Prefeitura leva mais de 500 alunos da rede municipal para visitar exposição de peças africanas

Mais de 500 estudantes de 10 escolas da rede pública municipal de ensino de São Luís já visitaram a exposição ‘O Diálogo das Formas’, que reúne peças da cultura africana, retratada por meio de esculturas, máscaras e objetos cerimoniais ou de uso cotidiano. Esta semana foi a vez dos alunos do 5º e 6º anos do Ensino Fundamental da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Rivanda Berenice Braga conhecerem a mostra. As visitas das escolas integram uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), local que abriga a exposição.

“O contato dos estudantes com os objetos da cultura africana reforça o conteúdo curricular e amplia os seus conhecimentos, na medida em que oportuniza novos meios e formas de aprendizado e a parceria da Prefeitura de São Luís com o Centro Cultural Vale Maranhão só reforça o compromisso da gestão com a educação, que é prioridade para o prefeito Edivaldo”, destacou o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa.

Entre os estudantes da U.E.B. Rivanda Berenice Braga, estava Helouisy Fabiana Costa da Silva, 11 anos, do 5º ano, residente no Barreto. Ela disse ter amado a visita ao Centro Cultural, que fica no Centro Histórico da cidade. “É legal ver de perto coisas que na maioria das vezes vemos só por livros ou pela televisão. As esculturas e máscaras de animais retratam muito bem a cultura africana”, observou a estudante.

O aluno da rede municipal Vinicius Rafael Lopes Oliveira, 12 anos, conta que o vídeo da cultura africana, exibido antes da visitação à exposição, foi muito interesse, pois mostrou a música, a dança, e outras questões da cultura africana de forma simples e bonita. “As máscaras das mais diferentes formas e o vídeo foram as coisas que mais me chamaram a atenção. Gostei demais de ter vindo”, disse o estudante.

A cuidadora Louise Raphaelly de Azevedo Ramos, que trabalha na escola Berenice Braga, declarou ser “de grande importância a visitação dos estudantes ao espaço, para a ampliação do aprendizado e maior conhecimento da cultura africana, que tanto influenciou e continua influenciando a cultura brasileira”.

Para o coordenador educativo do Centro Cultural Vale Maranhão, Ubiratã Trindade, a parceria com a Prefeitura de São Luís dá, de fato, sentido à política de incentivo à cultura. Ubiratã Trindade diz ainda que a exposição faz acontecer a experiência da arte-educação fora dos muros da escola. “É de extrema importância o incentivo dos pais e professores para que os estudantes visitem exposições e outros locais de artes com o objetivo de ampliar o aprendizado. É bom poder discutir, refletir e até mesmo repensar as questões da cultura e religião de um povo”, assinalou.

MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO

Máscaras, esculturas e objetos cerimoniais ou de uso cotidiano, como bancos e apoios de nuca, compõem a exposição ‘O Diálogo das Formas’. São obras representativas da arte de 62 povos que habitam 14 países africanos. São ao todo 196 peças da coleção do médico pernambucano Eduardo Couto. Entre elas estão obras produzidas pelos povos Iorubá, da Nigéria; Luba, do Congo; Dan, da Libéria; Fang, do Gabão; Bobo e Gurunsi, de Burkina Faso; e Dogon, do Mali.

Exposição Boi de Maracanã

Há mais de 100 anos levando beleza e tradição com suas matracas e toadas, um dos maiores e mais antigos grupos de bumba meu boi do Maranhão, o Boi de Maracanã será tema da exposição fotográfica ‘A potência da alegria no Bumba meu boi de Matraca do Maracanã’.

A abertura é nesta segunda-feira (18), às 16h, no Centro de Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, equipamento cultural do estado, vinculado à Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur). A exposição pode ser visitada até o dia 30 de junho no Centro de Criatividade, que fica na Praia Grande, centro histórico de São Luís.

