Fesma faz centenas de atendimentos para evitar doenças entre moradores prejudicados pelas chuvas

Os esforços estão focados tanto nas casas de quem não foi desalojado quanto nos abrigos para onde foram as pessoas prejudicadas.

A Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) já fez cerca de 500 atendimentos em três cidades que foram prejudicadas pelas fortes chuvas que vêm caindo no Estado. Os esforços estão focados tanto nas casas de quem não foi desalojado quanto nos abrigos para onde foram as pessoas prejudicadas.

A Fesma, criada por Flávio Dino para trabalhar nos 30 municípios do Plano Mais IDH, está atuando emergencialmente em Trizidela do Vale, Pedreiras e Marajá do Sena por causa das chuvas.

A ideia é prevenir a disseminação de doenças comuns após enchentes, como febre e diarreia. “Atendemos, distribuímos itens e damos orientações quanto à higiene. Também estamos tratando das doenças que mais aparecem por conta das enchentes”, conta a enfermeira Glauciane Fernanda, que está em Trizidela do Vale.

“Temos três equipes em Trizidela e Pedreiras. Todo dia nós vamos visitar os abrigos”, acrescenta a profissional da Fesma.

A lavradora Leidy Maria, de Trizidela, diz que os médicos e enfermeiros “estão dando a maior atenção para gente. Apesar da situação ser triste, nós estamos tendo apoio de muita gente”.

Missão

Atendimento em Marajá do Sena. (Foto: Divulgação)

“Enviamos três equipes da Força Estadual de Saúde, cuja missão e prioridade é prestar assistência, sobretudo às famílias que estão desalojadas e que possam vir a apresentar algum agravo à sua saúde, desde viroses, comuns nessas situações, ou doenças febris ou diarreias”, explica o secretário de Estado de Políticas Públicas, Marcos Pacheco.

Resultados

A Fesma foi criada para atura no Plano Mais IDH, que leva uma série de ações para melhorar a qualidade de vida nas 30 cidades com os piores índices sociais do Maranhão.

Em pouco mais de dois anos de atividades, as equipes da Fesma têm importantes resultados. Foram realizados mais de 750 mil atendimentos, com foco nos grupos prioritários (gestantes, crianças menores de um ano, hipertensos, diabéticos e busca ativa de casos de hanseníase); elaboração em parceria com os municípios de 150 planos de intervenção; implantação de 28 Farmácias Vivas e construção de três hortos; triagem de aproximadamente 15 mil pacientes para o programa Sim, Eu Posso!; participação em 56 atividades de mobilização assistencial (Caravana de Todos, Dia D Mais IDH e mutirões); adoção da metodologia da Planificação da Atenção Primária nos 30 municípios do Mais IDH, entre outras atividades.

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