Preso o assassino da travesti em Bacabal

José Ferreira, de 29 anos se apresentou à polícia da cidade de Pio XII após ter confessado ser o autor do assassinato da travesti Melissa, de 30 anos. O corpo foi encontrado sem roupas em um matagal com as mãos decepadas próximo a uma quadra de esportes, na Vila São João, em Bacabal.

De acordo com informações da polícia, o crime aconteceu no sábado (4). José Ferreira foi levado para a Delegacia Regional de Santa Inês, onde ficará preso pois já existe um mandado de prisão contra ele.

Após aplicar golpes, ex-agente penitenciário é posto em liberdade

O ex-agente penitenciário Charles William Campos Correa que foi preso na última quarta-feira (24) após ser suspeito de aplicar golpes em lojas do município de Santa Inês, a 250 km de São Luís, foi posto em liberdade na última sexta-feira (26) após pagar uma fiança no valor de R$ 3.326 reais.

A decisão foi da juíza Denise Pedrosa Torres, que pertence a 4ª Vara de Santa Inês, que homologou a prisão em flagrante do suspeito de estelionato, que responderá pelo crime em liberdade. Segundo a decisão judicial, Charles William deve se apresentar ao Poder Judiciário toda vez que for solicitado.

Segundo a polícia, Charles William Campos foi preso depois de passar por três das grandes lojas da cidade fazendo compras com documentação falsa e quando já tentava aplicar golpe em uma quarta estabelecimento ele foi autuado em flagrante pelos policiais.

De acordo com a polícia, em uma única loja a compra foi de R$ 7 mil reais, em oura R$ 2.500 mil reais e mais R$ 100 reais na terceira. As compras eram roupas calçados, eletrônicos, sempre itens caros.

A polícia diz ainda que representantes de uma das lojas disseram que Charles William Campos Correa já vinha agindo no comércio da cidade desde o início do mês de abril, sempre com a mesma identidade falsa, mas dando um endereço diferente. Em uma das lojas ele chegou a apresentar um contracheque falso da prefeitura de Santa Inês, onde ele dizia ocupar a função de farmacêutico.

Faculdade de São Luís é condena a pagar indenização por danos morais a aluno

 

A Faculdade Pitágoras foi condenada a indenizar por danos morais, no valor de dez mil reais, estudante que concluiu com êxito o curso superior, mas foi considerado reprovado por falha no sistema. Em decisão unânime da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve a sentença para condenar a instituição de ensino e determinou que a mesma expeça o diploma, no prazo de 60 dias, sob pena de multa diária de mil reais. O estudante não estava incluso na lista dos alunos aptos a concluírem o Curso de Rede de Computadores, decorrente de falha no sistema de informática da instituição de ensino que, de forma equivocada, o teria considerado reprovado. O voto teve como relator o desembargador Cleones Cunha, que foi acompanhado pelos desembargadores Cleonice Freire e Marcelino Everton.

O desembargador Cleones Cunha enfatizou que a instituição de ensino sequer se insurgiu quanto à ocorrência da não inclusão do aluno na lista de aprovados, tendo alegado a ausência de má-fé, o que não desconstitui a sua responsabilização objetiva. “A evidente demora na expedição do diploma causou-lhe mais do que mero dissabor, mas verdadeira lesão aos direitos de sua personalidade”, explicou.

O relator também considerou que o magistrado de base agiu com ponderação e equilíbrio, pautando-se pelo princípio da proporcionalidade. “Não obstante seja impossível mensurar os transtornos sofridos, tendo como premissa o objetivo técnico almejado pela indenização de natureza moral, face à situação dos autos e à luz dos precedentes da Corte Superior de Justiça, mantenho o valor fixado”, concluiu o desembargador.

 

SET é notificado pela justiça e pode pagar multa de R$ 5 mil

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís foi notificado pelo desembargador Gerson de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª
Região. A noticação emitida pelo TRT-MA informa o cumprimento ou não do acordo judicial celebrado em dezembro/2018, sob sua mediação, com a anuência do Município de São Luís e homologado em juízo.

