Você sabe o que fazer e como irá acontecer o segundo turno?

Neste domingo (28), os eleitores comparecem às urnas para o segundo turno das eleições de 2018. Além de escolherem o presidente do Brasil entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), haverá ainda votação para governador em 13 estados e no DF.

Terão 2º turno para governador: Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia, Pará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em Bacabal, interior do estado haverá eleição para prefeito.

Qual é horário de votação?

As seções eleitorais abrem às 8h e fecham às 17h, sempre respeitando o horário local.

Como saber o local de votação?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem uma ferramenta que permite a consulta dos números do título, da zona eleitoral e também do endereço da seção de votação (confira aqui). Precisa informar nome completo, data de nascimento e nome da mãe.

Que documentos é preciso levar para votar?

O TSE informa que, para votar, é obrigatória apresentação de documento oficial com foto, como:

CNH

Carteira de categoria profissional reconhecida por lei

Carteira de identidade

Carteira de trabalho

Carteira nacional de habilitação

Certificado de reservista

Documento Nacional de Identidade (DNI)

e-Título (título de eleitor em meio digital)

Passaporte

É recomendável, porém não obrigatório, levar o título de eleitor, já que nele está o número da seção eleitoral.

Qual a ordem da votação?

Nos dois cargos em disputa, o número dos candidatos é formado por dois dígitos. Por isso, os eleitores precisam ter atenção na hora de digitar na urna. A ordem é: primeiro, o voto para governador e, por último, para presidente. No exterior, os eleitores votarão apenas para presidente.

Após digitar o número, é importante conferir se o nome e a foto do candidato escolhido aparecem na urna eletrônica. Se estiver errado, basta apertar a tecla “corrige” e digitar o número certo. Ao apertar “confirma”, o eleitor computa o voto para aquele candidato e não será mais possível alterar.

O que pode e o que não pode?

Veja as regras da reta final do 2º turno.

Sábado (27)

Último dia para propaganda eleitoral em carros de som e alto-falantes das 8h às 22h. Também é o último dia para a distribuição de material gráfico, realização de carreatas e caminhadas, que podem acontecer até as 22h.

A legislação sobre consumo de bebida alcoólica no período de votação, chamada de Lei Seca, não é determinada pelo TSE. Ela varia de acordo com o estado e fica a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Domingo (28)

É o dia da votação do 2º turno.

A partir das 7h: serão instaladas as seções eleitorais. 8h às 17h: período em que os eleitores podem votar, de acordo com os horários locais. A partir das 19h: começam a ser divulgados os resultados parciais para presidente. O TSE só divulga esses números após fechadas todas as seções eleitorais do país. Por causa do fuso horário do Acre, isso acontece às 19h do horário de Brasília.

Durante o dia e enquanto acontece a votação é PROIBIDO:

Levar para a urna aparelho celular, máquina fotográfica, filmadora, equipamento de radiocomunicação ou qualquer outro dispositivo que possa comprometer o sigilo do voto. Os mesários podem reter os equipamentos enquanto o eleitor estiver votando; qualquer tipo de manifestação coletiva, com roupas padronizadas, bandeiras, broches e adesivos, em apoio a um candidato ou partido político; fazer publicação de novos conteúdos ou impulsionamento de propagandas digitais na internet, bem como o uso de alto-falantes, a realização de comícios e carreatas, a propaganda de boca de urna e a divulgação de material de campanha. Tudo isso caracteriza crime; que servidores da Justiça Eleitoral, mesários e fiscais partidários usem roupas ou objetos com propaganda de partido político, coligação ou candidato.

Durante o dia e enquanto acontece a votação é PERMITIDO:

Manifestações individuais e silenciosas de preferência eleitoral ou partidária; o funcionamento do comércio, desde que os funcionários sejam liberados para votar; a substituição de urnas eletrônicas que apresentarem problemas antes do início da votação; a substituição do cartão de memória de votação ou realização de nova carga, com devida autorização do juiz eleitoral; divulgação, a qualquer momento, das pesquisas realizadas em data anterior à da eleição, para todos os cargos ; divulgação, a partir das 17h no horário local, de pesquisa para governador realizada no dia da votação; divulgação, a partir do encerramento da votação em todo o país, de pesquisa para o cargo de presidente realizada no dia da eleição.

Então, não posso usar o celular na urna?

Não pode. O TSE avisa que é proibida a utilização de telefone celular, tablets, rádio comunicadores, câmeras e quaisquer outros aparelhos eletrônicos dentro da cabine de votação.

