Irregularidades em hospital público motivam ACP contra o município de Paraibano

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, em 5 de julho, Ação Civil Pública, com pedido de tutela antecipada, contra o Município de Paraibano, para que sejam solucionadas todas as irregularidades constatadas no Hospital Municipal Pedro Neiva de Santana. Os problemas foram atestados em vistorias realizadas no local pelo Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren).

Em caso de descumprimento, foi sugerido o pagamento de multa diária no valor de R$ 1 mil. Propôs a manifestação ministerial o promotor de justiça Gustavo Pereira Silva.

A ação do MPMA foi baseada nos relatórios de fiscalização nº 168/2015 e nº 02/2018, apresentados pelo Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão.

Nas vistorias do Coren, foram constatados sérios problemas referentes às condições físicas, estruturais e higiênicas do estabelecimento, incluindo ambientes em desacordo com a legislação sanitária; falta de conservação de salas, equipamentos, materiais e mobiliários, além de instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias comprometidas.

Antes de ajuizar a ACP, o MPMA cobrou por diversas vezes providências ao Município para sanar as irregularidades da unidade hospitalar, mas não obteve sucesso.

O município de Paraibano fica localizado a 514 Km de São Luís.

Com jatinho pronto, mãe desiste de clínica particular e opta por hospital público de Balsas

O parto de Miguel seria delicado. Após um quadro de diabetes gestacional, infecção no sangue, perda de líquido amniótico e outras complicações, a equipe particular de especialistas que acompanhava Anne Evellyn Fortes Camera recomendou uma cesariana com 33 semanas de gestação. Em condições normais, o parto seria feito somente com 40 semanas.

Com o diagnóstico de parto de risco, Anne e o marido, o empresário e produtor rural Régis Bedin Camera, começaram uma corrida em busca da vida e da saúde do segundo filho. A família mora na cidade de Balsas.

“A gente já estava com o avião particular para ir para Araguaína ou Goiânia. A minha obstetra queria para Araguaína porque seria mais perto e nós queríamos em Goiânia, porque teríamos onde ficar lá”, contou Anne. A família estava num dilema.

Filho de Balsas

Nada disso foi preciso, entretanto. Antes de pegar o avião, a família tomou outra atitude. “Entramos em contato com o diretor do hospital Macrorregional daqui de Balsas e ele nos garantiu: ‘Podem confiar, o hospital está pronto para atender’”, conta a mãe.

No início, Régis e Anne ficaram reticentes, com receio de que um hospital público não pudesse oferecer a mesma qualidade de uma clínica privada. Mas logo perceberam que o Hospital de Balsas, inaugurado pelo Governo do Maranhão em setembro de 2017, estava preparado. O jatinho, então, foi dispensado.

No dia 27 de outubro do ano passado, Miguel nasceu; e logo após o parto, que foi um sucesso, foi internado na UTI Neonatal. Ele ficou em uma incubadora, onde ficou recebendo as medicações e sendo acompanhado.

A mãe teve atendimento especializado inclusive para tratar o quadro de tensão durante o período, que acabou prejudicando o problema anterior de hérnia de disco. “Fui acompanhada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, deu tudo certo”, diz Anne.

O pai, Régis, também ficou só alegria: “Pra mim, era importante ver meu filho nascendo em Balsas, na nossa origem mesmo. Foi uma grande alegria. Só tenho a agradecer a toda a equipe e elogiar a estrutura apresentada”.

Sobre a dúvida e a confiança de realizar o parto em um hospital público, na cidade de Balsas, Anne não esconde a admiração: “Com certeza foi a melhor decisão! Sabíamos que o hospital era novo, mas não imaginávamos que seria tão bom! Desde o segurança da portaria, os médicos, enfermeiros, foi tudo como hospital de cidade grande! A limpeza, então…”.

Anne também reconhece a importância da unidade hospitalar para outras mães da região: “É muito bom, a gente precisava demais. Imagina quantas mães tinham que sair antes atrás de um hospital em outra cidade numa situação tão delicada como essa”.

Alta Complexidade

De acordo com o diretor do hospital, Eliabe Wanderley da Silva Aguiar, o parto de Miguel foi apenas um dos muitos que o hospital vem fazendo desde que foi inaugurado. Ele também confirma o preparo da unidade tanto em relação à estrutura e equipamentos quanto aos profissionais.

“Temos atualmente uma taxa de 51% de partos cesariana. Nossa meta é baixar esse número e diminuir o índice de transferência de paciente neonatal. Esse caso do Miguel foi um grande exemplo para nós de que estamos preparados para cuidar com muito carinho e comprometimento das futuras mães que terão seus filhos em Balsas”, ressalta.

Responsabilidade em números 

O Hospital Regional de Balsas oferece serviços de média e alta complexidades, entre eles o de assistência materna de urgência e emergência obstétrica 24h. Ele é referência para, pelo menos, 14 municípios da região.

A unidade de saúde possui 4.000 m² e 50 leitos disponíveis, com dez leitos de UTI Adulto, seis de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional e quatro de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru.

Diariamente são 815 atendimentos, entre consultas e exames nas áreas de clínica médica, ginecologia, obstetrícia, cirurgia geral e pediatria, além de exames laboratoriais e diagnósticos em oftalmologia e cardiologia; e serviços de diagnóstico por imagem como ultrassonografia, mamografia, exames de radiologia, tomografia e endoscopia.

Hospital Adelson de Sousa Lopes ganha novo sistema de marcação de consultas

Foi anunciado na manhã desta segunda-feira (24), pela Secretaria de Saúde do Maranhão (Ses), que o hospital Adelson de Sousa Lopes, localizado na Vila Luizão, em São Luís, ganhará um processo de regulação ambulatorial eletrônica.

“O novo serviço garantirá o acesso a consultas por meio de encaminhamento médico, com agendamento prévio, sem necessidade de marcação presencial”, disse, em comunicado, a SES.

O novo sistema está previsto para entrar em funcionamento em 15 dias, e, segundo a SES, sanará as dificuldades dos pacientes em realizar a marcação de consultas. “Atualmente, 1.500 senhas são distribuídas durante o período de uma semana, para agendamento de atendimento no mês subsequente”, informou a secretaria.

Por meio de nota, a SES destacou que as circunstâncias encontradas na unidade são inaceitáveis e comunicou o afastamento imediato dos três diretores do Hospital Adelson de Sousa Lopes.