Haddad cresce 38 pontos e lidera no Maranhão com 44%

O candidato a presidente Fernando Haddad (PT) cresceu 38 pontos percentuais em menos de 30 dias e lidera a corrida pela Presidência da República no Maranhão com 44% dos votos válidos, segundo pesquisa Ibope, contratada pela TV Mirante, realizada entre os dias 16 e 18 de setembro.

Haddad tinha 6% no levantamento divulgado pelo instituto, no dia 23 de agosto, agora tem 44% dos votos válidos. O segundo colocado é o candidato Jair Bolsonaro (PSL) com 22%. Na pesquisa anterior ele tinha 23%.

Ciro Gomes (PDT) caiu de 23% no levantamento anterior para 16% e ocupa a terceira posição. Marina Silva (PV) caiu 20 pontos percentuais e agora tem 7% seguida por Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%. Antes, o tucano tinha 10%.

Álvaro Dias (Podemos), Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL), João Amoedo (Novo), e Henrique Meireles (MDB) tem 1% dos votos válidos cada um.

O Ibope entrevistou 1.008 eleitores. A pesquisa, que tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos com nível de confiança de 95%.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão sob o protocolo nº MA-06667/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo nº BR-07474/2018.

Haddad cresce 11 pontos em uma semana e tem 19%

Portal Vermelho

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça (18) mostra que o candidato Fernando Haddad subiu 11 pontos percentuais desde o último levantamento, realizado há uma semana. Ele saiu de 8% para os atuais 19% e está isolado no segundo lugar. À frente, está Jair Bolsonaro, que oscilou dentro da margem de erro, de 26% para 28%.

 

 

Ciro manteve-se com 11%; Marina, de 9% para 6%; Alckmin saiu de 9% para 7%. Os indecisos se mantiveram em 7% e os brancos ou nulos caíram de 19% para 14%.

A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18). O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Haddad dobra as intenções de votos, assume o segundo lugar e vai a 16% em nova pesquisa BTG Pactual

Revista Fórum

Fernando Haddad (PT) pula de 8% para 16% nas intenções de votos em nova pesquisa do banco FSB/BTG Pactual divulgada na madrugada desta segunda-feira (17). Jair Bolsonaro (PSL), que tinha 30% no último levantamento subiu para 33%, comprovando a polarização entre os dois candidatos.

Ciro Gomes (PDT), chegou a 14%, ante 12% da semana anterior. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 6%. Marina Silva (Rede) tem 5%.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 16 de setembro com 2000 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Rejeição

Marina Silva segue na dianteira na lista de maior rejeição –  ou seja, a porcentagem de quem não votaria “de jeito nenhum” no candidato/candidata -, mas caindo de 64% para 58%. Alckmin caiu em termos de rejeição, passando de 61% para 53%, mas segue sendo o segundo mais rejeitado. O tucano é seguido por Meirelles, que teve queda de 52% para 48%, mesmo percentual de Haddad, que também caiu de 52% para 48%, e Eymael. Ciro Gomes viu sua rejeição cair de 51% para 46%, enquanto Bolsonaro viu sair de rejeição de 51% dos eleitores para 45%.

Como candidato de Lula, Haddad já lidera corrida presidencial, com 22%

CartaCapital – A nova pesquisa CUT/Vox Populi confirma o poder de transferência de voto de Lula, preso em Curitiba e impedido de concorrer à presidência da República pelo Tribunal Superior Eleitoral. Quando claramente apresentado aos eleitores como o candidato do ex-presidente, o petista Fernando Haddad alcança 22% de intenção de votos e assume a liderança na disputa.

Jair Bolsonaro, do PSL, aparece em segundo, com 18%. Ciro Gomes, do PDT, registra 10%, enquanto Marina Silva, da Rede, e Geraldo Alckmin, do PSDB, aparecem com 5% e 4%, respectivamente. Brancos e nulos somam 21%.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%.

