Mais de mil inscrições de detentos registradas no Encceja 2017

Em três anos, o Governo do Maranhão alcançou importantes marcas na área da humanização carcerária.

Em três anos, o Governo do Maranhão alcançou importantes marcas na área da humanização carcerária. A educação dentro dos presídios do estado foi um dos destaques. Somente na prova do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), em 2017, foram registradas 1.034 inscrições de detentos no certame destinado a Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) que buscam o certificado de conclusão no Ensino Fundamental e Médio.

As provas foram aplicadas nos dias 19 e 20 de dezembro; e o expressivo número de detentos inscritos no Exame é resultado do extenso trabalho realizado pelo Poder Executivo, por meio de suas Secretarias de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e da Educação (Seduc). “Verificamos, nesses três primeiros anos de gestão, um progressivo interesse dos detentos pela conclusão de seus estudos de forma digna”, frisa a subsecretária da Seap, Ana Luísa Falcão.

Do total de inscritos, 394 foram detentos da capital, 547 do interior, e 93 de Apac’s. As unidades carcerárias com maiores percentuais de inscrições foram: a UPR de Açailândia, com 29,26% de seus detentos inscritos. A unidade possui 287 detentos, e pelo menos 84 realizaram a prova. A UPR Feminina, que das 318 custodiadas, 84 fizeram o certame, ou seja, 26,41% de inscrições no exame.

E, por fim, a Penitenciária Regional de Imperatriz (PRIZ), com 266 presos, teve 52 internos inscritos, totalizando 19,54% inscrições. No primeiro dia foram aplicadas provas de certificação do ensino fundamental: Ciências Naturais; História e Geografia; Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação; e Matemática.

No dia seguinte a prova foi destinada aos presos que almejam a certificação do Nível Médio. Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens; Códigos; Redação; e Matemática foram as disciplinas aplicadas.  Atualmente estão em funcionamento 26 salas de aula no sistema prisional, 16 delas nas UPR’s de Davinópolis, Coroatá, Bacabal, Imperatriz, Pinheiro, Santa Inês, Chapadinha, Pedreiras, Rosário, Açailândia, Itapecuru Mirim, Timon, Balsas, Zé Doca e Caxias.

Já na capital, há salas de aula em 90% dos estabelecimentos penitenciários do Complexo Penitenciário São Luís e nas Unidades Prisionais de Ressocialização do Olho d’Água, Anil, Monte Castelo e na Penitenciaria Regional de São Luís (PRSLZ). “Cada unidade prisional que participou do exame tem um (a) pedagogo (a) para repassar as informações necessárias aos detentos e representa-los na inscrição e certificação”, explica a supervisora de Educação da Seap, Anália Santos.

Em 2015, foram registradas 206 inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), número que representou um aumento de 30% em comparação ao ano anterior. Já em 2016, o aumento foi de 185%, com o registro de 587 inscrições no mesmo exame. Em 2017, somando as inscrições do Enem e do Encceja, foram totalizados 1.363 detentos inscritos, marca que demonstra o resultado dos investimentos do Governo do Estado no sistema prisional.

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