Posso votar se eu estiver em outra cidade?

Só se o eleitor tiver solicitado o voto em trânsito, mas o prazo se encerrou ainda em agosto. Portanto, caso não tenha se inscrito para votar fora da zona eleitoral, será preciso justificar a ausência.

O voto em trânsito ocorre nas capitais e em municípios com mais de 100 mil eleitores. O eleitor que vai votar em uma cidade dentro do Estado onde tem domicílio eleitoral vai escolher governador e presidente. Se estiver em outro Estado, só votará para presidente.

Como faço para justificar a ausência?

Os eleitores que estiverem fora de seus domicílios eleitorais no dia de votação precisam justificar a ausência para a Justiça Eleitoral – o que pode ser feito no dia da eleição, ou depois. A justificativa é válida somente para o turno ao qual o eleitor não compareceu. Assim, se ele deixou de votar no 1º e no 2º turno, terá que justificar a ausência em ambos, separadamente. O eleitor pode optar por justificar ausência presencialmente ou pela internet.

Justificativa presencial no dia da votação

Quem for justificar no dia da eleição deve comparecer a uma zona eleitoral onde haverá recebimento de justificativas. Os locais podem ser consultados neste link no site do TSE. O eleitor deve levar um documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento, e o formulário de justificativa eleitoral preenchido – que deve ser entregue no local destinado ao recebimento das justificativas na zona eleitoral. O formulário pode ser impresso aqui.

Caso não tenha o formulário em mãos, o eleitor pode retirar e preencher um no próprio local onde vai justificar.

Justificativa presencial após o dia da votação

Quem for justificar após o dia da votação deve imprimir o formulário específico para esse tipo de justificativa e entregá-lo em qualquer cartório eleitoral. Também há opção de envio por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual o eleitor está inscrito acompanhado da documentação que comprove a impossibilidade de comparecer no dia da votação.

Justificativa pela internet

O eleitor pode, ainda, justificar ausência pela internet, no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No sistema, ele deverá informar número do título eleitoral, nome completo, data de nascimento, e-mail e o motivo da abstenção, anexando cópia digital de ao menos um documento que comprove por que não foi votar. Entre os documentos aceitos, estão:

atestado médico;

bilhete de viagem;

declaração do empregador comprovando trabalho em regime de plantão no dia da votação.

Caberá ao juiz eleitoral analisar o motivo e o comprovante para aprovar a justificativa.

Os prazos para justificativa após o dia de votação são:

– 1º turno (7/10): até 6 de dezembro de 2018

– 2º turno (28/10): até 27 de dezembro de 2018

Multa e consequências

O eleitor que não justificar a ausência dentro do prazo estipulado pelo TSE terá que pagar multa para regularizar a situação.

Enquanto estiver em débito com a Justiça Eleitoral, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo – entre outras consequências.

Aquele eleitor que não votar por três eleições seguidas, não justificar nem quitar a multa devida terá sua inscrição cancelada. A regra não vale para eleitores que não são obrigados a votar, como analfabetos, maiores de 16 e menores de 18, e maiores de 70 anos.

Resultado

O TSE começa a divulgar os resultados parciais da eleição para presidente assim que são fechadas as seções eleitorais de todo o país. Por causa do fuso horário do Acre, isso acontecerá às 19h do horário de Brasília.

Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF declara voto a Fernando Haddad

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa foi às redes sociais neste sábado (27) para declarar apoio ao petista Fernando Haddad. “Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”, afirmou o ministro aposentado em publicação no Twitter.

Há algumas semanas, Haddad se encontrou com Joaquim Barbosa – que relatou no STF o processo do mensalão do PT –, mas não havia obtido seu apoio público. Ministros do STF ouvidos pelo blog avaliam, reservadamente, que um dos motivos que pode ter levado Barbosa a se posicionar foi a ação da Justiça Eleitoral nas universidades nesta semana. O ex-ministro sempre ressalta as liberdades e a defesa do estado democrático de direito.

Além disso, lembram que Joaquim Barbosa chegou a cogitar disputar a Presidência, mas desistiu no começo do ano.

TSE envia tropas federais para Bacabal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o pedido de envio de tropas federais para reforçar a segurança das eleições de segundo turno que ocorre neste domingo (28) em Bacabal, a 240 km de São Luís. O pedido foi realizado pelo juiz Jorge Leite que será responsável em comandar a eleição no 2° turno para presidência da República e a eleição suplementar para escolha do novo prefeito e vice de Bacabal. As eleições para prefeito da cidade estão sendo disputadas entre seis candidatos.

