró, no Maranhão. A forma mais correta, portanto, deveria ser Campo de Piris. Pronunciar e escrever Campo de Peris já seria um bom começo.

Para ele, “continuar pronunciando e escrevendo Campo de Perizes é negar que em São Luís se fala ou se falou o melhor português do Brasil ou que algum dia existiu uma Atenas nestas plagas de escritores e poetas”. E faz todo sentido, assim como negamos a origem indígena dos termos Araçagi e Jaracati nos bairros da capital, ao inserirmos a letra de origem inglesa “y”.

 

Expoema de volta

A Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema) voltará a ser realizada, este ano. Durante reunião do Conselho Empresarial, na tarde desta quarta-feira, 19, o governador Flávio Dino anunciou que o evento voltará a acontecer numa parceria do governo do Estado com a Associação dos Criadores. “Faremos juntos a maior Expoema da nossa história”, disse o governador.

Contudo, ainda não foi anunciado o local do evento. O antigo Parque Independência, em São Luís, onde acontecia a Expoema abrigará um condomínio do Minha Casa, Meu Maranhão, que destinará casas populares para servidores públicos estaduais.

Suzano: nociva ao próximo e ao solo

O deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB) levanta uma questão antiga do Estado: os efeitos nocivos provocados pela empresa Suzano no Maranhão, tanto nas questões trabalhistas quanto em agressão ao meio ambiente no estado. Para ele, além de estar estragando o solo da região de Açailândia, só oferece emprego de mão-de-obra bruta aos maranhenses e expulsa famílias de suas moradias. Algo preocupante três tríades: ambiental, trabalhista e dos direitos humanos. Progresso pelo progresso?