Aline Alencar

Por que ser jornalista?

Para começar esta coluna, eu quero falar de um assunto que é a base da existência desta profissão mais instigante, assustadora e deliciosa ao mesmo tempo: ser jornalista. E, vejam bem, não falarei aqui do porquê de eu ter marcado o “x” na opção a ser escolhida no vestibular. Não. É sobre ser jornalista todos os dias.

Chega mais um dia em que comemoramos a profissão, no próximo dia 07 de abril, e novamente nos encontramos envoltos por vários questionamentos sobre nossa continuidade e importância social. Estas questões, sobretudo, são sobre o que somos e o que queremos enquanto profissionais e seres humanos. O que queremos contar e para quem?

Contar um fato não é fácil, mas contar histórias é complexo, porém mais prazeroso ainda. Acredito que a essência desta profissão, apesar dos percalços, é esta: contar a história do próximo. Seja triste ou alegre, fascina e nos faz questionar sobre nosso próprio ato de viver.

Recentemente, assisti ao filme “Histórias Cruzadas” (em inglês o título é The Help), com as grandes atrizes premiadas Viola Davis, Emma Stone e Octavia Spencer. Lamentei ter demorado tanto para ver uma produção que serviria de inspiração para este texto. Isto porque, no sentido geral do filme, não é apenas a temática racial e sua quebra de barreiras que inspira, mas a coragem da garota que sonha em ser escritora e começa a trabalhar como jornalista, a Skeeter, personagem da Emma Stone.

 

“The Help”, que na tradução livre significa “A Ajuda” não poderia ter um título mais perfeito para descrever o que acontece na trama: cumprimento de dever social e humanitário

 

Vi, percebi e revivi todo o sentimento que eu achava ter perdido pela profissão. Contar histórias é fascinante. Até mesmo quando escrevemos uma matéria sobre a história da padaria mais antiga de sua cidade. Tudo, eu disse tudo mesmo, tem sentido de existir e merece ser relatado por nós, jornalistas.

Aos amigos de profissão já antigos, este texto é para vocês relembrarem o mesmo, ainda que os tempos atuais não sejam fáceis para nós. Aos que estão chegando, nunca percam a essência e tenham em mente: suas ideias nunca serão tão bobas que não possam contribuir com novos olhares sobre o mundo. Mundo este, aliás, que hoje é preponderantemente online, rápido e sobrecarregado de informações, mas a vontade de fazer notícia sempre é a mesma em qualquer mídia.

São palavras de alguém que está muito feliz em conversar com vocês, leitores. Palavras que podem soar utópicas, quem sabe. Mas ser jornalista não é ser um pouco sonhador? Então sonhemos e escrevamos, pois os sonhos se materializam nas palavras e por isto é que vale a pena continuar.

Até a próxima coluna!

3 thoughts on “Por que ser jornalista?

Deixe uma resposta