ARTIGO | A busca da Inovação

Todos os dias temos sido ainda mais desafiados a executar políticas públicas de forma inovadora, primando pela eficiência na gestão dos recursos e na qualificação da oferta dos serviços públicos. Seja no apoio à educação, na melhoria dos sistemas de saúde, na logística e mobilidade, ou ainda no setor produtivo, é evidente a necessidade de prospecção de soluções para que a administração pública evolua e garanta benefícios à população. E entendemos que esse caminho pode ser facilitado por meio de investimentos em inovação e novas tecnologias. Nesse sentido, é difícil compreender a lógica do desmonte derivado dos cortes do Governo Federal no orçamento das Universidades e Institutos Federais.

Em caminho diverso do que se assiste em âmbito nacional, no Maranhão fortalecemos nossas ações em favor da educação, da inovação e da geração de oportunidades. Criamos os Institutos de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) e mais uma universidade estadual – a UEMASul -, ampliamos em mais de 40% as vagas em universidades estaduais, fortalecemos a UEMA, e mais que dobramos o número de bolsas de pós-graduação. Na última sexta-feira, além de termos inaugurado mais 3 Escolas Dignas, recebemos da prefeitura o prédio onde será instalado o Campus da UEMASUL no município de Estreito, abrindo centenas de novas chances de ingresso no ensino superior, em uma região antes não atendida adequadamente.

Em nossa gestão, o Maranhão passou a contar com um Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e os investimentos têm gerado resultados expressivos. De forma inédita no estado, ainda no primeiro mandato lançamos o programa Inova Maranhão, executado por meio de um conjunto de ações que fomentam a criação de empresas de base tecnológica e estimulam a inovação nas empresas maranhenses. Na primeira etapa do Inova, investimos R$ 800 mil em startups, que são empresas ou grupo de empreendedores que atuam com base em modelos de negócios inovadores.

O Casarão Tech Renato Acher, primeiro hub tecnológico do Maranhão, também criado em nossa gestão, serviu de base para o desenvolvimento dessas empresas especializadas na geração de conhecimento e inovação em áreas como empreendedorismo digital, economia criativa e sustentabilidade. Agora lançamos o 2º edital para startups e mais que dobramos os investimentos. Até amanhã, dia 13, as inscrições estão abertas para o novo edital, que vai ofertar R$ 1,65 milhão para startups que atuem em linhas estratégicas como Saúde e bem-estar do cidadão; Educação e inovação na administração pública; Logística e indústria; Mobilidade e cidades inteligentes; Agroindústria e desenvolvimento de cadeias produtivas; e Tecnologias emergentes.

Temos a certeza de que é fundamental criar soluções viáveis para promover justiça social e ofertar serviços públicos dignos, principalmente nesse momento em que precisamos enfrentar as duras condições da atual crise econômica nacional, fortemente refletida nas esferas estadual e municipal. O nosso Programa Inova Maranhão ajuda-nos nesse caminho.

“Quebramos a inércia do pessimismo”, diz Flávio Dino em Plenária de Gestão e Inovação

Mais um encontro repleto de gente, com muita empolgação e muitas ideias para o Maranhão continuar seguindo em frente. Assim foi a Plenária de Gestão e Inovação com Competência e Criatividade, na noite desta terça-feira (4), com Flávio Dino, em São Luís.

As plenárias são encontros para debater ideias e projetos para o Estado. Vários temas vêm sendo tratados, como educação, saúde e segurança.

Flávio ressaltou a importância do resultado do mais recente Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que mostrou que o Ensino Médio da rede estadual maranhense atingiu a maior nota da história do Estado.

Plenária de Gestão e Inovação

“O nosso governo sobreviveu à crise e melhorou as políticas sociais para os mais pobres neste Estado”, disse o governador.

Fim do pessimismo

“Quebramos a inércia do pessimismo, de que o Maranhão está fadado aos últimos lugares, como uma espécie de tragédia permanente que se renova”, acrescentou Flávio.

De acordo com o secretário estadual da Fazenda, Marcellus Ribeiro, “somos hoje um exemplo para o país, um Estado que garante direitos, acesso à educação, que garante estrada. Há um novo momento que se iniciou em 2015 e se projeta a partir de agora para o futuro”.

