Mais de 20 cidades maranhenses recebem construções do Programa Minha Casa, Meu Maranhão

“Ter uma casa é a vida da gente. Você ter um teto seu, não tem o que pague. Eu, que morava em casa de taipa e não tenho condição de construir um lar, me sinto no céu com essa graça que Deus e o governador me deram. Estou muito feliz com a minha casa”, disse Josemar Vieira Padilha, moradora de Piquizeiro, município de Belágua. Josemar é uma das milhares de pessoas contempladas no programa Minha Casa, Meu Maranhão. A iniciativa do Governo do Estado constrói casas de tijolo cobertas de cerâmica e telha, beneficiando famílias maranhenses de baixa renda.

Nesta etapa do programa, totalizam 22 cidades onde as obras estão em andamento. Belágua é uma destas e que está entre as de Menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Maranhão. Na cidade, o Governo constrói 96 casas, distribuídas em cinco povoados, sendo a maior quantidade – 51 habitações – contemplam famílias do povoado Piquizeiro. As unidades possuem 46 m² cada, sendo o custo de produção médio de R$ 28 mil e mais R$ 500 por família para ações do trabalho social.

“As obras estão em fase final e esperamos entregar estas habitações às famílias, que muito aguardavam por esse benefício. Este programa do governo Flávio Dino está garantindo qualidade de vida e dignidade para estes milhares de famílias”, avaliou a secretária de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Sinfra), Flávia Alexandrina Moura. O Minha Casa, Meu Maranhão alcança 2.200 famílias com a média de 100 casas em cada município. A previsão é de entrega das moradias no segundo semestre deste ano.

Para Maria dos Milagres Silva Carvalho, que também morava em casa de taipa, o benefício veio para melhorar a vida da família. “Gostei muito de saber que vou ter uma casa de tijolo e estou na expectativa para ficar pronta e a gente poder morar. Construir uma casa não é fácil, nem barato. Ainda mais de tijolos. Para mim, é uma alegria”.

O lavrador Alari Nascimento parabenizou o programa estadual que garantiu moradias a várias famílias na região. “Eu não vejo a hora de entrar na minha casa e que a gente possa viver melhor. Todo mundo aqui precisava muito e veio para beneficiar nossa cidade e nosso povoado”, disse. O programa vai reduzir em 57% o déficit habitacional rural no município, considerando casas de taipa e palha – segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.

Moradia Digna

O programa Minha Casa, Meu Maranhão integra as ações do Plano Mais IDH, criado pelo Governo do Estado. O plano inclui uma série de medidas em áreas como educação, saúde, infraestrutura e saneamento básico para elevar os índices nas localidades atendidas. Na primeira etapa foram realizadas obras em 15 municípios, sendo que em cinco, já estão concluídas.

Para o segundo semestre estão previstas as entregas das casas em Afonso Cunha, Água Doce, Amapá do Maranhão, Araioses, Belágua, Cajari, Conceição do Lago Açu, Governador Newton Bello, Lagoa Grande, Marajá do Sena, Santana do Maranhão, Santa Filomena, São João do Sóter, Satubinha, Serrano do Maranhão, Aldeias Altas, Brejo de Areia, Milagres do Maranhão, Pedro do Rosário, São João do Caru, São Raimundo do Doca Bezerra e São Roberto.

Apoio ao desenvolvimento

Paralelo ao Minha Casa, Meu Maranhão, Governo do Estado promove outras ações de garantia da casa própria, de estímulo à geração de emprego, renda e pelo desenvolvimento das famílias. Com as ações de regularização fundiária, realizadas desde 2015, primeiro ano da gestão, o governo atende demandas de décadas dos diversos segmentos da população – comunidades de moradores, quilombolas, agricultores e outros.

Somam 3,2 mil títulos individuais e 79 coletivos entregues pelo Governo do Maranhão desde 2015, em 139 municípios. As concessões de títulos de propriedades destinadas ao cultivo se estendem por mais de 235 mil hectares de terra, beneficiando 7,5 mil famílias. “Esse programa é uma das bandeiras do governo Flávio Dino com fins a diminuir desigualdades sociais e garantir dignidade à população”, pontua Flávia Moura Alexandrina. O projeto é desenvolvido pela Secid e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).

O Cheque Minha Casa auxilia em reformas na aquisição de materiais de construção. Têm valor total de R$ 5 mil, concedidos em duas parcelas. Os recursos podem ser usados para compra de materiais de construção – telhas, caibros, tijolos, piso, cimento, tinta, além de materiais para instalação hidráulica (canos, aparelho sanitário, pia, torneiras, caixa d’água) e elétrica (fios, tomadas e lâmpadas).

Ainda, os sistemas Aquaponia, para produção de peixes e hortaliças em consórcio, ação que vem garantindo benefícios na geração de trabalho e renda, aos moradores das localidades atendidas. O projeto é realizado pela Secid em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e está integrado ao programa Minha Casa, Meu Maranhão.

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