Censo Agropecuário 2017

Nesta quinta-feira, dia 26, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentará os resultados do Censo Agropecuário 2017. Em São Luís, a divulgação dos dados à nível estadual, regional e nacional será realizada a partir das 10h na Supervisão de Disseminação de Informações da Unidade Regional do IBGE no Maranhão, localizada no bairro do Renascença.

Serão divulgadas informações sobre a quantidade de estabelecimentos agropecuários e algumas de suas características no que diz respeito à área total, itens produzidos, criação de animais entre outros dados.

Além disso, também serão repassadas informações sobre as lavouras permanentes e temporárias; extração vegetal; agroindústria rural; horticultura; silvicultura; aquicultura; apicultura; e estabelecimentos com acesso à internet.

Sobre o censo – A coleta dos dados do Censo Agropecuário foi realizada em outubro de 2017 e fevereiro de 2018 em mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todos os municípios brasileiros. Mais de 26 mil pessoas trabalharam diretamente na coleta e supervisão das informações.

A pesquisa contribui diretamente para que a sociedade tome conhecimento sobre a mais atual realidade vivida no campo, muitas vezes carente de dados oficiais que podem subsidiar futuras pesquisas sobre o tema. Ela é importante também, pois, com os dados, os governos podem desenvolver e colocar em prática políticas públicas e outros tipos de ações para impulsionar as atividades do campo e melhorar a vida da população residente no local.

PIB cresce 0,4% no primeiro trimestre de 2018, diz IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve alta de 0,4% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com o último trimestre de 2017. O indicador foi divulgado na manhã de hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mede a soma das riquezas produzidas no país em janeiro, fevereiro e março.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a economia brasileira também cresceu nos meses pesquisados, com uma variação de 1,2%.

A gerente de contas nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, comparou que o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2018 fez a economia brasileira atingir o mesmo nível do primeiro semestre de 2011.

“Se fôssemos comparar, hoje estaríamos no patamar do primeiro semestre de 2011”, explicou ela. A pesquisadora acrescentou que a economia havia avançado até 2014 e, nos anos de crise, retrocedeu até números de 2010, patamar a partir do qual a economia tem avançado desde o início de 2017.

Em valores correntes, o Produto Interno Bruto brasileiro somou  R$ 1,641 trilhão no primeiro trimestre de 2018.

O crescimento em relação ao final do ano passado foi o quinto resultado positivo consecutivo. O setor da economia que mais avançou foi a agropecuária, com uma alta de 1,4%. A indústria e o setor de serviços ficaram perto da estabilidade, com variação positiva de 0,1%.

A gerente de contas nacionais do IBGE, Claudia Dionísio, ponderou que o crescimento da agropecuária no primeiro trimestre foi impulsionado pela safra da soja, enquanto no quarto trimestre o destaque do setor era a cana-de-açúcar, que, além de ter menor peso na economia, teve um desempenho abaixo do esperado. “Pela ótica da produção, a agropecuária foi quem mais favoreceu o crescimento de 0,4%”.

Na comparação entre os primeiros três meses de 2018 e o mesmo período de 2017, Claudia Dionísio também fez uma ponderação: a safra do ano passado foi recorde para a soja e para toda a lavoura, o que faz a base de comparação ser muito elevada. “A soja não está caindo, ela está crescendo 0,5% este ano. Mas é 0,5%  em cima de números muito bons”, disse Claudia, que apontou perda de produtividade, porque a área plantada aumentou mais do que o crescimento.

A indústria de transformação recuou 0,4% e a indústria da construção, 0,6%. As atividades industriais ligadas à eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana, cresceram 2,1%.

No setor de serviços, tiveram expansão o comércio (0,2%), os serviços de transporte, armazenagem e correios (0,7%) e as atividades imobiliárias (0,5%). Os serviços de informação caíram 1,2% e os de intermediação financeira e seguro, 0,1%. Apesar de ter crescido frente ao fim de 2017, a agropecuária caiu 2,6% se comparada com os meses de janeiro, fevereiro e março do ano passado. A indústria cresceu 1,6% nessa base de comparação e os serviços, 1,5%.

Consumo e investimentos

Pela ótica da despesa, o primeiro trimestre deste ano teve alta no consumo das famílias (0,5%) e na formação bruta de capital fixo (0,6%), que mede os investimentos. O consumo do governo caiu 0,4%.