Segundo o novo comando do Exército, foi confirmado que Bacabal receberá o reforço neste sábado (27) por volta de 12h. Com a decisão, o Maranhão passa a ter 46 municípios contando com o apoio das forças federais nas eleições.

Confira a lista dos municípios maranhenses que terão o reforço de tropas federais no 2º turno:

Alto Alegre do Pindaré

Amapá do Maranhão

Axixá

Belágua

Benedito Leite

Bequimão

Boa Vista do Gurupi

Buriti

Buriti Bravo

Cândido Mendes

Centro do Guilherme

Centro Novo do Maranhão

Chapadinha

Coroatá

Cururupu

Esperantinópolis

Governador Nunes Freire

Grajaú

Icatu

Itaipava do Grajaú

Junco do Maranhão

Loreto

Maracaçumé

Maranhãozinho

Mata Roma

Matões do Norte

Nova Iorque

Nova Olinda do Maranhão

Pastos Bons

Pedro do Rosário

Penalva

Peri Mirim

Pinheiro

Presidente Sarney

Santa Filomena do Maranhão

Santa Luzia

Santa Luzia do Paruá

São Benedito do Rio Preto

São Domingos do Azeitão

São Félix de Balsas

São José de Ribamar

São Luís

São Mateus

Tuntum

Urbano Santos

OPINIÃO | O amor vencerá o ódio

O Brasil está diante da eleição mais importante da história, desde a redemocratização do país. De um lado, a luz da democracia e do amor. Do outro, a escuridão da intolerância e da barbárie.

No centro, a população dividida. Parte desta, inebriada com pregações de ódio e violência. Não estamos, portanto, diante de simples decisão sobre quem será o presidente pelos próximos quatro anos. Mas, a escolher entre o caminho da dignidade humana, das liberdades individuais e o medievalismo das ‘santas inquisições’.

As recentes pesquisas mostram que há progressivo desencanto com o ‘mito’ da candidatura, que se apresenta como signatária da antipolítica, do combate à corrupção e à violência. Isto porque as práticas mostram o inverso. O representante da extrema direita tem se revelado um político intolerante, enredado em denúncias de corrupção, caixa dois e defensor da violência e da tortura.

A pregação do ódio aos opositores e morte, inclusive de inocentes, estarrece o país e o mundo. Quem em sã consciência seria capaz de utilizar o voto para autorizar um presidente da República a torturar e matar seus semelhantes?

Ainda mais contraditório é tentar associar a violência, misoginia, racismo, homofobia, intolerância, guerra, armamento com a mensagem de amor, da coexistência e da paz deixada por Jesus para a humanidade.

Decerto, o filho de Deus feito homem condenou práticas imorais e a corrupção. É verdade! Contudo, o fez convertendo estes por meio do amor e do perdão. Foi assim com a mulher que seria apedrejada por adultério, com os cobradores de impostos, entre outros tantos exemplos. “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. (…) Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” Sábias palavras, que ecoam por séculos, milênios.

Jesus não pregou a extinção, mas o respeito aos diferentes. “As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes. (…) Pois eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.” (Mateus 9:12, 13)

É preciso dizer não à ameaça à democracia no Brasil, aos direitos humanos e às liberdades individuais. Valorizar as famílias é assegurar igualdade de direitos e oportunidade para todos e todas, moradia digna, educação gratuita e com qualidade, acesso à saúde.

O futuro do nosso país depende de cada um de nós. É auspicioso ver que eleitores indecisos e propensos em votar em branco e/ou nulo começam a entender que se omitir do processo é fortalecer os ideais odiosos e intolerantes, que ameaçam a dignidade humana.

Dos mais brilhantes líderes da história, Nelson Mandela afirmou que “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.

É preciso refletir sobre tudo isto na hora de votar. Não podemos ser cúmplices, nem compactuar com a morte da esperança numa nação melhor e mais justa para esta e as próximas gerações. É o destino de mais de 200 milhões de brasileiros que está em jogo. O amor vencerá o ódio!

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

Diferença entre Bolsonaro e Haddad é de 5%

A nova rodada da pesquisa CUT/Vox Populi confirma o crescimento das intenções de voto no candidato Fernando Haddad (PT) e a queda do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), que deu até entrevistas dizendo que estava com a faixa presidencial nas mãos. Bolsonaro tem 44% e Haddad 39% dos votos totais. Dentro da margem de erro, que é de 2,2% para mais e para menos, a diferença entre ambos pode ser de apenas 0,6%.

