“Fiz uma campanha da militância”, diz Márcio Jerry em entrevista

Deputado federal eleito com expressiva votação, o presidente do PCdoB-MA, Márcio Jerry, participou, na noite de quinta-feira (11), do programa Ponto e Vírgula, na rádio Difusora. Em conversa comandada pelo radialista Marcelo Minardi, com participação do jornalista Leandro Miranda e de ouvintes, Márcio falou sobre a importância histórica da vitória da chapa liderada por Flávio Dino, sobre campanha no Maranhão para o presidenciável Fernando Haddad, agradeceu a grande votação e foi categórico: “fiz uma campanha da militância partidária, movimentos sociais e aliados”.

Grato aos mais de 134 mil votos, Márcio Jerry defendeu que o excelente resultado se deu ao engajamento massivo do partido e de aliados. “Tive apoio do nosso partido em todos os cantos do Maranhão, incluindo 23 prefeitos, dos quais 20 são PCdoB.”, contabilizou Jerry, que foi votado em 215 dos 217 municípios do estado.

Márcio coordenou, assim como em 2014, a campanha vitoriosa do governador Flávio Dino. Para ele, a vitória em 2018 tem uma importância histórica e simbólica para o Maranhão ainda maior do que a anterior, com eleição também de Weverton Rocha e Eliziane Gama ao Senado. “Vejam que tivemos, no pleito, disputando o filho e a filha da pessoa que se achava o dono do Maranhão e ambos foram derrotados fragorosamente. O governador Flávio Dino, pelos braços do povo do Maranhão, derrotou a ex-governadora Roseana Sarney, que chegou a 30% dos votos, menos do que o ex-senador suplente, Edinho Lobão, em 2014, e o deputado federal desde 1978, que é o Sarney Filho, teve uma derrota aqui no Maranhão. Portanto é uma mudança de página muito profunda, um novo momento para o Maranhão e isso é muito importante para a história do nosso estado”, considerou o deputado federal eleito.

SEGUNDO TURNO
Durante a entrevista, Márcio adiantou que uma frente, figurada pelo PCdoB ao lado do PT e partidos aliados, está trabalhando no Maranhão com a intenção de eleger Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. A campanha é feita não só sob a percepção clara de que são os candidatos mais preparados, mas também combatendo à ameaça de retrocesso, intolerância e negação de direitos que representa o candidato Jair Bolsonaro.

“Já estou em campo, lutando pela eleição de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, por acreditar que seja essa a melhor proposta, que mais pacífica o país, que mais tira da agenda essa clima de intolerância, de ódio, de pregação da violência e que mais conquistas pode trazer para o povo trabalhador”, destacou Jerry, que já convocou reunião plenária da militância do PCdoB para a próxima segunda-feira (15), para debater a eleição nacional.

Flávio Dino será entrevistado pela Mirante FM nesta terça-feira (31), às 12h

O governador Flávio Dino será entrevistado pela Rádio Mirante FM nesta terça-feira (31), às 12h. A entrevista pode ser acompanhada ao vivo pelas redes da emissora (facebook.com/mirantefm/ e instagram.com/mirantefm/). Os internautas também podem interagir e fazer comentários durante o programa.

A entrevista foi marcada após o PCdoB recorrer à Justiça Eleitoral, já que rádio tinha entrevistado a pré-candidata Roseana Sarney e não havia chamado Flávio Dino. Roseana é uma das donas do Grupo Mirante, que controla a Mirante FM.

A legislação eleitoral determina que os meios de comunicação tratem os candidatos de forma igualitária.

A entrevista terá duração de 20 minutos e será feita nos estúdios da Mirante FM.

Flávio Dino: “Crime de Lula é não ser da Casa Grande”

Em entrevista a blogueiros e mídias alternativas de São Paulo na última segunda-feira (29), o governador do Maranhão, Flávio Dino afirmou que a jurisprudência brasileira é seletiva e o punitivismo é de ocasião.

“Há aqueles que são destinatários desde sempre do punitivismo da justiça, que são aqueles que têm o pezinho na senzala”, afirmou, usando referência a termo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O punitivismo é para o povo da senzala e vai continuar assim porque essa é a dualidade que está presente nas instituições do Estado”.

