OPINIÃO | DNA golpista

Por pouco mais de meio século raríssimas vezes o Maranhão teve governos opositores ao regime coronelista. Coincidentemente, todas as vezes que o Estado é governado com viés progressista, privilegiados gritam e ameaçam a estabilidade política.

Foi assim em meados da década passada, quando o ex-governador Zé Reinaldo rompeu com as políticas do atraso e priorizou o combate à pobreza. O corte de privilégios, a meta mobilizadora de elevar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e a universalização do ensino médio causou furor aos pretensos “donos do Maranhão”.

Além do massacre midiático, o grupo dominante atuou nos bastidores para o afastamento do então governador. Mas, precisavam ter o controle da Assembleia Legislativa. Foi lá onde se deu a maior e mais importante batalha política no Maranhão, no início deste século. Hábil, o ex-governador Zé Reinaldo venceu a disputa do Legislativo com a eleição do deputado estadual João Evangelista para a presidência da Casa. Assegurou a governabilidade, a despeito das investidas jurídicas utilizadas pelos poderosos, que usaram até o então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) para evitar a derrota. O máximo que conseguiram foi procrastinar o revés, por pouco tempo.

Para muitos, a simbólica vitória de Jackson Lago, em 2006, seria o fim do ciclo coronelista no Maranhão. Não foi! Amparado no prestígio político junto ao governo federal e acesso aos tribunais, os derrotados pelo voto popular prepararam um absurdo processo, que culminou numa das maiores violências políticas vistas no Estado. Legitimamente eleito, Jackson Lago foi o primeiro governador cassado, no país. Pasmem, por abuso de poder político e econômico. Absurdo!

Golpe jurídico, nas palavras do ex-presidente do STF Francisco Rezek.

Pois bem. Cinco anos depois, o povo do Maranhão impôs a maior derrota ao sarneysismo, em cinco décadas, elegendo o governador Flavio Dino com mais de 63% dos votos válidos, em primeiro turno.

Afastado dos palácios e desprestigiado em âmbito nacional, o grupo oligárquico se junta aos golpistas nacionais e usa a expertise para atuar na articulação do ilegítimo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Mas, quem pensa que viu tudo se engana.

Sem votos e amplamente rejeitado pela população, as pesquisas de intenções de votos mostram isso, a dinastia Sarney passa a investir uma vez mais na tentativa de chantagear os poderes para criar dificuldades ao governador Flavio Dino. Em ritmo frenético ingressam com representações no Judiciário, ataques sistemáticos pelo império midiático e agora num ato de desespero apresentam esdrúxulo pedido de impeachment na Assembleia Legislativa.

E qual o crime cometido pelo governador Flavio Dino? Combater a corrupção, os privilégios, trabalhar com seriedade e para o bem de todos? Escolas dignas, hospitais regionais e atenção à saúde primária, garantir mais segurança, transparência são inconcebíveis para aqueles que têm DNA golpista. Governar com eficiência e seriedade é inaceitável para quem deixou o estado com os piores indicadores sociais do país e conhecido internacionalmente pela barbárie medieval nos presídios. Não passarão!

Por fim, desejo ao ex-governador Zé Reinaldo, esposa e assessores plena recuperação, depois do susto sofrido em acidente de carro.

Radialista, jornalista, Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

OPINIÃO | Não era por dez centavos… era por quê?

Todos lembram as manifestações populares, as maiores após a redemocratização do país, em junho de 2013. O Brasil estava com índices razoáveis de desemprego, inflação relativamente controlada e serviços públicos em expansão, há pelo menos uma década. Subitamente a população foi às ruas protestar. A começar de São Paulo, onde houvera aumento de dez centavos nas passagens de ônibus. Como uma avalanche impulsionada pelas redes sociais, especialmente o Facebook, o país foi às ruas. Um movimento gigantesco, teoricamente apartidário, cuja pauta era etérea. “Não é por dez centavos!”, “Vem pra rua!”. Entoavam líderes das manifestações.

A mídia tradicional tratou de garantir repercussão e a glamourização dos movimentos Brasil a dentro. Até multinacional encomendou música sob medida para anúncio em horário nobre numa convocação im(ex)plícita: “Vem pra rua!”. As manifestações lograram certo êxito. O governo Dilma ampliou investimentos em serviços públicos, notadamente para a mobilidade urbana. O movimento arrefeceu até as eleições de 2014. A reeleição da presidenta Dilma foi a senha para começar nova onda de manifestações contra reajuste de combustíveis, aumento da inflação, corrupção. A grande mídia insuflou em certa medida os protestos, desta feita, com convocações sem rodeio nos intervalos de novela em horário nobre, transmissões ao vivo dos protestos, nos domingos.