O alto percentual de indecisos (17%) é que vai definir essa eleição, afirma a sondagem CUT/Vox. A nova rodada da pesquisa CUT/Vox Populi confirma o crescimento das intenções de voto no candidato Fernando Haddad (PT) e a queda do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), que deu até entrevistas dizendo que estava com a faixa presidencial nas mãos.

Realizada nos dias 22 e 23, depois do escândalo do WhatsApp e da fala de Bolsonaro dizendo que vai prender ou exilar os opositores, a pesquisa mostra que os eleitores estão mudando a intenção de voto ou voltando a ficar indecisos, exatamente como revelou o levantamento realizado pela CUT-Vox nos dias 16 e 17.

Cenário estimulado

Na simulação estimulada, quando o entrevistador apresenta os nomes dos candidatos, Bolsonaro aparece com 44% das intenções de votos contra 39% de Haddad. A diferença entre os dois candidatos caiu para 5%. Se for considerada a margem de erro da pesquisa, que é de 2,2%, a diferença entre as intenções de voto em Haddad e Bolsonaro pode chegar a 1 ponto percentual (2,2% a menos para Bolsonaro e 2,2% a mais para Haddad).

A pesquisa mostra também que 17% dos eleitores ainda estão indecisos. Desse total, 12% disseram que não vão votar em ninguém, vão votar em branco ou anular os votos. Outros 5% não sabem ou não quiseram responder. Os percentuais são exatamente iguais aos da pesquisa anterior.

Os percentuais de votos válidos, excluídos os brancos, nulos, ninguém ou não sabem ou não responderam, também são idênticos aos da pesquisa anterior: 53% para Bolsonaro e 47% para Haddad.

Cenário espontâneo

A simulação espontânea, quando o entrevistador apenas pergunta em quem o eleitor vai votar, aponta Bolsonaro com 43% das intenções de votos contra 37% de Haddad, os mesmos percentuais do levantamento realizado nos dias 16 e 17.

Neste cenário, 13% disseram que não votarão em ninguém, votarão em branco ou anularão o voto e 7% não sabem ou não responderam. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 12% e 8%, respectivamente.

Estratificação

No cenário estimulado, o Nordeste, Região onde o candidato petista apresentou os maiores percentuais de intenção de voto durante toda a corrida presidencial, aumentou o número de eleitores que pretendem votar em Haddad: de 57% para 60%.

Os percentuais de intenção de voto em Haddad também cresceram entre os homens (de 35% para 37%), entre os maduros (de 37% para 41%); entre os eleitores que têm até o ensino fundamental (de 44% para 47%) e entre os que ganham até 2 salários mínimos (45% para 50%). Os percentuais de intenção de voto em Bolsonaro registraram queda de 27% para 25% na Região Nordeste, entre os homens – de 53% para 49% -; entre os maduros – de 48% para 43%.

Religião

Considerando apenas os válidos, as intenções de votos para presidente apresentou pouca variação. Haddad oscilou positivamente um ponto percentual entre os católicos (de 42% para 43%), 2% entre os espíritas (de 38% para 40%) e 4% nos que se declararam sem religião (de 42% para 46%). Mas oscilou negativamente 3% entre os evangélicos (30% para 27%) e 6% nos que declararam seguir outras religiões (de 48% para 42%).

Rejeição

O percentual de rejeição a Fernando Haddad se manteve estável (41%). Já a rejeição a Bolsonaro aumentou 2% entre a pesquisa anterior e a rodada realizada nos dias 22 e 23 – de 38% para 40%.

O maior percentual de rejeição contra Bolsonaro foi registrado no Nordeste (59%). Já os eleitores do Sudeste e do Sul rejeitam mais Haddad, 48% em cada Região. 52% dos que se declararam negros e 42% dos pardos rejeitam Bolsonaro. Já entre os que se declararam brancos, o percentual de rejeição de Haddad sobe para 49%.

Metodologia

A pesquisa CUT-Vox Populi foi realizada entre os dias 22 e 23 de outubro. Foram feitas 2.000 entrevistas pessoais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior de todos os estratos socioeconômicos. Os entrevistadores foram em 121 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Haddad avança em pesquisas e supera Bolsonaro na cidade de São Paulo no 2º turno

O “Bolsodoria”, voto casado em Jair Bolsonaro (PSL), para presidente, e João Doria (PSDB), para governador, tem pior desempenho entre os paulistanos do que entre os moradores do interior de São Paulo. Na capital paulista, Fernando Haddad, do PT, chega a estar numericamente à frente de Bolsonaro, enquanto Márcio França, candidato do PSB e adversário de Doria na disputa estadual, lidera com 18 pontos de vantagem em relação ao tucano. Já no interior do Estado, o Bolsodoria é líder.

