Diagnóstico precoce do câncer na Feirinha

Com o tema “Uma simples atitude pode salvar a sua vida. Procure um médico”, o Governo do Maranhão realiza mais uma ação da Campanha Outubro Rosa, neste domingo (21), na Feirinha de São Luís.

Na programação, haverá rodas de conversa sobre saúde da mulher, orientação sobre a prevenção do câncer de mama, distribuição de material informativo, além de aulão de zumba.

Outubro Rosa

Em São Luís, o Dia D do Outubro Rosa aconteceu segunda-feira (15), no Hospital de Câncer do Maranhão.

Como parte da programação da campanha, a Unidade Móvel de Saúde – Carreta da Mulher Maranhense percorrerá bairros de São Luís, até o dia 30, disponibilizando mamografia, exame preventivo, vacinas e palestras.

Nesta sexta (19) e sábado (20), o atendimento da unidade móvel será no bairro do Maracanã. A ação é realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher (SAMU). A ação será ao lado da União de Moradores da Vila Nova República, localizada na Rua Tancredo Neves.

Alunos da UFMA desenvolvem técnica para auxiliar no diagnóstico precoce de câncer de pulmão

Recentemente, pesquisadores da Universidade Internacional de Catalunha (Barcelona – ES), publicaram um estudo sobre a taxa global de mortalidade por câncer de pulmão. As projeções feitas com dados de 52 países, incluindo o Brasil, mostram que o número de mortes da população feminina em decorrência da doença deve aumentar, em 43%, até 2030.

Esses dados são alarmantes e para redução desses quantitativos, os pesquisadores do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal do Maranhão, Robherson Wector, Giovanni da Silva, Antonio Carvalho Filho, Aristófanes Silva, Anselmo Paiva e Marcelo Gattass, desenvolveram uma metodologia, publicada na revista internacional Medical & Biological Engineering & Computing, que pode contribuir para o diagnóstico precoce de câncer de pulmão, com precisão de 91%.

Segundo Robherson Wector, a metodologia propõe o diagnóstico de nódulos pulmonares, avaliando-os em tumores benignos e malignos, com base no processamento de imagens e técnicas de reconhecimento de padrões. “Atualmente, temos dois tipos de sistemas para o diagnóstico: CAD – um sistema de detecção assistida por computador e o CADx – um sistema de detecção e diagnóstico também assistida por computador. A metodologia que propomos tem o intuito de complementar o CADx. No sistema, são realizadas várias etapas: reconhecimento dos nódulos, a segmentação desses nódulos e sua classificação, sendo esta última o foco do nosso trabalho”, explicou o estudante.

Assim, a metodologia proposta utilizou apenas características de textura para classificação de nódulos pulmonares. “Trabalhamos com o nódulo segmentado em imagem 3D, no qual as diferenças de cores correspondiam às texturas diferentes. A partir daí, podemos classificar o nódulo em benigno ou maligno”, completou.

O conhecimento é transformador

Wector não acreditava que seu curso poderia ter conexão com a área da saúde. “Foi uma surpresa, para mim, contribuir com a medicina, pois entramos no curso de computação com a mente limitada, pensando em criar apenas programas para empresas bancárias, jogos para celulares ou aplicativos. A oportunidade que a UFMA nos ofereceu foi singular, pois desenvolvemos nosso trabalho no Núcleo de Computação Aplicada da instituição”, disse.

Depois da publicação do artigo, o jovem percebeu que é imprescindível os estudos e aperfeiçoamento nas imagens constituídas, principalmente, por tomografia computadorizada (TC), para auxiliar no diagnóstico do médico. “A maneira mais fácil de diagnosticar o câncer de pulmão é por meio de raio-X do tórax complementado por tomografia computadorizada, no entanto a detecção de nódulos nas áreas das imagens de TC não é uma tarefa fácil, uma vez que as densidades dos nódulos podem ser semelhantes às das outras estruturas pulmonares”, ressaltou.

O impacto na sociedade

O trabalho dos estudantes tiveram resultados superiores aos estudos já realizados na mesma área, com a melhor sensibilidade de 93,42%, especificidade de 91,21%, acurácia de 91,81% e área sob a curva ROC, que é a medida do desempenho do modelo baseada em classificação, de 0,94.

