Maranhão tem aumento de 88,1% no número de leitos de UTI

Desde 2015, o Maranhão teve a abertura de 216 leitos de cuidados intensivos de gestão pública estadual. Comparado à quantidade de leitos que existiam até 2014, o aumento registrado é de 88,1% em pouco mais de quatro anos.

O maior aumento registrado foi em relação às UTIs adultas. Antes de 2015, as unidades estaduais de saúde possuíam 82 leitos do tipo, concentradas em São Luís (62), Coroatá (10) e Presidente Dutra (10). Desde então, o número de vagas na área crítica destinada à internação de pacientes graves aumentou 132,9%, passando para 191 leitos.

A expansão resultou, também, na regionalização dos cuidados intensivos tanto em São Luís, como para o interior do estado. “A expansão de leitos de UTI/UCI no Maranhão acompanhou a ampliação de serviços públicos de saúde para todo o Estado. Um paciente em estado grave corria muitos riscos ao ser transportado para São Luís. Ao abrir leitos no interior do estado, aumentamos a assistência em saúde e as chances de salvar a vida dos maranhenses”, destaca o secretário de estado de Saúde, Carlos Lula.

Em São Luís, foram abertas UTIs adultos na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (8), Hospital de Câncer do Maranhão (5), Hospital Dr. Carlos Macieira (6), Hospital de Traumatologia e Ortopedia (10) e Hospital Dr. Adelson de Souza Lopes (10), na Vila Luizão.

No interior do Maranhão, os hospitais Regional Dr. Everaldo Ferreira Aragão (10), em Caxias; Macrorregional Dra. Ruth Noleto (10), em Imperatriz; Regional Dra. Laura Vasconcelos (10), em Bacabal; Regional da Baixada Maranhense Dr. Jackson Lago (10), em Pinheiro; Regional Tomás Martins (10), de Santa Inês; Regional de Balsas (10); e Regional de Chapadinha (10). Outro destaque foi a criação de 49 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) adultos, que até então eram inexistentes do Estado.

As UTI pediátricas tiveram um acréscimo de 90%, passando de 10 leitos para 19. Os nove novos leitos fazem parte da estrutura da UTI Pediátrica Cardiológica do Hospital Carlos Macieira (HCM), entregue em julho do ano passado. O serviço foi o primeiro da rede estadual voltado a crianças cardiopatas.

Os últimos leitos entregues pelo Governo do Estado foram no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, em São Luís, que passou a contar com 10 novos leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo). No total, os leitos desse tipo foram ampliados de 34 para 67 leitos (+97%) em todo o estado. Já as UTIs neonatais aumentaram de 101 para 115 leitos (+13,8%) e as Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa) de 18 para 20 (+11,1%).

Avanço das políticas públicas marca Dia do Professor no Maranhão

“A minha vida inteira, o meu projeto de vida foi viver dentro de uma escola. Eu sou professora da rede estadual há mais de vinte anos. Agora, na reta final para a aposentadoria, eu me deparo com um projeto de educação que me oportuniza ver o meu aluno o dia inteiro na escola, bem alimentado, feliz e bem acolhido. E eu tenho datashow, equipamento de som, impressora, tenho, cola, tenho lápis, material para fazer o que for preciso”. O depoimento, com voz embargada e acompanhado por olhos marejados, é da professora Simone Silva Santos, gestora pedagógica do Centro de Educação Integral, no Vinhais, que se emociona ao falar que, hoje, tem uma escola muito mais estruturada para desenvolver o seu trabalho.

“Eu me emociono, porque pode parecer pouco, mas, para mim que a vida inteira na escola não tive essa oportunidade de fazer muito do que desejava por falta de material, de estrutura, isso vale muito. Eu vivi para ver isso acontecer. E eu dou o melhor”, completou a professora.

“Ser professora ou professor no Maranhão, hoje, é ter um mundo de possibilidades e de oportunidades. É você poder desempenhar o seu papel de educador com tranquilidade, porque você tem todo apoio necessário para isso”. A fala, que também traduz novos tempos na educação do Maranhão, vem da professora goiana Viviane Nunes Siqueira, gestora do Centro de Educação Integral Joana Batista, na Cidade Olímpica.

Em 2015, a professora Viviane deixou para atrás os parentes e a terra natal, para fazer o concurso para professores da rede estadual, promovido pelo Governo do Maranhão, cujo salário inicial era de R$ 5 mil. Aqui, ela diz que encontrou mais que um emprego e o melhor salário do país, pago a professores de uma rede estadual. “Eu fiz o concurso em dezembro, em janeiro já saiu o resultado e, em abril, eu já fui nomeada. Eu vi a seriedade da gestão estadual. Porque em muitos lugares a gente faz o concurso, passa, e não é chamada. Eu tenho 20 anos de carreira na educação e ainda não tinha visto um governo com um olhar voltado para a educação de uma forma tão especial. E outras oportunidades foram surgindo nesses três anos, tanto que hoje eu sou gestora do CEIN Joana Batista, uma das Escolas de Tempo Integral. Não me arrependo de ter vindo”, concluiu a professora.

