Previsão do PIB maranhense mantém desempenho econômico acima do nacional em 2018, aponta estudo do Imesc

O grupo de Conjuntura Econômica do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), realizou uma revisão da projeção do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado no primeiro trimestre. O crescimento real esperado para a economia maranhense é 2,9% para 2018. Enquanto que as projeções de mercado para o PIB nacional vem sendo reduzidas para 2018 e 2019, devendo convergir para próximo de 1,0% de crescimento real neste ano, comparada com expectativa próximas a 3,0% no início de 2018. Os dados foram analisados no Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense, lançado pelo Imesc na última semana.

O resultado positivo de 2018, pode ser explicado pela contribuição de vários setores da economia maranhense, como, por exemplo, o setor agrícola, que deverá apresentar crescimento de 3,4% neste ano. Grande parte dos grãos permanecem com a tendência de crescimento na produção, quando comparado com 2017. Dentre todos, o prognóstico da soja – produção 24% maior que a do ano anterior – apresenta-se como principal responsável pelo novo recorde de safra e consequente elevação do crescimento real do setor.

O presidente do Imesc, Felipe de Holanda, aborda a liberação dos saldos do PIS/PASEP, e afirma que ela deverá ter efeitos positivos no curto prazo para a retomada do setor varejista. “Estima-se que poderá haver incremento de R$ 700 milhões ao orçamento familiar dos maranhenses, sendo dúvida qual será a repartição entre a ampliação do consumo das famílias, ou pagamento de dívidas”.Impactado principalmente pelos investimentos públicos e privados em andamento, apesar de lente, é nítida a recuperação das atividades no subsetor da Construção Civil. É esperado um desempenho positivo para o setor, considerando-se as obras em infraestrutura em andamento, a exemplo do Terminal Portuário São Luís, cujas obras iniciaram em março deste ano, assim como os lançamentos de novos empreendimentos imobiliários.

O monitoramento dos investimentos privados e públicos realizado pelo Grupo de Conjuntura do Imesc, revela que, indo de encontro às incertezas predominantes no plano nacional e internacional, avança no Estado um bloco de investimentos públicos e privados em andamento (R$ 6,9 bilhões) e planejados (R$ 5,6 bilhões).

Os investimentos no corredor de transporte e integração sul-norte do Maranhão (Rodovia MA-006) poderão contribuir para a atração de investimentos no Estado. Os principais produtos que estão presentes na área de influência do corredor sul-norte do Maranhão são: açúcar, álcool, corte de aves, gesso, gipsita, soja em grãos, fertilizantes simples, toras de madeiras.

O Maranhão também está investindo em projetos destinados à avicultura, cadeia produtiva que tem como principais produtos o frango inteiro, a carne de frango em cortes e os ovos. Há investimentos de R$ 382,9 milhões para o desenvolvimento da avicultura industrial no Maranhão, com isso o estado poderá ter 5 novas unidades de abate instaladas até 2020. A Secretaria de Indústria e Comércio (Seinc) projeta trinta mil empregos diretos e indiretos e 8 novas unidades produtoras instaladas, além do aumento para 11,4 milhões de frangos consumidos/mês e 14 milhões de frangos produzidos/mês, crescimento de 280% na produção.

Além disso, o Boletim de Conjuntura do IMESC destaca, ainda, o crescimento da indústria extrativa. “Observamos uma elevação na produção de gás natural e leve retomada do crescimento na indústria de transformação, destacando-se a indústria de pelotização que pode retomar a produção a partir do início do segundo semestre de 2018.  A usina de São Luís tem capacidade de produzir 7,5 milhões de toneladas de pelotas por ano”, complementa, Felipe de Holanda.

No setor de Energia Elétrica, a Ômega Energia anunciou a ampliação do Parque Eólico entre Paulino Neves e Barreirinhas (R$ 500 milhões). O atual complexo Delta 3 teve investimento de R$ 1,5 bilhão, o empreendimento gerou 1,5 mil empregos diretos e 2 mil indiretos na primeira fase das obras. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓLICA), em 2017, o Maranhão ocupou a quarta posição no país, com 220,8 megawatts de capacidade.

Em fase inicial, a expansão do atual complexo por meio dos parques Delta 5 e Delta 6, gerou 250 empregos diretos, estima-se que sejam gerados mais 250 empregos com o avanço das obras. O novo empreendimento elevará a capacidade instalada de energia eólica do Maranhão para 328 megawatts, com previsão de conclusão ainda em 2018.

Divulgação do PIB

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os valores de bens e serviços finais produzido pelos diversos setores de atividade econômica em determinado período. O Imesc realiza análises que apontam os resultados do PIB Estadual, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas no Estado.

