Maranhão entra na luta contra o tráfico de pessoas

A adesão foi realizada por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop). Na reunião, foram apresentados os dados e principais características deste crime, que é o terceiro mais lucrativo do planeta, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas.

Instituída pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a campanha internacional Coração Azul agora conta com a participação do Maranhão. Essa campanha incentiva a conscientização para lutar contra o tráfico de pessoas e seu impacto na sociedade. A participação do Maranhão foi oficializada na reunião aberta do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, realizada em São Luís, na segunda-feira (30), em referência ao Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas.

O secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves da Conceição, destacou a importância de momentos de discussão sobre o tráfico de pessoas, ressaltando que lamentavelmente, um dos crimes mais rendosos do mundo é o do tráfico de pessoas para exploração sexual, para o roubo de órgãos e para o trabalho escravo.

“É nesse sentido, então, que o Maranhão se associa às outras organizações do Brasil e do Mundo no combate a estes crimes contra a humanidade através da campanha do Coração Azul”, explicou o secretário, afirmando que esta integração ocorre, também, no desenvolvimento de ações voltadas ao resgate de pessoas submetidas ao trabalho escravo e à exploração sexual.

O presidente do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Jonata Galvão, chamou a atenção para o problema do caráter lucrativo desse crime e a importância da atuação em rede no combate ao tráfico de pessoas. O presidente lembrou o acolhimento pioneiro e o tratamento humanitário dado pelo governo maranhense aos 25 africanos resgatados em alto-mar no mês de maio, em São José de Ribamar.

O caso dos africanos resgatados foi pauta da reunião e abriu as discussões para a necessidade de instituir políticas públicas para imigrantes no atual contexto mundial, no qual as pessoas têm se deslocado para fugir de conflitos e da miséria.

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