Operação resgata trabalhadores no Tocantins

Trabalhadores conviviam com ratos, sapos, morcegos e insetos.

Sete trabalhadores, que viviam em situação análoga à de trabalho escravo, foram resgatados de uma fazenda, no município de Arapoema, no Tocantins durante uma operação do Ministério do Trabalho.  No momento do resgate, as equipes do MTb encontraram dois adolescentes de 16 e 17 anos em curral.

A ação foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e contou com a participação Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), Defensoria Pública da União (DPU), e Ministério Público do Trabalho (MPT). “Nosso objetivo era apurar denúncias de irregularidades relacionadas à exploração de mão de obra escrava e resgatar os trabalhadores, o que foi feito”, disse o coordenador do grupo, o auditor-fiscal do MTb, André Wagner Dourado Santos.

Segundo a fiscalização, os trabalhadores que moravam no curral conviviam constantemente com ratos, sapos, morcegos e insetos. Eles eram obrigados a tomar banho, vestidos, numa torneira improvisada, a cerca de meio metro do chão. Para manter os empregados em situação análoga à de escravo, a fazenda aplicava um sistema de endividamento. Os trabalhadores compravam mantimentos e ferramentas em estabelecimentos indicados pelo proprietário da fazenda, em uma espécie de conta.

 

Trabalhador resgatado em fazenda no Tocantins. Foto: (Divulgação/Ministério do Trabalho)

 

A operação, iniciada em 28 de março, foi deflagrada após denúncias de condições degradantes de trabalhadores que estariam alojados em um curral, sem banheiros, água potável e salários. As denúncias foram confirmadas na operação.

O proprietário da fazenda, identificado como Joaquim Henrique Elias Soares, não foi localizado. Ele será autuado e chamado a comparecer ao MPT. Uma ação de bloqueio de bens deve ser movida contra ele, segundo o Ministério Público Federal.  O órgão também entrará com denúncia-crime com base no artigo 149 do Código Penal e por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Se condenado poderá ficar de dois a oito anos preso. A pena pode ser aumentada em 50% por envolver menores de idade,além de multas.

 

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