11ª FeliS encerra com balanço positivo e público de 230 mil visitantes

Dez dias dedicados ao fortalecimento da tradição literária e cultural da capital maranhense, a 11ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), promovida pela Prefeitura de São Luís com o apoio do Governo do Estado, encerrou neste domingo (19) com saldo positivo nas vendas de livros e no número de visitantes. Segundo os organizadores passaram pelos espaço do evento e participaram da programação cerca de 230 mil pessoas. A FeliS teve como correalizador o Sesc.

“Considero que a 11ª Feira do Livro de São Luís teve bastante êxito, com a participação maciça da população e, de uma vez por todas, se consagra como o principal evento literário da capital maranhense e do Estado. Hoje estamos comemorando mais uma vitória e queremos agradecer a todos que vieram participar da programação. O diferencial desta edição foi a temática. Escolhemos uma abordagem muito atual sobre a valorização da produção literária da mulher negra e a luta contra o racismo e feminicídio, representado pela figura da maranhense Maria Firmina dos Reis”, destacou o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão, secretário municipal de Cultura.

A FeliS, que teve volume de livros comercializados em torno de R$ 1,2 milhão, recebeu 125 escolas da rede estadual e 107 escolas da rede municipal, em um total de 10 mil estudantes que visitaram a Feira e foram beneficiados com o Vale-Livro de estímulo ao consumo literário, distribuídos pelo Governo em R$ 300 mil em créditos para aquisição de livros pelos alunos.

Passaram pela 11ª FeliS 190 especialistas envolvidos em 47 mesas redondas, palestras e rodas de conversa, além de 23 convidados nacionais. No total, a Feira teve oito conferências, 11 Cafés Literários, 46 programações culturais, entre shows, orquestra, saraus musicais, performances, atividades circenses e intervenções, 263 contações de histórias, 26 oficinas e minicursos, seis rodas de leitura, 32 jogos literários, 60 lançamentos de livros (45 de escritores maranhenses), 19 exibições de filmes, 107 atividades de leitura, entre rodas, conversa com escritores e sorteio de livro, três exposições (“Maria Firmina dos Reis, uma maranhense”; “Cais da Sagração – Josué Montello” e “Oficina Afro”) e 15 apresentações culturais de alunos da rede pública.

Foram 193 pessoas envolvidas diretamente na organização do evento, entre monitores, equipes da Prefeitura de São Luís (Secult, Semed, Semurh, Semusc, Semosp e SMTT), do Governo do Maranhão (Sectur, Seduc, Secti, Seejuv, Seir, Semu, Sedes e Sedihpop), do Sesc (correalizador), da Vale e da Potiguar (patrocinadores), da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), da Rede de Bibliotecas Comunitárias “Ilha Literária”, da Academia Maranhense de Letras (AML), da Academia Ludovicense de Letras (ALL), das Universidades Federal e Estadual do Maranhão (UFMA e Uema), da Associação dos Livreiros do Maranhão (Alem), da Fapema, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) e da Rede de Educadores em Museus.

O Espaço infantil Sesc/Semed de Leituras era dividido em quatro estandes de atividades, sendo atendidos pelo Sesc 1.200 crianças, e pela Semed 2.700 crianças do ensino fundamental e 1.500 da educação infantil, com jogos e playground, contações de histórias, leitura livre, hora do conto, oficina de pintura de rosto, desenho livre, desfile de fantasias e dobraduras. Em todas as palestras, shows e conferências tiveram a presença de intérpretes de Libras, reforçando o caráter inclusivo da Feira. O Planetário da Secti foi um dos lugares mais visitados. O espaço recebeu 2.700 pessoas ao longo dos 10 dias.

A técnica em cultura do Sesc, Bethânia Pinheiro, ressaltou que a parceria vem dando certo desde a primeira edição da FeliS e representa muito para o serviço que a instituição desenvolve no trabalho social e educacional. “Fazer um evento como este não é fácil, planejamos todos os dias para que o público saísse satisfeito e tudo que fazemos é para eles, porque sem público não existe Feira. O tema deste ano foi muito enriquecedor e colocou no centro, para que todos conhecessem esta importante mulher que foi Maria Firmina dos Reis”, completou.

“Agradecemos mais esta parceria exitosa entre a Prefeitura e o Governo do Estado e queremos reforçar que para o Governo foi muito significativo, extremamente agregador e de aprendizado. Estamos mais felizes ainda pelo evento ter valorizado os escritores maranhenses e damos destaque para o Vale-Livro, que foi muito positivo, movimentando a venda de livros e a participação dos estudantes”, disse a secretária adjunta de Ensino da Seduc, Nádia Dutra.

ENCERRAMENTO

O encerramento contou com a conferência do romancista, roteirista e poeta, Paulo Lins (RJ). O escritor falou sobre o tema “A Cultura Negra” e a palestra foi mediada pelo secretário estadual de direitos humanos e participação popular (Sedihpop), Francisco Gonçalves. “Cultura e arte são as coisas mais importantes. Vivemos em um país miscigenado, só podemos evoluir se compreendermos que a igualdade deve estar presente em todos os aspectos. O negro deveria estar no país pelo trabalho, porque foram em eles que construíram o Brasil em 400 anos de escravidão, porém o negro só ganhou destaque através da cultura”, enfatizou Paulo Lins.

