Atacar capelães evangélicos é perseguição aos cristãos, diz Eliziane Gama

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) condenou os ataques do Sistema Mirante de Comunicação, de propriedade da família Sarney, aos capelães da Polícia Militar do Maranhão.

“Atacar aos capelães evangélicos é uma clara perseguição aos cristãos evangélicos que sempre lutaram pela evangelização em presídios do Maranhão, seguindo a premissa bíblica, “estive na prisão, e foste me vê”. Um desrespeito a todos nós evangélicos!”, criticou por meio das suas redes sociais.

Os veículos de comunicação do grupo Sarney tem tratado como escândalo a criação de cargos e nomeação de capelães evangélicos para os quadros da Polícia Militar do Maranhão.

O presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, também reagiu e afirmou que os ataques demonstram a degradação da oposição sarneysista.

“Os ataques aos capelães evangélicos não agride o governador Flávio Dino, como José Sarney e seus capangas pensam, mas sim a todos os evangélicos, todos os cristãos. Realmente uma prova de degradação absoluta dessa gente”, disse.

Em nota, o governo do Maranhão informou que o número de cargos criados de capelão da Polícia Militar manteve-se na média das gestões anteriores, totalizando seis novas vagas. Diz ainda que na Polícia Civil, no Corpo de Bombeiros e no Sistema Prisional, a criação de cargos de capelania, conforme previsto na Constituição Federal, atendeu igualmente à necessidade de oferta da assistência a esses servidores, que tiveram seus quadros ampliados na atual gestão em 50%. E conclui afirmando que “as mudanças de patente efetivadas seguiram, como de praxe, regras da Corporação”.

Deputadas pedem celeridade na investigação de denúncia de violência doméstica contra Cabo Campos

Duas mulheres da política maranhense se pronunciaram contra o deputado estadual Cabo Campos,  após ele ser denunciado por agressão, no último dia 04/02, por sua esposa Maria José Campos.

Valéria Macedo, deputada estadual, promete entrar no conselho de ética caso a denúncia chegue ao TJMA. Já a deputada federal, Eliziane Gama, que há alguns anos dividiu o palanque com Campos, na disputa pela Prefeitura de São Luís, também se pronunciou contra e cobrou celeridade nas insvestigações, provando que “pau que bate em Chico também bate em Francisco”, parafraseando o ditado popular.

A denúncia de Maria José Campos, segundo fontes do blog, pode ser a gota d’água de muitas agressões já ocorridas anteriormente a ela. Casados há 26 anos, fontes próximas ao casal, que preferem não se identificar, contam que as agressões eram costumeiras. Valéria Macedo pode enquadrar Cabo Campos, por meio da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa, cargo o qual comanda, segundo nota que pode ser lida completa abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO E REPÚDIO

A Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, por sua Procuradora que esta subscreve, a Deputada Estadual Valéria Macedo, a respeito da ocorrência policial e representação pelos crimes de lesão corporal e injúria feita na Delegacia Especial da Mulher desta cidade de São Luís no último dia 04/02/2018 por MARIA JOSÉ BRANDÃO MARQUES CAMPOS em desfavor do seu esposo e deputado estadual ROBERTO CAMPOS FILHO – conhecido nos meios políticos como “CABO CAMPOS” – no estrito cumprimento do dever legal e institucional com as mulheres maranhenses e brasileiras, com a transparência política e institucional com a sociedade em geral e com os meios de comunicação de massa, vem, respeitosamente, prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – Antes de qualquer coisa, como Procuradora da Mulher, como mulher, como esposa e mãe de família, e como defensora das mulheres na AL e no Estado do Maranhão, pela minha condição de deputada estadual eu expresso meu sentimento de repúdio e repugnância aos atos de violência doméstica denunciados pela Sra. MARIA JOSÉ BRANDÃO MARQUES CAMPOS e imputados por ela ao seu marido Deputado ROBERTO CAMPOS FILHO

2 – A Procuradoria da Mulher na AL confirma efetivamente que tem conhecimento de que houve um registro na Delegacia Especial da Mulher desta Capital São Luís contra o deputado estadual Cabo Campos, no qual sua esposa Maria José Brandão Marques Campos imputa-lhe a prática dos crimes de lesões corporais, qualificada pela violência doméstica e também pelo crime de injuria, por ter ele ferido a honra dignidade com xingamentos os mais gravosos e indignos, o que constitui grave violência psicológica e atentado a dignidade da vítima.