Dentre os pontos abordados, acordo obriga as partes à celebração da Convenção Coletiva de Trabalho e ao Dissídio Coletivo. O magistrado estipulou o prazo de 72 horas para que o SET preste as informações, sob pena de multa diária de R$5 mil. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA), por sua vez, comunicou ao TRT-MA,também na tarde de ontem, que pretende paralisar o transporte coletivo em São Luís por tempo indeterminado, a partir da zero hora do dia 2 de março, próximo sábado.

Conforme consta na notificação, o motivo é o descumprimento do acordo de reajuste de salário e benefícios por parte dos empregadores. Em entrevista, na manhã de hoje (27/2), o desembargador Gerson de Oliveira confirmou seu empenho em buscar, junto aos Sindicatos, a melhor solução para o impasse, a fim de evitar a paralisação anunciada e garantir o direito de ir e vir da população usuária do transporte coletivo na Capital, mormente no período do feriado de Carnaval, quando muitos trabalhadores têm a oportunidade de incrementar seus rendimentos durante as festividades.

Autoridades investigam conduta de funcionário do Samu em Imperatriz

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e a Polícia Civil estão investigando a conduta de Marcos Vieira, funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Imperatriz, a 626 km de São Luís, que foi denunciado após ter negado o envio de uma ambulância a uma idosa que tinha sofrido um acidente e estava ferida na cidade. O atendente do Samu foi afastado das suas funções.

O Coordenador-geral do Samu, Alexsandro Freitas, disse que o médico é quem tinha que decidir sobre o procedimento quando a ambulância foi solicitada. “O telefonista em momento nenhum decide nada. Apenas colhe informações e qualquer decisão é tomada pelo médico regulador, que é o médico sanitarista, que é o médico da Central de Regulação de Urgências”, explicou.

O atendente do Samu, Marcos Vieira, é servidor público concursado. A Prefeitura de Imperatriz emitiu uma nota e determinou o desligamento dele das funções e a abertura de inquérito administrativo que pode resultar na demissão dele.
Por telefone o atendente, que trabalha no Samu há dois anos, reconheceu o seu erro e alegou está passando por problemas. “Eu cometi erro sim. De não ter terminado a ocorrência e passado para o médico. Esse foi o meu erro. Porque quem ordena e quem classifica o nível são os médicos. Simplesmente foi um erro meu que eu cometi. Uma coisa sem pensar, também, há alguns dias tô passando por dificuldade familiar”, desabafou.

A Prefeitura de Imperatriz classificou como lamentável e inadmissível a negativa de atendimento cometida pelo servidor do Samu. Determinou o imediato desligamento de Marcos Vieira das funções e abertura de inquérito administrativo para uma provável demissão por entender que os fatos são inquestionáveis. A Prefeitura ainda informou que todo o material gravado e as investigações administrativas será repassado à Polícia Civil e ao Ministério Público para ajudar na apuração do crime de omissão de socorro.

Carlos Brandão anuncia força-tarefa para investigar chacina na zona rural de São Luís

O governador em exercício, Carlos Brandão, recebeu comitiva da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) para tratar do andamento do caso de morte de três jovens na comunidade Mato Grosso, no bairro Santa Bárbara, zona rural de São Luís. Durante o encontro, na manhã desSa terça-feira (8), na sala de reuniões do Palácio dos Leões, a comitiva informou todos os procedimentos já realizados para solução do caso, que culminaram com a prisão de um suspeito.

Na ocasião, Carlos Brandão reafirmou a disposição do aparato da Segurança Pública para que seja dada resposta às famílias das vítimas o mais breve possível. “O governo está empenhado neste caso, ciente da dor irreparável destas famílias e em cumprimento do dever, colocando à disposição toda a estrutura da Segurança Pública para que a autoria seja identificada. As polícias mostram que estão empenhadas para essa solução, tanto que, em breve tempo, já foi apontada uma pessoa suspeita. Trata-se de um ocorrido triste e que não ficará impune”, pontuou o governador em exercício.