O trabalho é fruto de uma pesquisa realizada pela professora da Universidade Federal de São Carlos (SP), Dulce Ferreira, como parte de um pós-doutorado realizado junto à Universidade Federal do Maranhão, no ano passado, com supervisão do professor István D. Varga.

A mostra reúne um conjunto de mais de 50 fotos com registros em preto e branco e colorido de momentos de grande exaltação da brincadeira. As fotos são de Dulce Ferreira e do fotógrafo paulista Raul Ernesto Pereira.

“O brincar boi de matraca dá sinais de que existem outras vias possíveis para os encontros humanos, a potência da alegria abre passagem para uma experiência cheia de vida”, comentou Dulce Ferreira.

A programação da abertura contará com homenagem póstuma a Malvino José de Alencar Maia, que foi da diretoria do Boi de Maracanã por muitos anos. A homenagem será feita pela Presidente da Associação Cultural Maracanã, Maria José de Lima Soares.

Também será realizada a roda de conversa “A potência da alegria no Bumba meu boi de matraca do Maracanã”, apresentada pela pesquisadora e professora Dulce Ferreira.

No final da tarde, os visitantes poderão ouvir as belas toadas do Boi de Maracanã, na voz de Ribinha, Humberto Filho e Emanuel Neto, cantadores do Maracanã.

O Boi 
O Boi do Maracanã mantém viva a tradição do bumba meu boi de matraca, ou sotaque da ilha, um dos mais admirados ritmos do folguedo do Boi no Maranhão. Da zona rural de São Luís, o Boi de Maracanã é reconhecido como um dos mais importantes grupos de Boi do Brasil. Durante cerca de 40 anos teve à sua frente o Mestre Humberto de Maracanã, autor de toadas inesquecíveis.

SERVIÇO

O QUÊ? Abertura da Exposição ‘A potência da alegria no Bumba-meu-boi de Matraca do Maracanã’
QUANDO? Nesta segunda-feira (18) às 16h
ONDE? Centro de Criatividade Odylo Costa filho, centro histórico São Luís

Exposição sobre bumba meu boi costa-de-mão

Neste ano, o São João de Todos homenageia o bumba meu boi costa de mão, como parte das ações de proteção e salvaguarda a esse sotaque, e o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho (CCPDVF), espaço ligado à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), abre a exposição ‘Sotaque costa de mão em dia de FÉsta’, na tarde desta sexta-feira (15), na Galeria Zelinda Lima, na Rua do Giz, 221, Praia Grande.

A exposição, que segue até o dia 4 de agosto, tem como objetivo a valorização e o reconhecimento desse sotaque, que tem um estilo único conhecido pela batida do pandeiro, feita com as costas das mãos, e um ritmo cadenciado marcado por instrumentos de percussão.

A mostra conta com indumentárias, instrumentos e outras peças características dos brincantes. O material foi cedido pelos grupos Boi Brilho de Areia Branca, Boi Brilho da Sociedade e do Boi Sociedade de Cururupu.

A abertura da exposição ‘Sotaque costa de mão em dia de FÉsta’ será marcada pela apresentação do Boi sotaque costa de mão ‘Soledade’, de Serrano, e pela roda de conversa ‘Identificação de grupos de bumba meu boi sotaque costa de mão em atividade, e diagnóstico sobre condições atuais’, que acontece a partir das l5h, no auditório Rosa Mochel, nas dependências do CCPDVF.

Durante a roda de conversa estarão presentes a pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão, Mestra em Cultura e Sociedade, Juliana Nogueira, a Cientista Social do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Izaurina Nunes, e representantes do bumba meu boi sotaque costa de mão.

Sotaque

Os grupos praticantes do sotaque costa de mão são originários de grupos dos municípios de Cururupu, Serrano do Maranhão, Bacuri e São Luís. A indumentária é caracterizada pela riqueza dos bordados em calças, casacos e chapéus. Na cultura popular maranhense, o sotaque costa de mão junto com o sotaque de zabumba representam a identidade do povo negro dentro do bumba meu boi.

PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira (Dia 15)
Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho
Rua do Giz, 221, Praia Grande.

15h – Roda de Conversa ‘Identificação de grupos de bumba-meu-boi sotaque Costa-de-mão em atividade, e diagnóstico sobre condições atuais’.
Auditório Rosa Mochel

17h – Abertura da Exposição ‘Sotaque Costa de Mão em Dia de FÉsta’
Galeria Zelinda Lima

17h30 – Apresentação Cultural do Boi de Soledade
Pátio Valdelino Cécio

Exposição festeja 30 anos do Boi Unidos de Santa Fé

A exposição ‘Diamante Brasileiro Santa Fé – 30 anos de Guarnicê’, em cartaz a partir de terça-feira (29), às 17h30, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, retrata a trajetória do grupo folclórico Bumba-meu-boi e Tambor de Crioula Unidos de Santa Fé, um dos grupos de maior expressão da cultura popular do Maranhão.

A mostra pode ser conferida nas Galerias Valdelino Cécio e Nauro Machado (Centro de Criatividade Odylo Costa filho), até o dia 8 de junho, de segunda a sexta-feira, no horário das 9 às 19h.

A abertura conta com apresentação do Tambor de Crioula Unidos de Santa Fé, às 17h, na entrada principal do Centro de Criatividade, Rampa do Comércio, 200, Praia Grande, Centro Histórico de São Luís.

A exposição apresenta a história do grupo folclórico, com sua indumentária, instrumentos musicais e outros elementos do folclore maranhense. A ideia é festejar os 30 anos da brincadeira que este ano tem vasta programação nos festejos juninos, além das apresentações nos arraiais, para onde levará 180 brincantes.

No dia 7 de junho, às 16h, está prevista a realização de roda de conversa com o amo e coordenador do Bumba-meu-boi de Santa Fé, Zé Olhinho, na Sala de Multimídia do Odylo.

E no dia 8 de junho, a programação tem seu ponto alto com o cortejo do Bumba Boi de Santa Fé pelas ruas do Centro Histórico de São Luís, às 17h, e o encerramento da exposição com a chegada do cortejo no anfiteatro Beto Bitencourt, ao lado do Odylo.

Galeria Trapiche recebe duas exposições nesta sexta-feira (19)

Equipamento cultual da Prefeitura de São Luís, a Galeria Trapiche abre o ciclo de exposições de 2018 nesta sexta-feira (19), às 19h, com duas mostras simultâneas, resultado da Chamada Pública Nacional de Ocupação Artística, lançada no ano passado. ‘Prelúdio das Certezas: a linearidade das indiferenças’, de Dan Frei, e ‘Inspiração’, de Patrícia Menezes, ficam abertas para visitação até 19 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 14h às 19h. A Galeria Trapiche fica localizada na Avenida Vitorino Freire, em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande.

“Esta é a sexta e última edição da Ocupação Trapiche, que selecionou 12 trabalhos e atraiu a participação de artistas de todo o país com interesse em expor em qualquer categoria do campo das artes visuais. Esta mostra apresenta duas exposições do trabalho individual de linguagem de cada artista, cada um com sua história e técnicas diferentes”, destacou Camila Grimaldi, diretora da Galeria Trapiche Santo Ângelo.

Segundo a diretora, o principal objetivo da Ocupação foi atender à política cultural municipal que incentiva o fomento às artes visuais por meio de atividades de circulação de obras e intercâmbio do trabalho de artistas de diferentes regiões. “No ano passado, conseguimos expor 10 trabalhos de janeiro a dezembro. Algumas aconteceram simultaneamente para preencher todo nosso espaço. O nome Ocupação foi para estimular na população a vontade de também propor novos formatos e ideias de exposição para a galeria”, completou.