O PIB é divulgado com defasagem de dois anos, segundo o calendário do projeto das Contas Regionais liderado pelo IBGE. O Boletim de Conjuntura faz a revisão trimestral das projeções, ressaltando-se que as estimativas trimestrais são sujeitas a revisões periódicas e seus valores definitivos só são obtidos após a divulgação do resultado anual do PIB maranhense.
Para os anos de 2016 e 2017 foram mantidas as estimativas de -4,5% e +4,8%, respectivamente.

Sobre o Boletim de Conjuntura

A publicação faz uma ampla análise sobre a dinâmica da economia maranhense, bem como análise dos cenários nacional e internacional.

Resultado de uma das linhas de pesquisa do Imesc – instituição que reúne, sistematiza e analisa informações sobre a realidade socioeconômica do Estado do Maranhão -, o boletim é, também, um importante documento de análise para o Planejamento Econômico do Estado, auxiliando pesquisadores, acadêmicos, empresários, trabalhadores e potenciais investidores.

A Versão Completa do Boletim de Conjuntura pode ser acessada no link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/18/235.

Imesc leva discussão sobre o Zoneamento Ecológico-Econômico para Imperatriz

O município de Imperatriz recebeu no sábado (26) a palestra de encerramento do curso de Preparação para Elaboração de Cenários e Prognósticos do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Maranhão (ZEE-MA), realizada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Realizada no auditório do Sebrae de Imperatriz, a palestra foi ministrada pelo professor e geólogo Valter Marques, do CPRM, e teve como tema “Cenários e Prognósticos para a Amazônia Maranhense”. Além de discutir os cenários para o Bioma Amazônico Maranhense, durante o encontro também foram discutidas as perspectivas de políticas públicas que devem ser pensadas para entrarem em atividade a partir de 2020.

O grande tema do evento foi a discussão do desenvolvimento socioeconômico, como o melhor aproveitamento dos recursos naturais para a produção de riqueza e bem-estar para as pessoas que vivem hoje no território do bioma amazônico.

O presidente do Imesc e coordenador geral do ZEE/MA, Felipe de Holanda, falou da importância de levar o tema para discussão em Imperatriz. “Estamos muito contentes com a receptividade da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz, Sindicato Rural, Ministério Público, Sebrae, e todos os entes que se mobilizaram para nos receber em Imperatriz”, disse ele.

O presidente do Imesc também completou “aqui pudemos, através da palestra do professor Valter Marques, discutir com a comunidade como se faz a cenarização do território e como que as pessoas podem intervir a partir de seus interesses”, explica.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz, Guilherme Maia, fazer parte desse cenário de discussões ajuda o crescimento do estado como um todo. “O governo levar a sociedade e as entidades de classe a participar dessa integração ajuda a construir o futuro do Maranhão para que a gente cada vez mais possa crescer”, comenta.

O Ministério Público esteve presente durante o evento, representado pelo promotor de justiça Sandro Bíscaro, que falou sobre a importância da participação da entidade na discussão do ZEE.

“Estamos discutindo o futuro da própria vida. Me chamou atenção o fato de estarmos colocando em prática o que aprendemos nos bancos escolares, no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. Há um equilíbrio de um tripé entre a proteção ambiental, a economia e a parte social”, aponta o promotor.

A Ordem dos Advogados (OAB/MA) também teve sua contribuição na discussão do ZEE em Imperatriz. O presidente da Comissão de Direitos Ambientais da OAB/MA, da seção de Imperatriz, Everson Cavalcante, atentou para a importância do planejamento produtivo ambientalmente correto.

“Esse momento é extraordinário porque você tem o Estado unindo todas as partes envolvidas no setor produtivo, ouvindo ambientalistas, ou seja, uma questão multidisciplinar que contribuirá para que haja um zoneamento equilibrado e que traga benefícios à sociedade em geral”, destacou.

Maurício Lima, gerente regional do Sebrae em Imperatriz, e anfitrião do evento, elogiou o trabalho do Governo do Estado para o zoneamento.  “O Imesc e a UEMA estão realizando um trabalho consistente de um zoneamento ecológico econômico da nossa região. Imperatriz, por localizar-se na região pré amazônica, precisa de um planejamento assertivo com relação à exploração econômica, respeitando também a questão ambiental e social”.

Felipe de Holanda destacou o importante papel do ZEE para o planejamento e desenvolvimento do Estado. “É um momento de avanço do zoneamento ecológico-econômico, sob a coordenação do governador Flávio Dino que tem uma grande consciência do papel do planejamento no desenvolvimento da sociedade maranhense e que deu as condições para que pudéssemos avançar rapidamente nesse importante projeto”, finaliza o presidente do Imesc.

