Governo debate as novas tecnologias na agricultura durante abertura da Agrobalsas

Buscar conhecimentos e novas tecnologias para desenvolver a produção agrícola com mais sustentabilidade e consciência ambiental. Este é o foco da 16ª edição da Agrobalsas, cuja abertura aconteceu nesta terça-feira (15), reunindo produtores, profissionais e empresários do agronegócio.

Com o tema  ‘A Agricultura Sustentável na Era Digital’ a expectativa é receber cerca de 70 mil visitantes nos dias de evento. Organizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) com apoio do Governo do Estado, a Agrobalsas prossegue até dia o 19, na Fazenda Sol Nascente, em Balsas.

O governador Flávio Dino marcou presença na abertura e destacou a importância da iniciativa como estímulo aos negócios no setor: “A Agrobalsas é um momento de comemoração, de consagração e de estímulo para que os produtores continuem essa história exitosa de associar a produtividade à tecnologia e esse ano traz esse tema relevantíssimo, que confirma o empreendedorismo dessa região”, pontuou.

O governador também agradeceu o empenho produtivo do setor, que garantiu a produção de riquezas para o estado.

“Trago uma mensagem de gratidão aos produtores do campo e de todos aqueles que ao longo desse ano de 2017, e comecinho de 2018, deram uma enorme contribuição para o fato de, pela primeira vez na história brasileira, o Maranhão ter sido o estado com maior Produto Interno Bruto (PIB), em grande parte por ter sido puxado pelo êxito da safra do ano passado e que vai se repetir esse ano”, completou.

Agrobalsas

O evento é tradição entre os produtores locais, considerada a maior feira de negócios do Maranhão e reconhecido nacionalmente por contribuir para o desenvolvimento do agronegócio.

“Balsas é uma cidade eminentemente agrícola, do agronegócio, e esta é a maior feira do agronegócio no Maranhão. Pessoas de todo o país estão aqui para fazer negócios, trocar experiências e esse momento é fundamental para alavancar o agronegócio do estado”, destacou o prefeito de Balas, Doutor Erik Augusto.

No conjunto de atividades, a Agrobalsas terá palestras sobre agricultura digital, oficinas, exposições e painéis; apresentação de tecnologia em máquinas e implementos; vitrines vivas com as principais espécies cultivadas na região; e atividades de turismo, cultura e esportes radicais. Para o presidente da Fapcen Paulo, Roberto Kreling, a expectativa é de superação.

“Nesta 16ª Agrobalsas pretendemos superar a anterior em 20% de faturamento, no ano passado atingimos R$ 450 milhões em vendas, mas este ano tivemos uma safra muito boa, além disso, teremos muitas tecnologias expostas aqui, no âmbito da agricultura digital, por isso temos a expectativa de superar a Agrobalsas 2017″, disse o presidente.

“2018 é ano para ficar para ficar na história, tivemos um recorde de produtividade e o Agrobalsas nesse ano vem buscar novas oportunidades para 2019 e começa a enxergar o que a tecnologia vem somar, para que consigamos aumentar a produtividade sem precisar desmatar, sem aumentar áreas de cultivo”, comentou o José Antônio Gorgen, proprietário do Grupo Risa.

As palestras relacionam agricultura e tecnologia por meio dos temas ‘Importância de irrigação para pequenos produtores’, ‘Registro de agroindústria familiar de pequeno porte e artesanal’, ‘Produção do Biofertilizante Verdão’ e ‘Tecnologia para cultivo sustentável de mandioca na Agricultura Familiar’, entre outros, que serão discutidos nos dias de evento. Nesta edição, são apresentados resultados de ações de Governo na área, como o Mais Produção e Agropolos.

As secretarias de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e Agricultura Familiar (SAF), entre outras de referência, promovem atividades em espaços preparados para os agricultores, investidores e estudantes. Na programação, mostra de programas e iniciativas aos pequenos, médios e grandes produtores; distribuição de insumos do programa Mais Sementes e gincana ‘Tabuleiro Agrotóxicos’, de incentivo ao descarte adequado das embalagens de agrotóxicos.

A Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur) e o Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) também marcam presença na feira de negócios.

Logística

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) montou estande para apresentar o Porto do Itaqui como patrimônio público do Maranhão e do Brasil. O porto público contribui para o crescimento do estado, com atração de investimentos que geram emprego e renda ao longo de uma área de influência distribuída em mais de 20 milhões de hectares servidos por 55 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais, além de conexões com importantes ferrovias.

“Estamos acompanhando a comitiva do governador Flávio Dino à Agrobalsas, que promove uma das principais regiões geradoras de carga para o Porto do Itaqui e para nós é de fundamental importância participar desse evento, voltado ao desenvolvimento do estado”, afirma o presidente da EMAP, Ted Lago. Ele afirmou ainda que “a região de Balsas teve um papel importante na retomada de crescimento do Maranhão, que no ano passado ficou bem acima da média nacional. Estar presente é uma maneira de prestigiar todo o segmento do agronegócio, que fortalece o nosso estado e cria oportunidades de emprego e geração de renda para as pessoas”.