O autor lançou, em 1997, o livro ‘Cidade de Deus’, sobre a vida nas favelas do Rio de Janeiro. Após 14 anos de trabalho intermitente, em 2012 ele lançou seu segundo romance, “Desde que o Samba é Samba”, que recria ficcionalmente a invenção do samba por músicos do bairro carioca da Estácio na década de 1920. Paulo começou como poeta nos anos 1980 como integrante do grupo Cooperativa de Poetas, por onde publicou seu primeiro livro de poesia: ‘Sobre o sol’ (UFRJ, 1986). Graduado no curso de Letras foi contemplado em 1995 com a Bolsa Vitae de Literatura.

Em 2002, o diretor Fernando Meirelles produziu o filme ‘Cidade de Deus’. Após, fez roteiros para alguns episódios de ‘Cidade dos Homens’, da TV Globo, e o roteiro do filme ‘Quase dois irmãos’, de 2004, de Lúcia Murat, que recebeu o prêmio de melhor roteiro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 2005. Mais recentemente, Paulo Lins trabalhou com René Sampaio, no roteiro de mais um longa-metragem, adaptação cinematográfica da letra da canção de Renato Russo, ‘Faroeste Caboclo’.

Criada pela Lei Municipal, nº 4. 449/2005, a Feira do Livro de São Luís é uma ferramenta de fortalecimento da vocação e produção literária maranhense. A noite de encerramento também contou com agradecimentos da organização, representados na oportunidade pelo secretário municipal de Cultura Marlon Botão, a secretária adjunta de Ensino da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) Nádia Dutra e a técnica em Cultura do Sesc, Bethânia Pinheiro. Também teve uma homenagem do cordelista Moisés Nobre, que declamou um cordel sobre a Feira do Livro de São Luís.

FORMAÇÃO DE NOVOS LEITORES

O último dia foi marcado por muitas atividades de fomento ao livro, estímulo na formação de novos leitores e incentivo às cadeias produtivas em torno do livro e da mediação da leitura. Pela manhã, na Casa do Maranhão, o Auditório 1 (Raimunda Pereira) fez exposições e entretenimento das Secretarias de Estado da Juventude, Igualdade Racial e da Mulher. A tarde, o espaço recebeu uma performance com as alunas Cris Mello e Nataly Ferreira (C.E General Arthur Carvalho).

No Odylo Costa, filho o Teatro Alcione Nazaré recebeu o espetáculo ‘Os Saltimbancos’, com a Cia Cambalhotas, como marco de abertura do Festival Maranhense de Teatro Estudantil. No Café Literário, a Escola de Música Lilah Lisboa realizou mais um sarau musical “Brilhando no café: Maria Firmina em verso e prosa” e teve uma edição do projeto Literatura Mútua com a escritora Déa Alhadeff, mediado por Talita Guimarães. E na Casa do Escritor Maranhense (Cine Praia Grande), teve os lançamentos dos livros: “Música para afogamentos”, de Arnaldo Vieira, “Alto de Pinho e Anil – Parceiros inesperáveis e o segredo da família Gonzaga”, de Jorge Fernandes, e “Viagem pela Ilha Upaon-Açu e Além Mares”, de Irandi Marques Leite.

O Laborarte fez contação de histórias no Anfiteatro Beto Bittencourt. Ainda como programação infantil, o Espaço Viriato Corrêa (Casa do Maranhão) recebeu atividades coordenadas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed – Carro Biblioteca), com cantigas de roda, jogos e brincadeiras lúdicas, oficina de mandalas, pintura de rosto e hora do conto de ‘João: O Menino Cantador’ (Andréa Oliveira) e ‘A História do Livro’ (Fábio Crejoinas). No Espaço Infantil Sesc/Semed de Leituras teve Contação de História com Coteatro e com a Cia do Imaginário, além da programação permanente do espaço de música, dramatizações, dança, pintura de rosto, oficinas, dobraduras, apresentações de projetos das escolas públicas municipais de São Luís, apresentações artísticas, brincadeiras e jogos educativos. Para alegria da criançada, o Papai Noel visitou o espaço e conversou com os pequenos.

Como intervenções artísticas, o grupo Tapete Criações Cênicas passeou entre o público com “Palavras viajantes” e o Circo tá na Rua apresentou “Voadores”. O palco FeliS também recebeu o encerramento do cortejo dos Blocos Tradicionais “Coqueiro da Ilha” e “Os Guardiões”.

O evento encerrou sem nenhuma ocorrência e o Corpo de Bombeiros atendeu três pessoas em primeiros socorros. Para tanto, foi disponibilizado um quantitativo de segurança especial, com uma viatura e 15 policiais militares, 7 homens da Companhia de Polícia Militar de Turismo rondando a Feira todos os dias, sendo que este quantitativo dobrava nas sextas-feiras quando o movimento no Centro Histórico é mais intenso. Também contou com 32 homens da Guarda Municipal, 30 homens da segurança privada e 20 brigadistas do Corpo de Bombeiro Civil do Maranhão.