“Somos um Estado que não atrasa a folha, pagamos dentro do mês”, disse a secretária de Planejamento, Cynthia Mota Lima.

Potencial em Alcântara estimula inovação em mestrado de engenharia aeroespacial

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), fundado há 34 anos, está situado nas proximidades da linha do Equador, o que resulta numa economia de até 30% no uso de combustível no ato do lançamento de satélites. Diante desse cenário, a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) inovou na linha de pesquisa criando o mestrado em engenharia espacial.

A linha de pesquisa é pioneira, na qual, pela primeira vez, a Uema estabelece uma linha de pesquisa voltada a Sistemas Computacionais Aplicados a Engenharia Aeroespacial, na área de concentração de Computação Aplicada do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Computação e Sistemas. A ideia é estudar e resolver problemas práticos enfrentados pelo Centro de Lançamento de Alcântara.

O tema ganhou o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria  de Estado de Ciência e Tecnologia e da Fapema, possibilitando um acordo de cooperação técnica entre a Uema e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica – ITA. Isso possibilitou a mobilidade de docentes e de pesquisadores que estão transferindo conhecimento e tecnologia para o Maranhão.

“Atualmente, a presença no Centro de Lançamento de técnicos maranhenses altamente qualificados como os que estamos preparando ainda é incipiente. Acredito que, se continuarmos a formação de mais profissionais, teremos logo uma nova cadeia produtiva no Estado com grande capacidade tecnológica que possibilitará geração de novas empresas, empregos e geração de renda, num mercado altamente qualificado. Isto trará para o Maranhão novas perspectivas de captação de empresas”, diz Henrique Mariano Amaral, professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Computação e Sistemas da Uema.

Além de produzir pesquisa, o mestrado poderá servir para que maranhenses se capacitem para trabalhar no CLA, acrescenta o professor. “Claro que sim. Não só trabalhar no CLA, mas criar uma cadeia produtiva capaz de estabelecer um conjunto de empresas e startups de serviços e criação de novos produtos inovadores. Acreditamos muito nisto”, ressalta.

O coordenador do programa de mestrado fala das visitas e dos pequenos estágios junto à equipe do CLA: “Estamos finalizando um acordo com o CLA que permita o ‘estágio’. Enquanto isso, foram selecionados 16 temas referente a problemas que foram levantados pelo CLA que nossos alunos, juntamente com pesquisadores do ITA e da UEMA, estão estudando”, diz Henrique Amaral.

“As áreas englobam sistemas computacionais de controle de rastreio, lançamento de foguetes, reconstrução de softwares de acompanhamento de trajetória, software embarcado para controle de trajetória, dentre outros”, explica.

Atualmente o mestrado conta com a participação de 20 alunos, que ingressaram na primeira turma, formada em janeiro deste ano.  A próxima turma deverá ser formada no início de 2018. O número de vagas que serão disponibilizadas ainda está sendo estudado pela organização do programa junto aos coordenadores da Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologias (Secti).

Outro fator importante é que instituições como Uema, UFMA, IFMA, UFC, UFPA, UFRN e UFPE estão formatando um Doutorado em Engenharia Aeroespacial, que funcionará em rede de forma colaborativa, previsto para iniciar em 2019. Neste particular, o Maranhão sairá na frente, pois já terá pelo menos 20 mestres com formação básica para prosseguir com o doutoramento.

Potencial maranhense

A criação de uma cadeia produtiva na área gerará emprego e renda numa indústria que movimenta centenas de bilhões de dólares em todo o mundo. “A tecnologia que nós trabalhamos diariamente como celulares, aviões seguros, telecomunicações, satélites, automação industrial, redes wireless e microprocessadores, dentre outras, são subprodutos da área aeroespacial e da área computacional”, conclui o coordenador do curso.

O Governo do Maranhão já entregou o prédio da computação da Uema. A estrutura foi projetada para atender prioritariamente a pós-graduação em seus laboratórios e espaços para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, inovação e extensão tecnológica, além de um espaço apropriado para a realização de palestras, workshop, etc.