Se comparado com os mesmos meses de 2017, o consumo das famílias aumentou 2,8% no primeiro trimestre de 2018, e os investimentos registraram elevação de 3,5%. As despesas do governo caíram 0,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A taxa de investimento cresceu em relação ao mesmo período de 2017 e chegou a 16% do PIB, contra 15,5% nos mesmos meses do ano passado. A taxa de poupança também aumentou, de 15,8% para 16,3%.

A poupança bruta atingiu R$ 266,8 bilhões, acima dos R$ 250,3 bilhões que somava no mesmo período do ano passado.

COMÉRCIO EXTERIOR

As exportações brasileiras de bens e serviços cresceram 1,3% na comparação com os três últimos meses de 2017. As importações tiveram alta de 2,5%.

O IBGE também informou que, na comparação com os primeiros três meses do ano passado, as exportações subiram 6%, enquanto as importações tiveram uma expansão ainda maior, de 7,7%.

Cláudia Dionísio explicou que o resultado do comércio exterior contribuiu negativamente para o PIB, porque as importações superam as exportações quando os resultados de janeiro, fevereiro e março são comparados com outubro, novembro e dezembro.

“Essa contribuição já vinha negativa desde o terceiro e quarto trimestres do ano passado. São três trimestres seguidos nessa base de comparação. Na taxa interanual, é a primeira vez, porque no quarto trimestre ainda era positiva”.

Maranhão é um dos estados com o menor percentual de trabalho voluntário

O Maranhão foi um dos estados com o menor percentual de pessoas que fazem o trabalho voluntário, ficando abaixo, inclusive, da média nacional e do Nordeste. Os dados estão presentes na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD_C) 2017 – Outras formas de trabalho, divulga hoje, dia 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados presentes na pesquisa são referentes ao ano passado. De acordo com o resultado da pesquisa, o percentual de pessoas de 14 anos de idade ou mais que realizaram trabalho voluntário em 2017 foi de 2,7% (144 mil pessoas). Enquanto isso, nessa mesma categoria, a média nacional foi de 4,4% e a do Nordeste foi de 3,2%. Em São Luís, o percentual foi de 2,3% (20 mil pessoas).

Outro dado presente na pesquisa diz respeito à relação entre as pessoas que realizam algum trabalho voluntário e o seu grau de instrução. De acordo com as estatísticas, quanto maior o nível de instrução, mais elevado a taxa de realização de trabalho voluntário.

A pesquisa revelou ainda que, em nível de Brasil, o maior percentual de pessoas realizando trabalho voluntário se deu no grupo de idade de 50 anos ou mais. No Maranhão, no ano passado, o grupo etário com maior realização de trabalho voluntário foi o de pessoas de 25 a 49 anos, com 3,1%. Na capital maranhense, o maior percentual de pessoas realizando trabalho voluntário foi na faixa etária de 50 anos ou mais, com 2,8%.

No que diz respeito as horas dedicadas ao trabalho voluntário, o Maranhão foi o 10º estado na média de horas dedicadas para o trabalho voluntário, com percentual de 6,9%, acima do percentual nacional que foi de 6,3% e do Nordeste, que foi 6,5%.

Sobre a produção para o próprio consumo, o Maranhão foi o segundo estado onde mais pessoas trabalharam na produção de bens para o próprio consumo, com um percentual de 16,4%. O primeiro estado foi o Piauí, com um percentual de 19,3%. Em todo o Brasil, o percentual foi de 7,4%.

A PNAD_C tem como principal objetivo trazer dados que permitam acompanhar as condições de vida da população brasileira, sendo que o mercado de trabalho é seu foco mais conhecido. Para esse foco, os dados são publicados trimestralmente para diversos recortes territoriais e, para Brasil como um todo, há dados mensalmente.

Construção civil tem alta de preços de 0,30% em fevereiro, diz IBGE

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou inflação de 0,30% em fevereiro, taxa superior ao 0,27% de janeiro e ao 0,19% de fevereiro de 2017. O acumulado de 12 meses ficou em 3,82%, acima dos 3,71% acumulados até janeiro.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, passou de R$ 1.069,61, para R$ 1.072,87 em fevereiro. Os materiais de construção subiram 0,54% e com valor de  R$ 550,66 por metro quadrado.

A mão de obra ficou 0,06% mais cara e passou a custar R$ 522,21 por metro quadrado. Em 12 meses, os materiais acumulam inflação de 3,15%, enquanto a mão de obra ficou 4,61% mais cara.