“O defeito do Lula é que ele não é da Casa Grande”, pontuou o governador.

Ex-juiz federal e professor de Direito, Dino disse ter ficado impressionado com o “nível de ódio dos julgadores”. “Uma coisa de classe, de casta. Não havia disfarce, julgamento com pouco Data Venia. Um julgamento do tipo: nós somos a Casa Grande e vamos enquadrar todo mundo”, sintetizou.

Flávio Dino diz que Maranhão chegará a 15 mil policiais para reverter atraso histórico

Em 2014, o Maranhão tinha o menor efetivo proporcional da Polícia Militar no Brasil. Era um policial para cada 800 habitantes. A partir de 2015, o Estado passou a nomear milhares de policiais. Hoje, a proporção é de um profissional para quase 600 habitantes, dando um salto de quantidade e qualidade no Sistema de Segurança Pública.

Com o concurso público para chamar mais de mil profissionais e outras medidas para reforçar a tropa, o Maranhão terá um policial para cerca de 500 habitantes. Isso significa que o Estado terá uma frota proporcionalmente similar à média brasileira, revertendo em poucos anos um atraso de décadas.

Todas essas informações foram dadas pelo governador Flávio Dino a um pool (rede) de 50 emissoras de rádio nesta segunda-feira (18). A transmissão partiu dos estúdios da Nova 1290 Timbira.

“Chegamos a 12 mil policiais, um recorde para o Maranhão. Vamos chegar à nossa meta, que é em torno de 15 mil policiais, um número adequado”, afirmou Flávio.

Promoções

“Sem policial, não existe segurança pública. Estamos valorizando também os policiais militares. Já sou detentor de recorde de promoção de PMs. Isso significa que eles estão sendo respeitados em seus direitos. Antes passavam 20 anos, 25 anos sem promoção.”

Ele disse que o concurso para a PM é prova da valorização da profissão: “O número de mais de cem mil inscritos mostra que há uma grande atratividade na carreira hoje”.

Fim dos horrores

O governador lembrou que, além de forte investimento na contratação de policiais, houve uma transformação radical no sistema penitenciário maranhense. “A população ainda se lembra dos horrores de Pedrinhas”, disse Flávio ao comentar a nova realidade do sistema.

Ele ressaltou que os presídios receberam equipamentos e pessoal, o que ajudou a mudar o cenário. Entre esses equipamentos, estão mais de cem viaturas.

“Já entregamos 984 viaturas. Foram 933 para as polícias em todo o Estado e mais 115 para o sistema penitenciário”, afirmou o governador.

60% das escolas reformadas

O Escola Digna já construiu, reconstruiu ou recuperou centenas de escolas em todo o Maranhão. “Reformamos 60% dos prédios escolares da rede estadual. Se todo mundo tivesse feito isso antes, já teríamos muito mais escolas boas. Infelizmente a gente pegou essas escolas em estado péssimo”, afirmou Flávio.

Ele também ressaltou outras ações na educação: “Não tínhamos nenhuma escola integral, hoje temos 18. E vamos chegar a 40 neste comecinho do ano. Nenhum Estado fez isso na história. Temos entrega de Escola Digna praticamente toda semana. Dobramos o número de bolsas de pós-graduação, criamos uma universidade nova – a UemaSul -, fizemos o Cartão Transporte Universitário, em que a gente dá dinheiro para a pessoa chegar à universidade e estudar”.

Mais hospitais pela frente

Do caos à reorganização. Assim o governador resumiu, na entrevista, a rede estadual de hospitais que encontrou em 2015 e a que existe hoje.

“Havia um caos absoluto nos hospitais. Reorganizamos e hoje temos uma rede de hospitais de grande porte que resolvem os casos que os municípios não podem resolver”, disse Flávio. Ele citou o exemplo dos seis grandes hospitais regionais inaugurados desde 2015.

“Temos muitos hospitais para inaugurar no começo do ano, como Lago da Pedra e Chapadinha”, disse o governador nos estúdios na Nova 1290 Timbira.

Mais atendimentos

Ele também lembrou que houve forte expansão dos serviços e citou o exemplo de Imperatriz, que agora conta com radioterapia – que só existia em São Luís – e oncologia infantil.

