Emap apresenta estudo para desenvolver o Corredor Sul-Norte do Maranhão

A EMAP – Empresa Maranhense de Administração Portuária – apresentou os resultados do estudo conceitual e logístico das áreas de influência do corredor de transporte e integração sul-norte do Maranhão (Rodovia MA-006) e do Porto do Itaqui, realizado com financiamento do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) baseado em Convênio de Cooperação Técnica firmado com o Governo do Maranhão por meio da EMAP.

O objetivo desse amplo estudo de mercado é otimizar o conhecimento sobre a logística de escoamento da produção do corredor sul-norte do Maranhão e mapear o potencial de movimentação de cargas em toda a área de influência do Porto do Itaqui, que abrange oito estados brasileiros.

O presidente EMAP, Ted Lago, compôs a mesa do evento ao lado do diretor representante do CAF no Brasil, Jaime Holguín; do presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez, e dos consultores Olivier Girard e Luiz Fernando Silva, da Macrologística, que elaboraram o estudo. Participaram do evento os secretários de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Edjailson Souza; Indústria e Comércio (Seinc), Expedito Rodrigues; e de Projetos Especiais (SEPE), Pierre Januário.

Em sua fala, Jaime Holguín destacou a importância que é, para o CAF, compartilhar e fazer parcerias com os diferentes atores relevantes para o desenvolvimento do Maranhão. “Este é um passo inicial para começarmos as ações concretas de melhoria do Corredor Sul-Norte e, sobretudo, melhorar as oportunidades do Porto do Itaqui e suas conexões com esse corredor logístico”, disse. “Agora temos de continuar com os demais passos para chegarmos aos resultados esperados”, completou.

“Estamos apresentando os resultados do estudo para que possamos compreender o real potencial de origem de cargas, principalmente de contêineres, para escoamento pelo Porto do Itaqui. O levantamento abrange vários estados da região Centro Norte do país e é importante lembrar que o contêiner democratiza o acesso ao transporte marítimo, já que possibilita fracionar a carga. Reunir empresas de vários segmentos hoje é um marco para a economia e o desenvolvimento do Maranhão”, afirmou o presidente da EMAP, Ted Lago.

Para o presidente da Fiema, Edilson Baldez, a partir da apresentação dos dados do estudo todos devemos nos debruçar sobre as informações “para que possamos verificar onde temos de atuar, seja o empresário, o Governo e o Porto do Itaqui, para viabilizar plenamente o nosso porto, nossas rodovias e ferrovias. O importante é reunirmos a logística com a estrutura física que temos para nos tornarmos cada vez mais competitivos no mercado”.

Na solenidade de abertura do evento, Edilson Baldez entregou ao presidente da EMAP a medalha comemorativa dos 65 anos do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. “Estamos homenageando pessoas que trabalham e contribuem para que o SENAI desenvolva suas atividades”, disse.

O estudo selecionou 25 produtos estratégicos de maior relevância para a área de influência da região e mapeou a movimentação de cargas atual e futura. A partir dessas análises foi identificado o potencial de movimentação de cargas de cada trecho do Corredor, totalizando 7,2 milhões de toneladas de carga até 2020 e de 8,9 milhões de toneladas até 2030, com destaque para grãos, fertilizante, gesso e combustíveis.

Também foi identificado potencial de redução no custo logístico de transporte dos produtos estudados, diante das melhorias da MA-006, em um total de R$ 795,8 milhões entre 2018 e 2030. No que se refere ao mercado de contêineres para o Itaqui o estudo identificou uma movimentação potencial de 118,9 mil TEUS em 2020, podendo atingir 162,0 mil TEUs em 2030.

Os principais segmentos de cargas com potencial de movimentação são carnes e outros alimentos refrigerados, arroz, produtos químicos, algodão em pluma, máquinas e equipamentos industriais, ferro e aço, produtos cerâmicos, ferroligas, entre outros.

Deixe uma resposta