38 anos de tradição, via-sacra deve receber recorde de público

Com o tema “Guia-me pelas veredas da Igualdade e da Justiça”, a 38ª edição da Via Sacra, maior espetáculo teatral ao ar livre do Maranhão deverá receber, com apoio do Governo do Estado, recorde de público nas apresentações que ocorrem dias 18 e 19 de abril no bairro Anjo da Guarda, em São Luís. O início está marcado para as 18h, na Praça Recanto da Paixão.

Por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Governo do Maranhão está investindo R$ 300 mil para apoiar a realização do espetáculo. “Esses recursos são fundamentais para a realização da Via Sacra, utilizamos para pagar as estruturas de palco, som e luz, elenco, compra de material para figurinos e cenografia, montagem de passarela na Praça de Ressurreição e Pagamento do consumo de energia”, explica o presidente do Grupo Teatral Grita, Carl Pinheiro.

Segundo a organização do evento, são esperadas mais de 250 mil pessoas nos dois dias de espetáculo, encenado ao ar livre em pontos diversos do Anjo da Guarda.  Para o secretário de Estado da Cultura, Diego Galdino, o apoio do Estado ao espetáculo é o reconhecimento a um evento que fortalece a fé e gera renda para a comunidade.

“O espetáculo Via Sacra do Anjo da Guarda é um evento tradicional do calendário religioso do Estado, mostra a força da nossa cultura e fé, ao mesmo tempo em que oferece oportunidade de capacitação, emprego e renda para a comunidade, uma vez que mais de duas mil pessoas estão envolvidas somente na organização do espetáculo”, pontua.

38 anos de tradição

Com quase 40 anos de atuação no do Anjo da Guarda, o Espetáculo Religioso da Via Sacra é uma das principais apresentações de reconstituição da Paixão de Cristo encenadas ao ar livre no período da Páscoa. A peça tem montagem em sete pontos distribuídos no percurso de dois quilômetros das ruas do bairro.

Segurança 

Para garantir a segurança da população presente ao evento, a Polícia Militar do Maranhão organizou esquema de segurança com efetivo de 300 policiais militares, distribuídos em todos os pontos da peça e ao longo da Avenida dos Portugueses.

Os policiais serão distribuídos com atuação na Polícia Montada, por meio de motocicletas, policiamento a pé e apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária Militar (BPRV).

O Corpo de Bombeiros também atuará na segurança do evento, com a vistoria das instalações onde ocorrerão as encenações e apoio durante os dois dias de apresentação com a atuação de 60 profissionais.

Iemanjá terá festa na terra e no mar neste dia 2 de fevereiro

Oferendas, ladainhas,toques de tambor… uma programação extensa que será realizada pelos povos de terreiros acontece neste sábado, 2, na Ilha, em homenagem a Iemanjá. Alguns terreiros farão suas atividades em suas sedes e outros, além disso, irão para a Praia do Olho D’Água reverenciar a divindade das religiões de
matriz africana. Como faz em todos os anos, o Terreiro Nossa Senhora da Vitória (Cajupe-São Raimundo), comandado por Mãe Nonata da Oxum, vai celebrar o orixá africano feminino na Praia do Olho D’Água. Mas neste ano, diferentemente de outras vezes, a festa será durante todo o dia.

Para o babalorixá Paulo de Aruanda, que integra o terreiro e também é coordenador do Fórum de Homens de Axé do Maranhão, a programação durante o dia serve para dar mais visibilidade à religião e à festa. “As casas de matriz africana saúdam Iemanjá como a grande mãe da espiritualidade afrobrasileira. É a grande referência das Yabás, das divindades femininas. É dia de festa e tem eventos em várias casas de Santo. Aqui, Terreiro Nossa Senhora da Vitória, nós fazemos uma carreata que este ano sai da sede às 9h, até chegar a beira da praia onde ocorrerá uma série de eventos, como a entrega de presentes, a saudação, e à noite a gente vai fazer um toque de tambor”, diz o babalorixá.

