Em depoimento, Johnatahn Silva diz ter matado Kardec em defesa própria

A Secretaria de Segurança Pública do Estado declarou, em nota, que ouvirá servidores e outros detentos para apurar o que realmente levou ao crime dentro do complexo.

O detento Johnathan Silva, preso pelo assassinato do jornalista Décio Sá, declarou em depoimento à polícia que matou o também detento Allan Kardec, no domingo (7), em defesa da própria vida.

O crime ocorreu no Presídio São Luís 4, dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde os dois cumpriam pena.

Segundo Johnathan, ele vinha sendo ameaçado por Kardec desde 2016. Segundo Silva, os dois brigaram em um jogo de futebou e mais recentemente em um jogo de xadrez, quando a vítima teria dito à um terceiro detento que resolveria a desavença na quarta, e que se não fosse do seu jeito, iria esfaquear Johnathan.

Johnathan teria ouvido o barulho de amolar de facas em uma das celas na noite anterior ao crime, mas não soube identificar de qual das celas vinha. Pela manhã, encontrou uma barra de ferro no chão do banheiro, próximo ao vaso sanitário. Ele, então, se dirigiu até Kardec e o golpeou no peito.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado declarou, em nota, que ouvirá servidores e outros detentos para apurar o que realmente levou ao crime dentro do complexo.

Ainda segundo a SSP, nenhum dos dois tinha mais envolvimento com as facções criminosas locais, como chegou a ser noticiado, estando ambos separados dos presos de facções.

Johnathan de Sousa Silva, foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, ele foi inicialmente indiciado por homicídio qualificado, que é quando a vítima não tem chance de defesa.

O segundo crime ocorreu durante o banho de sol. Socorrido imediatamente pela equipe de segurança da UPSL 4, Alan Kardec foi levado ao Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II), mas faleceu no fim da tarde.

De Redação, com informações de O Estado MA.

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