Cursos vocacionais do IEMA chegam a 90 cidades e abrem portas do trabalho para milhares de pessoas

Com cursos distribuídos em 90 municípios, as unidades vocacionais do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMA) vêm mudando a realidade de muitos jovens e adultos maranhenses.

A iniciativa do Governo do Maranhão já certificou mais de 10 mil alunos e outros 13 mil já estão matriculados, somando mais de 23 mil estudantes desde o início do projeto. As unidades aumentaram de 18, em 2016, para 90 até o primeiro semestre deste ano.

Os cursos ofertados têm duração de três meses a um ano, nas modalidades técnico profissionalizante, Formação Inicial e Continuada (FICs) e oficinas em diversas áreas do conhecimento.

O aluno José Raelson Ferreira Sousa, da Unidade Vocacional de São Mateus, por exemplo, já está no segundo curso: “O IEMA tem uma importância muito grande pra mim, porque no início, quando eu entrei no curso de agricultura orgânica, eu já produzia. Agora eu aumentei ainda mais a minha produção. Hoje eu estou no curso de agente de desenvolvimento socioambiental e já consegui um emprego”.

“Graças à formação, eu fui convidado a trabalhar em uma escola como monitor ambiental, e o IEMA me fez gostar ainda mais da área”, completa.

Vocação

O IEMA leva em conta as necessidades locais do mercado de trabalho para definir os cursos que vão profissionalizar e capacitar jovens e adultos para o mercado de trabalho.

Um exemplo é a cidade de São Mateus, que já empregou mais de 20 alunos após a disponibilização de cursos na área agrícola.

O gestor da unidade vocacional da cidade, Francisco Batata, diz que “nós absorvemos mais os cursos na área de agricultura por causa da nossa região, que é produtora. E a vida dos nossos alunos tem mudado radicalmente com a qualificação profissional e o acompanhamento técnico que fazemos após a formação deles”.

“Outros casos de sucesso estão na agricultura orgânica, em que nós pegamos alunos de povoados distantes, que estão conseguindo produzir e oferecer renda dentro da família. A maior obra que o governo tem feito é qualificar realmente essa população jovem que quer mudar sua vida e transformar sua realidade sem precisar sair do município”, acrescenta.

O preenchimento das vagas é feita por diversos perfis de pessoas, entre elas estudantes com diploma de ensino médio, pessoas desempregadas e estudantes de nível superior que tenham interesse nos cursos ofertados.