Para selecionar os trabalhos da Chamada Pública Nacional de Ocupação Artística foram avaliadas a criatividade, originalidade, contemporaneidade e qualidade técnica de cada proposta, bem como adequação da proposta às instalações da Galeria Trapiche, o estímulo ao conhecimento, a valorização da pluralidade social e cultural e o currículo artístico do proponente.

EXPOSIÇÕES

Em ‘Prelúdio das Certezas: a linearidade das indiferenças’, de Dan Frei, são retratadas as divergências sociais e o cotidiano sob uma ótica surrealista, apresentando situações de adversidade, envolvimento e contrastes, sem deixar de transmitir o lado poético. A mostra é composta por 17 obras, confeccionadas com a técnica de grafite sobre o papel, carvão e objetos modelados em argila, o que contribui para uma visão tridimensional das experiências retratadas.

Além disso, cenários e referências de São Luís são usados como ponto de partida, relacionando a distinção entre o conservador e o contemporâneo. A mostra propõe ainda a discussão sobre as relações de trabalho e outras formas de sobrevivência na cidade.

Já em ‘Inspiração’, de Patrícia Menezes, cores, formas e elementos compõem a exposição com imagens abstratas, indefinidas e figurativas. Entre tintas e pincéis, a artista plástica trabalha pintura sobre telas levantando questionamentos sobre sonhos, desejos, persistência e outras indagações que a movem.

A exposição conta com 20 obras de autoria de Patrícia Menezes e dos alunos do Centro de Criações Artísticas (Criart). Na entrada da galeria, um grande painel grafitado pelo artista Edi Bruzaca ilustra o caráter de vanguarda da proposta Ocupação.

Exposição ‘Viagem’ permanece em cartaz até janeiro na Galeria Trapiche

A exposição ‘Viagem’, de Babula Rosana, reúne 30 obras das artes plásticas, resultado de três anos de pesquisas e vivências por diversas terras indígenas do Maranhão e casarões históricos de São Luís. A mostra fica em cartaz até janeiro de 2018, fechando o ciclo de exposições que a Galeria Trapiche promoveu este ano. As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.

“A Chamada Pública Nacional de Ocupação Artística da Galeria Trapiche, lançada em janeiro deste ano, atraiu a participação de artistas de todo o país com interesse em expor trabalhos em qualquer categoria do campo das artes visuais. Tivemos, ao todo, 12 exposições selecionadas, destas conseguimos expor 10 e já entramos o ano de 2018 com duas exposições agendadas. Para nós é de grande importância fechar o ano de uma forma tão positiva e expondo uma artista com 20 anos de carreira. Suas obras são uma viagem pela sua própria história, por ser muito ligada a povos indígenas e expressar isso através da colorterapia”, enfatizou a diretora da galeria, Camila Grimaldi.

Ainda segundo a diretora, a próxima exposição está prevista para ser aberta no dia 15 de janeiro e também faz parte do edital de ocupação. “O principal objetivo da ocupação é o de atender à política cultural municipal que incentiva o fomento às artes visuais por meio de atividades de circulação de obras e intercâmbio do trabalho de artistas de diferentes regiões”, completou.

OBRAS

As paredes da galeria estão ocupadas por um mapa de terras Indígenas que identificam onde elas estão localizadas em todo país e, de modo especial, no Maranhão. O público pode conferir as pinturas que traduzem relatos de viagens feitas por Babula pelas terras dos Tenharin, no estado do Amazonas; e Gavião, Guajajara, Awá-guajá, Kanela e Kaapor, no Maranhão. Nestes caminhos, o grafismo indígena tatuado no braço da artista também virou fonte de inspiração para padrão de azulejos confeccionados com técnicas de reciclagem de papel. Nas terras indígenas Rio Pindaré, a artista já tem oficina marcada com os índios para que eles produzam peças inspiradas nas suas pinturas e montem futuramente uma exposição.