Desemprego e trabalho informal voltam a crescer no Brasil

É o que mostram os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) contínua.

A taxa de 12,2% aponta que 12,7 milhões brasileiros estão em busca de emprego neste momento.

O índice divulgado é o trimestre móvel, ou seja, todo mês se atualiza somando-se aos dois anteriores. O resultado divulgado nesta quarta-feira (28) se refere aos meses de novembro e dezembro de 2017, além de janeiro de 2018.
Apesar da variação no índice de desemprego no Brasil, o IBGE declarou que o aumento é causado por um efeito sazonal, ou seja, temporário e esperado para a época do ano.

Desde janeiro do ano passado, o número de pessoas empregadas no país aumentou em 1,8 milhões de pessoas. No entanto, a informalidade é parte expressiva desse total.

Dos postos de trabalho criados, apenas 317 mil poderiam ser considerados trabalhos formais. Ao menos 986 mil são de trabalhadores autônomos, 581 mil pessoas sem carteira assinada, 79 mil trabalhadores familiares auxiliares e mais 267 trabalhadores domésticos.

Quando comparado com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 500 mil postos de trabalho sem carteira assinada.

Para o IBGE, essa situação demonstra uma queda importante no contingente de trabalho com carteira assinada em relação ao mesmo período, em 2017. Hoje, o instituto estima que haja 33,3 milhões de empregos formais no país, o que aponta uma queda no emprego formal de 1,7% em relação ao ano anterior.

Com informações de Sputnik Brasil.

Censo Agro no Maranhão começa a apresentar algumas realidades

O Censo Agropecuário, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está no quinto e último mês de coleta de dados, contabilizando mais de 200 mil propriedades recenseadas em todo o Maranhão. Os trabalhos estão chegando em sua reta final e em breve todos os resultados serão divulgados.

De acordo com o último levantamento realizado neste domingo, dia 18, um total de 212.677 estabelecimentos agropecuários haviam sido recenseados em São Luís e no interior do estado, correspondendo a 73,6% do total estimado, que são mais de 280 mil propriedades em todo o Maranhão.

Diminuição – A previsão é que o levantamento das informações, iniciado em outubro de 2017, se estenda até o final de fevereiro em todo o Brasil. Já a divulgação dos primeiros resultados oficiais deve acontecer nos meses seguintes.

Contudo, mesmo com os recenseadores ainda em campo e na reta final da coleta de dados, já é possível obter algumas informações preliminares que mostram o cenário mais recente do setor rural de determinados municípios maranhenses.

Um exemplo pode ser visto em Imperatriz (distante aproximadamente 700 km de São Luís). Pelos dados preliminares do andamento da coleta, a cidade pode apresentar uma diminuição na quantidade de estabelecimentos agropecuários. O motivo deve-se ao desaparecimento de muitas propriedades rurais que foram compradas para dar lugar a plantações de eucalipto na região. Situação semelhante também pode ser observada nas cidades de Açailândia e Itinga do Maranhão, municípios vizinhos em que foi registrada a mesma situação.

Diminuições na quantidade de estabelecimentos podem ocorrer na subárea de Pinheiro, composta pelos municípios de Peri Mirim, Bequimão, Pinheiro e Presidente Sarney, localidade essa em que predomina a criação de gado e a produção de mandioca. Algumas propriedades dessa região deixaram de existir e, por essa razão, está acontecendo a diminuição de quantidade de estabelecimentos recenseados.

Na subárea de Carutapera, os dados preliminares da coleta apontam para diminuições na quantidade de estabelecimentos em cidades como Carutapera e Luis Domingues, pois muitas propriedades também deixaram de existir com o passar do tempo. Dessa forma, houve exclusões de estabelecimentos na lista prévia.

Aumentos – Por outro lado, a coleta de dados do Censo Agropecuário no Maranhão mostra preliminarmente aumento na quantidade de estabelecimentos em algumas regiões. Essa situação pode ser observada em municípios como Nova Olinda do Maranhão, Presidente Médici e Santa Luzia do Paruá, todos pertencentes à subárea de Governador Nunes Freire, em que o cultivo da mandioca para a produção da farinha está sendo um dos responsáveis pelo aumento na quantidade de propriedades.

