Medidas garantiram manutenção de serviços durante greve dos caminhoneiros

O abastecimento em postos de combustíveis, supermercados e comércios de varejo estão normalizados na capital e principais centros do Estado. São estabelecimentos que tiveram o movimento reduzido e em alguns casos, suspenso, por conta da paralisação dos caminhoneiros, que durou 10 dias. Para amenizar os prejuízos da crise federal e assegurar produtos e serviços essenciais à população, o Governo do Estado editou medidas resolutivas.

A segurança, com a intensificação do policiamento; a normalidade dos atendimentos na saúde, setor de transporte coletivo, terrestre e hidroviário; e a coleta de lixo foram priorizados nas ações da força tarefa das instituições públicas estaduais. O Governo manteve diálogo com representantes dos sindicatos, empresas privadas e Forças Armadas para somar no planejamento.

Todos os pontos de bloqueio foram desmobilizados, apontou o secretário de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela. “Os efeitos desta crise foram menores no Maranhão, pois aqui o Governo do Estado tomou todas as providências para garantir os serviços e bens essenciais à população”, enfatizou o secretário ao comparar o cenário dos efeitos da crise federal no Maranhão e em outros Estados da federação.

Durante todo o período de paralisação dos caminhoneiros, a Segurança Pública foi mantida com as polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros de prontidão. Um plano logístico para abastecimento das viaturas garantiu as atividades regulares no período. “A posição do Governo foi manter os serviços aos cidadãos maranhenses”, reitera Portela.

As estratégias para fornecimento de combustivél no momento crítico incluíram fiscalização de postos, para que estes não praticassem valores abusivos; na manutenção das atividades do Porto do Itaqui, que não foi afetada com a paralisação; e a regularidade do abastecimento na capital e cidades do interior. “A ação emergencial planejada garantiu o transporte urbano, ferry-boat e a coleta de lixo”, pontuou o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago.

Equipes de fiscalização do Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor (Procon-MA) estiveram nas ruas vistoriando postos de combustíveis, para evitar e prevenir aumento abusivo dos preços e agindo conforme o Código de Defesa do Consumidor. “A norma considera prática abusiva a exigência de vantagem manifestamente excessiva e elevação de preços de produtos e serviços sem justa causa, o que as fiscalizações combateram”, destacou a diretora do órgão, Karen Barros. Eram apuradas ainda denúncias recebidas pelo 151, aplicativo e redes sociais da instituição.

Atuação da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), em reuniões com o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e empresas que atuam no ferry boat, somaram para a regularidade dos serviços no Estado.

“Trabalhamos em conjunto para manter a logística necessária ao funcionamento dos serviços essenciais e para que a população tivesse seu direito de ir e vir resguardado”, destacou o presidente da MOB, Lawrence Melo.

O Governo do Estado garantiu o abastecimento de mais de 420 caminhões-tanque, entre os dias 25 e 29 de maio, para reduzir os efeitos da crise federal de combustível. O combustível atendeu à capital e municípios do interior, sendo que, desse total, 73 caminhões foram para 29 cidades da Baixada.

“Apesar da paralisação, o Governo do Estado manteve o abastecimento, o transporte público e os atendimentos na rede estadual de educação e saúde”, concluiu o presidente da Emap, Ted Lago.

Mesmo com liminar do TST, petroleiros deflagram paralisação hoje

A Federação Única dos Petroleiros (FUP)  anunciou hoje (30) que, mesmo com a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva, a paralisação da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. O movimento programou atos e manifestações ao longo do dia.

Pelo balanço da FUP, os trabalhadores cruzaram os braços nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

A FUP informou que não houve troca dos turnos da 0h nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Segundo a federação, na Bacia de Campo os trabalhadores também aderiram à paralisação em diversas plataformas.

Reivindicações

Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis.

A paralisação dos petroleiros ocorre três dias depois de o presidente Michel Temer e equipe negociarem um acordo com os caminhoneiros. Por mais de uma semana, os caminhoneiros pararam o país, provocando desabastecimento nos postos de gasolina, supermercados e prejuízos à economia.

