Rodoviários são convocados para nova Assembleia nesta segunda (19), informa Sindicato

Entidade tem realizado ações de panfletagem, com o propósito de atrair os trabalhadores para o encontro, que pode decidir pela retomada do movimento grevista

Na próxima segunda-feira (19), acontece uma nova Assembléia Geral com os trabalhadores que atuam no setor de transporte público de São Luís. A Assembleia ocorrerá em dois turnos: um às 9 horas e outro às 16 horas, de acordo com informações do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

Na ocasião, o Presidente Isaias Castelo Branco e diretores da entidade, irão atualizar os trabalhadores, sobre como andam as discussões, em torno na nova Convenção Coletiva de Trabalho, que tem o intuito de definir os percentuais de reajuste em cima do salário e do ticket alimentação. Nesta sexta-feira (16), o Sindicato dos Rodoviários realiza ações de panfletagem em avenidas movimentadas do centro da capital. O objetivo é atrair a atenção do maior número possível de trabalhadores, para a Assembléia de segunda (19), que será decisiva, no que se refere à tomada de medidas.

Será levada para apreciação da categoria, a proposta feita pelo TRT-MA, que por meio de tutela antecipada, decidiu provisoriamente, reajustar o salário e o ticket alimentação dos trabalhadores em 4,08%. O TRT alega que esse percentual, leva em consideração, a inflação dos últimos doze meses, que atingiu em média, 3,35%.

Diante de um valor tão baixo, comparando com o reivindicado pelos Rodoviários (13% de reajuste salarial e aumento de 490 reais para 650 reais no ticket alimentação), a entidade não descarta a possibilidade de retomar o movimento grevista e deflagrar a paralisação do transporte público de São Luís.

Rodoviários e empresários irão se reunir nesta segunda-feira (12)

O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão  foi notificado pelo Tribunal Regional do Trabalho para uma audiência de conciliação entre a entidade e o Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET) nesta segunda-feira (12), às 10h30.

A audiência será no gabinete da presidência do TRT-MA e tem o objetivo de mediar as negociações dos trabalhadores com os patrões, que discutem há cerca de dois meses, os itens da nova Convenção Coletiva de Trabalho, impasse que se continuar, será o motivo da paralisação do transporte público de São Luís.

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Também foram convocados para este encontro, representantes da Prefeitura de São Luís e da Agencia de Mobilidade Urbana, MOB. O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão estará presente na audiência, mas ressaltou por meio de nota que se o diálogo não resultar em acordo, a greve dos trabalhadores do setor urbano será deflagrada nas primeiras horas de terça-feira (13).

Rodoviários e empresários se reúnem nesta tarde (05) em São Luís

Em reunião na Superintendência do Trabalho e Emprego, Rodoviários aceitam suspender a greve até que nova mediação aconteça

Nesta segunda-feira (05), representantes do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão e do sindicato patronal irão novamente se reunir para tentar chegar a um acordo entre as partes. Com isto, a greve que aconteceria hoje foi adiada. A tentativa de negociação acontece às 14h, na Sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Maranhão, que fica no Dalplaza Center, na Cohab, em frente ao Mateus Supermercados.

A mediação entre as partes será conduzida pela Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Maranhão, Lea Cristina. Na ocasião também estarão presentes, representantes da SMTT e da MOB.

Ainda na manhã da última sexta-feira (02), categoria e empresários se reuniram na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. A intenção foi mediar as negociações, na tentativa de proporcionar um acordo entre as partes. Mais uma vez, trabalhadores e empresários não chegaram a um entendimento.

Os Rodoviários reivindicam reajuste salarial de 13%, enquanto que os empresários oferecem aumento de apenas 2,5%. Ao final do encontro a Superintendente do Trabalho e Emprego no Maranhão, Lea Cristina, marcou uma nova mediação para segunda-feira (05), às 14 horas e solicitou a suspensão do movimento grevista, até a realização deste novo encontro. O pedido foi acatado pelos Rodoviários.

O Sindicato dos Rodoviários já havia sido notificado pelo Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão, nesta quinta-feira (01), a manter pelo menos, 60% da frota de ônibus circulando na capital, caso fosse deflagrada a greve dos trabalhadores que atuam no transporte público de São Luís, na próxima segunda-feira (05). Se a determinação da justiça não fosse cumprida, a entidade teria que pagar multa de mil reais por cada hora que durasse o movimento.

O Sindicato dos Rodoviários alegou que não tem a intenção de tumultuar a capital, muito menos, gerar transtornos a população. A luta por melhores condições de trabalho é direito de todas as categorias e é isso que a entidade tem feito. “Respeitamos a decisão da justiça. Participamos de todas as rodadas de negociações, sempre abertos ao diálogo, mas os empresários não querem de forma alguma, nos atender. Suspendemos o movimento grevista, até que esse novo encontro aconteça, mas se percebermos que de maneira alguma, haverá acordo através da conversa, os Rodoviários cruzarão sim, os braços”, avalia Isaias Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

Greve de ônibus confirmada para a próxima segunda (05)

Na Assembleia Geral na manhã de hoje (29), motoristas e cobradores decidiram pela paralisação dos ônibus na próxima segunda-feira, dia 05 de junho, caso as negociações com os patrões não avancem. A informação é do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.

A decisão foi mantida durante uma nova assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (29).

O Sindicato dos Rodoviários exige, entre outros itens, reajuste salarial de 13% e aumento do ticket alimentação dos atuais R$ 490,00 para R$ 650,00, para os trabalhadores que atuam no setor urbano. Até agora, a única contraproposta oferecida pelos empresários, segundo o sindicato, é de reajustar o salário em 2,5%. “O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão entende que essa oferta dos empresários, é vergonhosa e não cobre nem as perdas inflacionárias, no decorrer do último ano”, disse a entidade em nota.