Sobre o ZEE

Instrumento de orientação para a formulação e espacialização das políticas públicas de desenvolvimento sócio-produtivo e ambiental do Estado, a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico produzirá o ordenamento territorial do Maranhão, assim como servirá para as tomadas de decisões de investimento dos agentes públicos e privados.

Imesc aplica novas metodologias de pesquisa em municípios do Bioma Amazônico Maranhense

A Limnologia é a pesquisa científica das extensões de água doce (pântanos e lagos, por exemplo) que verifica as dimensões e concentração de sais e nutrientes presentes nas águas em relação aos fluxos de matéria e energia, além de estudar suas comunidades bióticas. O estudo é uma das linhas de frente do Zoneamento Ecológico-Econômico do Maranhão (ZEE-MA), e contou com uma equipe técnica que aplicou novas metodologias de pesquisa em dois municípios maranhenses: Rosário e Axixá.

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), que gere o ZEE-MA, recebeu o Profº Dr. Clovis Ferreira do Carmo, do Instituto de Pesca de São Paulo.

O professor apresentou à equipe técnica do ZEE-MA as novas metodologias que serão utilizadas no zoneamento do Maranhão, explicando detalhes sobre os tipos de sonda que podem ser aplicados em campo e, ainda, quais serão as análises que podem ser feitas das águas dos rios do Bioma Amazônico.

As metodologias expostas na apresentação foram aplicadas na-feira (11), nos municípios de Rosário e Axixá. Segundo o chefe do departamento de estudos ambientais do Imesc, Ribamar Carvalho, nos locais foram feitas coleta de água e análise de indicadores. “A coleta servirá para que possamos ter os indicadores necessários para identificar quais os principais contaminantes e a qualidade dessa água”, afirmou Ribamar Carvalho. A visita será estendida para todas as nove bacias pertencentes ao Bioma Amazônico Maranhense.

De acordo com o coordenador estadual do ZEE-MA, Luiz Jorge Bezerra Dias, quando o ZEE-MA apresenta possibilidades de trazer um marco analítico das águas continentais, sejam elas de ambientes de lagos ou rios [que compõem nossas bacias hidrográficas], poderá permitir que, nos próximos anos, haja condições de se tratar melhor das condições físicas, químicas e biológicas dos ambientes presentes no contexto territorial do Maranhão.

“Sem essa metodologia inovadora de criação de um marco para monitoramento, controle e fiscalização da qualidade das nossas águas, nós não teríamos condições de manter nossos rios com saúde e com quantidade de água suficiente para abastecimento público de águas para as próximas décadas”, pontuou Luiz Jorge.

O coordenador reforça o potencial inovador atrelado ao ZEE-MA e a aplicação destas novas metodologias. “O ZEE-MA traz essa possibilidade inovadora de inteligência territorial agregada ao valor social da água, para que possamos ter nesse elemento (os recursos hídricos) um potencial de integração de vários outros elementos, sobretudo socioeconômicos, num contexto que é ao mesmo tempo de uso social e econômico e de proteção destes recursos remanescentes”, acrescentou.

Sobre o ZEE

Instrumento de orientação para a formulação e espacialização das políticas públicas de desenvolvimento sócio-produtivo e ambiental do Estado, a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico produzirá o ordenamento territorial do Maranhão, assim como servirá para as tomadas de decisões de investimento dos agentes públicos e privados.

Economia maranhense continua crescendo em 2018, aponta Imesc

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) lançou, na última quarta-feira (28), o Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense, referente ao primeiro trimestre do ano. De acordo com o levantamento, a retomada da atividade econômica no Maranhão observada em 2017 continua em 2018. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) local são de crescimento de 3,5% este ano.

A publicação faz uma ampla análise sobre a dinâmica da economia maranhense e dos cenários nacional e internacional.

Sobre a projeção para o crescimento do PIB Maranhense, houve uma reavaliação para 4,8% em 2017 e para 3,5% em 2018. O PIB maranhense de 2017, calculado pelo IMESC em convênio com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado somente em novembro de 2019.

Ainda segundo o documento, para o país, a expectativa de crescimento do PIB é de 2,5% em 2018.

Incentivo à produção

O crescimento do Valor Adicionado Bruto do Setor Agropecuário, estimado com base nas informações do Levantamento Sistemático da Produção Agropecuária (LSPA/IBGE), deve ter sido responsável por 80% do crescimento do PIB maranhense em 2017, o que confirma o acerto das políticas públicas de adensamento das cadeias produtivas agroindustriais e de inclusão sócio-produtiva, que vêm maximizando o desempenho da economia maranhense.