Ao todo, a estrutura foi composta por 22 espaços com programação, sendo 34 estandes de livreiros para comercialização de livros de todas as editoras nacionais, seis estandes de instituições parceiras (AML, ALL, IHGE, Uema, Fapema e UFMA), 10 espaços para sebos no Beco dos Catraieiros, três auditórios, montados na Casa do Maranhão para debates e conferências com programação simultânea (Auditório I – Raimunda Pereira (Dica), Auditório II – Úrsula e Auditório III – Cantos a Beira Mar), Espaço Viriato Corrêa e Espaço Criança Sesc/Semed de Leituras, com programação de teatro, contação de histórias e atividades infantis, Pé de Livro, Anfiteatro Beto Bittencourt, Casa do Escritor Maranhense e Espaço Multimídia (Cine Praia Grande), Teatro Alcione Nazaré, Café Literário, Galeria Nauro Machado e Galeria Valdelino Cécio (Odylo Costa, filho), Espaço do Artesão e Espaço Gourmet.

Dentro da Casa do Maranhão estava montado o Comitê Maranhão Ação da Cidadania, com arrecadação de alimentos para o Natal sem Fome, Espaço Funac, Planetário Secti, Oficina de Comunicação e Arte (OCA) do Turismo Sustentável. Na parte externa ficou a área de expositores para editoras parceiras. A Feira funcionou das 10h às 22h, com programação toda gratuita, contemplando todas as idades e envolveu a participação direta de escritores renomados, ilustradores, mediadores da leitura e contadores de histórias, artistas, entre outros convidados. Entre os nomes que integraram a programação estão a poetisa, jornalista, atriz e cantora Elisa Lucinda; e a cantora e rapper Negra Li. Além disso, estarão presentes: Eduardo Assis Duarte (MG), Luiza Lobo (RJ), Rafael Balseiro Zin (SP), Jhow Carvalho (SP), Algemira de Macedo Mendes (PI), Nilma Lino Gomes (MG), Cristina Delou (RJ), Paulo Lins (RJ), Bruno Ramos da Silva (SP), Isabel Mayer (SP), Ana Maria Gonçalves (SP), Mauricio Pestana (SP), Marcia Evelin de Carvalho (PI), Rosane da Silva Borges (SP), Silvana Cristina de Oliveira Niemczewski (SC), Mel Amaro Duarte (SP), Luciana Aline Aparecida Ribeiro (SP), Renata Costa, Elaine Pinheiro, Guilherme Relvas (MinC) e Gustavo Lacombe (RJ).

PATRONA

Este ano, a Feira homenageou a escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, primeira escritora negra do Brasil e primeira autora de romance abolicionista em toda a língua portuguesa, que este ano completa 100 anos de falecimento. O tema foi “Maria Firmina dos Reis e a Literatura Feminina” e a programação teve debates com foco no protagonismo feminino, mulheres, gênero, aspectos étnicos raciais, identidade racial e juventude.

A patrona ganhou notoriedade por sua ousadia, originalidade e pioneirismo no cenário literário nacional destacando-se como contista, folclorista, poetisa, abolicionista, compositora e primeira romancista brasileira. Sua obra abordou temas complexos para o contexto social em que viveu, subvertendo uma ordem imposta que segregava a mulher, em que a literatura era dominada por homens, e marcou em seus escritos a postura antiescravagista. Sua trajetória de vida transcende o próprio percurso histórico, configurando-se até hoje, uma personalidade literária que enaltece o gênero feminino. Publicou ‘Úrsula’ em 1859, primeiro romance abolicionista e primeiro escrito por uma mulher negra brasileira. O romance a consagrou como escritora e também foi o primeiro romance da literatura afro-brasileira, entendida esta como produção de autoria afrodescendente. Em 1887, no auge da campanha abolicionista, a escritora publica o livro ‘A Escrava’, reforçando sua postura antiescravista.

Gustavo Lacombe fala sobre amor nos tempos de likes na 11ª FeliS nesta sexta (17)

Um autor que fala sobre o amor, principalmente em sites e redes sociais, Gustavo Lacombe tem 27 anos e é, em suas próprias palavras, carioca de nascença, jornalista por formação e escritor por prazer. E ele vai ministrar a palestra ‘O amor nos tempos de likes’, no Anfiteatro Beto Bittencourt, nesta sexta-feira (17), às 20h, como parte da programação da 11ª Feira do Livro de São Luís (FeliS). A mediação é da jornalista Talita Guimarães. A FeliS é uma promoção da Prefeitura de São Luís com o apoio do Governo do Estado e vai até o próximo domingo (19).

Lacombe é autor dos livros ‘Destino, acaso ou algo mais forte’; ‘O amor é para os raros’; ‘Depois da meia noite’; e o quarto, que está em fase de pré-venda, ‘Versos que camuflei para poder dizer tudo o que não tenho coragem’.

Às 14h, acontece a oficina ‘Educação, Gênero e Sexualidade’ com os professores Rosyene Conceição Soares Cutrim e Alberto Magno Moreira Martins, na Sala de Multimídia, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho.

A programação de sexta-feira (17) continua com exposições, rodas de conversa, palestras, contação de histórias, apresentações culturais e lançamentos de livros nos auditórios da Casa do Maranhão e no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, que inclui o Café Literário, o Teatro Alcione Nazaré e a Casa do Escritor, no Cine Praia Grande. Acesse a programação completa: feiradolivrodesaoluis.com.br/.

De Agência São Luís.

Escritores maranhenses lançam obras inéditas na 11ª FeliS

O feriado desta quarta-feira (15) foi marcado por literatura, palestras, contações de histórias e programação de incentivo à leitura na 11ª Feira do Livro de São Luís (FeliS).Durante os dez dias de programação, a Feira do Livro de São Luís dá destaque para os escritores e realiza o lançamento de 56 obras literárias, destas 40, livros são de escritores maranhenses que tem a oportunidade de lançarem suas obras na 11ª FeliS. A Feira do livro é uma promoção da Prefeitura de São Luís em parceria com o Governo do Estado e acontece até domingo (19) na Praia Grande.

