São Luís abriu mais empresas no Maranhão

Dados são referentes aos primeiros três meses de 2017. Logo depois de SL estão Imperatriz e São José de Ribamar.

Dados do desenvolvimento no empreendedorismo maranhense são do Governo do Estado por meio do relatório estatístico da Junta Comercial do Maranhão (Jucema)

Das três cidades que mais abriram empresas nos três primeiros meses do ano, São Luís lidera a estatística com 2.228 constituições, logo depois Imperatriz (572) e a cidade metropolitana de São José de Ribamar (252). Os dados são do Governo do Estado por meio do relatório estatístico da Junta Comercial do Maranhão (Jucema).

O setor de comércio foi o mais procurado pelos empreendedores no primeiro trimestre de 2017, com a abertura de 3.905 novas empresas no segmento. Em seguida, 2395 empresas de serviços surgiram nos três primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 530 empresas.

No ranking das naturezas jurídicas, os MEIs puxam o ranking das formalizações com 4.862 negócios abertos no período. Já o número Empresas Individuais figura em segundo lugar somando 1.570 constituições. Em seguida vêm as Sociedades Limitadas com 677. As demais naturezas jurídicas EIRELI, Cooperativas e Sociedade Limitada totalizaram 264 novos empreendimentos.

Outro ponto destacado por Sérgio Sombra ao analisar os números expressivos do trimestre é o trabalho de simplificação que vem sendo feito pela Jucema. Como órgão integrador do Empresa Fácil, ele atribui ao sistema a condição de carro-chefe das mudanças implementadas para facilitar a vida dos empreendedores. Segundo ele, são ações que estão reduzindo processos burocráticos desnecessários que já apresentam resultados palpáveis e impulsionam o desenvolvimento do estado.

Na prática, o sistema integra os principais órgãos envolvidos em processos de abertura e baixa de empresas, como prefeitura, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Secretarias Estadual e Municipal de Fazenda e Receita Federal. “Dessa forma, o empreendedor precisa enviar toda a documentação necessária uma única vez e não mais se dirigir a diferentes órgãos e secretarias, já que o programa torna a Jucema porta única de entrada de informações para a constituição de uma empresa”, explicou Sérgio Sombra.

Atualmente 116 municípios estão integrados ao Empresa Fácil, ultrapassando as barreiras burocráticas e dando agilidade para o empreendedor ter seu próprio negócio, sem desperdiçar recursos, tempo e dinheiro indo de um lado para outro. “É com esse propósito que o sistema foi criado porque entendemos que os empreendedores precisam dedicar seus esforços àquilo que realmente é produtivo, mas para isso o ambiente deve ser favorável. Nossa estratégia é: quanto mais desburocratizamos mais estimulamos essas pessoas a formalizarem seus negócios e assim contribuímos para a geração de emprego e renda nas cidades e, consequentemente, mais arrecadação para os municípios”, finalizou o presidente acrescentando que a Junta Comercial pretende integrar todos os 217 municípios maranhenses ao sistema até o final de 2017.

Empreendedorismo

O empreendedorismo no Maranhão está em alta e o ambiente para se abrir negócios é um dos melhores na comparação com alguns anos. O trimestre registrou a abertura de 7.376 novas empresas, incluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), correspondendo a um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado quando foram abertos 6.909 empreendimentos. O saldo também é positivo na análise de empresas registradas somente na Jucema, com exceção do MEI. Foram 2.516 negócios formalizados entre janeiro e março de 2017, um número 30,2% maior que 2016, quando foram criadas 1.932 empresas.

O desempenho maranhense em relação aos documentos protocolados na Junta Comercial é outro destaque do relatório. A movimentação de atos empresariais cresceu quase o dobro no estado e totalizou exatamente 10.310 processos, número bem acima dos 5.595 registrados em março de 2016 e que representa uma elevação percentual de 84,2%. Essa foi a melhor marca já alcançada em número de documentos protocolados nos últimos anos.

De acordo com o presidente da Jucema, Sérgio Sombra, o balanço positivo é um reflexo das ações do Governo do Estado que visam o fomento da atividade produtiva e colocam o Maranhão num patamar bem mais elevado que o alcançado em gestões anteriores. “O crescimento do número de empresas é um resultado claro do esforço do Governador Flávio Dino em estimular o empreendedorismo. As pessoas estão mais estimuladas e dispostas a investir no próprio negócio. E isso é um ciclo virtuoso, pois crescendo o número de empresas, cresce também o mercado, as pessoas e as possibilidades de transformação da sociedade. Os dados da Junta Comercial estão aí para comprovar que o caminho é simplificar”, reforçou Sérgio Sombra.

 

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