Entre outros pontos positivos, houve ainda, em 2018, segundo o LSPA/IBGE, o aumento esperado da produção de grãos no Estado, que deverá atingir 16,1%, contribuindo com 1,0 ponto percentual para o PIB projetado.

Ainda segundo o boletim, o Maranhão, ao lado de Estados como Ceará, Piauí e Mato Grosso, estão entre as unidades da Federação que investiram em 2017 pelo menos 10% da receita corrente líquida.

Aporte financeiro

O presidente do Imesc, Felipe de Holanda, ressalta que, em cenário de colapso dos gastos do Governo Federal e dos repasses do sistema financeiro público, um dos aspectos cruciais para que estes Estados mantenham o esforço de investimentos em infraestrutura, segurança contra a mudança climática e em aprimoramento das capacidades governativas, dependerá da capacidade de reorganização dos padrões de financiamento.

De acordo com o economista, o ideial seria permitir o acesso ao financiamento externo, a partir de instituições multilaterais –  como Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco dos Brics, Fundo Amazônia, dentre outros).

“Esta agenda envolve a constituição, por exemplo, de um Fundo de Aval Soberano, formado a partir do acúmulo de reservas internacionais pelo Tesouro Nacional, e destinado a permitir que os estados possam utilizar integralmente as margens existentes para operações de financiamento externo, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal e do Programa de Ajuste Fiscal, do Ministério da Fazenda”, acrescenta Felipe de Holanda.

Para o presidente do Imesc, a agenda considera, também, a oportunidade de empreender, com base em diagnósticos territoriais regionalizados, uma “reavaliação estratégica do direcionamento dos recursos aplicados pelos fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-oeste, além dos Fundos de Desenvolvimento a eles acoplados, no que tange aos objetivos da criação de empregos, geração de renda, inovações e novas bases tributárias dinâmicas”, pontuou.

Cenário Nacional

Os dados recentes confirmam a continuidade da retomada da atividade econômica no Brasil, embora em ritmo ainda lento. Segundo o IBGE, o PIB cresceu 1,1% em 2017, depois de 7% de queda acumulada no biênio recessivo 2015-16.

Pelo lado da oferta, o destaque foi a Agropecuária, com expansão de 13%, devido à safra recorde. A indústria ficou estável, após encolher por três anos, e os serviços avançaram 0,3%.

A expectativa média de mercado (Boletim Focus, do Banco Central, em 23/03) é de que o PIB brasileiro deve crescer 2,5% em 2018, em lenta recuperação, favorecida pela deflação dos alimentos e pelos juros básicos em 6,5% (pode cair até 6,0%, a depender do ritmo de diluição do bônus agropecuário nos próximos meses).

Boletim

O Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense é uma das linhas de pesquisa do Imesc, instituição que reúne, sistematiza e analisa informações sobre a realidade socioeconômica do Estado do Maranhão. O documento é um importante aliado de análise para o Planejamento Econômico do Estado, auxiliando pesquisadores, acadêmicos, empresários, trabalhadores e potenciais investidores.

A íntegra da publicação pode ser acessada no site do Instituto, no endereço eletrônico: imesc.ma.gov.br.

Imesc e Prefeituras de Apicum-Açu e Cururupu assinam acordo de atualização de divisas territoriais

Os prefeitos dos municípios de Apicum-Açu e Cururupu formalizaram, nessa terça-feira (27), a atualização e consolidação da divisão político-administrativa dos municípios. Todo o processo foi intermediado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Baseados nos estudos de campo realizados pelos técnicos do Imesc, a prefeitura do município de Apicum-Açu passou para a competência político-administrativa de Cururupu os povoados de Porto Alegre (Carrapato), Guajerutíua e Valha-Me-Deus.

Por meio do acordo, os gestores dos municípios de Apicum-Açu e Cururupu reconheceram a legitimidade do estudo técnico-científico realizado pelo Imesc, que tem como etapas: análise das leis estaduais de criação dos municípios; elaboração de mapas político-administrativos; reuniões com representantes dos poderes públicos municipais e da sociedade civil organizada; verificação in loco das áreas de litígio; e por fim, a elaboração e prévia apresentação aos representantes dos municípios, da proposta de divisa político-administrativa.

Para o presidente do Imesc, Felipe de Holanda, o acordo reforça o avanço do Projeto de Atualização Cartográfica dos Municípios do Estado do Maranhão. “Esse é um momento em que nós avançamos muito, pois agora o acordo se institucionaliza a partir do reconhecimento da Assembleia Legislativa, como foi, por exemplo, no caso dos municípios da Grande Ilha de São Luís. Isso acontece devido ao acordo de cooperação entre o Estado do Maranhão, por meio do Imesc e da Assembleia Legislativa do Maranhão”, esclarece o presidente do Imesc.

