Seminário Mais Desenvolvimento debate agronegócio nesta terça-feira (14)

Reprodução/MA10

O Governo do Estado promove nesta terça-feira (14) no Golden Shopping, em São Luís, o seminário “Mais Desenvolvimento Agronegócio: O Papel Estratégico do Maranhão frente à Crescente Demanda Mundial pela Produção de Proteína”.

O evento faz parte do Ciclo de Seminários Estratégicos Mais Desenvolvimento e tem o intuito de promover as cadeias produtivas do agronegócio no estado e apresentar informações estratégicas e oportunidades relacionadas a estas cadeias.

Os Seminários Mais Desenvolvimento serão a base para a elaboração da Política de Desenvolvimento Produtivo, que tem o objetivo de valorizar as empresas maranhenses e elevar sua competitividade, agregando valor às vocações produtivas locais, a inserção econômica e o desenvolvimento socioprodutivo do estado.

“O ciclo de seminários visa debater temas estratégicos para o Maranhão. Neste caso, temos realizado diversos trabalhos em prol de cadeias produtivas, contribuindo para o desenvolvimento de um setor que tem um forte impacto no PIB maranhense, que é o agronegócio”, pontuou o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo.

Seminário
Entre os temas abordados no seminário estão os potenciais econômicos da região MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o associativismo como estratégia para fortalecimento do agronegócio, alternativas para inserir o Maranhão no mercado mundial de proteína animal, potencialidades da cadeia sucroalcooleira maranhense, entre outros.

Entre os palestrantes, especialistas de reconhecimento nacional e internacional no agronegócio, como Gustavo Spadotti, engenheiro agrônomo doutor pela UNESP, atualmente coordenador do Projeto Especial sobre Macrologística da Agropecuária Brasileira do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (GITE), e Dirceu Talamini, engenheiro agrônomo doutor em Economia Rural pela Universidade de Oxford (USA), chefe geral da Embrapa Suínos e Aves.

Também palestram Ligia Dutra Silva, mestre em Direito Internacional e analista de negócios internacionais na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e Nadiel Pacheco, pós-graduado em Agribusiness, pela FAE/CDE, com extensão em Economia e Administração para Agentes de Sistemas Agroalimentares pela FEALQ/ESALQ, tendo passado por empresas como Klabin, do Paraná e Batavo, hoje Cooperativa Frísia.

O Seminário Mais Desenvolvimento Agronegócio tem correalização da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (FAEMA) e como parceiros a Valor da Logística Integrada (VLI), Gonden Shopping, Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Embrapa.

Apoiam o evento a Associação Comercial do Maranhão (ACM/MA), a Federação das Associações Empresariais do Maranhão (FAEM), a Federação das Câmeras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Fecomércio, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Sebrae e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon).

As inscrições para participar do seminário são gratuitas e podem ser feitas no site da Seinc (www.seinc.ma.gov.br). Serão emitidos certificados de participação.

Potencialidades
As exportações brasileiras de proteína bateram recorde no mês de outubro, segundo dados divulgados no último dia 1º pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Foram exportadas 119,1 mil toneladas de carne bovina, um número 43% maior que no mesmo mês no ano de 2016. Já o embarque de carne de frango in natura somou 335,2 toneladas, 21% mais do que em 2016.

As exportações brasileiras do complexo soja chegaram a 3,878 milhões de toneladas no último mês, um aumento de 123,83% ante o mesmo período do ano passado.

O pico de exportação de soja em grão neste ano ocorreu entre abril e junho. A receita com as vendas externas do complexo soja somou US$ 1,451 bilhão no mês passado, equivalente a um aumento de 107,6% na comparação anual, segundo o MDIC.

Este cenário brasileiro de produção e exportação destas e outras proteínas é promissor para o Maranhão, que é destaque na pecuária, com o segundo maior rebanho bovino do Nordeste e 11º lugar no ranking nacional, com 7,6 milhões de cabeças.

Em 2015/2016, segundos dados da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), foram exportadas cerca de 13 mil toneladas de boi vivo, o boi em pé, o equivalente a 26 mil toneladas de gado.

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