União de esforços foi essencial para ajudar vítimas da chuva, diz comandante dos Bombeiros

O comandante do Corpo de Bombeiros do Maranhão, coronel Célio Roberto de Araújo, diz que os resultados positivos da série de ações do Governo do Estado em 12 municípios atingidos pelas intensas chuvas foram fruto do planejamento e da integração. Corpo de Bombeiros e as Secretarias de Estado da Saúde (SES), das Cidades (Secid) e do Desenvolvimento Social (Sedes) deram respostas imediatas aos danos provocados.

“A primeira ação realizada pela Defesa Civil municipal de cada cidade foi essencial para o andamento do sistema. Esse trabalho todo foi coordenado e planejado pelo Corpo de Bombeiros e cada pasta do governo atuando dentro da atribuição que é própria, somou forças”, afirmou Célio Roberto em entrevista à Nova 1290 Timbira.

“Nós realizamos o envio de equipes que prestaram ações de emergência com medidas de resposta. Conduzimos para abrigo, realizamos o levantamento e o quadro de saúde dos atendidos.  Esse trabalho foi feito em parceria com a Força Estadual de Saúde em todos os municípios em que houve desabrigados. A ideia era evitar os contágios comuns de enchentes e do período chuvoso. E o resultado foi que não tivemos quadros graves registrados”, acrescentou.

Voltando para casa

Ele diz que “estamos agora no período de volta à normalidade. Nos municípios de Trizidela e Pedreiras, o rio que chegou a 8 metros já está baixando significativamente, alcançando 5,60 metros. As famílias começam a voltar para casa. O período mais intenso passou”, diz o comandante em relação ao cenário meteorológico nos municípios do Maranhão, principalmente na microrregião do Médio Mearim, uma das áreas mais atingidas pela chuva.

De acordo com o coronel, as previsões apontam chuva com regularidades, sem grandes episódios de desastres naturais e com concentração na área do Litoral Maranhense. “Na região do Médio Mearim, já não tem mais tanta chuva com intensidade. Na medida em que o rio vai baixando, as famílias estão sendo orientadas a voltar para casa. Vale ressaltar que antes orientamos a higienização da casa, evitando riscos de contaminações de doenças”, enfatiza.

Comitê

O coronel Célio Roberto destaca que, para atender de pronto às demandas, foi criado um comitê emergencial formado por representantes do Governo, das prefeituras e outras entidades. O objetivo do grupamento é reunir os principais agentes envolvidos para discutir as necessidades prioritárias e a assistência a ser prestada a cada região, de acordo com os danos.

As medidas desenvolvidas pelo Governo do Maranhão vão desde a execução de programas como o Mais Asfalto, para recuperar as vias danificadas pelas águas; e auxílio do programa Cheque Minha Casa (aos que estão em situação de emergência) a ser utilizado pelos afetados para compra de mantimentos, utensílios e eletrodomésticos, dependendo da necessidade da família, além da tradicional funcionalidade do programa, que é para reforma da casa danificada pela enxurrada.

O Governo do Estado mantém, ainda, reforço do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Centro Tático Aéreo (CTA) e secretarias estaduais para prestar o acolhimento aos atingidos pelas chuvas. Também está sendo dado apoio com distribuição de mantimentos às populações, dependendo da demanda. Entre estes, cestas básicas de alimentos, medicação e itens como roupas, colchonetes, filtros e água. Foram enviados cerca de 1.900 mantimentos às cidades atingidas. Beneficiários do programa Bolsa Família tiveram os repasses mensais adiantados em cidades em situação de emergência.

“É gratificante fazer parte deste momento porque essa ação humanitária traz um benefício muito grande para essas famílias. A gente poder dizer para o cidadão atingido pela cheia que ele vai ser alcançado pelos nossos programas, como o Cheque Minha Casa, reparando seus bens materiais atingidos pela chuva”, conclui o coronel Célio Roberto.

Fesma faz centenas de atendimentos para evitar doenças entre moradores prejudicados pelas chuvas

A Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) já fez cerca de 500 atendimentos em três cidades que foram prejudicadas pelas fortes chuvas que vêm caindo no Estado. Os esforços estão focados tanto nas casas de quem não foi desalojado quanto nos abrigos para onde foram as pessoas prejudicadas.

A Fesma, criada por Flávio Dino para trabalhar nos 30 municípios do Plano Mais IDH, está atuando emergencialmente em Trizidela do Vale, Pedreiras e Marajá do Sena por causa das chuvas.

A ideia é prevenir a disseminação de doenças comuns após enchentes, como febre e diarreia. “Atendemos, distribuímos itens e damos orientações quanto à higiene. Também estamos tratando das doenças que mais aparecem por conta das enchentes”, conta a enfermeira Glauciane Fernanda, que está em Trizidela do Vale.

“Temos três equipes em Trizidela e Pedreiras. Todo dia nós vamos visitar os abrigos”, acrescenta a profissional da Fesma.

A lavradora Leidy Maria, de Trizidela, diz que os médicos e enfermeiros “estão dando a maior atenção para gente. Apesar da situação ser triste, nós estamos tendo apoio de muita gente”.

Missão

Atendimento em Marajá do Sena. (Foto: Divulgação)

“Enviamos três equipes da Força Estadual de Saúde, cuja missão e prioridade é prestar assistência, sobretudo às famílias que estão desalojadas e que possam vir a apresentar algum agravo à sua saúde, desde viroses, comuns nessas situações, ou doenças febris ou diarreias”, explica o secretário de Estado de Políticas Públicas, Marcos Pacheco.

Resultados

A Fesma foi criada para atura no Plano Mais IDH, que leva uma série de ações para melhorar a qualidade de vida nas 30 cidades com os piores índices sociais do Maranhão.

Em pouco mais de dois anos de atividades, as equipes da Fesma têm importantes resultados. Foram realizados mais de 750 mil atendimentos, com foco nos grupos prioritários (gestantes, crianças menores de um ano, hipertensos, diabéticos e busca ativa de casos de hanseníase); elaboração em parceria com os municípios de 150 planos de intervenção; implantação de 28 Farmácias Vivas e construção de três hortos; triagem de aproximadamente 15 mil pacientes para o programa Sim, Eu Posso!; participação em 56 atividades de mobilização assistencial (Caravana de Todos, Dia D Mais IDH e mutirões); adoção da metodologia da Planificação da Atenção Primária nos 30 municípios do Mais IDH, entre outras atividades.