Almoço festivo abre programação do Dia das Crianças em unidade de acolhimento da Prefeitura

Comida saudável e divertida para as crianças da Casa de Passagem, em um almoço festivo com o tema “Floresta Encantada”, abrindo as comemorações da semana da Criança na unidade de acolhimento da Prefeitura de São Luís, administrada pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas). Além do almoço, as festividades terão seguimento durante toda semana com piquenique na Reserva do Itapiracó, passeio pelas praças do bairro Cohatrac, praias da capital e para encerrar, a Festa das Cores. A ação integra a política pública de assistência social implantada pela gestão do prefeito Edivaldo e que tem como foco as crianças e adolescentes da capital.

Toda programação reflete o cuidado e o carinho às crianças acolhidas no abrigo, que não deixam de participar de atividades do calendário festivo, desfrutando de momentos de lazer, diversão e aprendizado. As atividades direcionadas para os acolhidos na semana, ainda abordam temas como o meio ambiente e sua sustentabilidade, despertando a consciência ecológica e cidadania nos pequenos.

De acordo com a titular da Semcas, Andréia Lauande, essas ações reforçam o compromisso diário que a gestão do prefeito Edivaldo tem com as crianças e adolescentes atendidos nos abrigos e equipamentos sociais. “A palavra de ordem é cuidado, cuidar da infância é carinho e proteção através dos serviços. É fazer o tempo de acolhimento o menor possível, mas também o mais bem cuidado e prazeroso para que os registros que as nossas meninas e meninos tenham na memória seja de amor e cuidado. É isso que a gestão do prefeito Edivaldo faz todos os dias, ser presente e cuidar das pessoas”, disse Andreia Lauande.

O acolhimento institucional preconiza a formação da cidadania das crianças com atividades que despertam a convivência comunitária, habilidades e talentos. Para G.S.P., 12 anos, há um ano acolhida, o ambiente na Casa de Passagem proporciona mudanças positivas. “Aqui aprendemos muito, eu acredito que nos desenvolvemos mais, conhecemos melhor nossos sentimentos e também aprendemos a respeitar as pessoas, além disso fazemos passeios, vamos para escola e nos divertimos muito”, afirmou a jovem.

Atualmente a Casa de Passagem abriga 11 crianças. As Unidade de Acolhimento são destinadas para crianças em medidas protetivas por determinação judicial, em decorrência de violação de direitos (abandono, negligência, violência) ou pela impossibilidade de cuidado e proteção por sua família.

Há oito meses em acolhimento institucional, o pré-adolescente G.A., se sente protegido e bem cuidado no abrigo. “Gostei bastante das atividades que fizemos hoje, umas das melhores partes foi uma história muito legal do caçador que ouvimos e também a comida que estava muito gostosa e engraçada. Desde que cheguei aqui, fui muito bem tratado, nunca falta nada, vamos para escola, brincamos e todo mundo é muito bacana”, disse o menino.

ACOLHIMENTO

A Semcas mantém duas Unidades de Acolhimento por meio da execução direta, para crianças e adolescentes, que são a Casa de Passagem e o Abrigo Luz e Vida; na execução indireta são seis casas lares em parceria com o Grupo Solidariedade é Vida e Servos da Divina Providência\Lar Calábria. Na modalidade de acolhimento também existe o Serviço de Família Acolhedora.

A Casa de Passagem e o Abrigo Luz e Vida têm a capacidade de atender até 20 crianças e adolescentes por unidade, ofertando aos acolhidos um ambiente acolhedor, semelhante a uma residência. O acolhimento provisório nas Casas Lares é direcionado para até 10 crianças e adolescentes de ambos os sexos, de 0 a 17 anos e 11 meses, em situação de medida de proteção e em situação de risco pessoal, social e de abandono, cujas famílias ou responsáveis encontram-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção.

O afastamento da criança ou do adolescente da família deve ser uma medida excepcional, aplicada apenas nas situações de grave risco à sua integridade física e/ou psíquica. O objetivo é viabilizar, no menor tempo possível, o retorno seguro ao convívio familiar, prioritariamente na família de origem e, excepcionalmente, em família substituta (por meio de adoção, guarda ou tutela).

Já o Família Acolhedora, é uma modalidade de atendimento inserida no Plano Municipal de Acolhimento Institucional e Familiar para Crianças e Adolescentes da capital, com o objetivo proporcionar a menores vítimas de violação de direitos o acolhimento temporário por famílias cadastradas no serviço.

PROGRAMAÇÃO

Ainda como parte da programação alusiva ao Dia das Crianças, a Semcas realiza uma vasta programação nos equipamentos sociais, com diversas atividades, tais como, piquenique, almoço e festas temáticas, banhos de piscina, distribuição de brinquedos, contação de história, cinema e passeios.