À tarde, na casa em que os membros do terreiro carão, haverá atendimento ao público com conversas e esclarecimentos sobre a festa, Iemanjá e a religião, bem como banho de axé. Também serão realizadas ainda atividades na orla com deslocamento da imagem do orixá, entrega de tas.“Essa ação tem um sentido social que é mostrar sobre a festa, mas também de dizer que a praia é de todos nós. Que tem como guardiã Iemanjá e as entidade do mar, mas quem tem que cuidar somos nós. E o governo em contrapartida, tem que garantir que os cidadãos tenham direito de acesso a esse bem chamado praia”, diz Paulo de Aruanda.

A expectativa é de que no mínimo 15 carros participem da carreta. No ano passado, segundo Aruanda, foram 10 carros que saíram da sede, mas ao longo do percurso outros veículos foram se incorporando chegando a quase 500. Este ano há dois pontos de encontro: Forquilha e Cohab.“É um negócio lindo. É muito espontâneo, porque além da carreata tem as pessoas que vão direto para a praia”, conta.

O dia de Iemanjá é também o dia em que a religião católica celebra Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Luz, que também leva o nome de Nossa Senhora Candelária, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação.

Programação dia 2

– Terreiro Nossa Senhora da Vitória

9h – Carreata saindo da sede do Cajupe para a praia do Olho D’Água
12h – Saudação para Iemanjá à beira da praia
21h – Toque de tambor (próximo ao Centro de Reabilitação)
Terreiro de Yemanjá de Jorge Babalaô (Fé em Deus)
19h – Ladainha e queimação de palhinhas
20h – Tambor de Mina

Fé e tradição embalam brincantes na 91ª edição da festa de São Marçal em São Luís

A tradicional Festa de São Marçal continua viva e cheia de vida. Mesmo com as jornadas extenuantes de três a quatro dias seguidos de apresentações, os grupos de bumba-meu-boi, e também os espectadores, não perderam a oportunidade de neste sábado (30), homenagear o santo que dá nome à principal avenida do bairro do João Paulo, e que é muito mais que o palco da apresentação.

“A gente pode perder tudo, perder viagem, perder esposa, perder compromisso, mas aqui não pode faltar, a festa é nossa vida, é a nossa tradição, tem que passar pelo João Paulo, se não passar por aqui nós não brincamos o boi, a gente não é nada”, disse Washington de Jesus Lima.

Há 35 anos no bumba-boi de Maracanã e há quatro três dias seguidos nas apresentações, o vaqueiro que abre mão de tudo pela festa, disse também o que o grupo e a temporada junina representam para sua vida. “São 35 anos que faço parte do ‘Batalhão de Ouro’, sou feliz, aqui já tive tudo aqui, tive filho, já tenho bisneto e isso aqui é minha vida, minha felicidade!”, exclamou o brincante.

Em sua 91ª edição, a Festa de São Marçal é uma iniciativa espontânea dos grupos, e desde 2015 conta com o apoio do Governo do Maranhão, que oferece palco, som e segurança para o encontro.

“Quem faz festa são os grupos, que vêm para cá voluntariamente, passam aqui, se apresentam, e temos o apoio do Governo, que se junta com o que é feito pelo povo que é amante da cultura popular”, explicou um dos organizadores do evento, Juarez de Sousa.

Com 67 anos, a aposentada Maria José Ferreira da Costa é uma das espectadoras que tem garantido também a tradição da festa. “Todos os anos eu venho aqui, não perco por nada”, contou. No espaço reservado para idosos, ela elogiou a organização da festa.

“É tranquilo, tem segurança, e também um espaço reservado pra gente que precisa e dá para assistir tudo, ver todos os grupos, eu gostei muito”, afirmou.

E no que depender do pequeno Eduardo Gomes Rabelo, de 11 anos, a manifestação tem tudo para continuar. Como caboclo de pena do bumba-meu-boi São José dos Índios, o pequeno há dois anos se apresenta no grupo, por escolha própria: “Não foi promessa não, eu mesmo que quis sair”, afirmou.

Vinda de Imperatriz, a estudante Rosilângela Ferreira aproveitou a festa com o esposo Clayvisson e o irmão Rosyvaldo. “Tudo lindo! É a primeira vez que estou vindo aqui e é tudo lindo, ano que vem vou trazer a família toda”, comentou.