O instituto tomou a decisão de associar Haddad diretamente a Lula no questionário, ao contrário das demais empresas de pesquisa. Segundo Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi, não se trata de uma indução, mas de fornecer o máximo de informação ao eleitor. “Esconder o fato de que o ex-prefeito foi indicado e tem o apoio do ex-presidente tornaria irreal o resultado de qualquer levantamento. É uma referência relevante para uma parcela significativa dos cidadãos. Chega perto de 40% a porção do eleitorado que afirma votar ou poder votar em um nome apoiado por Lula”.

intenção de votos

Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome.

O desconhecimento é maior justamente na parcela mais propensa a seguir a recomendação de voto de Lula, os mais pobres e menos escolarizados. De maio para cá, decresceu sensivelmente o percentual de brasileiros que afirmam não saber que o ex-presidente está impedido de disputar a eleição: de 39% para 16%.

Ainda assim, é em meio a este público que Haddad registra grandes avanços. Na comparação com a pesquisa de julho, mês no qual o PT ainda nutria esperanças de garantir Lula na disputa, o ex-prefeito passou de 15% para 24% entre os eleitores com ensino fundamental e de 15% para 25% entre aqueles que ganham até dois salários mínimos. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), mesmo quando associado ao ex-presidente.

rejeição

Ciro Gomes é o menos rejeitado (34%) entre os cinco candidatos mais bem posicionados. Haddad tem a segunda menor taxa, 38%. No outro extremo, com 57%, aparece Bolsonaro.

O deputado, internado desde a sexta-feira 7 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, registra contudo o maior percentual de menções espontâneas (13%), contra 4% de Ciro e Haddad, 3% de Marina e 2% de Alckmin.

O fato de as citações espontâneas se aproximarem da porcentagem registrada por Bolsonaro nas respostas estimuladas demonstra, ao mesmo tempo, um teto do candidato do PSL e uma resiliência que tende a leva-lo à próxima fase da disputa presidencial.

O Vox realizou diversas simulações de segundo turno. Bolsonaro venceria Alckmin (25% a 18%), empataria tecnicamente com Marina (24% a 26%) e perderia para Ciro (22% a 32%) e Haddad (24% a 36%). O pedetista e o petista vencem os demais. O instituto não fez a simulação de um confronto entre os dois.

Lula: “Quero pedir a todos que votariam em mim, que votem em Haddad para presidente”

Revista Fórum

Em ato realizado na tarde desta terça-feira (11) na vigília de apoiadores do ex-presidente Lula em Curitiba (PR), representantes da coligação “O Povo Feliz de Novo” leram uma carta redigida por Lula em que o ex-presidente dá o aval para que Fernando Haddad, até então o candidato a vice da chapa, assuma o posto de candidato à presidência, dada a impugnação da candidatura de Lula imposta pela justiça eleitoral.

No texto, Lula reivindica sua inocência, explica as circunstâncias que o fizeram tomar a decisão e afirma que Haddad será o seu representante na corrida eleitoral. “Se querem calar nossa voz e derrotar nosso projeto para o País, estão muito enganados. Nós continuamos vivos, no coração e na memória do povo. E o nosso nome agora é Haddad”, escreveu Lula.

Confira, abaixo, a íntegra da carta.

Vocês já devem saber que os tribunais proibiram minha candidatura a presidente da República. Na verdade, proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a triste realidade do país.

Nunca aceitei a injustiça nem vou aceitar. Há mais de 40 anos ando junto com o povo, defendendo a igualdade e a transformação do Brasil num país melhor e mais justo. E foi andando pelo nosso país que vi de perto o sofrimento queimando na alma e a esperança brilhando de novo nos olhos da nossa gente. Vi a indignação com as coisas muito erradas que estão acontecendo e a vontade de melhorar de vida outra vez.

Foi para corrigir tantos erros e renovar a esperança no futuro que decidi ser candidato a presidente. E apesar das mentiras e da perseguição, o povo nos abraçou nas ruas e nos levou à liderança disparada em todas as pesquisas.