Saulo Ewerton, secretário da SSP em exercício, informou que o suspeito da participação no caso, o policial militar Hamilton Linhares, foi preso. No depoimento, o militar negou envolvimento nas mortes. Ele estava no local em atividade particular, quando avisado por um vigia da área foi até os meninos que correram, movimento que levou o militar a dar um tiro para cima, segundo contou em depoimento. O policial afirmou, ainda, que estava sozinho – sem outros militares – e que não atirou nos três rapazes. Foram ouvidas várias testemunhas, dentre familiares e moradores.

“Vamos retomar o interrogatório ao policial, que acreditamos não deve ter agido sozinho, e também ouviremos mais populares. Estamos em contato direto com a comunidade da área, a partir de uma comissão formada para acompanhar o caso”, pontuou o secretário em exercício, Saulo Ewerton.

O secretário em exercício reafirmou o compromisso na investigação do caso e lembrou que a polícia está tendo o apoio da população local para o avanço das investigações. “Sabemos do sofrimento das famílias e nos importa que possa ser, ao menos, atenuado, com a descoberta da autoria”, enfatizou o gestor da SSP.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jorge Luongo, e o delegado-geral em exercício, Márcio Araújo, também participaram da reunião com o governador em exercício.

Sobre o caso

Os corpos dos três jovens foram encontrados na manhã de sexta-feira (4) em uma área que está em obras, nas proximidades da comunidade Mato Grosso, no bairro Santa Bárbara, zona rural de São Luís. A área era utilizada por moradores como acesso ao bairro e estava fechada desde o início da obra, mas, os moradores permaneciam utilizando o atalho. Segundo a polícia, não há registros de antecedentes criminais das vítimas e a partir de depoimentos, nada foi encontrado contra a conduta social dos três.

A polícia investiga a autoria e motivação do crime. Mais testemunhas serão ouvidas, incluindo trabalhadores da obra. O policial suspeito permanece detido no Comando Geral da Polícia Militar, na capital.

Enfermeira que atropelou cachorros é multada em R$ 20 mil

Comissão de Defesa e Proteção dos Animais (CDPA) da OAB esteve presente na audiência com o Ministério Público do caso Duquesa, na última segunda-feira (12), no Fórum Desembargador José Sarney. A enfermeira Gisele Atan, agrada atropelando dois cachorros, pagará a quantia de R$ 20 mil, que será revertido ao Hospital Veterinário da UEMA.

A enfermeira também foi condenada a pagar cinco salários mínimos referente à ação penal. Além disso, os tutores do cachorro falecido ainda podem ingressar com uma ação requerendo valores que achem de direito.

Em postagem no instagram, a CDPA escreve:“infelizmente, a pena do artigo 32 da lei 9.605/98 é muito branda, casos como esse não levam, ainda, autores de crimes monstruosos à pena de reclusão. Porém, a multa pode doer muito no bolso.” Entretanto, segundo a comissão, está atualmente tramitando no Senado um projeto para o aumento de pena de 4 a 16 anos para os crimes de maus tratos a animais.

Manuella Freitas, membro da CDPA, arma que, se aprovado, o projeto vai ajudar as pessoas a criarem consciência acerca desse tipo de crime.“O aumento da pena ajuda a coibir a prática de maus tratos”, aponta a advogada.“Vai ser um ganho para todo mundo”.

Relembre o caso

Em agosto desse ano, uma câmera de segurança flagrou a enfermeira, ao que tudo indica, esperando dois cachorros se posicionarem à frente de seu carro para dar a partida, atropelando os dois e evadindo o local imediatamente em seguida. Um dos cães, Duquesa, não resistiu e morreu.

O vídeo circulou em redes sociais e o caso ganhou repercussão nacional, ganhando atenção de personalidades como Luisa Mell e Anitta. No mesmo mês, Gisele foi afastada do emprego.