Ela utiliza tinta acrílica para as pinturas abstratas e papel reciclado para formar os azulejos. “Eu faço as viagens e depois pinto, tento passar uma impressão minha daquilo que vejo nas diferentes aldeias e povos indígenas. Montar uma exposição demanda tempo, porque você produz e precisa guardar, sem comercializar, até que tenham obras suficientes para expor, então acaba sendo um processo lento. Das telas que estão aqui 15 são mais recentes, as outras é a junção da exposição ‘Ser Transparente’, de 2011, e os azulejos da exposição ‘Azulejos de Papel’, de 2007 e 2008. Alguns foram doados para o Museu Histórico e Artístico do Maranhão”, disse a artista.

Babula apresenta nove conjuntos de azulejos coloniais, encontrados em São Luís e interior do Maranhão, confeccionados em alto relevo na técnica de reciclagem de papel. Já as pinturas, possuem suporte de papel de fibra de bananeira. Babaula explicou que faz o papel do tronco da árvore e utiliza para compor suas obras. “Eu faço este papel, mas estes que estão nas obras vieram de Alcântara, de uma oficina que realizei e depois comprei para fazer as molduras e etiquetas”. A exposição é uma coletânea que inclui trabalhos premiados no Maranhão e nacionalmente.

Dentro das atividades da exposição ‘Viagem’, no dia 20 de dezembro acontecerá o workshop ‘Azulejos com Papel Reciclado’, ministrado por Babula Rosana, às 15h, na Galeria. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail galeriatrapicheslz@gmail.com. O investimento é de R$ 10,00. A Galeria Trapiche Santo Ângelo está localizada na Avenida Vitorino Freire, na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

A ARTISTA

Babula é o nome artístico de Rosana Carvalhal Martins. Nascida em São Luís, a artista plástica e produtora cultural fez sua primeira exposição em 1991, em Haia, na Holanda. Desde lá, vem expondo seu trabalho no Brasil e no exterior, com exposições individuais e coletivas. Já realizou os Cursos ‘Pintura do Êxtase’ (1990), no Rio de Janeiro, e ‘Pintura Zen – Osho Ashram’ (1988/89), em Poona, na Índia, além de oficinas e trabalhos em São Luís e Brasília, com comunidades carentes, usuários do sistema público de saúde, pessoas em situação de rua e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Também se dedicou a transformar ambientes e restaurar móveis e objetos.

Ingressou no teatro aos 16 anos, em São Luís, e mais tarde se profissionalizou no Rio de Janeiro, através da Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), onde estudou com consagrados artistas da dramaturgia nacional. Descobriu a arte de lapidar e se especializou em ourivessaria, criando peças em ouro, prata e cristais. Em Munique, na Alemanha, tem seu primeiro contato com a pintura. Inicialmente pintava com aquarela em papel. Experimentou diferentes processos de criação, utilizando materiais, técnicas e conteúdos dos mais distintos em viagens pela Índia, Amsterdã, Munique, Berlin, Amazonas, Goiás (Alto Paraíso) e Brasília.

De Agência São Luís.

Sesc recebe mostra ‘Cinema em Cartoon’

A história do cinema é uma arte com muitas vertentes, que ao longo da história têm se reconstruído e cruzado fronteiras. Com um vasto portfólio, a exposição Cinema em Cartoon apresenta ao público ludovicense, de maneira divertida e humorada, um recorte da história do cinema por meio de talentosas ilustrações do historiador e pesquisador Davi Coelho.

Utilizando a técnica mista (nanquim e aquarela), 80 desenhos sobre conhecidos filmes estão em cartaz na Sala Sesc de Exposições, localizada na Av. dos Holandeses, entre os dias 27 de setembro a 27 de outubro. A abertura da mostra ocorre na próxima terça (26), a partir das 18h30.