Mais de 56% das aglomerações em rodovias foram suspensas, informa PRF

Desde o início da atuação das forças federais no desbloqueio de rodovias e para garantir o reabastecimento no País, a Polícia Rodoviária Federal liberou 742 pontos em rodovias. “O número representa mais de 56% das aglomerações. Entre os pontos identificados, não há nenhum bloqueio total”, assegurou o diretor-geral da corporação, Renato Dias, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28). Além de reforçar a fluidez do tráfego no território, a PRF trabalha para restabelecer a operação de serviços essenciais, como aeroportos e hospitais.

De acordo com os dados apresentados pelo diretor-geral, foram feitas 386 escoltas, com 973 carretas escoltadas e 14,7 milhões de combustível que foram entregues em todo Brasil. “Também auxiliamos na entrega de medicamentos e insumos para estações de tratamento de água e entrega de cargas sensíveis”, informou Dias. Motoristas que optaram por sair dos pontos de aglomeração, mas que estão coagidos por lideranças externas ao movimento, também contam com a ajuda dos agentes rodoviários. “A intenção é garantir que todos que desejem retomar a suas atividades assim o façam toda a segurança”, reforçou o diretor da PRF.

Greve dos caminhoneiros chega ao nono dia em 18 estados

A greve dos caminhoneiros chega, nesta terça-feira, ao 9º dia em 18 estados do país. No Maranhão, a pauta de reivindicação segue contra a política de preços da Petrobrás, que faz com que os combustíveis subam constantemente de preço para o consumidor final.

Com a greve, falta combustível no aeroporto de Imperatriz, segundo a Infraero. Já em São Luís, a Cooperativa de Hortifrutigranjeiros do Maranhão (Ceasa-MA) declarou desabastecimento geral.

Na segunda (28), as universidades públicas e faculdades particulares suspenderam as aulas, mas com a não paralisação do transporte público, que circula com 90% da frota, e a chegada de combustível em alguns postos, as aulas foram retomadas nesta terça-feira (29).

Serviços públicos de urgência também não foram paralisados no Estado.

Em São Luís, a Prefeitura chegou a estender o horário de funcionamento em postos de saúde para atender à vacinação de crianças contra a gripe.

Falta combustível no aeroporto de Imperatriz e mais oito em todo o país, diz Infraero

Após a negociação com os caminhoneiros para encerrar os protestos, ainda falta combustível em pelo menos nove dos 54 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutra Aeroportuária (Infraero) no país. Em balanço atualizado à 1h05 desta terça-feira (29), a empresa informou que monitora o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais.

Os aeroportos que estão com falta de combustível são Foz do Iguaçu (PR), Paulo Afonso (BA), Teresina (PI), Palmas (TO), João Pessoa (PB), Ilhéus (BA), Cuiabá (MT), Imperatriz (MA) e Petrolina (PE). Aos passageiros, a Infraero recomenda que procurem as companhias para consultar a situação de seus voos.

Apesar da falta de querosene, os aeroportos estão abertos e têm condições de receber pousos e decolagens. Nos terminais em que o abastecimento está indisponível no momento, as aeronaves que chegarem só poderão decolar se tiverem combustível suficiente para a próxima etapa do voo.

A Infraero alertou aos operadores de aeronaves que avaliem os planejamentos de voos para que definam a melhor estratégia de abastecimento, de acordo com o estoque disponível nos terminais de origem e destino.

Segundo a assessoria, a empresa está em contato com órgãos públicos ligados ao setor aéreo para garantir a chegada dos caminhões com combustível de aviação aos aeroportos administrados pela empresa.

‘Equipes da Prefeitura estão mobilizadas para garantir serviços essenciais’, afirma prefeito de São Luís

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior garantiu que as equipes da Prefeitura de São Luís permanecem mobilizadas para assegurar os serviços à população durante a paralisação dos caminhoneiros, que já vem provocando desabastecimento de combustível e outros produtos no país inteiro. Ele afirmou neste sábado (26), durante visita à edição do programa municipal Todos Por São Luís, no bairro Liberdade, que a Prefeitura está mobilizada para minimizar o máximo possível os impactos da greve na capital.

“O país tem passado momentos difíceis com a paralisação dos caminhoneiros, mas nós temos nos empenhado e trabalhado, com o apoio do Governo do Estado, no sentido de manter os serviços essenciais funcionado em São Luís. Temos reunido diariamente com nossas equipes, reunido com a equipe do governador Flávio Dino, a fim de buscar solução para esta crise”, ressaltou Edivaldo.