Passando por outros arraiais da cidade, ela elogiou a tranquilidade das festas juninas e a segurança: “Tem sido tudo tranquilo, sempre tem policiamento, segurança”, afirmou.

Em sua 91ª edição a Festa de São Marçal acontece no bairro do João Paulo, em São Luís, onde o comércio fecha e o trânsito de veículos dá lugar à uma multidão de brincantes, fantasiados ou não. Cada grupo inicia a apresentação à altura do 24º Batalhão de Infantaria Leve, local de concentração, até o palco na Praça São Marçal. São cerca de 20 minutos de tradição, fé e devoção que finalizam a temporada junina e renovam o ânimo para o próximo ano.

Este ano, além da Festa de São Marçal, os festejos oficiais do São João de Todos 2018 se estendem até este domingo (1), com apresentações em diversos arraiais da ilha.

Celebração por São Pedro é marcada por fé, segurança e emoção

Secap/KG

A devoção a São Pedro reuniu em São Luís muitos fiéis e embarcações para a tradicional procissão marítima e terrestre em mais um dia de homenagens aos santos celebrados no período de festejos juninos. O esquema de segurança organizado pelo Governo do Estado contou com aparato de equipes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros que estiveram a postos para acompanhar os fieis na condução da imagem por via terrestre ou marítima.

Da Capela de São Pedro, na Madre Deus, a imagem do santo foi levada à procissão, tendo escolta do Corpo de Bombeiros, até a Rampa Campos Melo, Cais da Praia Grande, na Av. Beira-Mar. Antes da saída dos barcos, momento de oração e cânticos. A procissão marítima iniciou às 9h30, com passagem no Porto do Jenipapeiro, Ponta d’Areia, Barragem do Bacanga e retorno à Rampa Campos Melo para o Largo na Capela de São Pedro, na Madre Deus.

Fé e devoção para quem esteve na reverência à São Pedro durante a procissão para agradecer ou apenas prestigiar. As pessoas se emocionaram com as manifestações públicas. Participando anualmente do evento, a doméstica Maria do Carmo Nina, 58 anos, diz ser  sempre uma emoção forte e vê no santo um protetor. “Sinto muita felicidade a cada evento. É uma satisfação que não consigo descrever e sei que sou ouvida e tenho minhas graças atendidas”, destacou.

Graças atendidas também para a profissional em serviço social, Vera Lúcia Gonçalves Serra, 51. Ela atribui a sua devoção ao santo à conclusão do curso superior, algo que era muito esperado. “É muito gratificante e hoje minha emoção é maior por estar aqui formada e mais uma vez confirmando e reafirmando minha fé”, enfatizou.

SECAP/KG

A gestora de RH, Flavimar Matos, 30 anos, participa do ato de fé sempre ao lado dos familiares. Este ano, o sentimento é de gratidão pelo retorno à festividade. “Estava afastada, mas minha família sempre esteve envolvida. Esse momento de retorno representa  a renovação da minha fé”, disse ela, que estava acompanha da mãe, tia e cunhada. “Estou muito emocionada, muito sensibilizada. É um amor e respeito muito grandes que sinto todos os anos. Não tem como descrever”,  disse a aposentada Maria do Carmo Silva Mota, 66 anos.

As bênçãos recebidas pela funcionária pública Linete Moraes, 58, justificam a forte devoção por São Pedro. Ela atribui ao santo o restabelecimento da saúde do  sobrinho e a conquista da casa própria do filho. “A gratidão é enorme. Sempre me apaguei a São Pedro e tenho nele meu santo de proteção. Foi graças a Deus pelas glórias que recebi e contínuo na minha fé”, enfatizou. Segundo a Capitania dos Portos, com base na capacidade das embarcações, aproximadamente, 600 pessoas acompanharam a procissão marítima.

Segurança e tranquilidade
Antecedendo os eventos, o Corpo de Bombeiros realizou um trabalho preventivo e de monitoramento para orientar e informar os devotos. “Durante a procissão, o efetivo esteve de prontidão para realizar atendimento pré-hospitalar, de busca e salvamento, no combate a incêndios e outros casos que pudessem ocorrer”, explica o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto Araújo. Frota de ambulâncias e viaturas integrou o aparato dos Bombeiros para as ações durante a festa. Nenhum incidente grave foi registrado no evento.