Nesta quinta-feira (16), na Casa do Escritor Maranhense (Cine Praia Grande), teve lançamentos de livros a partir das 16h, começando com “Lili Ifrit e o mundo dos humanos”, de Jaqueline da Costa Dutra de Morais; “Cenas escondidas de um trabalho árduo”, de Maria Goreth Cantanhede; “Palavras de um pequeno poeta Cordel”, de Renato Lucas Pereira Gomes; e “João, o menino cantador” (biografia), de Andréa Oliveira.

Entre as temáticas abordadas nas publicações, quatro falam sobre a vida e obra da patrona do evento, a escritora maranhense Maria Firmina dos Reis e sete outras são de literatura infantil, com destaque para os autores mirins com idade de 8 a 12 anos, do Núcleo de Enriquecimento para Estudantes com Características de Altas Habilidades ou Superdotação (NEECAHS), localizado na Rua de Santana (Centro), ligado à Secretaria Municipal de Educação (Semed). As histórias abordam vários temas como bullying, tolerância, respeito, lendas, reciclagem, tecnologia, entre outros.

Além da Casa do Escritor Maranhense, muitos escritores que não se inscreveram na Chamada Pública para lançar livros na 11ª FeliS acabam procurando a organização do evento para lançar oficialmente a sua obra, como é o caso do escritor Jansen Nascimento que lançou, nesta quarta-feira (15), no Espaço “Pé de Livro”, o livreto “Relatos da BR – Amarra Couro”, parte de uma série na qual o autor conta histórias de onde passou. Jansen, natural da Bahia, é ciclista e já viajou por 18 estados do país, está em São Luís desde o início de novembro.

De Agência São Luís.

Desafios do patrimônio cultural do Maranhão foi tema de debate na FeliS

Patrimônio histórico, arqueologia, cultura e educação patrimonial foram temas que provocaram reflexões durante roda de conversa realizada na quarta-feira, 14, sobre Patrimônio Cultural do Maranhão. A programação fez parte da 11ª Feira do Livro de São Luís, que segue até o domingo, 19, no Centro Histórico da cidade.

Falando para um grupo de jovens estudantes de escolas da rede pública estadual, o superintendente do Patrimônio Cultural do Maranhão, Luís Eduardo Longhi, destacou a importância do reconhecimento sobre o patrimônio cultural pelas novas gerações. “Ter um olhar sobre o nosso passado nos ajuda a pensar o que queremos ser, a construir um futuro a partir de um sentimento de pertencimento”, pontuou.

Também participaram da roda de conversa o diretor do Convento das Mercês, Paulo Melo, o diretor do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia, Deusdedith Carneiro, e o diretor do Centro Vocacional Tecnológico Estaleiro-Escola, Luiz Phelipe Andrés.

Educação patrimonial
A estudante do curso de história da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Dayane Silva Pereira, que há três anos coordena um projeto de educação patrimonial nas escolas de ensino médio e fundamental da rede pública, chamou a atenção da necessidade de ampliar a formação nas escolas e criar políticas públicas que favoreçam a aproximação do indivíduo ao seu patrimônio cultural.

Eduardo Longhi informou que está em andamento na Superintendência de Patrimônio Cultural, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur) projeto de educação patrimonial que prevê atividades de valorização do patrimônio material e imaterial do Maranhão. “Defender o patrimônio é defender nossa identidade e memória, e é isso que nos diferencia”, ressaltou.

Para o professor e arquiteto, Luiz Phelipe Andrés, uma alternativa de ensino da educação patrimonial é a transversalidade, método que insere o tema em diferentes áreas de ensino por meio de abordagens variadas. “Como professor faço isso para chamar a atenção dos estudantes sobre a importância do patrimônio e suas práticas de valorização”.

Patrimônio arqueológico
A estudante do 1º ano do ensino médio da escola Haydee Chaves, Erica Krisly, gostou do que viu nas imagens dos sítios arqueológicos apresentados pelo diretor do Centro de Pesquisa e Arqueologia do Maranhão, Deusdedith Carneiro. “Fiquei curiosa para conhecer o museu que fica no centro histórico”, afirmou.

Curiosidades como os paredões encontrados no município de Grajaú, as escavações realizadas em Caxias e que resultaram na criação do Memorial da Balaiada foram algumas entre tantas informações apresentadas pelo antropólogo Deusdedit Carneiro, que ressaltou a importância do conhecimento, valorização e preservação patrimonial para a transformação da história e formação da cidadania.

Fapema realiza lançamento da Revista Inovação n 32 na Felis

Governo do Estado do Maranhão, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) realizaram no último sábado, dia 11, o lançamento da 32ª edição da Revista Inovação, que divulga pesquisas sobre São Luís em homenagem aos 405 anos da cidade.

O lançamento foi realizado no estande da Fapema, na 11ª edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), no Centro Histórico de São Luís. O dispositivo de honra da solenidade contou com a presença do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Davi Telles; do diretor-presidente da Fapema, Alex Oliveira; da diretora-financeira da Fapema, Mariza Mendes; da diretora-científica da Fapema, Silvane Magali Nascimento; e pesquisadores que tiveram trabalhos publicados nesta edição da Revista Inovação.