Em relação ao transporte urbano, o prefeito informou que a frota de ônibus iniciou a manhã deste sábado operando com 55% dos veículos, mas com abastecimento dos veículos garantido durante a manhã o percentual de ônibus circulando no sábado chegou a 70% da frota circulante aos sábados.

Edivaldo destacou também que o serviço de limpeza está operando regularmente. A paralisação ocasionou problemas à coleta de lixo apenas na quinta-feira (24), em razão dos pontos de interdição na BR-135, que inicialmente impossibilitou o transbordo para a Central de Tratamento de Resíduos Titara, no município de Rosário, mas ainda durante a madrugada o serviço foi regularizado, seguindo o cronograma nos bairros.

“Além de regularizar a coleta, também estamos conseguindo manter o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Temos combustível para o funcionamento das ambulâncias e vamos fazer tudo para dar continuidade a esse importante serviço e evitar que a greve afete o setor da saúde em nosso município”, frisou.

O prefeito afirmou ainda que também seguem sendo executados normalmente os serviços de capina, roçagem, varrição, manutenção da iluminação pública, fiscalização de trânsito, Guarda Municipal, Defesa Civil, entre outros.

Edivaldo pediu calma à população para manter a ordem pública nesse momento de crise que afeta a todos. “Esperamos também que prevaleça o bom senso de quem esteja na liderança do movimento para que a população seja minimamente afetada”, concluiu Edivaldo.

Desobstrução da BR

Outra medida da Prefeitura em relação à crise federal dos caminhoneiros foi o pedido de desobstrução da BR-135. O juiz federal Clodomir Reis, da 3ª Vara Federal Cível do Maranhão, concedeu a liminar determinando a intervenção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na entrada da cidade e no acesso ao Porto do Itaqui no sentido de liberar a rodovia, único acesso por terra ao município de São Luís e que encontra-se interditado desde a última quinta-feira (25).

O protesto federal dos caminhoneiros chegou, neste sábado, ao sexto dia causando muitos transtornos à população de todo o país.

CEASA-MA declara desabastecimento geral

Honório Moreira/ O Imparcial

Sem receber frutas e legumes desde a terça-feira (22), a Cooperativa dos Hortifrutigranjeiros do Maranhão declarou, nesta segunda (28), desabastecimento geral no Ceasa-MA.

Milton Gadelha, presidente da Cooperativa, explica que a quantidade de mercadoria que chegou, por ferry-boat, nos oito dias de protesto dos caminhoneiros é insuficiente. “O que entrou hoje foi uma carrada de bana e laranja, porque são itens que vem do Pará, por meio de ferry-boat”, afirma.

Segundo Gedelha, a carga que está parada nas estradas não será própria pra consumo em pouco tempo. “O problema maior é que os produtores não querem recarregar, com medo de perder novas cargas”, disse, em entrevista para O Imparcial.

Supermercados também começam e enfrentar problemas, como a falta de materiais para panificação. Segundo a rede de supermercados Mateus, há alimentos no Centro de Distribuição, mas não há caminhões para transportar as mercadorias até as lojas.

 

Frota de ônibus circula com 90% da capacidade na Região Metropolitana de São Luís

Confira os pontos do pronunciamento de Temer sobre redução no preço do diesel

UFMA, Uema e faculdades particulares suspendem aulas desta segunda-feira (28)

Frota de ônibus circula com 90% da capacidade na Região Metropolitana de São Luís

Após anúncio de redução em 50% e algumas linhas circularem com até 70% dos veículos, a frota de ônibus da Região Metropolitana de São Luís circula, nesta segunda-feira (28) com 90% da capacidade.

Para o Superintendente do SET, Luís Cláudio, prejuízo maior seria os ônibus não circularem. “Caminhões-tanque fizeram o abastecimento, fomos priorizados por sermos um serviço de necessidade pública, assim como: viaturas da polícia, corpo de bombeiros e ambulâncias”, explicou.

Mesmo com a frota quase normal nas ruas, faculdades e universidades da cidade resolveram cancelar as aulas que seriam oferecidas hoje. Alguns internautas reclamaram da situação, apontando que não havia necessidade para tanto.

