França não reconhecerá declaração de independência da Catalunha

Alemanha de Merkel também se posicionou contrária à separação da região e a favor de uma Espanha "unida".

Em caso de independência da Catalunha, a França não reconhecerá tal medida, informou a ministra francesa de Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, nesta segunda-feira. Segundo a representante do governo do presidente Emmanuel Macron, uma declaração de independência uniltarel conduziria a região à uma saída imediata da União Europeia. Além disso, a chanceler alemã Angela Merkel reafirmou seu apoio à unidade da Espanha em conversa com o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy.

— Se houvesse uma declaração de independência, seria unilateral, não seria reconhecida — declarou Nathalie ao canal de notícias Cnews. — A primeira consequência (de uma declaração), automaticamente, seria sair da UE — acrescentou a ministra, fazendo um chamado ao diálogo para superar a crise política.

Ela retomou os argumentos de Madri sobre o referendo de 1º de outubro, destacando que o governo central não precisa “reinventar um sistema institucional num país que já fez muito para que as regiões possam decidir seu destino de forma autônoma”.

— Essa consulta era contrária à Constituição, não houve nenhuma forma de comprovar sua qualidade: não se verificaram nem listas de eleitores, nem o desenvolvimento da votação, nem a contagem (de votos) — afirmou. — Não temos nenhum motivo para pensar algo diferente do que pensa a Constituição espanhola. Somos parceiros, aliados, da Espanha, e a Espanha é uma grande democracia.

APOIO ALEMÃO À UNIDADE

O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, reafirmou nesta segunda-feira suas posições contra a independência da Catalunha. Em entrevista publicada no jornal alemão “Die Welt”, ele afirmou que o país não será dividido. A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou seu apoio à unidade da Espanha em ligação telefônica a Rajoy no fim de semana, disse uma porta-voz do governo alemão.

— Ambos falaram dos meios para reforçar o diálogo interno na Espanha no marco da Constituição — disse o porta-voz da chanceler, Steffen Seibert, em coletiva de imprensa em Berlim.

Do Globo.

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