A metodologia proposta foi testada em imagens de TC utilizando a base de dados gratuita, intitulada Lung Image Database Consortium e Image Database Resource Initiative (LIDC-IDRI), criada pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Fundação para os Institutos Nacionais de Saúde.

“Entendemos que as ferramentas computacionais podem fornecer uma segunda opinião aos médicos especialistas e o nosso papel é facilitar essa interação ajudando-os a levar um tratamento mais adequado e eficaz para os pacientes. Dessa maneira, essa técnica poderá ser integrada a um sistema de diagnóstico na Tomografia Computadorizada para análise do nódulo, com a precisão de demonstrar, em tantos por centos de certeza, se o nódulo é benigno ou maligno”, ressaltou Wector.

Além de aumentar a precisão do diagnóstico de câncer de pulmão, o estudo contribuirá para a diminuição de gastos do dinheiro público. “Se tivermos diagnósticos mais precisos, principalmente no sistema público de saúde, não teremos biópsias inconsistentes sendo realizadas, consequentemente, diminuirá o número de operações, gerando, diretamente, a diminuição de gastos médicos”, finalizou.

Laboratório que errou diagnóstico de exame é condenado por danos morais

Um laboratório que errou no diagnóstico de exame de urina de uma menina foi condenado pela 2a Vara da Comarca de Coroatá, ao pagamento de danos morais. A ação foi proposta pelo pai da paciente, que alegou diagnóstico de doença grave após exame de urocultura da criança. Foi constatado pelo laboratório a presença de bactérias na urina da criança. Em seguida, o autor ressalta que, passados 20 (vinte) dias, a menor foi submetida novamente no mesmo laboratório, tendo dessa vez diagnosticado outro tipo de bactéria.

Na ação, o requerente relata que, em total desespero, procurou outro laboratório, chegando a fazer três exames para tirar quaisquer dúvidas, não sendo diagnosticado nenhuma infecção, apontando, o erro grosseiro no diagnóstico do Laboratório. Em contestação, a empresa apontou a ausência de dano, haja vista que embora tenha diagnosticado a presença de germes, não foi relatado no resultado do exame que o tipo de infecção seria grave, não havendo laudos que pudessem constatar a gravidade das infecções.

Conforme o juiz Francisco Ferreira de Lima, titular da unidade judicial, a relação jurídica tratada no caso é tipicamente de consumo, na medida em que o pai da criança é o destinatário final de um serviço prestado pelo laboratório, de forma que se aplicam as normas protetivas do Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Desse modo, tendo em vista a necessidade de facilitar sua defesa em juízo, inverto o ônus da prova em favor do requerente, em razão de sua hipossuficiência instando o Requerido a provar que aquele burlou laudo de exame realizado pelo réu”.

A Justiça entendeu que todas as circunstâncias colocadas no processo apontam para o fornecimento de um serviço defeituoso ao consumidor, o que gera a responsabilização da empresa pelos danos provocados, independentemente da verificação de sua culpa, nos termos do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. A sentença determinou o laboratório ao pagamento da quanta de R$ 2 mil por danos morais.

Unidade de Especialidades Odontológicas do MA é referência para diagnóstico precoce de câncer bucal

A Unidade de Especialidades Odontológicas do Maranhão – Sorrir, ligada à Secretaria de Estado da Saúde, amplia a assistência à saúde bucal dos maranhenses também na área oncológica. Entregue à população pelo Governo do Estado em 28 de fevereiro, a unidade é a referência estadual para o diagnóstico precoce do câncer de boca, quinto tipo de câncer mais comum entre os homens e sétimo entre as mulheres no Brasil.

“Com tanta desigualdade que o Brasil vive, tornou-se costumeiro o conceito segundo o qual o que é público tem que ser de qualquer jeito e que tudo que funciona direito tem que ser pago. Nós sempre lutamos para quebrar esse paradigma em todas as áreas, inclusive na saúde. Estas instalações do Sorrir, que são extraordinárias, demonstram nosso esforço”, disse o governador Flávio Dino na ocasião da inauguração do equipamento.