“É muito bom ver a continuidade dessa política importante da Fapema que sintetiza boa parte das suas pesquisas nas mais diversas áreas de conhecimento, na Revista Inovação. É algo bastante importante para as políticas de fomento à pesquisa. A revista é uma publicação que incentiva os pesquisadores a continuar produzindo seus estudos em alto nível. Claro que, também, com um cenário como esse da Feira do Livro, homenageando Maria Firmina dos Reis e tendo como pano de fundo o tema dos 405 anos de São Luís, parece que fez com que todos os elementos se convergissem para essa noite maravilhosa”, disse o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Davi Telles.

Segundo o diretor-presidente da Fapema, Alex Oliveira, várias questões de planejamento são pautadas na revista, como mobilidade, patrimônio histórico e meio ambiente. “A cidade só pode crescer se preservar aquilo que ela tem de mais caro, que são os seus recursos naturais e culturais. Porque eles não são renováveis. Não se pode substituir um patrimônio histórico. Então é esse entendimento que faz com que a gente se preocupe com as questões culturais e naturais que precisam estar no eixo de qualquer processo de planejamento para a nossa cidade”, afirmou o diretor-presidente da Fapema.

A pesquisadora Karen Beatriz Barros, graduada em Direito e mestra em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), teve uma reportagem publicada na Revista Inovação sobre um estudo que desenvolveu por meio de princípios definidos a partir do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) com o objetivo de analisar o Programa Família Acolhedora, o serviço de acolhimento gerido pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas).

“Gostaria de agradecer a Fapema por ter escolhido o resultado da minha dissertação para uma publicação nessa edição especial da Revista Inovação em homenagem a São Luís. Em toda a minha vida acadêmica eu sempre gostei de pesquisa e estudar crianças e adolescentes e direito da família. Na dissertação não foi diferente. Eu não poderia escolher outro tema. Sou apaixonada por essa vertente do Direito. O Programa Família Acolhedora tem como meta proporcionar proteção social através do acolhimento temporário às crianças e adolescentes vítimas de violações de direitos”, destacou Karen Barros.

11ª FeliS destaca escritores maranhenses com lançamentos de livros

O público da 11ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) vai ter a oportunidade de acompanhar o lançamento de 56 obras literárias, com destaque para 40 livros de escritores maranhenses. Os lançamentos vão acontecer no Cine Praia Grande, Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. A FeliS acontece de 10 a 19 de novembro em diversos pontos do Centro Histórico da capital maranhense e é promovida pela Prefeitura de São Luís e Governo do Maranhão.

Entre as temáticas abordadas nas publicações, quatro falam sobre a vida e obra da patrona do evento, a escritora maranhense Maria Firmina dos Reis e sete outras são de literatura infantil. “A Casa do Escritor Maranhense é um dos espaços mais visitados dentro da Feira por conta do lançamento de livros. Para nós é imprescindível este apoio aos nossos escritores, que têm a oportunidade de lançar sua obra no maior evento literário de todo Maranhão”, ressaltou o secretário municipal de cultura, Marlon Botão.

O secretário estadual de educação, Felipe Camarão, destacou o fomento à produção literária local. “A FeliS é um evento de grande importância literária, pois abre possibilidades para todos. Grandes escritores terão suas obras divulgadas e escritores independentes, que aproveitarão o espaço para o lançarem seus livros. Nesta edição, vários lançamentos estão previstos para ocorrer, o que estimula a produção literária em nosso estado e valoriza os nossos escritores”, disse Camarão.

Nesta edição da Feira, a primeira romancista brasileira, a escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, será homenageada com o lançamento dos livros ‘Maria Firmina dos Reis: Uma missão de amor’, de Dilercy Adler (11/11, às 19h), ‘Maria Firmina em Cordel’, de Raimunda Pinheiro de Souza Frazão (12/11, às 16h), ‘Úrsula – 6º edição’, organizado por Eduardo do A. Duarte (15/11, às 18h) e ‘Cantos à Beira Mar / Gupeva’, de Dilercy Adler e Osvaldo Gomes (15/11, às 19h).

INFANTIL

Sobre literatura infantil, o livro ‘Histórias, Fortuna do Céu’ é uma coletânea com 12 histórias escritas por autores mirins com idade de 8 a 12 anos, que será lançada na terça-feira (14), às 16h. Os pequenos autores fazem parte do Núcleo de Enriquecimento para Estudantes com Características de Altas Habilidades ou Superdotação (NEECAHS), localizado na Rua de Santana (Centro), ligado à Secretaria Municipal de Educação (Semed). As histórias abordam vários temas como bullying, tolerância, respeito, lendas, reciclagem, tecnologia, entre outros.

Ainda sobre livros para a criançada, há as obras ‘A lenda da carruagem encantada de Ana Jansen’, de Beto Nicácio (12/11, às 17h), ‘Balaiada – A Guerra do Maranhão – 2ªed.’, de Iramir Alves Araújo (12/11, às 20h), ‘As aventuras de uma gotinha d’água / O gatinho que não sabia miar’, de Natinho Costa Fênix (13/11, às 17h), ‘João, o menino cantador (biografia)’, de Andréa Oliveira (16/11, às 19h), ‘Diário Mágico: Um segredo para contar’, de Sharlene Serra (18/11, às 16h) e ‘A Bruxinha Lelenzinha e as cores’, de Anízia Nascimento (18/11, às 18h).

