Governo celebra carnaval com baile para idosos das Residências Terapêuticas I e II

A realização do baile foi reivindicação dos próprios pacientes.

Alegria, música e fantasias embalaram os pacientes em tratamento nas Residências Terapêuticas I e II, nesta sexta-feira (9), com a realização do bailinho de carnaval. A atividade faz parte das iniciativas de Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), de promover uma melhor qualidade de vida e integração à comunidade dos residentes da unidade. Durante o baile, oficina de confecção de máscaras carnavalescas, música e integração.

“Todos os moradores das residências terapêuticas possuem uma casa, mas acabaram ficando anos esquecidas no hospital e perderam o conceito de família. Uma festa de carnaval dentro das suas casas representa muito, principalmente reinserção social e esses conceitos que vão sendo reelaborados por eles. Então, essas ações são muito importantes para eles, porque serve de reconstrução da identidade social destas pessoas”, explicou o chefe do Departamento de Saúde Mental da SES, Márcio Menezes.

A idosa Raimunda Soares, de 87 anos, é natural do Ceará, casou em Arari, perdeu contato com os familiares após a morte do esposo. Por conta de um problema de saúde, a idosa foi enviada para o Hospital Nina Rodrigues, onde permaneceu por mais de 20 anos. Hoje, com um sorriso no rosto e a vaidade em dia, dona Raimunda disse estar feliz em estar na Residência Terapêutica. “Estou feliz. Aqui tudo é bom, eles cuidam de mim”, disse.

A realização do baile foi reivindicação dos próprios pacientes. Segundo Rafaelly Polary, assistente social e coordenadora da Residência Terapêutica ‘Dra. Amarílis Arruda Toledo’, esta é uma oportunidade e tanto de promover a sociabilização e interação entre eles. Com decoração temática, feijoada e muita marchinha, os residentes se divertiram e dançaram com os servidores do local e convidados.

Rafaelly Polary ainda explicou que ações como a feijoada e o bailinho ajudam no tratamento permanente deles, dando mais qualidade de vida e servindo para acalmá-los. “É uma forma de reinserir os moradores, favorecendo o acolhimento. A ideia da feijoada e do bailinho é trazer alegria para essas pessoas que merecem todo respeito e cuidado, além de uma assistência profissional adequada e de qualidade, é gratificante e, com certeza, por isso o carnaval faz parte do calendário social e serve para socializar esses moradores’, afirmou.

Deixe uma resposta