Doria renunciou ao cargo de prefeito para disputar o governo do estado pouco mais de um ano depois de assumir, em 2017, mesmo tendo se comprometido a ficar na prefeitura até o fim do mandato. As pesquisas qualitativas apontam a saída como um dos principais fatores da rejeição do paulistano a ele (48% dos eleitores da capital dizem que não votam nele contra 25% dos do interior, segundo o Ibope).

As dificuldades na capital podem ter contribuído para contaminar o desempenho de Bolsonaro na cidade, já que no 2º turno Doria passou a divulgar com maior intensidade nas redes sociais, em debates e no horário eleitoral no rádio e na TV a dobradinha extraoficial entre os dois.

Na cidade de São Paulo, Haddad avançou em relação ao 1º turno e tem 51% da intenção de voto contra 49% de Bolsonaro, de acordo com o Ibope. No primeiro turno, Haddad perdeu para Bolsonaro. Teve 19,7% dos votos dos paulistanos, contra 44,58% de Bolsonaro. Na eleição de 2014, a capital paulista deu larga a vitória para os tucanos. Aécio Neves venceu com 63,85% dos votos contra 36,15% de Dilma Rousseff (PT). Haddad foi prefeito da capital entre 2012 e 2016, mas perdeu a reeleição no 1º turno para Doria e deixou o governo com baixa aprovação.

A resistência dos paulistanos a Doria faz com que seu desempenho seja mais frágil na cidade em que governo até abril de 2018: tem 41% das intenções de voto contra 59% de França.

Já no interior paulista, onde está a maior parte do eleitorado do estado, Bolsonaro e Doria lideram com ampla vantagem. O candidato do PSL tem 71% dos votos válidos contra 29% de Haddad. O interior paulista era reduto inconteste dos tucanos – em 2014, Geraldo Alckmin (PSDB) ganhou em 644 das 645 cidades do estado.

Bolsonaro está na frente na disputa presidencial no conjunto estado de São Paulo, com 64% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) contra 36% de Haddad. Desempenho parecido tem Doria, que lidera no interior com 60% dos votos contra 40% de França. Assim como Bolsonaro, Doria também está na frente na disputa no estado, com 53% contra 47% dos votos válidos.

A pesquisa mostra o tamanho do Bolsodoria, incentivado por Doria quando ele ainda estava no 1º turno e seu candidato, em tese, era Alckmin: 86% dos seus eleitores dizem que votam em Bolsonaro contra 14% em Haddad – não à toa, o candidato insiste em se colocar como parceiro do presidenciável do PSL no Estado.

Apesar disso, Bolsonaro não declarou apoio a Doria, desejando a ele apenas boa sorte, depois de uma tentativa infrutífera do tucano de conseguir uma declaração favorável a sua candidatura. Já dos eleitores de França, 59% dizem que votam em Haddad e 41% em Bolsonaro.

Tribunal de Justiça repudia ataque contra o Supremo Tribunal Federal

A fala do deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), de que “basta um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) vem gerando grande polemicas e revoltadas entre autoridades. Nesta quarta-feira (24) o Tribunal de Justiça do Maranhão, por decisão unânime do seu Pleno, veio a público manifestar repúdio às recentes declarações do reeleito deputado federal do Rio de Janeiro.

Em nota o órgão afirma que:

Reiteramos que qualquer tentativa de silenciar ou suspender as atividades do Poder Judiciário constitui ato ditatorial, repelido por cláusulas pétreas da Constituição Federal. A manifestação infeliz do parlamentar revela, de forma explícita, a intenção de enfraquecer uma instituição pública sólida, que tem como principal objetivo a garantia do Estado Democrático de Direito. É inadmissível que a atuação eficaz do Supremo Tribunal Federal seja alvo de ataque por um político descrente do projeto constitucional, cujas declarações afrontam a Justiça e a democracia. Manifestando o irrestrito apoio do Poder Judiciário do Maranhão ao Supremo Tribunal Federal, mantemos nossas posições firmes e corajosas de combate a qualquer tentativa de rompimento da ordem institucional.

