É preciso valorizar a política, diz subprocurador-geral Nicolao Dino

O subprocurador-geral do Ministério Público Federal (MPF), Nicolao Dino, afirmou que banir os maus gestores da vida pública é uma forma de valorizar a política.

O subprocurador-geral do Ministério Público Federal (MPF), Nicolao Dino, afirmou que banir os maus gestores da vida pública é uma forma de valorizar a política. “Ao aplicar as sanções de inelegibilidade estamos exercendo uma função preventiva ao afastar da cena política aquela pessoa, que, em face de mau comportamento pretérito, não deve atuar, não deve exercer cargo eletivo, não deve voltar à cena política”, disse, durante palestra sobre o tema inelegibilidade e rejeição de contas, no evento comemorativo aos 70 anos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

Nicolao Dino afirmou que apesar da descrença de parte da população na política é necessário valorizar o espaço da política. “É no espaço da política que crescem os exercícios dos direitos fundamentais e efetivamente são realizados os valores da República. Afastar o mau gestor não é desmerecer a política, mas valorizar a cena política”, afirmou.

De acordo com ele, o custo anual da corrupção equivale a R$ 41,5 bilhões. Valor superior ao investimento de União e Estados com a segurança pública. Os custos da corrupção no país correspondem a 40% do orçamento destinado à saúde pública no país.

“Esses dados revelam a trágica certeza que além de ser um fator de atraso social e econômico mostram também que a corrupção inviabiliza a promoção dos direitos fundamentais do cidadão. É também um fenômeno de altíssimo e inegável potencial destrutivo”, disse.

No MPF há 28 mil investigações em curso sobre corrupção no país, 2 mil ações de improbidade e 901 ações penais relativas a processos sobre corrupção, nos dois últimos anos.

Dino citou o cientista social José Pastore para dizer que “corrupção é como diabetes: não tem cura, mas precisa ser tratada diariamente”, para construir um ambiente no qual a corrupção não consiga florescer, nem germinar.

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