Equipe EMAP estará disponível para falar sobre as vantagens competitivas, a eficiência multimodal, infraestrutura, principais cargas operadas, gestão ambiental e projetos de responsabilidade social. O visitante poderá levar para casa uma fotografia instantânea de sua visita ao estande.

Maranhão é o segundo maior produtor de soja do Nordeste

 

Maranhão é o segundo maior produtor de soja do Nordeste

Os agricultores maranhenses, em especial, os grandes produtores de grãos, continuam otimistas, tendo em vista que a safra de 2018 deverá atingir um novo recorde, maior que o ano anterior em 838,3 mil toneladas. É o que aponta a Nota de Agricultura Maranhense, publicada nessa segunda-feira (14), pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc).

A nota trata da previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas do Estado, referentes à estimativa do segundo bimestre de 2018. A análise completa encontra-se disponível no site do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos. Acesse pelo link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/30/226

De acordo com os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referentes ao mês de abril de 2018, a produção graneleira maranhense está estimada em 5.265 mil toneladas em 2018, crescimento de 18,9% em comparação com a safra de 2017.

O presidente do Imesc, Felipe de Holanda, explica o bom resultado das safras em 2018. “Os preços das commodities agrícolas no mercado internacional estão em recuperação, ainda que em ritmo lento. Soma-se a isso a valorização do dólar a patamares ainda mais elevados, constituindo fatores que contribuem significativamente para a decisão de plantio dos produtores, já que os mesmos plantam conforme as condições do mercado, seguindo a lógica econômica: quando os preços estão elevados, há um estímulo à produção”.

A produção de soja no Maranhão tem evoluído em vários municípios ao longo dos anos. Em 2010, por exemplo, 33 dos 217 municípios maranhenses produziam soja, já em 2016, surgiram mais 18 municípios que passaram a cultivar esse grão, totalizando 51 municípios produtores de soja no estado. Entre estes novos produtores, destacam-se Açailândia, Buriticupu e Itinga do Maranhão, cujas produções em 2016 foram de 53,7, 35,7 e 31,1 mil toneladas, respectivamente.

Segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal – PAM (2016).  Entre 2010 e 2016, somente a Bahia, o Maranhão e o Piauí produziram soja de forma contínua. Segundo as últimas informações disponíveis (2016), a Bahia produziu cerca de 63,3% da soja da Região, enquanto que a participação da produção desse grão do Maranhão em relação ao total do Nordeste equivaleu a 24,2%. O Piauí respondeu por cerca de 12,5% da soja no Nordeste.

Milho

A produção de milho, por sua vez, fechou o ano de 2017 em 1,6 milhões de toneladas, com incremento de 948,2 mil toneladas, fruto do aumento de 39,6% na área plantada, o que representa cerca de 133,8 mil hectares. Quanto ao rendimento médio desta cultura, em 2017 encerrou em 3.521 kg/ha, maior em 89,6% em relação ao ano anterior.

Em relação à cultura do milho, da mesma forma como acontece com a produção de soja, a Bahia, o Maranhão e o Piauí destacam-se como os maiores produtores do Nordeste. A Bahia concentra a maior parte da produção nordestina de milho, com cerca de 50,0%, segundo dados da PAM (2016). Em segundo lugar, está o Maranhão, com peso de 21,6%, seguido pelo Piauí, com 19%. As demais unidades da federação nordestinas participam com 9,4%, somando seus pesos.

No caso do Maranhão, ao longo dos anos este produto passou a ser cultivado de forma mais expressiva, sendo que em 2010, a participação do Maranhão na produção de milho do Nordeste era de 12,9% e em 2016, ano considerado ruim para a produção agrícola brasileira devido à grande estiagem iniciada ainda em 2015, a participação do Maranhão na produção nordestina de milho foi de 21,6%.

Nota de Agricultura Maranhense

A Nota de Agricultura Maranhense é um dos produtos do Boletim de Conjuntura Econômica, uma publicação trimestral do Imesc. A Nota, deste modo, se propõe fazer uma discussão prévia dos resultados do LSPA, divulgado mensalmente pelo IBGE.

O LSPA trata da previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, por intermédio das Comissões Municipais e/ou Regionais de Estatísticas Agropecuárias (COMEA’s e COREA’s) que, por sua vez, são consolidadas para o nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA).