Há mais de cinco meses estou preso injustamente. Não cometi nenhum crime e fui condenado pela imprensa muito antes de ser julgado. Continuo desafiando os procuradores da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e o TRF-4 a apresentarem uma única prova contra mim, pois não se pode condenar ninguém por crimes que não praticou, por dinheiro que não desviou, por atos indeterminados.

Minha condenação é uma farsa judicial, uma vingança política, sempre usando medidas de exceção contra mim. Eles não querem prender e interditar apenas o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Querem prender e interditar o projeto de Brasil que a maioria aprovou em quatro eleições consecutivas, e que só foi interrompido por um golpe contra uma presidenta legitimamente eleita, que não cometeu crime de responsabilidade, jogando o país no caos.

Vocês me conhecem e sabem que eu jamais desistiria de lutar. Perdi minha companheira Marisa, amargurada com tudo o que aconteceu a nossa família, mas não desisti, até em homenagem a sua memória. Enfrentei as acusações com base na lei e no direito. Denunciei as mentiras e os abusos de autoridade em todos os tribunais, inclusive no Comitê de Direitos Humanos da ONU, que reconheceu meu direito de ser candidato.

A comunidade jurídica, dentro e fora do país, indignou-se com as aberrações cometidas por Sergio Moro e pelo Tribunal de Porto Alegre. Lideranças de todo o mundo denunciaram o atentado à democracia em que meu processo se transformou. A imprensa internacional mostrou ao mundo o que a Globo tentou esconder.

E mesmo assim os tribunais brasileiros me negaram o direito que é garantido pela Constituição a qualquer cidadão, desde que não se chame Luiz Inácio Lula da Silva. Negaram a decisão da ONU, desrespeitando o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos que o Brasil assinou soberanamente.

Por ação, omissão e protelação, o Judiciário brasileiro privou o país de um processo eleitoral com a presença de todas as forças políticas. Cassaram o direito do povo de votar livremente. Agora querem me proibir de falar ao povo e até de aparecer na televisão. Me censuram, como na época da ditadura.

Talvez nada disso tivesse acontecido se eu não liderasse todas as pesquisas de intenção de votos. Talvez eu não estivesse preso se aceitasse abrir mão da minha candidatura. Mas eu jamais trocaria a minha dignidade pela minha liberdade, pelo compromisso que tenho com o povo brasileiro.

Fui incluído artificialmente na Lei da Ficha Limpa para ser arbitrariamente arrancado da disputa eleitoral, mas não deixarei que façam disto pretexto para aprisionar o futuro do Brasil.

É diante dessas circunstâncias que tenho de tomar uma decisão, no prazo que foi imposto de forma arbitrária. Estou indicando ao PT e à Coligação “O Povo Feliz de Novo” a substituição da minha candidatura pela do companheiro Fernando Haddad, que até este momento desempenhou com extrema lealdade a posição de candidato a vice-presidente.

Fernando Haddad, ministro da Educação em meu governo, foi responsável por uma das mais importantes transformações em nosso país. Juntos, abrimos as portas da Universidade para quase 4 milhões de alunos de escolas públicas, negros, indígenas, filhos de trabalhadores que nunca tiveram antes esta oportunidade. Juntos criamos o Prouni, o novo Fies, as cotas, o Fundeb, o Enem, o Plano Nacional de Educação, o Pronatec e fizemos quatro vezes mais escolas técnicas do que fizeram antes em cem anos. Criamos o futuro.

Haddad é o coordenador do nosso Plano de Governo para tirar o país da crise, recebendo contribuições de milhares de pessoas e discutindo cada ponto comigo. Ele será meu representante nessa batalha para retomarmos o rumo do desenvolvimento e da justiça social.

Se querem calar nossa voz e derrotar nosso projeto para o País, estão muito enganados. Nós continuamos vivos, no coração e na memória do povo. E o nosso nome agora é Haddad.