Tj idenizará consumidor após encontrar um corpo em uma cerveja

Um consumidor que encontrou um corpo estranho dentro de uma garrafa de cerveja Kaiser deverá ser indenizado pela empresa. Esse foi o entendimento de sentença proferida pela 1a Vara Cível de Timon, nesta segunda-feira (5). A ação teve como autor o consumidor, e como requerida a Cervejaria Kaiser Brasil S/A. De acordo com a sentença, a ação é de indenização por danos morais e a Justiça julgou o pedido procedente em parte, condenando a empresa a ressarcir, em favor do autor, danos morais no montante de R$ 5 mil. A sentença tem a assinatura da juíza Raquel Menezes, titular da unidade judicial.

Na ação, o consumidor alegou que na data de 18 de maio de 2017, teria consumido algumas cervejas da marca “Kaiser Lager” 600ml, quando constatou que uma delas possuía um corpo estranho em seu interior, descrevendo-o como ‘algo parecido com uma fita plástica, ou uma pulseira’. Relata também que o referido produto não poderia ter sido exposto à venda, afirmando que não foram empregados os cuidados necessários para sua comercialização. Por esses fatos, pediu indenização por danos morais. Não houve conciliação porque as partes não apresentaram propostas.

Quando citada, a empresa Kaiser apresentou contestação, requerendo a realização da perícia técnica, assim como defendeu ausência dos requisitos caracterizadores da responsabilidade, notadamente o dano e sua demonstração, o que lhe eximiria da obrigação reparatória pretendida na inicial. Justificou, ainda, que o fato de não ter ocorrido a ingestão do produto configura mero aborrecimento, afastando o dano moral, pedindo, ao fim, pela improcedência total dos pedidos do consumidor. A empresa foi citada para pagar a perícia, mas não se manifestou.

Diz a sentença: “No caso em questão, a parte autora afirma que adquiriu produto inapropriado para consumo. Nesse sentido, estabelece o Código de Defesa do Consumidor que os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicação constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas”.

A magistrada destacou que são impróprios ao uso e consumo os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos, os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação, bem como os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.

“Com efeito, aliado à ausência de prova em sentido contrário, constatou-se que o produto adquirido pelo requerente possui grave vício que o tornou impróprio para consumo. Isso porque no interior da garrafa de cerveja, fabricado pela ré, verificou-se a presença de corpo estranho, não havendo indícios de que tenha sido colocado deliberadamente por terceiros ou pelo autor com intuito de fraudar o processo de fabricação. Logo, tem-se que o produto colocado à venda revelou-se inadequado ao fim a que se destinava”, observou a juíza.

Para a Justiça, o dano moral experimentado pelo consumidor é evidente, pois qualquer consumidor que adquire um produto se espera que seja fabricado dentro das condições sanitárias requisitadas pelas autoridades competentes. “Uma cerveja não pode conter corpos estranhos que causem mal estar ou repugnância ao consumidor a se deparar com tais objetos. Tal dano resta comprovado à medida que a parte autora, acreditando na idoneidade do produto, constatou que este apresentava vício de fabricação, o que, notadamente, acarretou-lhe angústia e aflição ante as mais diversas consequências advindas da potencial ingestão de gênero alimentício contaminado, suficiente para gerar abalo à sua honra e dignidade”, finalizou a sentença, condenando a cervejaria ao pagamento da indenização.

Acusados da morte do prefeito de Presidente Vargas, o Bertin, são pronunciados a júri popular

A 2ª Vara da Comarca de Itapecuru-Mirim marcou para o dia 26 de novembro, às 9h, na Câmara Municipal, a sessão do Tribunal do Júri Popular para o julgamento dos réus José Evangelista Duarte Santos, Benedito Manoel Martins Serrão e Raimundo Nonato Gomes Salgado, acusados do assassinato do prefeito do Município de Presidente Vargas, Raimundo Bartolomeu Santos Aguiar – o “Bertin”, e da tentativa de homicídio contra Pedro Pereira de Albuquerque – o “Pedro Pote”, em emboscada ocorrida no dia 6 de março de 2007, na região do Município de Itapecuru-Mirim.