Nesta terça-feira (9), por exemplo, mais de 60 crianças do Centro de Convivência da Vila Luizão participarão de uma sessão de cinema em um shopping no Calhau. Para muitas, essa será a primeira experiência dentro de um cinema.

Para a realização desta programação especial da semana da criança, a Semcas conta com diversos parceiros, como, Grupo Keila Show, Rotary, Loja Maçônica, Sesc, grupo Valorizar, Clube de Mães do Tutu, Coordenação de Acolhimento Familiar e institucional, Cras Bequimão e Vinhais, e União de Moradores da Vila Luizão, Vicente Fialho e Jardim América. A ação tem apoio do Comitê Gestor de Limpeza Urbana com atividades do Cidadão Limpeza.

Parceria Prefeitura e Fundação Vale vai implantar salas de acolhimento a filhos de estudantes da EJA

A Prefeitura de São Luís vai implantar salas de acolhimento para crianças com idade entre quatro e 10 anos que não têm com quem ficar para que a mãe possa concluir os estudos. A iniciativa integra o programa “Escola que Acolhe”, da Secretaria Municipal de Educação (Semed) em parceria com a Fundação Vale. A ação é pioneira no Maranhão em dedicar espaços de acolhimento para os filhos dos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e foi anunciada na noite desta quinta-feira (14) para mais de 80 pessoas que participaram do seminário do projeto, realizado na Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Amaral Raposo, em Pedrinhas.

O projeto é uma estratégia da gestão do prefeito Edivaldo para ampliar o atendimento e melhorar a educação no município de São Luís, visto que o projeto tem como objetivo possibilitar a matrícula e permanência das alunas da Educação de Jovens e Adultos em sala de aula. “Teremos um espaço adequado, com atividades lúdicas e recreativas, com jogos, brincadeiras e também acesso à literatura, para as crianças dos nossos alunos da EJA, que estudam à noite, e não tinham com quem deixar os filhos”, disse o secretário de Educação, Moacir Feitosa.

Moacir Feitosa informa ainda que, a princípio, três unidades de Educação do Município de São Luís participarão da implantação do projeto piloto: Amaral Raposo, Nascimento de Moraes e Carlos Saads. Nestas duas, localizadas na Cidade Operária (Nascimento de Moraes) e Vila Mauro Fecury I (Carlos Saads), o seminário de apresentação do projeto aconteceu esta semana.

A superintendente da Área de Educação de Jovens e Adultos (Saeja) da Semed, professora Áurea Borges, conta que o projeto foi aprovado ainda no fim do primeiro semestre letivo de 2017, tendo sido feitas reuniões técnicas de planejamento com os parceiros envolvidos – Semed, Fundação Vale e também o Instituto Formação, órgão executor das formações do Projeto – e, em seguida, rodas de conversa com a participação de gestores, coordenadores e professores das três escolas selecionadas para a implantação do projeto piloto.

As rodas de conversa aconteceram na sede do Instituto Formação, no mês de agosto, tendo a participação da Coordenadoria Municipal da Mulher, que estará presente, em ações específicas nas salas de aula da EJA, para discutir com os estudantes temáticas de gênero e a condição feminina no contexto escolar.

SALAS

Áurea Borges informa ainda que a partir da próxima semana terá início a nova etapa do projeto, de adequação das salas de acolhimento, que vão receber os filhos das estudantes da EJA. “É grande a expectativa dos estudantes e das comunidades envolvidas. E, nós, por outro lado, estamos felizes com a implantação das salas de acolhimento, pois vai permitir a continuidade dos estudos das mulheres jovens e adultas, que tinham parado de estudar ou pensavam em abandonar os estudos por não ter com quem deixar os filhos pequenos”, diz a superintender da Saeja.

Cada escola selecionada pelo projeto terá uma sala adaptada, com estrutura física, mobiliários e materiais lúdico-pedagógicos adequados. A capacidade de atendimento de cada uma das salas é de 20 a 25 crianças. E, para o trabalho que será desenvolvido nas salas de acolhimento, Áurea Borges diz que as professoras passarão por uma formação específica.

“Esse projeto é importante pois vai estimular a permanência dos alunos em sala de aula”, assegura o professor Robert Martins, da U.E.B. Amaral Raposo. “É uma oportunidade também de resgatar os alunos (pais de família) que estão fora da escola e que deixaram de frequentar por não ter com quem deixar os filhos. E eles estarão tranquilos, com a certeza de que seus filhos serão acolhidos em um ambiente seguro”, assinala a supervisora da U.E.B. Amaral Raposo, Lúcia Martins.