Agrobalsas chega à sua 16ª edição nesta terça-feira

Será aberta nesta terça-feira (15), na Fazenda Sol Nascente, em Balsas, a 16ª edição do Agrobalsas, evento anual que reúne produtores e empresas do agronegócio na busca por conhecimento e novas tecnologias. O governador Flávio Dino vai acompanhar a abertura do evento que é realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (FAPCEN) com o apoio do Governo do Estado. O evento é considerado a maior feira do setor de agronegócio do Maranhão e tem como tema deste ano ‘Agricultura sustentável na era digital’.

“O Agrobalsas já é um evento consolidado entre os produtores locais, o evento já é conhecido nacionalmente e isso se deve também as ações do Governo do Estado, que além de ser parceiro do evento, também trabalha diariamente para o crescimento do agronegócio no estado, incentivando o crescimento dos produtores, melhorando as rotas de escoamento da produção e fazendo do agronegócio maranhense ser respeitado em outros estados e países”, destaca a superintendente da FAPCEN, Gisela Introvini.

Além de apresentar tecnologia em máquinas e implementos, um dos grandes atrativos da feira são as vitrines vivas, onde as principais culturas cultivadas na região são preparadas e apresentadas para estudantes e a comunidade em geral.

Na agenda também constam a realização de palestras voltadas para agricultura digital, um espaço para a divulgação de atividades voltadas ao turismo, cultura e esportes radicais além de painéis.

Participação Institucional

Com programas e iniciativas voltadas para pequenos, médios e grandes produtores, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) preparou um espaço especial para receber agricultores, investidores e estudantes durante os dias de feira.

Incluindo a realização de palestras como a ‘Importância de irrigação para pequenos produtores’ e ‘Registro de agroindústria familiar de pequeno porte e artesanal’, o estande da Sagrima também ofertará oficinas como a de ‘Produção do Biofertilizante Verdão’ e ‘Tecnologia para cultivo sustentável de mandioca na Agricultura Familiar’, além de apresentar aos visitantes os resultados de programas como o Mais Produção e o Agropolos.

Também serão realizadas entrega de sementes pelo programa Mais Sementes às Unidades de Referência de Produção do Agropolo Rio Balsas e a gincana ‘Tabuleiro Agrotóxicos’, que incentiva o descarte adequado de embalagens de agrotóxicos.

Outros órgãos do Governo do Estado também estarão presentes no evento, como a Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur) com ações para fortalecimento do turismo na região e o Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) com ações para conscientização sobre a segurança no trânsito.

“O Governo do Estado tem apoiado eventos importantes para o desenvolvimento do Maranhão. A participação em eventos deste porte favorece o trabalho de conscientização da população sobre a segurança no trânsito”, declarou a diretora geral do Detran-MA, Larissa Abdalla Britto.

Agrobalsas

O Agrobalsas é apresentado como um evento que promove a rentabilidade e sustentabilidade da região, tendo o Ministério da Agricultura e as secretarias do Governo do Estado fazendo parte integrante das atividades a serem desenvolvidas, como transações comerciais, mostra de pesquisa, transferência de tecnologias, articulações aos diversos instrumentos das políticas públicas de modo a potencializar ações voltadas ao incremento de produção da agricultura familiar e dos empresários rurais quanto à industrialização de seus produtos.

Agronegócio tem recorde de exportação em novembro

As exportações ligadas ao agronegócio atingiram recorde no mês de novembro. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e revelam que as exportações do setor atingiram uma marca de R$ 7 bilhões, com a soja em grãos, milho, algodão e carne bovina in natura como os principais produtos. No caso da soja, resultado recorde para o mês de outubro, com mais de dois milhões de toneladas exportadas.

Ainda de acordo com o levantamento da pasta, de janeiro a novembro as exportações somaram mais de US$ 89 bilhões. A venda de soja em grão aumentou 29%, o milho 21,2% e aumento de 3,2% em celulose. Segundo os dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, no balanço do desempenho do setor durante 2017, as exportações ligadas à agropecuária somaram 45% de todas as exportações do Brasil.

Mesmo com o resultado expressivo, a intenção da CNA é ampliar a rede de mercados internacionais e obter resultados melhores neste quesito. Lígia Dutra é superintendente de Relações Internacionais da CNA e comenta que firmar acordos internacionais com países como Coréia do Sul, Japão e México são uma das prioridades da CNA para o ano que vem.

“Apesar de sermos o quarto maior exportador mundial de alimentos, nós ainda temos pouco acesso a mercados estrangeiros. Se tivéssemos melhores condições de acesso, isso significa acordos com redução tarifária ou redução de barreiras sanitárias e outras, nós teríamos um potencial de exportação muito maior”, destacou Lígia.

Ainda de acordo com a avaliação da Confederação, o setor foi um dos principais pilares para a recuperação econômica do país em 2017, responsável por 23,56% do PIB do país. Além disso, de acordo com o levantamento apresentado pela CNA, o agronegócio gerou, no acumulado até outubro, cerca de 93 mil postos de emprego.