A prefeita de Cururupu, Rosinha Chaves, explica que o acordo representa o sentimento de dever cumprido. “Para nós, que representamos o município de Cururupu, é uma vitória muito grande, porque temos o sentimento do dever cumprido. Foi uma luta, não só da prefeitura, mas também dos vereadores de Cururupu e do prefeito [de Apicum-Açu] Cláudio”, comenta a prefeita.

O prefeito de Apicum-Açu, Cláudio Cunha, apontou que ambos os municípios terão ganhos com esse acordo. “Essas ilhas estavam incorporadas ao município de Apicum-Açu, em função de um erro da redação da lei de criação do nosso município. Eu reconheço que os povoados em questão não possuem a cultura e o costume de ser apicum-açuense. Estamos assinando, com muito prazer, esse acordo para que de fato aquelas pessoas possam ter orgulho de pertencer ao vizinho município de Cururupu”.

O presidente do Imesc, Felipe de Holanda, abordou ainda as potencialidades socioeconômicas da região do Litoral Ocidental, onde estão localizados os municípios de Apicum-Açu e Cururupu. “Se olhar para o futuro, a região do litoral ocidental é uma área de muito potencial. Não apenas no quesito turismo, mas também pela biodiversidade e pela sua capacidade na indústria pesqueira”.

“O Imesc está orgulhoso e feliz de poder participar deste processo. Nós estamos aqui também para constituir e manter sistemas de informação para pensar um projeto de desenvolvimento a longo prazo para essa região do Maranhão. Nesse sentido, o Imesc se coloca à disposição para que essa parceria não encerre aqui com esse acordo, mas que a gente continue conversando, pensando quais são as ações prioritárias, tanto do Governo do Estado quanto dos municípios”, finaliza o presidente do Imesc.

Também estiveram presentes na reunião a deputada estadual, Ana do Gás, vereadores da câmara municipal de Cururupu, a coordenadora da base estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eli Marta Barroso, e técnicos do Imesc.

Projeto de Atualização Cartográfica dos Municípios

O Imesc tem como uma das atribuições produzir e manter atualizada a Base Cartográfica do Estado e executa atualmente o Projeto de Atualização Cartográfica dos Municípios do Estado do Maranhão.

Os processos relacionados aos limites e divisas municipais estão disponíveis no Portal do Imesc, acessando o link: http://imesc.ma.gov.br/limitesterritoriais

Situação econômica do Maranhão é detalhada em reunião na Assembleia

O presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Felipe de Holanda, participou, nesta quarta-feira (14), da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), ocorrida no prédio do Poder Legislativo Estadual.

Felipe de Holanda apontou os aspectos relacionados à questão previdenciária e fiscal do Maranhão, analisando a conjuntura econômica maranhense e destacando o bom desempenho do Estado nas projeções de elevação do Produto Interno Bruto do Estado.

“Recentemente o Banco Itaú apresentou relatório apontando crescimento de quase 10% para PIB Maranhense. Trata-se apenas de uma projeção, mas ela já confirma os bons resultados das políticas acertadas que o Governo vem tomando para o crescimento sócio produtivo do Estado”, destaca o presidente do Imesc.

Entre as medidas tomadas pelo governo para garantir a boa situação fiscal, está a criação de um fundo de recebíveis imobiliários e a elaboração de estudos para avaliar o potencial do patrimônio imobiliário do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa) que tem, hoje, calculado mais de R$ 2 bilhões. “Temos um ativo bastante privilegiado dos trabalhadores que é o sitio Santa Eulália, entre outros importantes patrimônios na área imobiliária”, acrescentou.

“Estão sendo tomadas medidas também para reduzir o déficit  para que os trabalhadores policiais e os da educação pública possam permanecer mais tempo na ativa, com melhoras salarial. Ao contrário de alguns Estados brasileiros, existe um patrimônio bastante apreciável do fundo de previdência dos trabalhadores do Maranhão, que poderá ensejar estratégias de valorização do seu potencial, a partir de investimentos e intervenções urbanas que podem valorizar os ativos imobiliários”, ressaltou.

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da Alema, Deputado Bira do Pindaré, destacou a importância da análise do Imesc para o acompanhamento da política econômica do governo. “O resultado deste encontro é bastante positivo. O  presidente do Imesc nos apresentou  dados  que mostram  que o Maranhão está no caminho certo e que as medidas de gestão do governo do Estado contribuíram de maneira decisiva para os resultados que estão sendo colhidos agora, sobretudo o resultado de 2017, que colocou o Maranhão em primeiro lugar no ranking nacional do crescimento do PIB”, avaliou Bira do Pindaré.