LANÇAMENTOS DE LIVROS – PROGRAMAÇÃO COMPLETA

SÁBADO (11)
Título: Eles não fogem a luta! As valentes mulheres do Maranhão (de Catarina Mina a Roseana Sarney)
Autor: Lúcia Castro
Horário: 16h

Título: Revivescência: A vida e a arte dos Paula Barros
Autor: João Carlos Pimentel Cantanhede
Horário: 17h

Título: Fragmentos de mármore
Autor: Jeanderson de Sousa Mafra e Jean Kley Mafra Cruz
Horário: 18h

Título: Maria Firmina dos Reis: uma missão de amor
Autor: Dilercy Adler
Horário: 19h

Título: Festa no céu e outros contos
Autor: Joseane Maia Santos Silva
Horário: 20h

DOMINGO (12)
Título: Maria Firmina em Cordel / Homenagem às mães em cordel
Autor: Raimunda Pinheiro de Souza Frazão
Horário: 16h

Título: A lenda da carruagem encantada de Ana Jansen
Autor: Beto Nicácio
Horário: 17hs

Título: O vale das Trutas
Autor: Sanatiel Pereira
Horário: 18h

Título: Politicotopia
Autor: Aleluia Leonardo de Melo
Horário: 19h

Título: Balaiada – A Guerra do Maranhão – 2ªed.
Autor: Iramir Alves Araújo
Horário: 20h

SEGUNDA-FEIRA (13)
Título: Coletivo de literatura de Cordel
Autor: Escritores Mirins do Instituto Manaain
Horário: 16h

Título: As aventuras de uma gotinha d’agua / O gatinho que não sabia miar
Autor: Natinho Costa Fênix
Horário: 17h

TERÇA-FEIRA (14)
Título: Ciranda de Saberes: Percursos cartográficos e práticos artesanais em Alcântara e na Baixada Maranhense
Autor: Raquel Gomes Noronha; Andréa Costa; Gisele Saraiva; Marcio Guimarães; Raiama Portela
Horário: 15h

Título: Coletânea: histórias Fortuna do Céu
Autor: NEECAHS/SEMED – Escritores mirins
Horário: 16h

Título: Sou Benedito/Conto do dia/ Buba/ O mercenário
Autor: Diego Pires Araújo
Horário: 17h

Título: Abelhas Assassinas
Autor: Nygel Filho
Horário: 18h

Título: Coletânea de Crônicas “Escritores Maranhenses”: 1955-1965
Autor: Josué Montello – CCJM
Horário: 19h

QUARTA-FEIRA (15)
Título: Esplêndido, o guará que não conseguia ficar vermelho
Autor: Claudio Lima
Horário: 16h

Título: Mata Roma: O Tântalo de Chapadinha (Biografia) com apêndice: visão histórica da literatura Chapadinhense
Autor: Herbert Lago Castelo Branco
Horário: 17h

Título: Úrsula – 6º edição
Autor: Eduardo do A. Duarte (org.)
Horário: 18h

Título: Cantos à Beira Mar / Gupeva
Autor: Dilercy Adler e Osvaldo Gomes
Horário: 19h

Título: Quando a Brisa do dia sopra
Autor: Olga Colvara Gomes de Sousa / Pseudônimo: Jani Munn
Horário: 20h

QUINTA-FEIRA (16)
Título: Lili Ifrit e o mundo dos humanos
Autor: Jaqueline da Costa Dutra de Morais
Horário: 16h

Título: Cenas escondidas de um trabalho árduo
Autor: Maria Goreth Cantanhede
Horário: 17h

Título: Palavras de um pequeno poeta Cordel
Autor: Renato Lucas Pereira Gomes
Horário: 18h

Título: João, o menino cantador (biografia)
Autor: Andréa Oliveira
Horário: 19h

SEXTA-FEIRA (17)
Título: Receitas da Vovó Lourdes – 3ª edição
Autor: Maria de Lourdes
Horário: 16h

Título: Um olhar inclusivo sobre o ensino das ciências e de matemática
Autor: Fabio Henrique Silva Sales e Regiana Sousa Silva
Horário: 17hs
Entidade: Academia Maranhense de Letras – AML / Lançamento das reedições 2017
Horário: 18h

Autor – Título:
Antonio Lopes – Os novos atenienses
Artur C. Moreira – Gomes de Castro, Benedito Leite e Urbano Santos
Domingos Vieira Filho – Breve história das ruas e praças de São Luís
Hastimphilo de Moura – Da primeira à segunda República
João Mohana – Maria da tempestade
Josué Montello – Cais a sagração
Nauro Machado – Erasmo dias e noites
Raimundo Lopes – O torrão maranhense
Reis Perdigão – Revolução de 1930 no MA

Título: São Luís em palavras
Autor: Celso Borges
Horário: 19h

Título: Uma charge do Brasil
Autor: Francisco das Chagas
Horário: 20h

SÁBADO (18)
Título: Diário Mágico: um segredo para contar
Autor: Sharlene Serra
Horário: 16h
Entidade: Academia Maranhense de Letras – AML / Lançamento das novas edições 2017
Horário: 17h