Todo este movimento culminou com a derrubada da presidenta Dilma, num golpe parlamentar com o auxílio jurídico midiático. Pois bem, venderam para a população que os problemas do país seriam resolvidos. A estabilidade econômica, política e institucional seria garantida.

Passaram-se dois anos do golpe. Nada melhorou na vida da maioria dos brasileiros. Ao contrário, os preços de combustíveis passaram a ser reajustados com impressionante velocidade e atingem os maiores níveis ultrapassando R$ 5 em estados como o Rio de Janeiro. Mais de 27 milhões de brasileiros estão desempregados. Quase três vezes mais do que no governo Dilma. Os investimentos em serviços públicos, como saúde e educação, foram garroteados e ficarão congelados por 20 anos. Na prática, serão reduzidos os recursos para dois setores vitais para o país. Ataques também às políticas habitacional e de transferência de renda.

As riquezas do país colocadas à venda por preços risíveis em privatizações duvidosas de setores estratégicos para o país, como o sistema elétrico, o pré-sal e programas aeroespaciais.

Tudo isto acontecendo e nenhuma panela a fazer barulho. Evidente está que realmente nunca foi por dez centavos. Também não foi pra combater a corrupção, pois esta se instalou no Palácio do Planalto, onde nos dizeres do ex-procurador Geral da República Rodrigo Janot se instalou uma organização criminosa para comandar o país. Nem as malas abarrotadas com milhões de reais parecem despertar a população, que a tudo assiste impavidamente.

Mas, se não era por dez centavos, nem contra o desemprego e a corrupção, o que justificaria as tais manifestações iniciadas em junho de 2013, como e para onde se dissipou toda aquela energia mobilizadora? Talvez daqui a 50 anos documentos da CIA possam revelar aquilo que, de fato, levou as multidões para as ruas do país.

Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da Nova 1290 Timbira AM.

Neto Evangelista: oposição não vai conseguir fazer com Flávio Dino o que fez com Jackson

O deputado Neto Evangelista (DEM) criticou a oposição sarneysista na Assembleia Legislativa, relembrou o golpe judicial que cassou o mandato do ex-governador Jackson Lago e afirmou que pedido de intervenção federal é tentativa de desestabilizar o governo.

“A oposição sabe que não vai conseguir fazer com o governador Flávio Dino o que fizeram com o governador Jackson Lago. Ainda assim, tentam a todo instante desestabilizar o governo e o governador, apontado como o mais eficiente do Brasil”, disse.

O democrata disse não fazer sentido o pedido de intervenção federal no Maranhão. “É triste quando a gente vê a forma como alguns deputados falam de um assunto tão sério como esse”, afirmou Neto Evangelista, frisando que “a oposição está tratando a Polícia Militar do Estado com falta de respeito”.

“Eu venho à tribuna desta Casa pedir respeito à Polícia do Maranhão, aos policiais militares que saem de suas casas, deixando suas famílias para proteger a vida dos cidadãos maranhenses e que conseguiram reduzir o número de homicídios na ilha de São Luís, que conseguiram fazer o maior número de apreensão de armas de fogo na ilha de São Luís. Portanto, respeitem esses militares. É uma falta de respeito a oposição querer trazer intervenção militar federal para o nosso Estado”, ressaltou Neto Evangelista.

Ele acrescentou que, graças ao duro e intenso trabalho da Polícia, São Luís saiu da lista das 50 cidades mais violentas do mundo.

Neto Evangelista salientou que, graças ao trabalho do governador Flávio Dino, o Maranhão paga hoje o maior salário de professor no país. Além disso, a Polícia Militar passou a ter o maior efetivo de toda a história do Maranhão em menos de três anos e meio de governo.

Ao encerrar seu discurso, Neto Evangelista lembrou que era caótica e degradante a situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas: “Quantas mães de presidiários choraram a morte de seus filhos decapitados na penitenciária de São Luís. Naquele tempo, era a hora de haver, sim, intervenção militar no nosso estado. Mas o quadro mudou e melhorou muito. Basta fazer um comparativo de como era há quatro anos, e como é hoje a situação do sistema carcerário. Até 2014, era uma vergonha a situação da penitenciária de São Luís e de todo o complexo carcerário”, ressaltou Neto Evangelista.