“Nós entendemos que não se faz educação de qualidade sem pensar na valorização do professor que está na linha de frente, em sala de aula. E, esta é uma das maiores preocupações do governador Flávio Dino, que respeita e reconhece o trabalho desses profissionais tão importantes no processo de construção da educação que tanto desejamos para o nosso Maranhão”, enfatizou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão.

O professor Ronilson Pinto tinha duas matrículas efetivas de 20 horas na rede pública estadual e outra, também de 20 horas no município. Estava prestes a perder um dos salários, porque por lei não podia acumular três nomeações. Em 2017 veio a solução para ele e muitos outros professores que estavam na mesma situação. O concurso para unificação de matrículas, que possibilitou a professores que pudessem ser reenquadrados na tabela remuneratória de 40 horas semanais.

“Essa fantástica política do governo de unificar matrículas, além de resolver a questão da falta de professores, beneficiou a categoria nas questões salarial e da previdência, uma vez que antes não podíamos nos aposentar com três matrículas de 20 horas. Agora, o professor vai poder ter a nomeação de 40 horas e outra de 20. Isso representa melhora salário na aposentadoria”, disse o professor.

Professor de História em uma escola da rede estadual de ensino, na cidade de Mata Roma, na região do Baixo Parnaíba, a 264 quilômetros de São Luís, o professor Francisco Alves Ferreira, também ressaltou os ganhos e a valorização profissional dos educadores. “É uma gestão de compromisso, voltada para melhoria do ensino, com a construção de escolas, ampliação da jornada e unificação de matrículas dos docentes, o que nos dá mais vontade e mais dignidade no fazer da nossa atividade pedagógica”, avaliou.

O maior salário pago a professores de uma rede estadual, no país, a unificação de matrículas, estrutura da escola, material pedagógico à disposição dos educadores, a Escola de Tempo Integral, novo modelo educacional implantado no estado, são apenas algumas das ações implantadas pelo Estado para garantia a melhoria da educação e para a valorização dos professores.

Conquistas em números

Nos últimos quase quatro anos, os educadores do Maranhão tiveram ganhos gradativos, constantes e significativos em suas carreiras. E muito mais do que cumprimento de direitos, são ganhos que representam conquistas históricas reconhecidas pelos próprios educadores. Entre as conquistas, estão:

• O concurso público para 1.500 professores com carga horária de 40 horas;
• Concursos internos de ampliação de jornada e a unificação de matrículas, em 2017 e 2018, beneficiando 2.400 professores;
• Mais de 26 mil professores beneficiados com progressões, promoções e titulações;
• Em três anos houve recomposição salarial de 30,35%, valor acima da inflação do período;
• Maior remuneração do país para professores de 40h, 5.750,84 (sem titulações).

Folha de S.Paulo mostra avanço do sistema penitenciário do Maranhão

Reportagem da Folha de S.Paulo deste sábado (28) mostra a transformação pelo qual passou o sistema penitenciário do Maranhão desde 2015. O jornal fala sobre as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs), modelo adotado pelo Governo do Maranhão em parte do sistema. 

São prisões humanizadas nas quais os presos fazem todos os serviços gerais, com um custo dois terços menor que em presídios comuns. 

A Folha conta que as Apacs têm limite de 200 internos por unidade e índice de reincidência criminal de 20%, contra 85% do modelo tradicional. “As Apacs vêm se mostrando uma alternativa em meio ao caos de penitenciárias superlotadas e dominadas por facções”, diz a reportagem. 

“É o caso do Maranhão, após uma série de rebeliões e massacre de Pedrinhas, penitenciária de segurança máxima da capital entre 2013 e 2016. Seis Apacs já estão em funcionamento no estado e outras duas devem ser abertas em breve”, acrescenta o texto. 

“A primeira Apac em uma capital foi justamente a de São Luís, que nasceu dentro daquele contexto grave com decapitações de presos em Pedrinhas”, diz à Folha Valdeci Ferreira, presidente da Fraternidade Brasileira de assistência aos Condenados (Fbac). 

A reportagem ressalta que um preso na Apac custa em média R$ 1.000, por mês, contra R$ 3.500 no sistema comum. 

Veja aqui a reportagem completa: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2018/04/sem-policia-48-presidios-desafiam-faccoes-e-industria-carceraria-no-pais.shtml