Os réus foram denunciados pelo Ministério Público estadual. Conforme a denúncia, as investigações policiais revelaram que os denunciados executaram esses crimes a mando de terceiros – fato apurado em outros autos – que tinham interesse em se beneficiarem de esquema de corrupção existente naquele município, concluindo que os crimes ocorreram em razão do controle político do município e do uso indevido de dinheiro público. Com o assassinato do prefeito, os mandantes seriam beneficiados, pois Bertin deixaria o comando da prefeitura, permitindo que o então presidente da Câmara de Vereadores assumisse e pudesse pôr em prática um esquema de corrupção. Os três policiais acusados não obteriam qualquer benefício direto com o assassinato, mas sim os mandantes.

Após a análise da denúncia, o Judiciário de Itapecuru decidiu, diante da existência de materialidade e indícios suficientes de autoria do crime, pronunciar os três executores nas penas do artigo 121, §2º, I e IV combinado com o artigo. 29, todos do Código Penal, em relação a Bertin, e nas penas do artigo 121, §2º, IV combinado com o artigo 14, II e artigo 29 do Código Penal, em relação à vítima Pedro Pote, a fim de que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O CRIME – De acordo com informações do inquérito policial que apurou a ocorrência, no dia 6 de março de 2007, por volta das 22h45min, na altura do Km 193 da BR 222, em Itapecuru- Mirim, no povoado “Cigana”, as vítimas Raimundo Aguiar e Pedro Albuquerque viajavam no sentido Itapecuru- Mirim-Vargem Grande, em carro conduzido pelo primeiro, quando outro carro os alcançou, forçando a parar, sob a mira de armas de fogo, tendo sido disparados dois disparos, na porta esquerda do veículo das vítimas. Em seguida, os três primeiros denunciados, todos militares, renderam as vítimas, tentando algemá-las uma à outra. O primeiro denunciado efetuou dois disparos em Bertin – um na região frontal, e outro na região mandibular -, e o segundo e o terceiro denunciados tentaram imobilizar a segunda vítima, Pedro Pote, tendo o terceiro denunciado efetuado um disparo na região mamária direita, transfixando o tórax. Depois de lutar contra o soldado Salgado, a vítima Pedro Pote conseguiu se livrar das algemas mas ao tentar fugir foi perseguido e golpeado, com estocadas de faca na cabeça. Após os crimes, os acusados fugiram ao notar a chegada de um terceiro veículo trafegando na BR.

A PRONÚNCIA – Na pronúncia, o Judiciário constatou a materialidade do delito, diante das provas anexadas aos autos, como o laudo de exame em local de morte violenta e o laudo de exame cadavérico e de lesão corporal nos quais fica patente a morte da vítima Raimundo Aguiar por traumatismo crânio encefálico por projétil de arma de fogo; bem como a tentativa de homicídio contra a vítima Pedro Albuquerque, o qual fora alvejado por arma de fogo no tórax, além de ter sofrido ferimentos na cabeça, resultando em perigo de vida. E, em relação à autoria do delito, entendeu que os indícios foram suficientes, vez que uma das vítimas sobreviveu e apontou os três acusados como executores do crime.

A DEFESA – Encarregada da defesa dos executores do crime, a Defensoria Pública propôs a conversão do julgamento em diligência e a impronúncia dos acusados por falta de indícios suficientes de autoria delitiva ou, ainda, pela desclassificação da conduta criminosa para excluir a qualificadora. Nas alegações finais, argumentou que em momento algum da instrução processual restou demonstrada ou, ao menos indicada, a possibilidade, seja mesmo remota, de qualquer recebimento de valores por parte dos acusados ou promessa futura de recompensa. O pedido de diligência foi desconsiderado pela juíza, por ter sido considerado “meramente protelatório”. Quanto ao crime de encomenda, a magistrada citou o fato de que, além dos réus executores do crime, também foram acusadas mais seis pessoas, apontadas como mandantes, tendo o processo sido desmembrado em relação aos últimos. “Não há de se dizer, portanto, que tal possibilidade seja remota, mas trata-se, antes, de uma possibilidade perfeitamente factível e dedutível”, diz a sentença.