Mas é importante destacar ainda que nessa mesma subárea aconteceram diminuições na quantidade de estabelecimentos, como nas cidades de Centro do Guilherme, Centro Novo do Maranhão e Governador Nunes Freire. Nesses locais, diversos agricultores venderam as suas terras para grandes empresas, enquanto que outras propriedades deixaram de produzir.

Além disso, também foi registrada na região uma estiagem entre os anos de 2016 e 2017, fazendo com que muitas pessoas não plantassem no período de referência do Censo Agro (1° de outubro de 2016 à 30 de setembro de 2017), época essa em que essas propriedades não estavam em atividade.

Na subárea de Cururupu, a expectativa é que haja aumento na quantidade de estabelecimentos. Isso porque foram registradas inclusões de propriedades na lista prévia em todos os municípios que compõem essa subárea. Ainda na localidade, a próxima etapa da coleta acontecerá em 16 setores censitários localizados no litoral dos municípios de Apicum Açu (5) e Cururupu (11).

Contudo, é importante ressaltar que apenas no término da coleta de dados nos municípios é que será possível saber, de forma geral, se houve aumento ou diminuição na quantidade de estabelecimentos agropecuários no Maranhão e em todo o Brasil. Também será possível identificar as características agropecuárias de cada propriedade e região, trazendo um diagnóstico mais atual e profundo sobre o setor rural brasileiro.

Do IBGE.

São Luís tem a segunda menor taxa de analfabetismo no Norte / Nordeste

Dentre as capitais brasileiras do Norte e Nordeste, São Luís foi a que apresentou a segunda menor taxa de analfabetismo no ano de 2016. Esse e outros dados estão presentes na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Contínua (PNAD 2016), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo traz ainda estatísticas sobre a realidade educacional no Maranhão e em todo o Brasil.

De acordo com os dados, a taxa de analfabetismo em São Luís foi de 2,6%, o que representava cerca de 22 mil pessoas, na faixa etária de 15 anos ou mais no ano de 2016. A cidade de Salvador (BA) foi a que teve a menor taxa, com 2,5%, entre as capitais do Norte e Nordeste. Em todo o Brasil, Curitiba (PR) foi a capital com o menor índice de analfabetismo: 1,1%.

Taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de idade em 2016

Taxa

%

N° Absoluto

(x mil)

Homem

Mulher

Pretos

Pardos

Brancos

Brasil

7,2

11.765

7,4

7,0

9,9

4,2

Nordeste

14,8

6.469

16,2

13,4

15,8

11,7

Maranhão

16,7

840

18,0

15,6

11,3

12,5

São Luís

2,6

22

2,5

2,7

2,6

2,7

Ainda na capital maranhense, os dados da PNAD mostram que metade dos analfabetos residentes na cidade naquele ano era de pessoas idosas. Dos 22.000 analfabetos de 15 anos ou mais de idade, 11.000 eram pessoas de 60 anos ou mais.

Maranhão – Em relação aos estados, a taxa de analfabetismo no Maranhão foi de 16,7% no ano de 2016, na faixa etária de 15 anos ao mais.  Os estados do Piauí e Alagoas apresentaram as taxas mais elevadas, com 17,2% e 19,4%, respectivamente.

Taxa Percentual de analfabetismo por faixa etária em 2016

≥ 15 anos

≥ 18 anos

≥ 25 anos

≥ 40 anos

≥ 60 anos

Brasil

7,2

7,7

8,8

12,3

20,4

Nordeste

14,8

15,8

18,5

25,9

39,8

Maranhão

16.7

18,3

21,8

31,7

47,8

São Luís

2,6

2,8

3,4

5,5

11,4

À medida que avançam os cortes etários, a taxa de analfabetismo se eleva. No Maranhão, quase a metade dos idosos eram analfabetos: eram 387.000 pessoas de 60 anos ou mais de analfabetas, o que representou 47,8% da população nessa mesma faixa etária. Pode-se dizer que a cada dois idosos, um era analfabeto. Um passivo social do passado a ser resgatado no presente. Já do total de analfabetos do Maranhão (840 mil pessoas, de 15 anos ou mais), cerca de 46,1% tinham 60 anos ou mais de idade.

No que diz respeito ao tempo médio de estudo, os dados da PNAD mostram que, em 2016, a média de anos de estudos das pessoas de 25 anos ou mais de idade era de 10 anos, em São Luís. Já no Maranhão, essa média era de 6 anos. Em todo o país, a média era de oito anos de estudos. A média de anos de estudo aponta para várias questões: impacto na produtividade da economia e mobilidade social a partir da ferramenta educação.

