Greve dos caminhoneiros chega ao nono dia em 18 estados

A greve dos caminhoneiros chega, nesta terça-feira, ao 9º dia em 18 estados do país. No Maranhão, a pauta de reivindicação segue contra a política de preços da Petrobrás, que faz com que os combustíveis subam constantemente de preço para o consumidor final.

Com a greve, falta combustível no aeroporto de Imperatriz, segundo a Infraero. Já em São Luís, a Cooperativa de Hortifrutigranjeiros do Maranhão (Ceasa-MA) declarou desabastecimento geral.

Na segunda (28), as universidades públicas e faculdades particulares suspenderam as aulas, mas com a não paralisação do transporte público, que circula com 90% da frota, e a chegada de combustível em alguns postos, as aulas foram retomadas nesta terça-feira (29).

Serviços públicos de urgência também não foram paralisados no Estado.

Em São Luís, a Prefeitura chegou a estender o horário de funcionamento em postos de saúde para atender à vacinação de crianças contra a gripe.

CEASA-MA declara desabastecimento geral

Honório Moreira/ O Imparcial

Sem receber frutas e legumes desde a terça-feira (22), a Cooperativa dos Hortifrutigranjeiros do Maranhão declarou, nesta segunda (28), desabastecimento geral no Ceasa-MA.

Milton Gadelha, presidente da Cooperativa, explica que a quantidade de mercadoria que chegou, por ferry-boat, nos oito dias de protesto dos caminhoneiros é insuficiente. “O que entrou hoje foi uma carrada de bana e laranja, porque são itens que vem do Pará, por meio de ferry-boat”, afirma.

Segundo Gedelha, a carga que está parada nas estradas não será própria pra consumo em pouco tempo. “O problema maior é que os produtores não querem recarregar, com medo de perder novas cargas”, disse, em entrevista para O Imparcial.

Supermercados também começam e enfrentar problemas, como a falta de materiais para panificação. Segundo a rede de supermercados Mateus, há alimentos no Centro de Distribuição, mas não há caminhões para transportar as mercadorias até as lojas.

 

Frota de ônibus circula com 90% da capacidade na Região Metropolitana de São Luís

Confira os pontos do pronunciamento de Temer sobre redução no preço do diesel

UFMA, Uema e faculdades particulares suspendem aulas desta segunda-feira (28)

Flávio Dino assina convênio de R$ 7 milhões para reforma da Ceasa de Timon

Os investimentos públicos em setores produtivos continuam no Maranhão. Os incentivos do Governo do Estado, que em 2017 garantiram o aumento de 10% do PIB do estado segundo levantamento da Folha de São Paulo, tiveram continuidade nesta quarta-feira (14). Em solenidade que contou com a presença de feirantes e do prefeito de Timon, Luciano Leitoa, o governador Flávio Dino assinou convênio no valor de R$ 7 milhões para a histórica reforma da Ceasa do município.

“É um espaço de trabalho muito importante na cidade de Timon, são centenas de trabalhadores beneficiados e essa atividade econômica interessa aos trabalhadores, ao município e a toda a Região Leste do estado”, disse o governador.

Sobre o esforço para realização do investimento, ele comentou que se trata da “presença do Governo, da nossa determinação de ajudar a cidade a se desenvolver cada vez mais, apoiando uma atividade que é fundamental para todos”.

Ceasa

Com construção iniciada em 1993 e funcionamento efetivado em 2001, essa é a primeira grande reforma realizada na Ceasa de Timon. Atualmente, a feira é um dos maiores centros de comercialização da Região dos Cocais. São cerca de 500 comerciantes permissionários que atendem um público de aproximadamente 5 mil pessoas nos finais de semana.

“Nessa época a população de Timon era de 100 mil a 120 mil habitantes, chegamos a quase 470 mil habitantes e a Ceasa hoje é um grande núcleo”, comentou o prefeito Luciano Leitoa.

“São 500 famílias que dependem muito da Ceasa e que hoje, infelizmente, se encontram numa situação muito ruim. Tenho certeza que com o convênio assinado hoje, a Ceasa de Timon será uma das melhores do Maranhão”, completou.

Diretor do local, Luciano Barbosa destacou o compromisso de governo que começou a sair do papel.

“Há muito tempo nós esperávamos essa reforma. Há muito tempo ela foi dita, vários outros governos prometeram e quando a gente fala as pessoas nem acreditam mais. E hoje a gente vê essa possibilidade se aproximando cada vez mais, nossa esperança aumenta cada vez mais”, declarou.

Cícero Pinheiro de Oliveira é feirante há 30 anos, antes mesmo do surgimento do Centro. “Era nosso sonho. Lá é minha vida. Eu estou aqui feliz, contente porque vai melhorar a minha qualidade de venda, não só minha mas de todos”, afirmou.