3 – Informo, ainda, que a sra. MARIA JOSÉ BRANDÃO MARQUES CAMPOS formalizou na mesma ocasião uma representação criminal contra o deputado estadual Cabo Campos, imputando-lhe a prática contra ela dos delitos de lesão corporal qualificada pela violência doméstica e do crime de injuria. Trata-se realmente de uma ocorrência criminal concreta que envolve, infelizmente, um parlamentar deste Poder Legislativo, e em matéria de violência doméstica, infelizmente muito recorrente em nosso estado e no país; e, que por isso mesmo, merece a maior atenção, apuração e combate.

4 – A Procuradoria da Mulher na AL informa, ainda, que acompanha o caso desde que dele tomou conhecimento, e que aguarda a conclusão da investigação criminal pelos órgãos competentes, que no caso são a Polícia Civil do Estado Especializada e o Tribunal de Justiça do Estado, este último em razão de ter o deputado prerrogativa de foro para ser investigado e processado.

5 – Resta-me – por fim – aguardar a conclusão da investigação criminal pelos órgãos competentes, mas acrescento que se o Ministério Público do Estado do Maranhão formalizar denúncia contra o parlamentar pelos fatos a ele imputados pela sua própria esposa, e se a denúncia for recebida pelo Tribunal de Justiça, a Procuradoria da Mulher na AL pedirá, no mesmo dia, a Comissão de Ética da Assembleia Legislativa do Maranhão que instaure um processo disciplinar contra o deputado estadual Cabo Campos para aferir a quebra de decoro parlamentar. É que entendo, pessoalmente, que a prática de violência doméstica por um parlamentar constitui quebra do decoro parlamentar suficiente para ter o mandato cassado. A dignidade do cargo de deputado estadual e suas altas responsabilidades ficam feridos de morte pela acusação formalizada pelo Ministério Público. E que havendo uma ação penal instaurada, a meu ver, não haverá mais o que esperar para se apurar a responsabilidade disciplinar do deputado Cabo Campos.

São Luís (MA), 28 de fevereiro de 2018
VALÉRIA MACEDO
Procuradora da Mulher na AL
Deputada Estadual

Lula têm 65% das intenções de votos no Maranhão

Lula tem liderança consolidada no Maranhão (Foto: Douglas Magno)

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva lidera com sobras a corrida para a Presidência da República, no Maranhão. Segundo pesquisa Exata/Jornal Pequeno, se as eleições para presidente fossem hoje Lula teria 65% das intenções de votos.

Num distante segundo lugar aparecem empatados a ex-senadora Marina Silva (PV) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) com 11% das intenções de votos cada um.

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB) seria votado por apenas 3% dos eleitores maranhenses. Votariam em nenhum, branco ou nulo 6% dos entrevistados, enquanto 4% não sabem ou não responderam.

Eliziane Gama lidera disputa para o Senado

Ainda de acordo com o levantamento feito pelo instituto Exata, a eleição para o Senado Federal está equilibrada com liderança da deputada federal Eliziane Gama (PPS). Ela aparece com 15% das intenções de votos. A seguir, estão rigorosamente empatados o senador João Alberto (PMDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV) com 14% cada.

Os deputados federais Weverton Rocha (PDT), Zé Reinaldo (sem partido) e Waldir Maranhão têm 11%, 9% e 8%, respectivamente. Nenhum, branco ou nulo somam 20% e 9% não sabem ou não responderam.

Como nas eleições de 2018 serão duas vagas para o Senado, a pesquisa quis saber do eleitor a segunda opção de voto para senador. Neste cenário, João Alberto lidera com 13% seguido por Zé Reinaldo e Weverton Rocha com 10% cada um. Eliziane Gama têm 9% das intenções de votos, enquanto Sarney Filho e Waldir Maranhão aparecem com 7%. Nenhum, branco e nulo somam 31%, enquanto 13% não sabem ou não responderam.

A pesquisa Exata/JP foi realizada entre os dias 14 e 17 de junho e ouviu 1.404 pessoas. Tem margem de erro de 3.2 pontos percentuais e índice de confiabilidade de 95%.