Flávio Dino participa de reunião do Consórcio Brasil Central e defende projeto Compras Compartilhadas

O governador Flávio Dino participou, na manhã desta quinta-feira (24), em Brasília, da reunião ordinária da Assembleia Geral de escolha do novo presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central. O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, foi o escolhido para comandar o bloco em 2019.

Criado em 2015, o Consórcio Brasil Central tem como objetivo promover ganho de competitividade por meio da cooperação técnica efetiva capaz de formular projetos e políticas regionais, estabelecer parcerias, captar recursos e desenvolver soluções de problemas de forma conjunta.

O bloco é formado pelos estados do Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins, além do Distrito Federal.

Responsável por anunciar o novo presidente do Consórcio, Flávio Dino afirmou que “nós acreditamos que o nome do governador Azambuja será importante para dar prosseguimento aos trabalhos do Consórcio e, claro, fazermos o redimensionamento e o redesenho sempre necessários”.

Compras Compartilhadas

Em sua explanação durante a reunião, o governador Flávio Dino defendeu o projeto Compras Compartilhadas, que consiste em um modelo de aquisição de produtos e serviços de forma conjunta pelos entes federativos do Consórcio Brasil Central.

“O projeto Compras Compartilhadas é prioridade para o ano de 2019, começando pela área da saúde para tentar diminuir os preços dos produtos”, afirmou Flávio Dino.

A iniciativa visa desenvolver, propor e implementar modelos, mecanismos e procedimentos de aquisição de itens de interesse comum da região, além de ajudar os estados que precisam de quantidades menores e têm dificuldades para compras em pequenos volumes.

Para Flávio Dino, é essencial padronizar itens de interesse do bloco, como material escolar e medicamentos de alto custo, a fim de reduzir os preços com ações planejadas para os sete entes federativos.

Ficou decidido durante a primeira reunião do Consórcio Brasil Central em 2019 que o próximo encontro será realizado em São Luís no final do mês de março.

Comitiva do Consórcio Brasil Central visita o Porto do Itaqui

O Porto do Itaqui recebeu, nesta sexta-feira (10), a visita de uma comitiva do Conselho de Administração do Consórcio Brasil Central, formada por representantes dos estados de Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Maranhão e do Distrito Federal. O presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago, recepcionou o grupo no auditório, ao lado do secretário de Estado de Governo, Antônio Nunes. O Maranhão foi o mais recente estado a aderir ao consórcio.

“Esta visita reforça o grande interesse que os estados associados têm com a adesão do Maranhão ao consórcio, justamente pela existência do Porto do Itaqui, que vai possibilitar o escoamento da produção dos outros estados por esse grande ativo que nós temos”, afirmou o secretário Antônio Nunes.

Segundo o secretário executivo do Consórcio Brasil Central, Leonardo Jayme, membro do Governo de Goiás, a entrada do Maranhão no consórcio é uma satisfação para todos os associados. Ele disse que o Maranhão é um estado em pleno desenvolvimento e tem vocações semelhantes às do Brasil Central, como o agronegócio. “O Maranhão faz com que o Centro-Oeste, agora, tenha mar”.

Leonardo Jayme disse que o Itaqui é de fundamental importância para a região. “É o porto natural para escoamento da produção do Brasil Central, seja do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Goiás, Tocantins, seja com soja, carne ou com qualquer outro tipo de produto”.

Infraestrutura

“O Porto do Itaqui é um diferencial estratégico do Maranhão por integrar um dos maiores complexos portuários em movimentação de carga do país e que tem sido o destino logístico de boa parte da produção do seu corredor centro-norte”, afirmou o presidente da Emap.

Além da infraestrutura portuária para armazenagem de grãos e combustíveis, berços para atração de navios que variam de 12 a 19 metros de profundidade, o Porto do Itaqui integra, por meio de sua área de influência, mais de 20 milhões de hectares, servidos por rodovias estaduais e federais, a partir da BR-135, e mais de 2 mil quilômetros de ferrovias.

“O Itaqui, também, se diferencia por ser o canal para o escoamento da produção e abastecimento da região e por sua integração com os demais estados que compõem o consórcio, o que o coloca como porto potencial para outras cargas, principalmente em contêiner”, destaca Ted Lago.

Neste ano será entregue um novo pátio, preparado para contêineres refrigerados, resultado de investimento com foco em eficiência e democratização do transporte marítimo. Hoje, um navio de grãos leva cerca de 60 a 70 mil toneladas, mas o de contêiner é viável a partir de 10 a 20 toneladas e pode ser compartilhado entre vários produtores.