Ao lado dele, como candidata a vice-presidente, teremos a companheira Manuela D’Ávila, confirmando nossa aliança histórica com o PCdoB, e que também conta com outras forças, como o PROS, setores do PSB, lideranças de outros partidos e, principalmente, com os movimentos sociais, trabalhadores da cidade e do campo, expoentes das forças democráticas e populares.

A nossa lealdade, minha, do Haddad e da Manuela, é com o povo em primeiro lugar. É com os sonhos de quem quer viver outra vez num país em que todos tenham comida na mesa, em que haja emprego, salário digno e proteção da lei para quem trabalha; em que as crianças tenham escola e os jovens tenham futuro; em que as famílias possam comprar o carro, a casa e continuar sonhando e realizando cada vez mais. Um país em que todos tenham oportunidades e ninguém tenha privilégios.

Eu sei que um dia a verdadeira Justiça será feita e será reconhecida minha inocência. E nesse dia eu estarei junto com o Haddad para fazer o governo do povo e da esperança. Nós todos estaremos lá, juntos, para fazer o Brasil feliz de novo.

Quero agradecer a solidariedade dos que me enviam mensagens e cartas, fazem orações e atos públicos pela minha liberdade, que protestam no mundo inteiro contra a perseguição e pela democracia, e especialmente aos que me acompanham diariamente na vigília em frente ao lugar onde estou.

Um homem pode ser injustamente preso, mas as suas ideias, não. Nenhum opressor pode ser maior que o povo. Por isso, nossas ideias vão chegar a todo mundo pela voz do povo, mais alta e mais forte que as mentiras da Globo.

Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para Presidente da República. E peço que votem nos nossos candidatos a governador, deputado e senador para construirmos um país mais democrático, com soberania, sem a privatização das empresas públicas, com mais justiça social, mais educação, cultura, ciência e tecnologia, com mais segurança, moradia e saúde, com mais emprego, salario digno e reforma agrária.

Nós já somos milhões de Lulas e, de hoje em diante, Fernando Haddad será Lula para milhões de brasileiros.

Até breve, meus amigos e minhas amigas. Até a vitória!

Um abraço do companheiro de sempre,

Luiz Inácio Lula da Silva

 

Datafolha: Ciro assume segundo lugar. Haddad cresce cinco pontos

Revista Fórum

Novo levantamento Datafolha, sem considerar o nome do ex-presidente Lula como candidato, divulgado na noite desta segunda-feira (10), aponta que Fernando Haddad (PT), com 9%, já está empatado tecnicamente com Ciro Gomes (PDT), com 13%; Marina Silva (Rede), 11%; e Geraldo Alckmin (PSDB), 10%. Em relação à pesquisa anterior, o petista subiu de 4% para 9%, mais do que o dobro. Na primeira colocação aparece Jair Bolsonaro, com 24%.

Acompanhe todos os números do Datafolha: Jair Bolsonaro (PSL): 24%; Ciro Gomes (PDT): 13%; Marina Silva (Rede): 11%; Geraldo Alckmin (PSDB): 10%; Fernando Haddad (PT): 9%; Álvaro Dias (Podemos): 3%; João Amoêdo (Novo): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 3%; Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Vera (PSTU): 1%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; João Goulart Filho (PPL): 0%; Eymael (DC): 0%; Branco/nulos: 15%; Não sabe/não respondeu: 7%

A expectativa é que essa pesquisa recebesse os efeitos do ataque à faca sofrido por Bolsonaro, além do início do horário eleitoral no rádio e na TV.

O levantamento Datafolha entrevistou 2.820 eleitores. Na semana passada, o instituto derrubou a divulgação de seu levantamento, alegando dúvidas em relação à inclusão do nome de Lula, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu pela impugnação do registro da candidatura do petista.

No Datafolha anterior, divulgada no dia 22 de agosto e sem o nome de Lula, Bolsonaro tinha 22% das intenções de voto. Na sequência, Marina Silva e Ciro Gomes, com 16% e 10%, respectivamente. Geraldo Alckmin apareceu com 9%.