Autor – Título:
Adelman Correia – Meus dias na cadeia
Alex Brasil – Sangue Azul
Bandeira Tribuzi – 10 estudos
Cícero Monteiro de Sousa – O Newton do Brasil
Ivan Sarney – Congresso das garças
José Ewerton – O entrevistador de lendas
Laura Rosa – Poesia reunida
Lino Moreira – Casa, crônicas e outras memórias
Lourival Serejo – Casa Blanca
Ronaldo Costa Fernandes – A literatura na cidade
Waldemiro Viana – Maria Celeste da terra e do mar

Título: A Bruxinha Lelenzinha e as cores
Autor: Anízia Nascimento
Horário: 18h

Título: Contramaré
Autor: Samara Volpony
Horário: 19h

Título: Maranhão 666
Autor: Ramusyo Brasil
Horário: 20h

DOMINGO (19)
Título: Música para afogamentos
Autor: Arnaldo Vieira
Horário: 16h

Título: Alto de Pinho e Anil – Parceiros inesperáveis e o segredo da família Gonzaga
Autor: Jorge Fernandes
Horário: 17h

Governo e Prefeitura anunciam oficialmente 11ª edição da Feira do Livro de São Luís

Espaço para autores maranhenses, mostra de literatura nacional e internacional, palestras com escritores e uma série de atividades artísticas e culturais compõem a programação da 11ª edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS). O evento foi apresentado oficialmente na tarde desta quarta-feira (1º), em coletiva à imprensa, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. A FeliS é promovida por meio de parceria entre a Prefeitura de São Luís e o Governo do Maranhão e será realizada de 10 a 19 de novembro, em diversos pontos do Centro Histórico.

“Esta edição é simbólica pela parceria sempre exitosa com a Prefeitura e demais colaboradores e por ser uma importante iniciativa para os estudantes, que além da vasta programação poderão adquirir obras gratuitamente. O governador Flávio Dino apoia esse evento desde seu primeiro ano de gestão, demonstrando seu respeito e dedicação à cultura maranhense”, enfatizou o secretário de Estado de Educação (Seduc), Felipe Camarão, que representou o governador Flávio Dino.

Na avaliação do vice-prefeito de São Luís, Julio Pinheiro, a FeliS é um grande fomento à leitura e ferramenta contribuinte para que se melhore o cenário da educação. “O objetivo principal desse macro evento é melhorar a realidade educacional e social, integrando diversos segmentos e, reconhecidamente, homenageando a primeira romancista do Brasil, Maria Firmina dos Reis”, pontuou ele, que no evento representou o prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

Participar deste evento de referência para as letras e a literatura do Maranhão é de forte simbolismo, enfatizou o secretário de Estado de Cultura e Turismo (Sectur), Diego Galdino. “Entendemos que este evento não poderia ficar de fora do calendário cultural da cidade e esta edição tem um grande simbolismo por ser no Centro Histórico, berço da Feira do Livro. Sobretudo, a base da gestão do governador Flávio Dino é mudar a realidade do Maranhão pela educação, e a FeliS simboliza esse esforço”, reforçou.

O secretário municipal de Cultura (Secult), Marlon Botão, enfatizou o mote inclusivo, de resistência e espaço para todos os que não têm o devido alcance ao conhecimento. “É muito significativo realizar mais uma edição podendo contar com importantes parceiros que somam com a Prefeitura para o prosseguimento desta ação de relevância para a cidade e o Maranhão”, destacou.

“A FeliS é espaço para o reconhecimento, representatividade e ferramenta importante de divulgação da cultura e literatura do estado”, pontuou o diretor de Relações Institucionais da Vale, Dorgival Pereira. A empresa é uma das patrocinadoras da Feira.

Nesta edição, a FeliS homenageia a escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, primeira romancista brasileira, que se destacou pela criatividade e genialidade. A temática do evento focará nas questões de identidade racial e de gênero.

Programação

Entre os nomes que integram a programação estão a poetisa, jornalista e cantora Elisa Lucinda; a cantora e rapper Negra Li; e a escritora Ana Maria Gonçalves. Segundo os organizadores, a expectativa é de aproximadamente 200 mil pessoas nos dias de evento.

A programação conta com mais de 100 atividades artísticas, 40 lançamentos de livros de escritores maranhenses, 50 palestras e mesas redondas, mais de 20 oficinas, sete debates literários com escritores, pesquisadores e poetas maranhenses, 14 escritores nacionais e outras ações paralelas de intervenções, exposições, vendas de livros e artigos literários.

Durante a coletiva foi divulgada ainda a concessão de R$ 300 mil em créditos para aquisição de livros pelos alunos da rede pública municipal e estadual. “Com a medida, a organização incentiva a leitura e estimula a adoção de títulos, podendo ter em casa o que a literatura oferece de melhor”, pontuou o secretário Felipe Camarão. Os vales-livros serão entregues na própria escola para serem trocadas por livros durante o evento. A FeliS terá atividade das 10h às 22h. A entrada é franca.

Esta edição do evento tem parceria com o Sesc, Vale, Associação dos Livreiros do Maranhão (Alem), Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA), Rede de Museus Educadores e Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM). O evento é fruto da Lei Municipal 4.449 e é promovido desde 2005.

Também participaram da apresentação da Feira do Livro: o secretário de Estado de Igualdade Racial (Seir), Gerson Pinheiro; a diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite, Aline Maciel; a diretora de Programas Sociais do Sesc, Regina Soeiro; e o gerente de marketing da Potiguar, Adriano Pestana.