Avanços

Outro ponto destacado durante a reunião foi o número de ocupados por posições na ocupação, as categorias de emprego de 2014 a 2017 e a taxa de crescimento.
“No que se refere à distribuição do número de ocupados, há um comportamento de queda no emprego celetista no plano nacional (…), enquanto que, no estadual, a categoria registra 5,5% de crescimento no mesmo período”, acrescentou Felipe de Holanda.

Apontando o momento de crescimento em todo o Maranhão, Felipe de Holanda ressaltou, ainda, os atuais bons índices de geração de emprego formal de 2015 a 2017, de acordo com os subsetores de atividade e variação absoluta. “Destaca-se que há um processo de retomada do emprego com carteira assinada no Maranhão, após serem eliminadas, aproximadamente, 33 mil vagas nos dois últimos anos.São resultados que mostram porque o Maranhão é líder de rankings que avaliam as gestões estaduais, a exemplo do G1”, disse.

Flávio Dino define novas metas para agricultura familiar com técnicos do Plano Mais IDH

A produção agrícola inédita das mais de 7 mil famílias atendidas com fomento financeiro de R$ 20 milhões e assistência técnica especializada fornecida pelo Governo do Maranhão foi um dos assuntos abordados pelo governador Flávio Dino na Oficina de Capacitação de Técnicos do Plano Mais IDH. O encontro com os profissionais foi realizado na segunda-feira (27), no Palácio dos Leões.

Além de comentar os resultados exitosos, como a realização regular das feiras de agricultura familiar nos municípios atendidos, e a inclusão de famílias no Programa de Aquisição de  Alimentos, do Governo Federal, o governador planejou metas para continuidade do programa.

“É um programa vitorioso, que nós vamos manter e lutar para que o Governo Federal permaneça com essas políticas públicas como o PAA, que são muito importantes para que, com isso, a gente possa melhorar a vida econômica e a dignidade dessas famílias”, declarou.

O Plano Mais IDH é uma iniciativa do Governo do Maranhão que visa a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano de 30 municípios maranhenses. Com ações integradas de diferentes secretarias, o plano tem levado oportunidades de desenvolvimento econômico e social à população.

“No Maranhão, havia uma naturalização da pobreza, e com essas ações estamos mostrando que não é assim e que o Estado pode atuar na mudança da vida dessas pessoas”, afirmou Dino.

Agricultura Familiar

O treinamento, de três dias, está sendo promovido pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF) e conta com a participação da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão (Agerp), do Instituto de Colonização de Terras do Maranhão (Iterma).

A programação tem, ainda, a presença de assessores técnicos e palestrantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), entre outros.

Os 90 técnicos que participam do treinamento foram contratados desde o início do governo Flávio Dino e prestam assistência técnica permanente e contínua sob gestão da Argep nos municípios do Mais IDH.

“Os técnicos levam a capacitação, o treinamento e o conhecimento para as famílias. O Estado entra com o fomento e milhares de famílias já foram atendidas e receberam toda a assistência para melhorar a sua vida”, contou o secretário de Agricultura Familiar, Adelmo Soares.

Mudança

Trabalhando em Cajari, o técnico em Agropecuária José Maria Gonçalves contou que, além de levar novas oportunidades para as famílias atendidas, a iniciativa do Governo trouxe novas perspectivas para a carreira dele também.

“É uma valorização. Isso não acontecia. Tive a oportunidade de emprego neste governo porque teve a valorização da Agricultura Familiar. Hoje eu me sinto feliz, reconhecido. Nós queremos produzir e trabalhar aqui, não vou sair daqui para trabalhar em outro Estado. A oportunidade veio para cá e a gente faz parte disso”, declarou.

O treinamento para técnicos da Argep que atuam no Mais IDH será realizado até esta sexta-feira (30).

De Secap.

Imesc divulga nova delimitação territorial da Grande São Luís

Após assinatura das leis de atualização de divisas dos municípios da Ilha, ocorrida em maio deste ano, o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) divulgou nota técnica sobre as atualizações cartográficas da Região Metropolitana da Grande São Luís. O estudo, fruto do convênio firmado entre o Estado do Maranhão por intermédio do Imesc e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, estabelece normas e procedimentos para consolidação das divisas municipais. Acesse a nota técnica pelo link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/35/201

A nota divulgada esclarece os ajustes estabelecidos entre os municípios que compõem a Região Metropolitana da Grande São Luís, mais especificamente os municípios da Ilha do Maranhão: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Os ajustes foram estabelecidos de acordo com os critérios sociais, econômicos, históricos, conveniências administrativas e conforto das populações limítrofes, de acordo com as leis de criação ou vigentes, assegurando tecnicamente que a cartografia represente a realidade.