Fernando Haddad (PT), substituo de Lula, caso o ex-presidente não possa mesmo participar, apareceu com 4% das intenções de votos, empatado com Álvaro Dias (Podemos). João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) surgiram com 2%; Vera Lúcia (PSTU), Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL) e João Goulart Filho (PPL), com 1%, enquanto Eymael (DC), com 0%. Brancos e nulos ou nenhum chegaram a 22% e os que não souberam, 6%.

Pesquisa BTG: Bolsonaro e Ciro crescem e Haddad empata com Alckmin

Revista Fórum

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) cresceu e foi de 22% para 30% nas intenções de votos de acordo com levantamento do Instituto FSB Pesquisa, contratado pelo Banco BTG Pactual. O levantamento foi realizado nos dias 8 e 9 últimos, o primeiro depois do atentado que o presidenciável sofreu na última quinta-feira (6).

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), candidato a vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, subiu dois pontos e já empata com Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), com 8% das intenções de votos. Atrás de Bolsonaro, aparece o candidato Ciro Gomes (12%).

A enquete foi feita por telefone com dois mil eleitores com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (Ufs). A margem de erro no total da amostra é de 2pp, com intervalo de confiança de 95%. A amostra é controlada a partir de quotas de: (a) sexo, (b) idade, (c) região e (d) tipo de telefonia (fixa e móvel).

Com apoio de Lula, Haddad lidera disparado com 47% no Maranhão

Revista Fórum

O ex-prefeito de São Paulo e atual candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula, Fernando Haddad, lidera com folga as intenções de voto no estado do Maranhão. Pesquisa Exata, contratada pelo Jornal Pequeno, aponta que ele é o preferido entre os eleitores maranhenses na disputa presidencial, com 47%.

De acordo com o Exata/JP, para o eleitorado do Maranhão o candidato apoiado por Lula, Fernando Haddad, venceria as eleições no primeiro turno com uma diferença de 30 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), que aparece com 17% no levantamento.

Na sequência, aparecem Marina Silva (Rede), com 8%; Ciro Gomes (PDT), com 6% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 2%. Álvaro Dias (Podemos), Vera Lúcia (PSTU) e Henrique Meirelles (MDB) têm 1% cada um. Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram.  Brancos e nulos somaram 13% e 4% disseram que não sabem ou não responderam.

O Instituto Exata projetou, também, cenário com Lula candidato. Nesse caso, o ex-presidente ganharia também no primeiro turno, com 67% das intenções de votos, mais de 50 pontos à frente de Jair Bolsonaro, que aparece com 15%.

Assim como Lula, Fernando Haddad encerra Caravana pelo Nordeste no Maranhão

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), escolheu o Maranhão como destino final da caravana que fará pelo Nordeste brasileiro a partir de amanhã (21). Haddad é candidato a vice-presidente na chapa de Luís Inácio Lula da Silva (PT) e segue os passos do ex-presidente, que percorreu o Nordeste por 18 dias, entre os meses de agosto e setembro de 2017, e também finalizou a caravana no Maranhão.

No Maranhão, Haddad será recebido pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Candidato à reeleição, Dino é um dos maiores entusiastas da candidatura de Lula e crítico ferrenho da sentença que condenou o ex-presidente a 12 anos de prisão. Além disso, o PT integra a coalizão dos 16 partidos que apoiam a reeleição de Dino.

Durante sua passagem por terras maranhenses, Lula foi aclamado pela população em grande ato público que lotou o centro de São Luís. Na época, Dino fez questão de expressar apoio incondicional ao petista.

Haddad chega ao Maranhão e cumprirá agenda na próxima sexta (24) e sábado (25), e deve receber acolhida similar a de Lula. Na capital maranhense, o petista fará ato na Praça Nauro Machado, na sexta. Já na Baixada Maranhense, o evento será na manhã de sábado, na cidade de Viana.