A greve dos caminhoneiros, que tem paralisado o abastecimento de combustíveis em postos de todo o país, chega ao oitavo dia. A previsão é de que a categoria permaneça mobilizada até o dia 31 de maio.

Governo do Maranhão leva combustível à Baixada e atua com empresários contra crise federal

Confira os pontos do pronunciamento de Temer sobre redução no preço do diesel

Em pronunciamento à Nação, o presidente Michel Temer descreveu as seis medidas que o Governo Federal tomou para contornar a greve dos caminhoneiros que chega ao oitavo dia nesta segunda (28).

1 – Haverá redução de 46 centavos por litro no preço atual praticado para a venda de diesel ao consumidor final; também serão reduzidos o Cide, Pis e Cofins;

2 – Valor do diesel com redução valerá por 60 dias. Depois disso, sofrerá reajustes mensais;

3 – Medida Provisória para todo o país isentando a cobrança do eixo suspenso em pedágios em todas as rodovias;

4 – Medida Provisória para que 30% das cargas da CONAB sejam transportadas por caminhoneiros autônomos;

5 – Medida Provi estabelecendo a tabele mínima de frete, conforme Projeto de Lei 121;

6 – Fim da reoneração da folha do setor de transporte de cargas.

Preço da gasolina e do álcool não foi tratado pelo presidente.

Em relação ao preço mínimo do frete, Temer disse que seguirá critérios de um projeto que está no Congresso. Ele fixa em R$ 0,70 por Km o preço mínimo para carga simples e R$ 0,90 por Km carga refrigerada ou perigosa. Quando a distância for menor que 800 km, sobe a tabela em 15%.

 

Governo discute ações para amenizar efeitos da crise federal de combustíveis

O governador Flávio Dino recebeu, nesta sexta-feira (25), diretores e presidentes de órgãos públicos, sindicatos, empresas privadas e das Forças Armadas para discutir ações que amenizem, em âmbito estadual, os efeitos da crise federal de combustíveis, com a paralisação dos caminhoneiros nas estradas.

A intenção é garantir serviços essenciais para a população, como transporte público coletivo, segurança, serviços de saúde e coleta de lixo.

“A situação deriva de um problema nacional, mas demanda uma reflexão conjunta, para garantir o fluxo normal dos serviços públicos em todo o Maranhão”, disse o governador Flávio Dino.

Para o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a reunião denota a preocupação do Governo do Estado em atender às necessidades básicas do cidadão maranhense.

“A posição do Governo é de atender a população. Com essa reunião fizemos uma análise de todo o problema e definimos a atuação das partes, para serem praticadas de modo integrado. Isso será feito com diálogo e ações, de modo a permitir a tranquilidade que queremos para o nosso estado”, garantiu.

As estratégias discutidas na reunião visam expandir o acesso aos serviços públicos em todo o estado. Ted Lago, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), que gerencia o Porto do Itaqui, afirma que o trabalho emergencial foi iniciado em São Luís, e deve se estender para o interior a partir deste sábado (26).

“Nós já iniciamos uma estratégia especial para garantir o transporte urbano, ferry-boat, além da coleta de lixo na capital. Vamos trabalhar para ampliar o que já estamos fazendo”, disse.

Representante da BR Distribuidora, Valmir Oliveira destaca que a reunião demonstra a preocupação do Governo em minimizar os impactos da crise federal.

“É muito importante essa convocação por parte do governador Flávio Dino. Mostra que todo o estado está preocupado em garantir os serviços públicos, em fazer as cidades rodarem normalmente. Esse é o caminho, todos envolvidos para o bem comum”, assegurou.

Também estiveram presentes na reunião o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; o secretário-chefe da Casa Civil, Rodrigo Lago; o secretário de Indústria e Comércio, Expedito Júnior; o secretário de Comunicação e Articulação Política, Edinaldo Neves; o comandante da Polícia Militar do Maranhão, Coronel Luongo; o comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Célio Roberto; o presidente da Agência Estadual de Mobilidade, Lawrence Melo; e o procurador-geral do Estado, Rodrigo Maia.

Além destes, representantes das empresas privadas Raízen e Ipiranga e diretores do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão (SindCombustíveis) e Sindicado das Empresas de Transporte de São Luís (SET).