Região Metropolitana de SL reduz homicídios em 21%

Em 2016, o mês apresentou 66 casos, contra apenas 52, este ano.

Mantendo a tendência de queda nos crimes de homicídios na Região Metropolitana de São Luís, março registrou a diminuição de 21%, comparando março deste ano, com o mesmo período do ano passado. Em 2016, o mês apresentou 66 casos, contra apenas 52, este ano. Os homicídios integram o grupo dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que incluem ainda as lesões corporais seguidas de morte e os latrocínios – roubos seguidos de morte. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) e apontam queda, também, no conjunto de CVLIs registrados no período. Foram 71 casos apontados em 2016, caindo para 60 este ano – o que representa uma diminuição de 15% nas ocorrências destes tipos de criminalidade.

Em comparação ao mês anterior, a diminuição foi de 9% nos homicídios e de 6% no conjunto de CVLIs, mostrando a queda gradativa dos casos, mês a mês. Fevereiro registrou 57 casos de homicídios e 64 de CVLIs. Os CVLIs são utilizados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) como critério para medir a violência no país. O direcionamento é aplicado mundialmente, seguindo convenção da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Quando há diminuição nos registros deste tipo, as instituições de Segurança presumem, também, a diminuição da violência de maneira geral. A Segurança tem executado operações com foco no combate aos crimes que podem gerar homicídios como o tráfico de drogas e os assaltos”, explica o superintendente de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), Leonardo Diniz.

O superintendente atribui a redução dos casos de mortes às operações realizadas pelas forças do sistema de Segurança com foco no combate a crimes que culminam em mortes como o tráfico de drogas e assaltos. Ele aponta como uma das maiores causas destes homicídios as disputas entres facções, que acabam por atingir pessoas inocentes. “São confrontos que culminam em mortes dos dois lados e aumentam as estatísticas. Mas, a polícia não deixa de agir e o resultado é a queda dos principais casos que engrossam as estatísticas da criminalidade”, explica Diniz. A prisão de líderes de quadrilhas tem sido a estratégia para frear o avanço de facções.

Descentralização

Outra medida de efeito positivo para esta queda nos registros foi a mudança do atendimento nas delegacias com a descentralização de alguns serviços para as novas superintendências criadas. “Dessa forma, priorizamos demandas com autuações, registro de ocorrências e a elucidação de casos deixando os distritos mais próximos do cidadão”, disse Diniz. O superintendente da Homicídios acrescenta que “o trabalho policial é sempre no sentido de evitar o avanço da criminalidade”.

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