Nº médio de anos de estudo das pessoas

de 25 anos ou mais de idade em 2016

Brasil

8

Nordeste

7

Maranhão

6

São Luís

10

No que diz respeito à frequência nas creches, no Maranhão, de um total de 441 mil crianças de 0 a 3 anos, cerca de 320.607 não frequentaram creche no ano passado. Da população de 4 e 5 anos, 235 mil no total, pouco mais da metade estava fequentando ambiente escolar. Além disso, havia cerca de 57.980 adolescentes de 15 a 17 anos de idade que não frequentaram escola em 2016.

A publicação também trouxe dados sobre o ensino superior no estado. Em 2016, um total de 185.400 pessoas que faziam cursos de graduação, sendo 69.800 homens e 115.600 mulheres. Desse total, 137.700 eram pretos ou pardos; 47.400 eram brancos; e 300 eram indígenas ou amarelas.

Pessoas que frequentaram ensino superior (graduação) no Maranhão em 2016

Total

Homem

Mulher

Pretas/Pardas

Brancas

185.400

69.800

115.600

137.700

47.400

100,0

37,6

62,4

74,3

25,6

 

Brasil – Em 2016, cerca de 66,3 milhões de pessoas de 25 anos ou mais de idade (ou 51% da população adulta) tinham concluído apenas o ensino fundamental no país. Além disso, menos de 20 milhões (ou 15,3% dessa população) haviam concluído o ensino superior.

A taxa de analfabetismo no país foi de 7,2% em 2016 (o que correspondia a 11,8 milhões de analfabetos), variando de 14,8% no Nordeste a 3,6% no Sul. Para pessoas pretas ou pardas, essa taxa (9,9%) era mais que duas vezes a das brancas (4,2%). Entre as pessoas de 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo chegou a 20,4%, sendo 11,7% para os idosos brancos e 30,7% para os idosos pretos ou pardos.

Do IBGE.

Condições de vida são mais baixas em áreas longe dos centros, diz IBGE

O estudo Tipologia Intraurbana, divulgado hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisou concentrações urbanas com mais de 300 mil habitantes de 435 municípios brasileiros onde residiam mais de 94 milhões de pessoas em 2010, praticamente metade da população à época.

Foram incluídas no estudo as capitais de Roraima (Boa Vista) e Tocantins (Palmas). O trabalho revela uma característica geral no país: quanto mais se afasta do centro das cidades, as condições de vida se tornam mais baixas.

O geógrafo Maurício Gonçalves e Silva, pesquisador do IBGE e um dos técnicos responsáveis pela pesquisa, observou, contudo, que existem subnúcleos que não têm áreas boas, ou regiões afastadas que contribuem com a capital para a produção de riquezas, como o ABC Paulista, por exemplo, no caso de São Paulo.

Brasília mostra padrão de vida do tipo A, porque foi uma cidade planejada, tem renda per capita (por pessoa) elevada, saneamento básico, nível de escolaridade alto e acesso à internet, entre outras variáveis.

“Ela foi planejada para dirigir o país. Tem moradias dos altos escalões”, disse. No Rio de Janeiro, o que se nota é que, perto das praias, o padrão de vida é melhor, e tende a piorar nas áreas mais distantes das regiões costeiras. No subúrbio, centros tradicionais do Rio foram crescendo ao longo da via férrea, como Méier, Madureira e Bangu, e têm condições de vida um pouco melhores do que bairros localizados no seu entorno.

Rio de Janeiro - O terceiro dia de ocupação das tropas federais na Rocinha começou com aparente tranquilidade neste domingo (24). Sem tiroteios desde a tarde de sábado, a população ficou mais confiante e saiu para

Silva afirmou que o diagnóstico traçado permite identificar o que existe de melhor nas cidades, tanto no que se refere à administração pública, como em termos de oportunidades na área privada, inclusive, na questão do esgotamento sanitário terceirizado pelas prefeituras.

“Tem tanto opções de negócio para identificar as áreas melhores, como nas áreas piores, também, para a iniciativa privada”. Para o setor público, o principal é pensar o que pode ser melhorado na gestão para corrigir as deficiências de maneira que efetivamente se atinja, “no mínimo”, uma média condição de vida nas áreas urbanas. O pesquisador acentuou que um conjunto de fatores leva os gestores a se preocupar com essas áreas e com a população que ali está. “Direciona tanto a visão privada como a pública”, disse.

