Migrantes africanos iniciam retirada de documentos para permanência no Brasil

Os refugiados vem de países como Senegal, Nigéria, Guiné, Serra Leoa e Cabo Verde, fugindo de guerras civis e epidemias como o ebola.

FOTO: Carlos Pereira

Os 25 refugiados de diversas nações da África, que desembarcaram no Maranhão pelo Cair de São José de Ribamar, começaram a retirar documentos para a permanência no Brasil.

Após serem atendidos com cuidados médicos e psicológicos, receberem refeições e água, ofertados pelo Centro Estadual de Apoio às Vítimas, alguns forma diagnosticados com desidatração.

Um dos migrantes, Mucqtaer Mansaray, disse ser estudante de tecnologia e estar “feliz e grato” pelo acolhimento no Maranhão. “Vim porque, no meu país, Serra Leoa, tivemos guerra. Depois da guerra, a chuva matou muita gente. Também teve ebola, a doença, e não houve possibilidade de pagar universidade”, explicou.

Já Elhadji Mountaka, de 36 anos, disse que chegou a ser atingido na cabeça pelo mastro da embarcação durante a viagem, e que precisou improvisar cuidados.

“Era umas quatro da tarde quando o mastro quebrou a minha cabeça. Eu tive que pegar água de mar e meter lá até parar o sangue. Se não tivesse resgate todo mundo iria morrer lá. A comida e a água iria acabar” afirmou Elhadji.

Reprodução/TV Mirante

O secretário de Estado de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, declarou que todo o apoio está sendo ofertado no atendimento humanitário.

“Nós estamos acompanhando de perto todos os trâmites e investigações da Polícia Federal e Ministério da Justiça e no que compete ao Estado, o Governo do Maranhão assumiu toda a responsabilidade do atendimento humanitário, que é dar direito à saúde, abrigo e alimentação. Todas as providências já foram tomadas quanto a isso”, disse.

A PF e o Governo do Estado investigam ainda a participação de dois brasileiros como “coiotes” no transporte ilegal de pessoas em fronteiras. O Governo do Estado disse estar atendento aos tratados internacionais, do mesmo modo que espera que brasileiros sejam tratados em outras nações.

Os refugiados vem de países como Senegal, Nigéria, Guiné, Serra Leoa e Cabo Verde, fugindo de guerras civis e epidemias como o ebola.

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