Câmara de Comunicação Pública propõe criação de plataforma para integrar Amazônia Legal

Um dos principais objetivos da Câmara Setorial de Comunicação Pública – que integra o 17° Fórum de Governadores da Amazônia, em Macapá –  é levar a cada cidadão informações sobre políticas públicas desenvolvidas pelos estados membros. Nesse sentindo, a Câmara propõe a criação da Agência Amazônia, uma plataforma digital que reunirá informações regionais. A proposta foi debatida nesta quinta-feira, 28, primeiro dia do Fórum, pelos secretários de Comunicação do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso.

O secretário adjunto de Comunicação do Maranhão, Robson Paz, frisou que a iniciativa é fundamental para integrar os estados e garantir mais visibilidade à Amazônia Legal.

“Seria um portal alimentado pelas secretarias de Comunicação, no qual o usuário poderá visualizar um panorama do que está acontecendo no Amapá, Roraima ou Rondônia, por exemplo. O custo seria mínimo”, ressaltou Robson Paz. A proposta de criação da Agência Amazônia deve ser incluída na Ata da Câmara Setorial como sugestão aos governadores no segundo e último dia do fórum, nesta sexta-feira, 29.

Para o secretário de Comunicação do Amapá, Gilberto Ubaiara, a proposta surge como uma política integrada a outras ações do 17º Fórum, a exemplo do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal – autarquia na modalidade de associação pública, com autonomia para captar recursos, promover investimentos e executar projetos de interesse comuns aos nove estados membros. “Vamos colocar a proposta da Agência Amazônia a serviço do Consórcio Interestadual. Com os governadores aprovando, vamos operacionalizar todo o aparato necessário para a regulamentação”, pontuou.

Outro ponto de destaque foi a exposição sobre o tema “Gestão de Crise Transfronteiriça” ministrada pelo secretário de Comunicação de Roraima, Markinho Marques. Na apresentação, ele citou as medidas adotadas para lidar com os impactos midiáticos causados pela imigração de milhares de venezuelanos. Temas como Mídia Digital e Governança, também entraram na pauta da Câmara de Comunicação Pública no 17º Fórum.

Fórum de Governadores

O Fórum de Governadores da Amazônia Legal foi criado, em 2008, com o objetivo de levantar propostas comuns de desenvolvimento sustentável, que possam ser implementadas pelos nove estados que compõem a região: Amapá, Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará e Tocantins.

São criadas Câmaras Setoriais para se discutir os temas e, ao final de cada encontro, os governadores elaboram uma carta contendo as principais demandas comuns a todos os estados, a fim de que as reivindicações sejam evidenciadas à sociedade civil e poderes constituídos. No 17º Fórum, as Câmaras Setoriais abordam os seguintes temas: Comunicação Pública, Segurança Pública, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Consórcio Interestadual.

CBMMA garante recursos para reaparelhamento através do Comitê de Proteção da Amazônia Legal

Uma reunião do Comitê de Proteção da Amazônia Legal (COPAL), ocorrida na última semana na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, assegurou recursos do fundo de investimentos do banco na aplicação do reaparelhamento do Corpo de Bombeiros em 2018. A medida tem o objetivo de garantir equipamentos de combate a incêndios florestais, logística e mobilização de militares para o combate das queimadas florestais na região da Amazônia Legal.

“Nessa importante reunião, recebemos o aval para a inserção do Maranhão e mais outros três estados, que também não haviam sido contemplados, no programa de investimentos do BNDES. Já no início de 2018, apresentaremos o projeto de reaparelhamento, e sem dúvidas será o início de um novo momento, que marcará uma era de significativos avanços em nossa corporação”, afirmou, com entusiasmo, o coronel Célio Roberto, comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão.

Os incêndios florestais são eventos que ainda provocam enormes prejuízos em todo o mundo. No Brasil, em especial na região Amazônica, os estragos deixados pelos avanços das queimadas comprometem a sustentabilidade de todo um rico ecossistema, atingindo diretamente as comunidades próximas. O combate aos incêndios florestais pretende proteger os animais presentes na Amazônia Legal que podem ser extintos em poucas décadas em decorrência do avanço do fogo. Com uma grande variação de habitats, a Amazônia acaba por abrigar uma infinidade de espécies vegetais e animais, até o momento, estudiosos já contabilizam pelo menos 40.000 espécies de plantas, 3.000 de peixes, 1294 de aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios e 378 répteis na região.

Para isso, desde 2016, uma verdadeira força tarefa vem se materializando entre os Estados que compõe a Amazônia Legal. Através de uma iniciativa dos comandantes dos Corpos de Bombeiros dos estados do Amazonas, Amapá, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Roraima, Tocantins e Rondônia foi criado o Comitê de Proteção a Amazônia Legal (COPAL), que busca a integração dos organismos federais, estaduais, municipais, privados e ONG’s para o melhor emprego, compartilhamento e otimização de recursos em prol da segurança ambiental da Amazônia.

Além das atividades de coordenação, execução, monitoramento e preservação do Bioma Amazônico, o COPAL tem como meta o fortalecimento dos Corpos de Bombeiros Militares da Amazônia Legal no que diz respeito à aplicação de recursos humanos, equipamentos de combate a incêndios florestais, logística e mobilização de militares para o desempenho das missões.

De Secap.