Ações de fiscalização, inspeção das embarcações quanto à condição de navegabilidade, existência de itens de segurança como coletes e documentação necessária para impedir superlotação, presença de álcool e fogos de artifício foram algumas realizadas pelas equipes de Segurança com apoio da Capitania dos Portos. Uma equipe de 180 bombeiros militares destacados para o festejo de São Pedro. Esse contingente, somado aos mais de 700 policiais militares, também estão destacados para o São Marçal, cuja celebração a partir da madrugada de sexta-feira, 30 e prossegue ao longo do dia, no bairro João Paulo.

Fé e cultura popular movimentam Alcântara

Manifestação cultural mobiliza os moradores de Alcântara. (Foto: Divulgação)

Devoção secular marca uma das mais tradicionais festas do Divino Espírito Santo do país, a Festa de Alcântara, preparada com pelo menos um ano de antecedência pelos moradores da cidade. Com a intenção de preservar essa expressão da identidade do povo maranhense e fortalecer o turismo da região, o secretário de Estado da Cultura e Turismo, Diego Galdino, e o Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, estiveram na cidade de Alcântara, na sexta-feira (26), representando o Governo do Maranhão, que em mais um ano apoia o evento garantindo o cumprimento do calendário religioso e popular.

 Iniciada desde quarta-feira (24), a festa acontece durante 12 dias enchendo as ruas antigas e os casarões de Alcântara de alegria e diversidade cultural, em especial pela peculiaridade que a distingue de outras festas, a presença marcante das caixeiras que tocam e cantam contagiando todas as pessoas que acompanham os rituais.
 Para o secretário de Estado da Cultura e Turismo, Diego Galdino, a Festa do Divino Espírito Santo é um valioso patrimônio cultural e como tal precisa ser preservado e renovado. “A maravilha da festa está justamente na simbologia de cada rito e na tradição. A comunidade toda se mobiliza para a festa, passando os ensinamentos para as próximas gerações. Vamos trabalhar para preservar e difundir esse maravilhoso patrimônio do Maranhão”, garantiu.
 O prefeito de Alcântara, Anderson Wilker, comemora o desenvolvimento que a festa leva para a cidade, o que é reforçado pela parceria com o Governo do Maranhão. “Em nome do povo de Alcântara agradeço ao governador Flávio Dino e toda a sua equipe, que tem colaborado muito com o nosso município. Essa parceria é fortalecida durante a Festa do Divino, que movimenta a cidade e aquece a nossa economia”, pontuou.
Até o dia 4 de junho, quando encerra o evento, Alcântara é tomada pelo clima das festividades, o que inclui a realização de missas, hasteamento do mastro, ladainhas, alvoradas das caixeiras e cortejos que percorrem ruas, ladeiras, becos e a casa dos moradores do município. Um dos pontos altos da festa acontece no salão nobre do Palácio Imperial de Alcântara, local onde é montado um altar para apresentação dos membros da corte.
A Festa
 No Maranhão, a cidade histórica de Alcântara abriga uma das maiores festas do Divino Espírito Santo. Com cortejos e rituais ricos em arte, roupas, canto, dança e culinária, a festa é acima de tudo uma experiência de resistência e força da comunidade.
 As caixeiras constituem elemento imprescindível e típico da festa do Divino no Maranhão. São senhoras idosas com o encargo de tocar caixas e entoar cânticos, repetidos de cor ou improvisados, em louvor ao Divino Espírito Santo.
 Originária dos colonos açorianos e seus descendentes, os festejos em Alcântara reproduzem os costumes de uma corte imperial, formada por cinco a dez ou mais crianças, na faixa etária entre 4 a 14 anos, vestidas com roupas de época, usando trajes da corte de imperadores e mordomos, com seus respectivos símbolos, como coroa, tiaras, cetro e outros.
 A Festa, realizada em diversas cidades do país, acontece no Domingo de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa, e comemora a vinda do Espírito Santo que anunciou a ressurreição de Jesus Cristo.