A exposição Cinema em Cartoon é resultado do interesse pelo cinema unido a outra grande paixão do autor: a ilustração. Através de uma seleção de filmes que respeitam a multiplicidade de tendências da sétima arte, considerando também as ramificações de nacionalidades diferentes, os desenhos procuram trazer, de forma panorâmica, um recorte divertido e instigante da história pitoresca desse estilo.

Para a produção dos filmes, os desenhos foram produzidos manualmente e finalizados com a utilização de uma técnica mista num processo que pode levar até quatro horas para ser concluído.

A ideia surgiu em 2016, quando o quadrinista americano Jake Parker lançou um desafio para ilustradores chamado “Inktober”. Jake os incentivou a produzirem e publicar online um desenho por dia, durante todo mês de outubro.

A exposição oferece um passeio agradável pelo mundo dos filmes, partindo de grandes clássicos que marcaram as telonas como Viagem a Lua (1902) de George Méliès e Casablanca (1942) de Michael Curtiz, passando pelo Cinema Novo com Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) de Glauber Rocha, matando a saudade dos anos 1980 com títulos como De Volta para o Futuro (1985) de Robert Zemeckis e chegando à atualidade com sucessos de bilheteria do Cinema Comercial como Homem de Ferro (2008) e Star Wars – O Despertar da Força (2015).

O trabalho fica estão em cartaz na Sala Sesc de Exposições de 27 de setembro a 27 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h.

Com entrada gratuita, para visitas mediadas o agendamento por ser realizado pelo telefone (98) 3216-3830 ou pelo e-mail galeriadeartesescma@gmail.com.

Sobre o autor

Davi Coelho é formado em História pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com pesquisa na área de cinema.

Foi programador do Cine Lume e ministrou algumas edições do curso Linguagem Cinematográfica em São Luís. Atualmente, escreve críticas e artigos sobre filmes para o site Volts.

 

 

 

Com informações de Volts

Exposição ‘Ocupação Trapiche #03’ entra em cartaz nesta quinta (22)

Mostras de pintura da artista Eugenia França e de fotografias documentais de Milena Reis e Gerson Diniz marcam a abertura da terceira edição da exposição ‘Ocupação Trapiche #03’, que entra em cartaz nesta quinta-feira (22) e permanece até 20 de julho, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís. A Galeria fica localizada na Avenida Vitorino Freire, S/N – Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração. A exposição é aberta ao público e traz temáticas independentes, que acontecem simultaneamente em espaços diferenciados. As visitações podem ser feitas de segunda a sexta, de 9h às 12h e de 14h às 19h.

 

Galeria Trapiche mantém em cartaz segunda edição da exposição Ocupação Trapiche

Está em cartaz, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, equipamento cultural da Prefeitura de São Luís, a segunda edição da exposição Ocupação Trapiche #02. A mostra fica aberta ao público até o dia 13 de junho e reúne um conjunto de obras do “PisicoEu”, uma série de desenhos de Eva Braun, de São Luís e de “Nostalgia”, um conjunto de telas de Lilian Camelli, do Paraguai.

“Psicoeu” é uma sequência de ilustrações inspiradas na imersão imagética do ser. Seu foco principal é retratar em imagens o eu, mostrando signos do inconsciente. O título é referente ao foco das ilustrações: a psique, que na mitologia grega é uma mulher que se tornara imortal. Os elementos que compõe cada desenho destaca a ideia das inúmeras coisas que estão fora do alcance da compreensão humana e que, por isso, são expressas em símbolos que dizem respeito a características de cada ser, como o eu é percebido pelo todo.

A artista, Eva Braun é graduanda em design pela Universidade Federal do Maranhão. Iniciou sua caminhada pelo mundo do desenho quando criança e tem se auto aperfeiçoado em ilustrações em aquarela, focando no universo de mulheres.