O processo de uso e ocupação do território que compõe os quatro municípios da Ilha de São Luís alterou consideravelmente as características ambientais e populacionais, que ocorreram de forma desordenada, o que descaracterizou os pontos de amarração das divisas mencionados na legislação em vigência, dificultando sua identificação e localização; e ainda por vezes seccionando domicílios e inúmeros bairros.

“Essas indefinições inviabilizam operações censitárias e implementação de políticas públicas, questões essenciais para o ordenamento territorial. Assim, com essa nova delimitação, será possível a efetiva prestação dos serviços públicos, que muitas vezes se tornam inacessíveis, haja vista que a comunidade não sabe a quem recorrer”, aponta a chefe do departamento de cartografia e geoprocessamento do Imesc, Lourdes Silva.

As demarcações apresentadas tratam-se dos perímetros das áreas relativas a divisão municipal de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Todas as dúvidas referentes à divisa entre os municípios em análise foram esclarecidas após levantamentos in loco realizados pelos técnicos do Imesc, originando o laudo final, onde as análises e os resultados do Imesc foram expostas aos gestores, resolvendo definitivamente as questões cartográficas destas unidades municipais do território maranhense.

Segundo o diretor de estudos ambientais e cartográficos do Imesc, Josiel Ribeiro, as atualizações cartográficas das divisas municipais levam em consideração a responsabilidade administrativa e territorial dos bairros, vilas e povoados assistidos. “Optou-se pela justiça social apontada pela presença do poder municipal implementando políticas públicas à população local e, ainda, o ‘sentimento de pertencimento’ da população em relação ao município. Assim, adequando desarranjos administrativos e desacertos sociais apresentados pela dicotomia da ação subsidiária do poder executivo municipal em relação à área de extensão do município, regida, esta, por força de lei”, complementa o diretor.

Saiba mais sobre as novas divisas cartográficas entre os municípios:

Bairros que delimitam as divisas entre os municípios de São Luís e São José de Ribamar.

Bairros de São Luís: Vila Luizão; Santa Rosa; Bom Jardim; Chácara Brasil; Ipem Turu; Cohatrac I; Cohatrac II; Cohatrac III; Cohatrac IV; Residencial Primavera; Jardim das Margaridas; Conjunto São Raimundo; Vila Brasil; Cidade Operária; Santa Efigênia; Jeniparana; Cidade Olímpica; Cruzeiro de Santa Bárbara; Residencial Nestor; Andiroba; Tajipuru e Mato Grosso.

Bairros de São José de Ribamar: Central Park; Central Park II; Alto do Jaguarema; Vila Alonso Costa; Miritiua; Parque Vitória; Residencial Canudos; Terra Livre; Jardim Turu; Alto Turu III; Alto Itapiracó; Trizidela; Alvorada; Itaguará; Jardim Araçagi; Cohatrac V; Maiobinha; Vila Flamengo; Jardim Tropical; Vila Sarney Costa; Mata; Santana; Bom Jardim e Santa Maria.

Bairros que delimitam as divisas entre os municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar.

Bairros São José de Ribamar: Araçagi; Vila Tamer; Parque Florêncio; Parque Jair; Trizidela; Res. Paraíso das Rosas; Vila Kiola; Tijupá Queimado; Vila Sarney Filho; Vila Dr. José Silva; São José dos Índios; Vila Dr. Julinho; Vila Roseana Sarney; Mutirão e Itapari.

Bairros Paço do Lumiar: Alpha Ville; Dahma; Bob Kennedy; Boa Vista; Vassoural; Maioba; Maioba do Genipapeiro; Sítio Grande; Lima Verde; Maiobão; Sítio Paranã; Residencial Portal do Paço; Pau Deitado; Timbuba e Mojó.

Bairros que delimitam as divisas entre os municípios de Paço do Lumiar e Raposa:

Os bairros Pirâmide; Residencial Pirâmide e Cumbique passam a compor a área territorial tanto do município Paço do Lumiar quanto de Raposa, devido a sua grande extensão perimétrica e detecção de políticas públicas de ambos os municípios.

Flávio Dino autoriza concurso público para vagas no Imesc

O governador Flávio Dino autorizou a realização de Concurso Público para o preenchimento de 10 vagas para o quadro de servidores do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). É a primeira vez que o órgão realiza concurso público desde a sua criação, em 2006.

A autarquia, ligada à Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan), tem como missão institucional monitorar e dar suporte ao planejamento das políticas públicas governamentais, avaliar o cenário econômico maranhense, promover trabalhos técnicos para definição de limites municipais, dentre outras atribuições.

