Propina de Ferrovia alimentava grupo Sarney

Nome do ex-presidente é mencionado no inquérito que investiga o deputado Milton Monti e o ex-deputado Valdemar Costa Neto,

Com informações do Jornal Nacional

Dois ex-executivos da Odebrecht disseram que o esquema de propina alimentava dois grupos políticos: de Sarney e de Costa Neto. O próprio presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, segundo eles, fez a cobrança.

O nome do ex-presidente José Sarney é mencionado no inquérito que investiga o deputado Milton Monti e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, ambos do PR, partido que tinha domínio sobre a Valec, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes e responsável pela obra da Ferrovia Norte-Sul, projeto que nasceu em 1987, no governo Sarney. A Odebrecht ganhou a licitação. A obra começou em 2007.

“Eu quis entender mais, entender exatamente do que ele estava falando. E ele disse basicamente o seguinte: que na Valec tinha dois grupos políticos. Ele representava o grupo político do deputado do PL, PR, aqui o líder era o deputado Valdemar da Costa Neto, e o Ulisses Assad representava o grupo político do PMDB do Maranhão. PMDB do Maranhão que tem a liderança do ex-presidente Jose Sarney. E esse grupo político tinha um acordo, que eles fariam uma arrecadação para atender a esse grupo político da ordem de 4% do faturamento que as empresas tivessem e que seriam divididos, basicamente, em 3% para o grupo político do Valdemar da Costa Neto e 1% ia para o grupo político do José Sarney, que nesse caso da Valec, era comandado por Ulisses”, disse Pedro Leão em depoimento.

As informações sobre o ex-presidente Sarney foram encaminhadas para a Justiça Federal de Goiás, onde as irregularidades na obra da ferrovia Norte-Sul estão sob investigação desde 2015.

A defesa do ex-presidente José Sarney ressaltou que ele não é investigado e declarou que nem Sarney nem ninguém que o presidente tenha nomeado recebeu propina.

 

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