Já “Nostalgia” reúne trabalhos de Lilian Camelli. É criado a partir de pinturas figurativas e tem o óleo como técnica principal. Em seu universo iconográfico, destacam-se figuras femininas em situações cotidianas, interiores e paisagens de Ypacarai, sua cidade natal. São fragmentos de uma história que se inicia nos primórdios da existência humana que remetem aos arquétipos femininos e que vão sendo traduzidos à luz em cada pintura.

Lilian Camelli nasceu em Ypacarai, Paraguay, 1958. Atualmente vive e trabalha em São Paulo. Participou do Grupo de estudo com Paulo Pasta – Instituto Tomie Ohtake (SP); Foi integrante do Grupo Pigmento – Casa Contemporânea (SP); Fez acompanhamento de projetos – Manuel Fernandes (SP); Pintura com Jorge Pedraza e Martin Hanoos – Taller Del Prado, em Madrid. Sua formação reúne História da Arte com o crítico Rodrigo Naves (SP), História da Arte Contemporânea no MAM (SP), Pintura na Accademia D’Arte de Forença – Itália. Realizou as exposições individuais: “Nostalgia”, em Manzana de la Ribera, com curadoria de Maria Eugenia Ruiz Asunci e “A expressão da arte”, com curadoria de Jussara Martins, da ABCH (Academia Brasileira de Arte Cultura e História), em São Paulo. Também participou de nove exposições coletivas no Brasil, Paraguai e Espanha.

A mostra foi aberta na última quarta-feira (17) com a roda de conversa “O feminino nas artes visuais”, com presença das artistas Eva Braun, Cláudia Marreiros, Jane Maciel, Ana Borges, Maria Tereza e Marília de Laroche. Na oportunidade, o público partilhou suas experiências com arte e mulheres artistas.

“Temos o objetivo de tornar estas discussões mais frequentes neste equipamento de cultura do município, ressaltando que a Galeria Trapiche está aberta para estas trocas de experiências construtivas. Nossa cidade tem muitos talentos que precisam ser conhecidos e, ao longo da exposição, a ideia é que possamos desenvolver produções aqui com a realização de oficinas nos diferentes campos das artes visuais”, frisou Camila Grimaldi, diretora da galeria.

CHAMADA

A exposição é resultado da Chamada Pública Nacional de Ocupação Artística do equipamento municipal, que atraiu a participação de artistas de todo o país com interesse em expor trabalhos em qualquer categoria do campo das artes visuais. Uma das artistas selecionadas e que está expondo nesta edição, Eva Braun, participou da roda de conversa de abertura e contou como se dá o seu processo de criação com desenhos em aquarela.

“Sinto uma necessidade maior em representar as mulheres em minhas artes, o ser mulher e suas questões. Apesar das mulheres já estarem mais representadas em obras, mas o homem acaba sempre mais evidenciado nas artes. Então é natural, fico mais a vontade para desenhar o universo feminino, é como um fluxo de consciência, eu projeto o que já está em mim”, disse.

A mediadora do debate, Marília de Laroche, enfatizou que a história pessoal da mulher ajuda a dar expressão a sua arte. “Este é um tema bem pertinente, porque muitos confundem feminino com feminismo, o que são coisas diferentes. O feminino não tem a ver com a roupa ou maquiagem, nenhuma mulher deixa de ser mulher pela forma como está vestida. Também vai além da sexualidade, é um espaço que ela ocupa, lembranças, afetos. A mulher que é artista consegue ser fidedigna ao feminino, a retratando com sentimentos e com integridade”, observou.

A chamada selecionou o trabalho de 13 artistas locais e nacionais que vão expor ao longo do ano na galeria. O principal objetivo da ocupação é o de atender à política cultural municipal que incentiva o fomento às artes visuais por meio de atividades de circulação de obras e intercâmbio do trabalho de artistas de diferentes regiões.

A Galeria Trapiche fica localizada na Av. Sen. Vitorino Freire – Centro (em frente ao Terminal de Integração da Praia Grande) e está aberta ao público para visitação de segunda a sexta, no horário de 9h às 12h e de 14h às 19h.