Manifestantes ocupam o centro de São Luís nesta quinta-feira (30) em segundo dia de protestos contra cortes na Educação

Mais uma vez São Luís foi palco de uma grande manifestação de estudantes, professores e demais insatisfeitos com o contingenciamento de verbas destinadas às instituições federais de ensino anunciado pelo Ministério da Educação em março deste ano. Na tarde desta quinta-feira (30), em torno das 16h, milhares de manifestantes ocuparam a Avenida Beira-Mar.

A concentração foi na praça Deodoro, de lá, o protesto seguiu pela Rua Rio Branco, Praça Gonçalves Dias, Praça Maria Aragão, e terminou no Centro Histórico de São Luís.

Desde que o governo federal contingenciou R$ 5,8 bilhões da educação, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e a Universidade Federal do Maranhão (Uema) se manifestam pedindo a revogação da decisão.

A UFMA já declarou que, caso o bloqueio persista, não será possível manter as atividades da universidade no próximo semestre. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) suspendeu a concessão de bolsas de mestrado e doutorado.

Em suas redes sociais o governador Flávio Dino (PCdoB) postou fotos da manifestação na capital maranhense. “Em São Luís, muita gente compareceu à passeata em defesa da Educação. Espero que o Governo Federal convide entidades do segmento para um amplo diálogo em favor dessa importante causa patriótica: proteger nosso sistema de educação, ciência e tecnologia”, escreveu o governador.

Ao todo, 121 cidades do Brasil participaram do segundo dia de protestos em defesa da educação.

Manifestantes vão às ruas nesta quarta-feira (15), em São Luís, contra bloqueio de recursos destinados à educação

Estudantes e servidores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), realizaram na manhã desta quarta-feira (15) manifestações contra o bloqueio de verbas destinadas à educação. Durante o ato, os manifestantes bloquearam a entrada da UFMA e o trânsito da Avenida dos Portugueses, em São Luís, ficou parado. Uma nova manifestação deve ser realizada ainda hoje na capital, às 15h, com concentração na Praça Deodoro. A UFMA e o IFMA cancelaram as aulas de hoje para realizar o protesto.

Em abril, o Ministério da Educação divulgou que  todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio 30% de recursos.  De acordo com o Ministério, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não deverão ser afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.

Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos e o bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir.

No início de maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.