Em São Luís, “o Hospital do Câncer passou a existir de verdade na nossa gestão. Antes era um hospital de placa, já que era ao mesmo tempo de ortopedia. Com o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, agora temos um hospital de verdade para tratar o câncer”.

Ele ainda citou o serviço em São Luís voltado para crianças de todo o Estado com problema de neurodesenvolvimento. “A Casa Ninar é programa de referência em todo o Brasil. Pesquisadores estão vindo para conhecer o local, um trabalho humanizado, de altíssima qualidade”, disse ele.

“E fica num lugar simbólico, na antiga casa de festas do Governo do Maranhão. É um espaço público, todo mundo tem que visitar para ver o que era o passado, com desperdício de dinheiro, e o que temos hoje, com as crianças. A saúde é um foco determinante”, acrescentou.

Fim das “lendas”

Às 50 emissoras, Flávio Dino também disse que o Mais Asfalto vai continuar chegando a todas as regiões do Estado. O programa constrói estradas e pavimenta ruas e avenidas por todo o Maranhão.

O programa está acabando com “lendas”, que eram estradas sempre prometidas, mas nunca executadas. “Estamos concluindo a ligação de Fernando Falcão, com quase 90%. E iniciamos a MA-012, de Barra do Corda a São Raimundo Doca Bezerra, que era uma lenda”, exemplificou. Sobre a MA-275 (Amarante a Sítio Novo), o governador disse que “no começo de 2018 estarei lá para botar as máquinas para iniciar esse grande sonho de muitas décadas”, completou.

“E também vamos começar agora em 2018 a MA-008 (Paulo Ramos a Vitorino Freire), um sonho da região há muitos anos.” Sobre a Baixada, Flávio afirmou que “estamos recuperando totalmente a MA-014. Temos, também, a recuperação da estrada de Cujupe até Nunes Freire”.

Dezenas de Restaurantes Populares

Na entrevista, Flávio Dino disse que o número de Restaurantes Populares vem aumentando desde 2015. Quando ele assumiu, havia apenas 7, todos na capital. Agora, já são 16 espalhados pelo Maranhão, e novas entregas virão nesta semana e nos próximos meses. Com pratos a R$ 2, o Restaurante Popular serve refeições completas, balanceadas e saborosas. “Recebei sete e vou entregar entre 30 e 40. Vamos multiplicar por seis”, disse.

 

 

“Tentativas saudosistas de restauração de privilégios perdidos”, diz Dino sobre disputa com família Sarney

É meio que um clássico na ciência política que haja essas tentativas saudosistas, de restauração de privilégios perdidos. Com essa declaração, o governador Flávio Dino definiu uma possível disputa com a ex-governadora Roseana Sarney no pleito de 2018. A afirmação foi feita em entrevista, nesta quarta-feira, para o portal Brasil 247.

Flávio Dino disse que acredita que, muito provavelmente, a eleição de 2018 marcará um embate entre a tentativa de voltar ao passado e a “continuidade do nosso projeto”. Para ele, todos aqueles que tinham um sistema de poder enraizado solidamente em décadas, e auferiam daí riquezas pessoas, privilégios familiares, de classes, de pequenos grupos empresariais, vão se mobilizam para tentar voltar a situação anterior.

“Então acho que nós teremos um plebiscito bastante claro em 2018, entre uma visão desenvolvimentista do Maranhão, de desenvolvimento para todos, uma visão social, republicana, de transparência, de probidade. E um conjunto de forças que vai tentar restabelecer a suposta era de ouro do sarneysismo, que tinha como marca o fato de ser, de fato, uma era de ouro, para eles, exclusivamente”, disparou Flávio Dino.

“Envolvidos no esquema Sefaz não são imunes à lei”, afirma promotor

Da redação

“Cada um tem um papel definido de acusação no processo do Caso Sefaz. Então ninguém está acima dos procedimentos da lei, embora os envolvidos sejam acostumados a não serem envolvidos pelo poder político e aquisitivo que carregam”, afirma o promotor titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária, Paulo Roberto Ramos, em entrevista nesta manhã à Rádio Timbira AM.