Tipos intraurbanos

O estudo considerou uma distribuição percentual da população segundo o tipo intraurbano nas concentrações urbanas selecionadas no Brasil e grandes regiões. Foram definidos 11 tipos intraurbanos que vão do A ao K, descritos de acordo com 13 variáveis que incluem percentual de pessoas com domicílio com coleta de lixo, água distribuída por rede geral de abastecimento, esgotamento sanitário, densidade de moradores por dormitório, domicílios de alvenaria com revestimento externo, razão da dependência de menores de 15 anos, computador com acesso à internet, domicílios com máquina de lavar, instrução nível médio e superior completo e renda familiar per capita.

Do tipo F ao A, são consideradas condições de vida médias e boas. Já do G ao K, as condições são baixas, baixíssimas e precárias. O tipo A apresenta o melhor desempenho com áreas com boas condições de vida e B caracteriza-se por ter ótimo desempenho dentre os temas avaliados, mas não superior ao A.

O C tem boas condições de vida, mas perde em relação a outros em termos de existência de computador com acesso à internet no domicílio, em nível de instrução e em rendimento. O tipo D abrange áreas onde predomina bom desempenho na maioria das variáveis, ainda reflete boas condições de vida, estando comumente disposto no entorno de áreas mais ricas.

O tipo E se caracteriza por condições médias de vida, com vários temas mostrando percentuais satisfatórios, mas com alguns ainda por melhorar. E o F também tem condições médias de vida, mas tem pendências em algumas variáveis analisadas.

O tipo G engloba áreas onde prevalecem fortes oscilações nos resultados das variáveis pesquisadas, estando presente em todas as grandes regiões do país. O tipo H se caracteriza por ter resultados bons, médios e ruins de acordo com o tema avaliado. O tipo I reúne áreas com deficiências em vários atributos analisados.

O J é o segundo tipo de pior desempenho na classificação e, por fim, o tipo K tem o pior desempenho na classificação de modo geral, sendo as condições de vida definidas como precárias.

Condições de vida

Observando as 13 variáveis, percebe-se que a Região Sul é a que mostra mais condições médias e boas de vida, com os maiores percentuais acumulados, seguida pelo Sudeste. Segundo a pesquisa, 44,6% dos residentes no Sul brasileiro são do tipo E. No Sudeste, o percentual atinge 41,2%.

Na média do Brasil, a maior parte das 435 concentrações urbanas pesquisadas (30,9%) é encontrada no tipo E, com condições medianas de vida. Ótimas condições de vida são registradas por apenas 1,9% da amostra, em nível nacional, enquanto 20,6% estão inseridos no tipo G.

Segundo explicou Maurício Gonçalves da Silva, a região Centro-Oeste é bem parecida com a média do país, com predominância do tipo E (23,2%), embora mostre 22,7% de pessoas com condições de vida baixas (tipo H).

As regiões Norte e Nordeste apresentam peculiaridades na distribuição de suas populações. No Norte, por exemplo, 37% dos habitantes são do tipo F, contra 17,7% no Nordeste. O tipo G prevalece na amostra no Nordeste (34,1%), contra 9% na região Norte.

Considerando que boas condições de vida no país estão entre os tipos A e D (23,9%), constata-se que três quartos da população, ou o correspondente a 76,1%, não dispõem de boas condições de vida em áreas urbanas e se situam entre os tipos E e K.

Segundo o IBGE, entre a população urbana com as piores condições de vida (do tipo G ao K), os maiores percentuais estão no Norte (56,3%) e no Nordeste (59,9%).

A abordagem sobre as capitais revela que Belém, Boa Vista, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Teresina não possuem população em áreas consideradas ricas (tipos A e B).

Particularidades

Segundo a pesquisa do IBGE, nas concentrações urbanas acima de um milhão e até 2,5 milhões de habitantes, os maiores percentuais de jovens de zero a 14 anos de idade podem ser encontrados nas áreas mais precárias de Manaus e João Pessoa (tipo intraurbano J), em São Luís (tipo K) e Baixada Santista (tipo I), todos com proporções acima de 30%.

Os idosos ultrapassam 14% em áreas com tipologia B, caso de Natal, A e B em Campinas e tipos C e D na Baixada Santista (SP). Nessas concentrações urbanas, predomina o percentual de católicos em quase todos os tipos, com destaque para Natal, São Luís e Maceió (todos tipo B acima de 75%) e Belém (tipo C).