Para o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, o grande benefício do Sorrir está em trazer dignidade a toda população através de um Servido Único de Saúde (SUS) eficaz. “O Sorrir surge para atender todas as especialidades para públicos diferenciados. O tratamento desse câncer pode deixar sequelas marcantes. Com o Sorrir, vamos evitar subdiagnósticos, pois teremos especialistas nessa área. Vamos atuar de forma precoce e preventiva, evitando que seja preciso intervenções mais severas”, destacou.

Prevenção do câncer

O câncer oral ou de boca envolve a região dos lábios e a cavidade interior da boca, podendo afetar gengivas, bochechas, céu da boca e língua (principalmente as bordas), assoalho (região embaixo da língua). Feridas, nódulos, lesões ou manchas na boca, que incomodam há mais de 15 dias e não cicatrizam devem ser investigados.

“Todas as unidades básicas de saúde do Maranhão onde tem dentista, caso detecte algum usuário com algo parecido, com lesão há mais de 15 dias que não curou ou não tem explicação, podem encaminhar este usuário para o Sorrir. A gente vai fazer o diagnóstico, para evitar que, se for o caso de um câncer, chegue em uma etapa muito avançada, que já seja cirúrgico”, esclareceu o chefe do departamento de Atenção à Saúde Bucal da SES, Allan Patrício.

Prevenção do câncer bucal 

No Sorrir, a especialidade que atua no diagnóstico da doença é a estomatologia, cujo profissional previne, diagnostica e trata as enfermidades relacionadas com a boca (e todo aparelho estomatognático).

“Recebo sempre a pergunta: o câncer de boca mata? É igual a todos os outros. Com alguns agravantes, a região da cabeça e pescoço é extremamente vascularizada, o que faz com que possa iniciar metástase, no pulmão, por exemplo. Aqui no Maranhão temos grande exposição solar, trabalhadores de campo, pescadores, o que aumenta a incidência do câncer bucal na população maranhense”, ressaltou Diêgo Souza, estomatologista do Sorrir.

Ele destacou, entretanto, que as chances de cura são grandes quando a doença é descoberta na fase inicial. Pequenas cirurgias serão feitas na unidade. Já os casos de diagnóstico positivo serão encaminhados para um hospital de referência para tratamento.

Na sexta-feira (2), segundo dia das atividades do Sorrir, duas pessoas com suspeita de câncer de boca foram atendidas pelo especialista. Ambos os casos deram negativo. Um deles foi de Alexsandra Ribeiro, moradora de São José de Ribamar. Ela passou em consulta ainda no primeiro dia de funcionamento da unidade e foi encaminhada para o especialista no dia seguinte.

Com múltiplas lesões nos lábios, língua e gengivas há mais de 10 anos, ela recebeu o diagnóstico de lesão sanguínea benigna, chamada de hemangioma, cujo tratamento consiste em aplicações com uma seringa de medicamento. “Fizemos o diagnóstico diferencial e ela receberá aqui todo o tratamento, que deve durar uns três meses”, relatou o especialista.

Apreensiva inicialmente, Alexsandra Ribeiro não conseguia esconder o alívio pelo resultado da análise. “Eu já estava em uma situação que já tinha vergonha de abrir a boca e já recebia algumas críticas. Sei que tinha que tratar, mas fiquei acuada. Soube da inauguração do serviço e decidir vir. Está sendo muito útil para mim, muito maravilhoso. Nas condições que estou hoje, desempregada, não teria como ir ao particular”, contou.

O Sorrir funciona ao lado da Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (Feme), em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e ao sábado, das 8h às 12h. O atendimento será de urgência, referenciado e espontâneo.

Fique ligado aos sintomas do câncer bucal:
– Ferida (lesões) na boca que não cicatrizam
– Dor na boca que não passa
– Nódulo persistente ou espessamento na bochecha
– Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amídala ou revestimento da boca
– Irritação, dor na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta
– Dificuldade ou dor para mastigar ou engolir
– Dificuldade ou dor para mover a mandíbula ou a língua
– Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode
– Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula
– Mudanças persistentes na voz ou respiração ruidosa
– Caroços no pescoço
– Perda de peso
– Mau hálito persistente