Detran-MA alerta para golpe com utilização de aplicativo de mensagem

O Detran MA informa que casos de pessoas oferecendo serviços do órgão e facilitações para liberação de veículos e/ou de outros serviços,  via aplicativo Whats App ou ligação telefônica, é mais um golpe que vem sendo aplicado, como no caso do Amapá e de outros Estados vizinhos, por uma quadrilha possivelmente operada de dentro dos presídios.

O Detran MA, ao tomar conhecimento das primeiras veiculações em áudio e WhatsApp, registrou a ocorrência policial ainda no ano de 2017 e abriu inquérito perante a Superintendência Estadual de Investigações Criminais, o qual está sendo acrescido hoje com as veiculações recentes divulgadas em blog e rádio local.

O Detran MA esclarece ainda que não utiliza rede social ou grupos de mensagens  para ofertar nenhum tipo de serviço, muito menos para negociar liberação de carros ou realização de serviços fora dos procedimentos legais.

Qualquer pessoa que receber algum contato desta natureza deve imediatamente denunciar à Secretaria de Segurança Publica pelo 190 ou pelo Disque-Denúncia.

Suspeito de estelionato é preso tentando realizar saques na Caixa

Policiais Civis do Maranhão, por intermédio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), prenderam na manhã desta quarta-feira (24), Walter de Jesus Correa (53), quando este tentava realizar saques e transferências bancárias na Caixa Econômica Federal, onde teria se apresentado utilizando de documento de identidade falso.

Durante apuração foi constatado que Walter Correa já possuía em seu nome dois antecedentes pela prática do mesmo crime, e que ele seria integrante de uma quadrilha especializada na falsificação de documentos para a realização de empréstimos consignados fraudulentos em nome de servidores públicos, onde em seguida apoderam-se dos valores obtidos ilicitamente, levando prejuízo à diversas instituições financeiras.

Após análise técnico-jurídica dos fatos, o indivíduo foi autuado pelo crime de estelionato, e encaminhado ao Centro de Triagem e Observação Criminológica do Sistema Penitenciário Estadual, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Homem se passa por técnico de telefonia e rouba celulares em hotel de Codó

A Polícia da cidade de Codó está à procura de um homem que roubou três celulares de hospedes em um hotel da cidade após se passar por técnico de telefonia, “engenheiro da Tim”.

Usando o nome falso de João Vitor Braga, o homem se hospedou no hotel e abordou os outros hospedes com a promessa de um plano grátis de telefonia móvel.

As pessoas entregaram seus celulares ao golpista, que sumiu do hotel. Ele chegou a pagar a estadia no hotel, já que o estabelecimento exige o pagamento adiantado da primeira diária.

Em relato ao Blog do Acelio, o gerente declarou que o homem ofereceu um “plano de graça” e que “levaria alguns minutos para configurar”. “Senhor muito simpático, sorridente e muito convincente. Um estelionatário profissional”, destacou.

‘Paty do Iphone’ chega à delegacia de defraudações

Momento da condução de Paty do Iphone pela Polícia Civil

Popularmente conhecida por “Paty do Iphone”, Patrícia Costa Martins foi apresentada na manhã desta quinta-feira (20), pela Polícia Civil do Maranhão, na delegacia de defraudações. Patrícia foi conduzida no dia 12 de abril deste ano por meio de um mandado de prisão preventiva cumprida pela Polícia através da Delegacia Regional de Repressão ao Narcotráfico de Imperatriz (SENARC-ITZ).

Patrícia estava foragida desde 2016, após ter aplicado diversos golpes que consistiam na promessa de venda de aparelhos celulares da marca Iphone a preços mais baixos. Os crimes ocorreram na capital e em outras cidades do Maranhão, bem como em cidades do estado do Tocantins. A conduzida foi localizada na cidade de São Raimundo das Mangabeiras no sul do Estado, local onde estava se escondendo.

A prisão foi decretada pela Central de Inquéritos do Fórum da Comarca de São Luís, após trabalho investigativo da Delegacia de Defraudações. Após a prisão, Paty do Iphone foi recolhida ao Presídio Regional de Imperatriz, sendo transferida para São Luís.

Fraudes

Patrícia ou Paty do Iphone, se dizia vendedora de aparelhos celulares da marca Iphone a preços muito abaixo do normal encontrados no mercado. O pagamento era feito adiantado, mas o produto nunca chegava aos clientes. O golpe foi crescendo e se tornando muito comentado em 2016, até a denúncia chegar a Polícia e esta deflagrar buscas à suspeita. Patrícia chegou a “vender” mais de 200 aparelhos.