Estrutura

A FeliS será realizada na Praia Grande em espaços como a Casa do Maranhão, que terá atividades durante todo o período, incluindo as palestras e programação especial para o público infantil com brincadeiras, contação de histórias, ações educativas e outros. Haverá dois espaços infantis e ao longo da Rua Trapiche serão montados os estandes de livreiros.

O Cine Praia Grande, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho será palco para os lançamentos das obras de autores maranhenses. São mais de 65 títulos na lista, incluindo obras da Academia Maranhense de Letras (AML).

A estrutura conta ainda com 40 estandes para livreiros, nove estandes institucionais, cinco auditórios para palestras, debates e conferências, quatro espaços infantis e um palco principal na escadaria da Praça Nauro Machado.

Outros locais onde haverá programação são: a Escola de Cinema (IEMA), Beco Catarina Mina, estacionamento da Câmara Municipal, auditório da Defensoria Pública do Estado do Maranhão, auditório da Associação Comercial do Maranhão, Teatro João do Vale, Galeria Trapiche, Anfiteatro Beto Bittencourt, as ruas Portugal e Estrela.

11ª Feira do Livro de São Luís será realizada em novembro

A 11ª edição da Feira do Livro de São Luís – a FeliS – , maior evento literário e cultural da capital maranhense, ganhou datas: o evento será realizado do dia 10 a 19 de novembro, na Praia Grande, no Centro Histórico.

A FeliS funcionará das 10h às 22h e terá uma vasta programação com palestras e apresentações culturais, lançamentos de livros, exposição, espaço infantil e uma série de atividades literárias com convidados de renome nacional.

Este ano, a feira terá como patrona Maria Firmina dos Reis e o tema será Maria Firmina dos Reis e a Literatura Feminina. Uma homenagem à escritora maranhense considerada a primeira romancista brasileira.

Maria Firmina dos Reis

A escritora maranhense Maria Firmina dos Reis ganhou notoriedade por sua ousadia, originalidade e pioneirismo no cenário literário nacional destacando-se como contista, folclorista, poetisa, abolicionista, compositora e primeira romancista brasileira.

A feira prestará uma homenagem à Maria Firmina dos Reis e à Literatura Feminina, lançando um olhar para vida e obra da primeira romancista negra do Brasil, que abordou temas complexos para o contexto social em que viveu, subvertendo uma ordem imposta que segregava a mulher.

Sua trajetória de vida transcende o próprio percurso histórico, configurando-se até hoje, uma personalidade literária que enaltece o gênero feminino.

De Site Volts

Beto Scanssette é o convidado deste mês de projeto literário na Galeria Trapiche

A 23ª edição do projeto Literatura Mútua acontece nesta quarta-feira (24) na Galeria Trapiche, equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís. A roda de conversa literária será às 19h30 e recebe o poeta, escritor, compositor, músico e professor Beto Scanssette. A entrada é franca e a mediação é da jornalista Talita Guimarães. A Galeria Trapiche fica localizada na Avenida Vitorino Freire, s/n – Praia Grande (em frente ao Terminal de Integração).

“O projeto é um incentivo a talentos locais e é também uma forma de fomentar discussões construtivas neste espaço. Os convidados são poetas, cronistas, romancistas, jornalistas e dramaturgos. Isso dinamiza a Galeria Trapiche, por isso o Literatura Mútua nasceu neste equipamento e se tornou um projeto permanente que acontece todos os meses”, afirmou Camila Grimaldi, diretora da Galeria Trapiche Santo Ângelo.

Nas artes, destaca-se como poeta, escritor, músico, compositor, fundador da banda de rock Comportamento Estranho (1994) e do grupo multicultural CordeSias Sonoras (2012). É organizador, com Jonero Santos, do livro “Maria: A Nova Sapho” (2016) que resgata a obra de Severiano Antonio de Azevedo, além de outros livros.

O projeto Literatura Mútua é idealizado pela escritora e jornalista Talita Guimarães, que visa reunir escritores contemporâneos publicados ou não, em rodas de conversa mensais sobre experiências de leitura e escrita. Em 2016, o Literatura Mútua promoveu 11 edições entre agosto e dezembro na Galeria Trapiche e na Feira do Livro de São Luís – FeliS.

Em 2017, o projeto amplia atividades com edições mensais sendo realizadas também na Biblioteca Municipal José Sarney (Rua do Correio, s/n – Bairro de Fátima) e em visitas a escolas, como o Centro de Ensino São Cristóvão.

Entre poetas, cronistas, romancistas, jornalistas e dramaturgos, já compartilharam suas experiências com o projeto os escritores Felipe Castro (MA), Sabryna Mendes (MA), Jônatas (MA), Júlia Emília (MA), Thalita Rebouças (RJ), Ferréz (SP), Duda Veloso (MA), Igor Nascimento (MA), Gustavo Lacombe (RJ), Zema Ribeiro (MA), Manu Marques Barbosa (MA), Laísa Couto (MA), Elizeu Cardoso (MA), Aurora da Graça e Dyl Pires (MA). Em 2017, passarão pelo projeto ainda Lúcia Santos (MA), Beto Scanssete (MA), Déa Alhadeff (MA), Thayná Rosa (MA), Fernando Abreu (MA), Jorgeana Braga (MA), Frederick Brandão (MA), Sharlene Serra (MA), Rose Panet (PB) e Júnior Lobo (MA).