Relembre casos em que o Futebol foi à Justiça

Times e entidades recorrem à justiça comum para resolver casos de títulos e contratações ao longo do tempo

Redação Página2/ Tayna Abreu

Nessa terça-feira (19), uma decisão do Supremo Tribunal Federal colocou um ponto final em uma discussão de 30 anos do futebol nacional, declarando o Sport como único campeão brasileiro de 1987. O título vinha sendo reivindicado também pelo Flamengo.

A pendenga começou ainda no ano de 1987, quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) declarou não ter verbas para realizar o campeonato daquele ano. Um total de 13 times então se reunião e resolveu disputar o campeonato entre eles, e então a CBF resolveu fazer mais um grupo, o amarelo, e decidiu que os dois primeiros de cada grupo deveriam disputar o primeiro lugar. Ao vencer o módulo do Clube dos 13, o Flamengo não aceitou, se declarando então vencedor. Ao mesmo tempo, a CBF deu ao Sport o título de campeão.

Mas se essa foi talvez a mais demorada decisão do futebol fora da Justiça Desportiva, não é nem de longe incomum times recorrem à justiça civil para resolver questões variadas.

Só este ano, no mês de fevereiro, a justiça foi acionada pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e pelo Vitória, de Salvador. Derpois de não obter um posicionamento do Complexo Maracanã Entretenimento S.A, a Ferj iniciou uma brigada jurídica para usar o estádio nas decisões do Campeonato Carioca. Já o Vitória, ganhaou na vara Cível Comercial de Salvador o direito de fazer contratações, após uma ação movida pelo comentarista do Sport TV Edinho Nazareth.

Esta semana, no Maranhão, o Moto Club entrou na Justiça pedindo mudança na portaria que mudou o mando de canto, dado a vantagem para o Sampaio Corrêa. Segundo o presidente do Moto, a vantagem deveria ser de seu time, “uma vez que foi o primeiro do seu grupo”. O Sampaio tem mais pontos que o time rubro-negro, mas é o segundo de seu grupo.

Mas e se recorrer à Justiça Comum não for o desejo do futebol? Em 2014, em uma reunião entre CBF e clubes definiu um pacto para apenas aceitar as decisões tomadas pela Justiça Desportiva.

 

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