Internet

O pesquisador do IBGE salientou que a inclusão da internet entre as variáveis que nortearam o estudo é importante porque a pessoa conectada está dentro do mundo.

“Ela acaba tendo mais oportunidades porque está [dentro] da discussão do que existe no mundo”. Quando não tem esse meio de comunicação, a pessoa fica em desvantagem em relação a outros grupos. Esse é um dos exemplos de variáveis que podem indicar vantagens e deveres de gestão para serem pensados e corrigidos.

De Agência Brasil.

Alunos da rede municipal recebem formação e kit de livros do IBGE

Fomentar a leitura e o conhecimento em todas as áreas é uma das diretrizes da Biblioteca Municipal, equipamento de cultura da Prefeitura de São Luís. Desta maneira, os alunos da rede pública municipal, da U.E.B. Rosário Nina, participaram de uma ação promovida pela Biblioteca, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em que aprenderam sobre o funcionamento do IBGE e sobre o Censo Agropecuário, além de terem recebido um kit de livros, Atlas e agenda para incentivar os estudos.

Na oportunidade, o economista e técnico do IBGE na supervisão de disseminação de informações, Reinaldo Barros, esclareceu aos estudantes alguns termos técnicos, como o que é uma pesquisa e o que são questionários. Ele também explicou sobre o Censo Agropecuário e falou da importância de passar informações corretas ao IBGE. Estas pesquisas são encaminhadas ao Governo Federal e delas serão desenvolvidas políticas públicas para melhorar e atender a real necessidade daquele local.

Os estudantes puderam viver na prática um pouco do trabalho desenvolvido pelo Instituto, fazendo o papel de recenseador e recenseado, em uma dinâmica que usou como exemplo um levantamento para compra de calçados, usando os dados da pontuação dos calçados da turma. O aluno do 8º ano, Paulo Henrique Silva Pinto achou a atividade interessante e pôde notar uma grande variação nesta pequena experiência. Ele disse que já passaram na casa dele para realizar outros tipos de pesquisa.

A diretora da Biblioteca Municipal, Rita Oliveira, contou que este trabalho de conscientização desde a infância é de fundamental importância para que as melhorias cheguem. “Fizemos esta parceria com IBGE por entender que precisamos disseminar estes conhecimentos e reconhecer o trabalho que o Instituto desenvolve. Estamos formando cidadãos conscientes e que irão colaborar para que as políticas públicas aconteçam em todo país”.

Segundo Rita Oliveira, a parceria será estendida para a 11ª Feira do Livro de São Luís. “Iremos fazer uma exposição na Feira para orientar a população do quanto é importante dar informações corretas, pois são a partir delas que muitos projetos de desenvolvimento serão implantados”, completou. A 11ª FeliS irá acontecer de 10 a 19 de novembro, no Centro Histórico – Praia Grande, realizada pela Prefeitura de São Luís e Governo do Estado.

Ao todo, 30 kits foram entregues com livros de estudo do 6º ao 9º ano, com conteúdos de História, população, relevo, clima, regiões do Brasil e conhecimentos gerais do país. Dentro das ações realizadas pela Biblioteca de incentivo à leitura já foram distribuídos diversos kits literários e didáticos à escolas, bibliotecas de bairros e instituições comunitárias, além da implantação de Espaços de Leitura para comunidades da capital maranhense.

De Secom.

IBGE pode abrir seleção para 300 mil vagas em 2019

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) poderá abrir certame público para contratação de pessoal em 2019, para a realização do Censo Demográfico de 2020.

Estudos apontam a necessidade de 300 mil servidores temporários para desempenhar as atividades, em cargos de todos os níveis de escolaridade.

As oportunidades serão para as funções de Recenseador, Agente Regional, Agente Administrativo, Agente Municipal, Agente de Informática e Agente Supervisor.

O Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirma que o país irá buscar os recursos necessários para a realização do Censo e, consequentemente, do processo seletivo.

O Censo Demográfico acontece a cada 10 anos no Brasil, sendo um estudo que levanta informações e formula estatísticas sobre a população do país, abordando aspectos sociais e econômicos. A última edição aconteceu em 2010, com mais de 190 mil recenseadores visitando 67,6 milhões de domicílios nos 5.565 municípios brasileiros.