A pronúncia data de 25 de outubro de 2016, mas a designação da sessão do Tribunal do Júri só foi possível após o julgamento do Recurso em Sentido Estrito providenciado pela defesa dos acusados junto ao Tribunal de Justiça do Estado, o qual foi relatado pelo desembargador Fróz Sobrinho e negado por unanimidade dos membros julgadores da 3ª Câmara Criminal, em 9 de outubro de 2017, confirmando a pronúncia da 2ª Vara de Itapecuru-Mirim.

Justiça libera continuidade de obras do Hospital da Ilha

A Justiça Federal deu aval para o Estado do Maranhão dar prosseguimento às obras de construção do Hospital da Ilha, uma grande unidade hospitalar de urgência e emergência que vai atender a população de toda região metropolitana de São Luís. A decisão foi tomada na última terça-feira (16), pelo juiz federal Ivo Anselmo Höhn Junior, da 8ª Vara Federal Ambiental e Agrária.

A causa foi judicializada após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tentar impor acompanhamento arqueológico para validar ou não licença ambiental, além de considerar que o empreendimento estava em categoria incompatível com os dados do processo de licenciamento ambiental. O órgão federal chegou até mesmo a instaurar um processo administrativo (Processo IPHAN 01494.000428/2018-48) e ato normativo (Instrução Normativa IPHAN 01/2015) no sentido de tentar regulamentar o andamento das obras.

No entanto, os requisitos exigidos pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), relativos ao licenciamento ambiental do empreendimento, foram cumpridos e considerados satisfatórios. Tendo esse argumento, o Estado do Maranhão, através da Procuradoria Geral do Estado (PGE), solicitou a nulidade de todos os atos demandados pelo IPHAN, com a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional.

No início da decisão, o juiz diz que “é procedente o pedido de antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional (tutela de urgência) para que o réu [IPHAN] se abstenha de ato que condicione a execução da obra pública à exigência de acompanhamento arqueológico referente à obra pública”. Diz ainda que não há necessidade de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), tendo em vista que não existe interesse arqueológico na área onde o empreendimento deve ser erguido.

Em seguida, o juiz reconhece que “ao menos a princípio, na medida em que parte da prova documental que instrui a inicial não revela a existência de interesse arqueológico que justifique a exigência de acompanhamento específico e circunstanciado da obra pública objeto desta demanda”.

Outro ponto destacado pelo magistrado é que o IPHAN não tem autoridade para determinar condições de controle maiores que as adotadas pela própria autoridade ambiental competente, que é real responsável pela definição dos estudos e licenças necessárias ao andamento da obra pública. “No caso desta demanda, as características do local e do empreendimento permitem que o próprio órgão licenciador defina os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de licenciamento, podendo a autoridade nacional do Patrimônio Histórico e Cultural intervir no licenciamento ambiental em sendo verificada a possibilidade de afetação de bens culturais acautelados na esfera federal, circunstância não observada, nesse momento”, diz o juiz no relatório.

Por fim, o juiz reconheceu que o embargo às obras do hospital é uma real possibilidade de prejuízo, inclusive aos cofres públicos, tendo em vista que existe um cronograma a ser executado, que não seria cumprido caso houvesse atraso no início dos trabalhos.

Com estas considerações, foi deferido o pedido de tutela provisória de urgência para determinar a suspensão do processo administrativo do IPHAN, ressalvada a comprovação de interesse arqueológico decorrente de cadastramento da área (CNSA).

Sobre o Hospital da Ilha

O anúncio de construção do Hospital da Ilha foi feito pelo governador Flávio Dino em setembro do ano passado. A área onde o Hospital da Ilha será construído fica na Avenida São Luís Rei de França, bairro Turu. A unidade será de alta capacidade, com previsão de 320 leitos em funcionamento. “Trata-se de um grande hospital de urgência e emergência para a Ilha de São Luís. Será o grande Socorrão da Ilha de São Luís, uma obra que vai ser muito importante para um milhão e meio de maranhenses”, disse o governador à época.