Ainda sobre a grande repercussão da mídia e ataques ao Ministério Público do Maranhão quanto ao caso, Paulo Roberto afirma que a motivação seria de que os envolvidos são considerados “intocáveis” e de que “temos uma noção de apenas o pobre paga por crimes ou vai para a prisão enquanto os ricos ou influentes politicamente ficam imunes’, destacou.

Para o promotor, reações fortes têm acontecido ao caso Sefaz por estarem envolvidos figuras públicas e de nome político já conhecido em todo o país, mas são pessoas que não fogem às investigações e nem do cumprimento da lei.

Ex-procuradora também não é imune

Ainda na noite de ontem (12), o ministro do Superior Tribunal de Justiça negou habeas corpus à ex-procuradora geral do Estado, Helena Maria Cavalcanti Haickel. Com pedido de liminar, para o trancamento da ação contra ela, Helena tentou excluir o seu nome da ação penal que tramita na Justiça do Maranhão. 

Para Paulo Roberto Ramos, a ex-procuradora do governo Roseana Sarney (PMDB), também acusada de envolvimento nos desvios na Sefaz, recorreu com “pedido fraco” de habeas corpus por considerar que procuradores não podem ser processados por emitirem um parecer que não teria repercussão. Contudo, na visão do titular da 2ª Promotoria, a participação da ex-procuradora “contribuiu ao prejuízo ao erário público assim como os demais envolvidos e, portanto, devem ser investigados igualmente”.

“Todos os atos emitidos por estes profissionais que podem trazer consequências e prejuízos ao erário público têm de responder às responsabilidades cabíveis de acordo com o parecer da Justiça. Cabe apenas a qualquer promotor público identificar irregularidades e notificar a justiça, este é o nosso trabalho”.

Caso Sefaz é só mais um

A ex-procuradora geral de Justiça do governo Roseana Sarney, Helena Maria Cavalcanti Haickel

Paulo Ramos explica ainda que o caso Sefaz é só mais um dentre tantos processos os quais ele identificou assim que assumiu a promotoria que estavam já ou muito antigos e quase prescrevendo ou com provas, como é neste caso, que devem ser investigadas com urgência, pois se tratam de “crimes sofisticados praticados por pessoas de alto poder aquisitivo, seja financeiro ou político”, afirma. “São rastros indiretos e não diretos como nos demais crimes envolvendo pessoas não públicas/políticas/empresários, então é preciso se investigar com certa profundidade para descobrir exatamente quem praticou o delito. Trata-se de um serviço de inteligência com quebra de sigilo bancário, sigilo fiscal, entre outras coisas, claro, com autorização do poder judiciário”, concluiu.

O promotor ainda afirma que de vários processos antigos encontrados, muitos envolvem empresários e demais pessoas de alta influência e não somente o caso que atualmente está em voga na mídia local e nacional. Além disso, ele afirma que muitas descobertas de desvios são com base nas informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), com denúncias de dinheiro que entrava nas contas de pessoas sem justificativa plausível, “o que é o caso da Sefaz”, justificou.

“O caso só é famoso pelos personagens envolvidos”, frisa. “A exemplo de Jorge Arturo, que se descobriu ser advogado de um partido e ligado a funcionários da Secretaria da Fazenda do Maranhão e do governo como um todo de forma a receber verbas de forma irregular e em benefício próprio”. Segundo o Ministério Público do Maranhão, o parecer assinado por Helena Haickel serviu para dar aparência de legalidade a acordos ilegais assinados posteriormente pela ex-governadora Roseana Sarney e o grupo Mateus Supermercados S/A e Armazém Mateus S/A, sempre intermediados pelo advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior.

“No caso da ex-governadora Roseana Sarney, sua participação se dá da seguinte forma: precatórios indevidos, não pagos de forma correta, sendo encontrados 100 milhões a mais e de forma, aparentemente não lícita, pois seriam 180 milhões sem negociação, mas, com negociação, o valor fechou com 280 milhões. Logo, ela enquanto gestora estadual, foi a pessoa que concordou com isto e é por isso que ela está dentro deste processo, foi conivente”, finalizou.