Representantes da Agência de Risco Fitch destacam transparência nas finanças do Maranhão

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan), realizou mais uma reunião anual com representantes da Agência de Risco Fitch Ratings, nesta terça-feira (08). O subsecretário da Seplan, Marcello Duailibe, fez a abertura da reunião, onde elencou os notáveis e destacados projetos desenvolvidos e executados pelo Governo, ao longo destes três anos de gestão, a exemplo do Escola Digna, Projeto Ninar, Mais Asfalto, entre outros.

Avaliação do cenário econômico e exposição dos balanços fiscais, também fizeram parte das apresentações durante a reunião. “A diligência com a Fitch é muito importante para o Estado, e aproveitamos esse momento para explanar, não somente acerca dos resultados fiscais, como também do avanço das nossas políticas públicas. A nossa meta é sempre melhorar o rating do estado, atualmente -AA em escala nacional. Isso se traduz em maior credibilidade perante ao mercado, estimula novos investimentos e ratifica o acerto na atual gestão estadual”, assinalou o subsecretário Marcello Duailibe.

Mais uma vez, o analista da Fitch, Paulo Fugulim, destacou a transparência e boa organização nas apresentações dos gestores do Governo.“ Para nós, todos esses fatores são fundamentais, pois é o procedimento correto da avaliação de risco, afinal de contas, somos mensageiros do Estado para a Agência, logo, é muito melhor quando temos mais abertura, mais clareza, mais acesso para nós, e temos observado uma melhora constante na transparência nos últimos anos. É uma referência não só no Brasil, mas também em outros casos da América Latina, então a gente espera que continue nos próximos anos”, realçou.

Pela primeira vez no Maranhão, a também analista da Fitch, Thais Funagoshi, participou da reunião e também fez questão de destacar a transparência demonstrada na apresentação das informações. “A reunião foi muito boa e aproveito para ressaltar a clareza nas informações, onde todos foram super abertos em falar sobre as ações, o que nos ajudou muito a conhecer e saber como o Estado vem se desenvolvendo, bem como seus programas de governo”, avaliou.

Representantes das Secretarias de Estado da Fazenda (Sefaz), Gestão e Previdência (Segep), Indústria e Comércio (Seinc), Programas Especiais (Sepe), Procuradoria Geral (PGE), Caema, Instituto de Previdência (IPREV), Porto do Itaqui e Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) também participaram da reunião, onde apresentaram ações e programas de suas pastas. O lançamento da nota deve acontecer até o final do mês de junho.

54% dos consumidores querem reduzir os gastos em dezembro, aponta pesquisa

De acordo com os dados do Indicador de Propensão ao Consumo calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 54% dos consumidores manifestaram a intenção de reduzir seus gastos neste mês de dezembro, enquanto 36% planejam mantê-los no mesmo patamar. Os que vão aumentar os gastos representam apenas 6% da amostra.

Entre quem vai desembolsar menos nas compras, 25% mencionam os altos preços, 15% o endividamento, 12% culpam o desemprego e 11% justificam a queda na renda mensal. O fato de estarem sempre economizando como hábito foi citado por 25% dos consumidores entrevistados.

Excluindo os itens de supermercado, os produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo de dezembro são em sua maioria roupas, calçados e acessórios (26%), remédios (20%), recarga para celular pré-pago (12%), perfumes e cosméticos (11%), eletrônicos (8%), viagens (8%) e brinquedos (8%).

De acordo com o levantamento, apenas 18% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul em novembro – ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (41%) admite estar no zero a zero, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 36% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas.

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, a renda extra de final de ano pode ajudar a aliviar esse quadro. “O pagamento de décimo terceiro pode aliviar a situação do consumidor, mas vale lembrar que se trata de um aumento de renda temporário. Uma vez restaurado o equilíbrio do orçamento, o consumidor precisa manter o controle dos gastos, estabelecendo prioridades e fazendo ajustes quando necessário”, afirma. “É uma tarefa constante, que exige disciplina, mas que faz diferença no bem-estar financeiro do consumidor.”

Cartão de crédito foi utilizado por 36% dos brasileiros em outubro, média dos gastos foi de R$ 1.065

Em outubro, o Indicador de Uso do Crédito, que mensura a utilização das principais modalidades e mapeia os gastos e itens mais comprados via crédito pelo consumidor brasileiro, marcou 26,5 pontos, resultado próximo da média observada ao longo do ano, que é de 26,8 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior o número de usuários e de frequência do uso das modalidades.

De acordo com o levantamento, seis em cada dez (59%) consumidores brasileiros não utilizaram nenhuma modalidade de crédito no mês de outubro, como empréstimos, linhas de financiamento, crediários e cartões de crédito. O restante (41%), porém, mencionou ao menos uma modalidade a qual tenham recorrido no período. Os cartões de crédito (36%), crediário (13%) e o cheque especial (7%) foram as modalidades mais usadas em outubro. Há ainda, 4% de consumidores que recorreram à empréstimos e 3% que buscaram financiamentos.

Quatro em cada dez (41%) usuários de cartão de crédito aumentaram o valor da fatura no último mês de outubro. Para 31%, o valor se manteve estável frente aos meses anteriores, enquanto somente 23% notaram uma diminuição no total a ser pago na fatura. Considerando os entrevistados que se lembram do valor do último mês, a média dos gastos foi de R$ 1.065. Os itens de primeira necessidade como alimentos em supermercados (61%) e remédios (45%) foram os mais adquiridos por meio do cartão de crédito. Gastos com bares e restaurantes (34%), combustível (31%), roupas e calçados (28%) e recarga para celular (16%) ocupam as demais posições do ranking.

23% dos brasileiros tiveram crédito negado em outubro

De acordo com o levantamento, quase a metade (50%) dos brasileiros consultados considera que atualmente está difícil conseguir empréstimo ou financiamento no mercado. Apenas 14% consideram a contratação fácil.

Ao tentar fazer uma compra parcelada em estabelecimentos comerciais, 23% dos consumidores tiveram o crédito negado em outubro, sendo que 9% estavam com o CPF negativado e 8% falta de comprovação de renda ou não tinham renda suficiente para adquirir o bem pretendido.  A sondagem mostra ainda que, considerando os consumidores que possuem empréstimos e financiamentos atualmente, 28% admitem ter havido atrasos ao longo do contrato e 23% disseram estar, no momento, com parcelas pendentes de pagamento, o que totaliza aproximadamente 51% de consumidores com dificuldades para honrar esse tipo de compromissos.

“O cenário de recessão intensificou o cuidado das instituições financeiras no momento de conceder crédito, dificultando seu acesso pelo consumidor. Com desemprego elevado, muitos nem conseguem comprovar renda. Com a retomada gradual da economia, a expectativa é de que esse quadro comece a se reverter aos poucos”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, alguns cuidados devem ser observados na hora de contratar um empréstimo ou financiamento. “Se o empréstimo não visa a cobrir uma necessidade emergencial, pode ser o caso de esperar mais um pouco para tomá-lo. Convém analisar a real necessidade de assumir um compromisso que, muitas vezes, só acaba depois de anos”, explica Pellizzaro Junior.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em abril e abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

De SPC.