Dia D do Feirão do Imposto leva ações à população de São Luís

Atividades de panfletagem, blitz educativa e venda de itens sem imposto foram encabeçadas pela AJE-MA e pelo Conjove/ACM

As ações do Dia D do Feirão do Imposto — realizado no último sábado (19) — aconteceram em vários pontos de São Luís, com objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a alta carga tributária e a falta de retorno à população em benefícios. As atividades foram dirigidas pela Associação dos Jovens Empresários do Maranhão (AJE-MA) e pelo Conselho do Jovem Empresário da Associação Comercial do Maranhão (Conjove/ACM).

A principal ação foi a blitz educativa,, que aconteceu em um trecho da Avenida Daniel de la Touche, na Cohama. Durante a abordagem aos motoristas e pedestres, os membros das entidades distribuíram panfletos com explicações sobre as fatias tributárias de produtos e serviços negociados no Brasil. A ocasião também foi de buzinaço, que demonstrava o descontentamento dos cidadãos com os encargos considerados injustos. Não à toa, o tema do Feirão em 2018 foi “Pague 2, leve 1”.

Quem passou pela região da Lagoa da Jansen também viu a movimentação do Dia D. Além da ação de panfletagem, os food truck’s locais realizaram uma venda de lanches com preço sem incidência de imposto — na verdade, com os valores dos impostos subsidiados pelos empresários participantes da ação. Ação parecida ocorreu em alguns empreendimentos de shopping centers da capital, da Avenida Litorânea e de outros bairros.

Proprietário de uma farmácia no bairro da Vila Palmeira e participante da campanha, o empresário Wilton Júnior destacou que os exacerbados índices tributários tanto atrapalham a atividade empresarial quanto os consumidores, que, afinal, têm que arcar com essas despesas.

“Hoje em dia, a população em si é que paga o imposto, não o empresário. Essa campanha que estamos fazendo é para conscientizar a população sobre o quanto ela paga de imposto e quanto ela pode cobrar dos seus representantes em saúde, segurança, educação e serviços de qualidade” comenta Wilton.

Já para a arquiteta Rebeca Gomes, o impacto negativo é sentido não só enquanto consumidora, mas também no âmbito profissional, já que o preço do aparato utilizado na sua atividade tem bastante influência. “O prejuízo é sentido de todos os lados, quando você tenta adquirir equipamentos eletrônicos, no seu transporte, insumos e tantos outros. Paralelamente, temos que encarar a vida em lugares com infraestrutura inadequada e uma infinidade de problemas”, aponta Rebeca.

Feirão do Imposto

Em iniciativa promovida em âmbito nacional pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje). A iniciativa, surgida em 2012, já é amplamente conhecida por levar aos empresários e consumidores a reflexão sobre a alta carga tributária brasileira. Assim, busca a conscientização sobre a ineficiência de gestão pública, os prejuízos da corrupção e outros fatores que impedem que impostos pagos pelos brasileiros sejam devidamente aplicados em obras e serviços públicos de qualidade.

De Assessoria.

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