O vídeo que viralizou nas redes sociais é de uma palestra que o deputado Eduardo Bolsonaro fez antes do primeiro turno em um curso preparatório para um concurso da Polícia Federal. Questionado sobre a possibilidade de o Supremo barrar, por algum motivo, a candidatura de Jair Bolsonaro e o Exército reagir em favor do capitão da reserva, o parlamentar fez o comentário, dizendo que a Corte máxima do país precisaria “pagar para ver”.

Flávio Dino segue confiante nas pesquisas eleitorais

 

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), comemora, nas suas redes sociais, o resultado da última pesquisa Ibope, divulgada ontem à noite (23) pela TV Globo, no Jornal Nacional. Ele diz acreditar na vitória do petista Fernando Haddad. Na pesquisa, a diferença entre Bolsonaro e Haddad caiu 2 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior do Ibope faltando apenas 5 dias para a eleição. A diferença ainda é enorme de 14 pontos.

Segundo Flávio Dino, a diferença entre os candidatos do PSLe PT vai continuar caíndo nos próximos dias.

“Vamos firmes. Diferença vai cair ainda mais nos próximos dias. Ampla mobilização democrática e popular é o caminho da vitória. E ainda acredito que segmentos da classe dominante e da classe média vão enxergar o tamanho do abismo que Bolsonaro representa”, disse.

Flávio Dino disse que Bolsonaro está ‘diminuíndo de tamanho’ em virtude do desmonte de suas redes de ‘agressões e mentiras’.

“Bolsonaro está diminuindo de tamanho na mesma proporção em que se desmontam suas redes de agressões e mentiras. Eram suas principais tropas. Está provada a relação causal entre as tais redes e o crescimento da extrema-direita no final do 1º turno”, afirmou.

Bolsonaro cai 2 pontos e Haddad sobe nas pesquisas

O Ibope mostrou na noite desta terça (23), a cinco dias da eleição, que Jair Bolsonaro (PSL) caiu 2 pontos e Fernando Haddad (PT) subiu 2 pontos em uma semana. De acordo com o instituto, desde o último dia 15, Bolsonaro oscilou dois pontos porcentuais para baixo (tinha 59%), e Haddad oscilou dois para cima (tinha 41%). As duas variações estão dentro da margem de erro. A vantagem do candidato do PSL caiu de 18 para 14 pontos porcentuais. Para ultrapassar Bolsonaro, no entanto, Haddad terá de subir 7 pontos até domingo.

Os números consideram apenas os votos válidos, ou seja, excluem os nulos, brancos e indecisos. Levando em conta o eleitorado total, a taxa de Bolsonaro passou de 52% para 50%, enquanto a preferência por Haddad se manteve estável em 37%. Há ainda 10% dispostos a anular ou votar em branco, e 3% que não souberam responder. A sondagem foi contratada pelo Estadão e Globo por R$ R$ 384.608,00.

Na quinta, dia 25, será a vez do Datafolha abrir a intenção de votos cujo levantamento foi adquirido pela Globo e a Folha por R$ R$ 384.608,00. Também neste dia, a pedido da CUT, o Vox Populi revela os números da corrida presidencial pelo valor de R$ R$ 194.540,50. Na sexta-feira, dia 26, a Paraná Pesquisas promete dizer quem será o próximo presidente da República, pelo valor de R$ 80.000,00, às expensas da Empiricus/O Antagonista.

Ibope: rejeição a Bolsonaro passa de 35% a 40%; a Haddad, de 47% a 41%

Pesquisa Ibope para presidente divulgada nesta terça-feira (23)apontou qual a opinião dos eleitores sobre os candidatos, apontando os índices de rejeição e certeza do voto.

Para medir os índices, o Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”. Na sequência, o entrevistado apontava se “com certeza votaria nele”, “poderia votar nele”, “não votaria nele de jeito nenhum”, “não o conhece o suficiente para opinar”.

Os resultados totais foram:

Jair Bolsonaro

  • Com certeza votaria nele para presidente – 37%
  • Poderia votar nele para presidente – 11%
  • Não votaria nele de jeito nenhum – 40%
  • Não o conhece o suficiente para opinar – 11%
  • Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Fernando Haddad

  • Com certeza votaria nele para presidente – 31%
  • Poderia votar nele para presidente – 12%
  • Não votaria nele de jeito nenhum – 41%
  • Não o conhece o suficiente para opinar – 14%
  • Não sabem ou preferem não opinar – 2%