Para o presidente do Imesc, Felipe de Holanda, o concurso a ser realizado pelo instituto é uma oportunidade para qualificar o corpo intelectual do órgão. “Este concurso, que é o primeiro nos dez anos de história do Instituto, tem para nós um significado especial, pela possibilidade do engajamento de profissionais qualificados, ampliando nossos quadros técnicos e apontando para a estruturação da carreira de pesquisador no sistema de planejamento do Estado”, disse.

Felipe de Holanda destacou, ainda, a importância do concurso para garantir a realização de ações para o desenvolvimento do Maranhão. “O governador Flávio Dino, com sua visão estratégica, trouxe para o Imesc vários desafios de grande envergadura, tais como a elaboração de diagnósticos, monitoramento e avaliação de várias das principais políticas públicas, tais como o Plano Mais IDH, o Sistema de Produção de Abastecimento (Sepab), a Política de Segurança Pública, o Zoneamento Ecológico-Econômico, dentre outros”, destacou.

As vagas autorizadas pelo governador destinam-se ao provimento para o cargo de pesquisador, Grupo Administração Geral do quadro de pessoal do Poder Executivo, em diversas áreas de conhecimento, com vencimento inicial de R$ 3.890,00. Flávio Dino destinou, ainda, recursos de R$ 612 mil para garantir a realização do concurso.

O diretor administrativo e financeiro do Instituto, André Lustosa, explica os demais procedimentos para a realização do certame. “Com autorização do Governador, vamos encaminhar a solicitação de realização do Concurso Público para a Comissão que trata do tema na Secretaria de Estado da Gestão e Previdência (Segep), que providenciará a contratação da Empresa que executará o certame. A previsão é que o concurso seja realizado no primeiro semestre do ano que vem”, informou.

Meritocracia e valorização profissional

Desde 2015, o Imesc vem realizando ações para garantir a valorização dos servidores da casa. Além de estruturação de uma nova sede com mais conforto e instrumentos de trabalho adequados, o órgão promoveu seleções internas para escolha de chefes de divisão com. Os aprovados receberam promoção salarial.

Maranhão é destaque nacional por geração de empregos

A Nota Mensal de Mercado de Trabalho no Maranhão referente ao mês de julho deste ano, elaborada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), foi divulgada nesta quarta-feira (17).  Demonstra que o Maranhão obteve o segundo melhor saldo de empregos formais do Nordeste e o sétimo do país com a geração de 1,6 mil postos de trabalho. A versão completa da nota pode ser acessada no link: http://imesc.ma.gov.br/portal/Post/view/21/175

Segundo os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o emprego formal maranhense registrou uma abertura de 1.567 postos de trabalho em julho de 2017, configurando o terceiro mês consecutivo de resultado positivo, levando o acumulado do ano a 2,2 mil demissões líquidas, contra 12,6 mil no mesmo no mesmo intervalo de 2016.

O destaque no mercado formal em julho de 2017 foi para o setor da Construção Civil, que registrou 1.020 admissões líquidas, com contribuição expressiva da atividade Construção de Edifícios, a qual registrou 846 novas vagas em São Luís. Destaque também para a Indústria de Alimentos e Bebidas, que registrou 1,1 mil aberturas de vagas na atividade Fabricação de açúcar em Coelho Neto.

Segundo o economista do Imesc, Geilson Pestana, os dados do Caged indicam que o Maranhão está seguindo a tendência nacional de recuperação do emprego formal. “Considerando o resultado dos últimos quatro meses, a Construção Civil foi o setor que mais empregou. Foram gerados 2,5 mil postos de trabalho. Tendo em vista a posição de destaque do setor em julho, especialmente em São Luís, podemos ressaltar, que os investimentos do Governo Federal e do Governo do Maranhão de cerca de R$ 100 milhões na construção de casas e apartamentos pelo programa de moradias dignas, exerceu contribuição expressiva para o resultado do setor”, explica o economista.

No mercado de trabalho formal brasileiro observou-se a criação de 35,9 mil postos de trabalho em julho de 2017. Trata-se do melhor resultado para o mês desde 2013, quando foram registradas 41,5 mil admissões líquidas. Em termos setoriais, o saldo de empregos foi alavancado pela Indústria de Transformação, Comércio, Serviços e Agropecuária. Por outro lado, os setores dos Serviços Industriais de Utilidade Pública, Administração Pública perfizeram o maior número de desligamentos líquidos.

No recorte geográfico, os dados do Caged apontam que o Centro-Oeste liderou a criação de vagas com 12,2 mil novos postos de trabalho em julho de 2017, enquanto a região Sul obteve o pior resultado, com o fechamento de 62 vagas. No que se refere às Unidades da Federação que compõem a Região Nordeste, observa-se que o Maranhão obteve o segundo melhor saldo da região e o sétimo do país no mês.