Haddad e Manuela esclarecem estratégia de PT e PCdoB para eleições de outubro

RBA

São Paulo – O coordenador de campanha do PT para o pleito presidencial de outubro, Fernando Haddad, concedeu entrevista coletiva hoje (7) ao lado da deputada estadual Manuela D’Ávila, do PCdoB. O objetivo foi esclarecer a formação da coalizão entre os partidos em um modelo incomum, com três figuras políticas envolvidas numa chapa.

O objetivo é assegurar o direito de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter seu registro acolhido no próximo dia 15, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ocasião, terá Haddad formalizado como vice. A coligação terá prazo até 17 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, para alterar o registro no TSE. Caso a disputa pela elegibilidade de Lula prossiga com boas perspectivas, Manuela substituirá Haddad na chapa.

Esse é o cenário desejado pelos partidos. Haddad chegou a dizer em entrevista mais cedo que seu desejo é ser ministro de Lula. Somente no caso de o ex-presidente vir a ser impedido, o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro assumiria a candidatura, com Manuela de vice.

Fernando Haddad afirmou reiteradas vezes que Lula carrega condições legais para disputar o pleito e protestou contra a perseguição política contra o ex-presidente.

“É natural que, em um primeiro momento, até que se resolva toda a situação jurídica, fica o Haddad como vice e interlocutor do Lula enquanto eu faço campanha onde sempre estive: no papel de militante e lutadora social”, afirmou Manuela. Além de coordenador de programa de governo, Haddad é advogado de Lula.

Manuela e Haddad defenderam suas posições como algo inédito na política nacional. “Aqui, não existe um projeto pessoal. Existe a ideia de que precisamos resgatar o Brasil. Precisamos de todo o esforço coletivo contra o projeto que está em curso, que é repudiado pela população”, disse Haddad.

Sempre disse que adoraria ser a porta-voz do ‘dia do não fico’”, continuou Manuela. “Defendi desde o começo que a solução para o país passasse por Lula, Haddad e Ciro (Gomes do PDT) e não necessariamente por mim. O mais importante é vencer, e a ideia de que a unidade é muito importante.”

Desalojar Temer

A deputada do PCdoB também brincou dizendo que, no fim das contas, quem vai tirar o Temer do Palácio do Jaburu será ela. O emedebista, após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), optou por não se mudar para o Palácio do Planalto e permanecer na residência oficial dos vice-presidentes. “Quem vai ter o prazer de tirar o Temer de lá sou eu. Então é xô, Temer, o Jaburu é nosso, de quem acredita no Brasil”, afirmou.

Ambos consideram a superação do governo Temer ponto de partida para um novo projeto de desenvolvimento do país. “Para nós, sempre foi a primeira prioridade vencer as eleições. Vivemos como o povo brasileiro, e sabemos o impacto do empobrecimento, do desemprego, do aumento da violência e do abandono das universidades. Tudo o que esse test drive de neoliberalismo, que é o governo Temer, nos fez viver”, ressaltou Manuela.

Haddad defendeu estratégias do pré-programa de seu partido para reverter o cenário de crise que vive o país. “Queremos resgatar a soberania nacional, popular. Resgatar o desenvolvimento com inclusão e denunciar o que está acontecendo com o Lula sem medo de assumir posições”, afirmou ressaltar que os programas do PT e do PCdoB apresentam “99% de pontos em comum”.

“Queremos desenvolvimento. Nos mirar em experiências internacionais. Oligopólios não fazem sentido em nenhum lugar do mundo. Nem em meios de comunicação e, muito menos, no setor bancário. Sem concorrência não tem democracia econômica e sem mídia plural não tem democracia política. Queremos mais crédito e não menos. Queremos mais vezes e não menos. Vivemos uma monocultura e não da para ser assim (…) As alavancas do desenvolvimento democrático são o crédito econômico e político. Informação fidedigna e crédito barato. Assim funciona no mundo inteiro”, disse o coordenador do programa Lula.

Assista à íntegra da entrevista coletiva: